COLUNA DOMINICAL



(publicada ontem, no Lance!)

PRETO E BRANCO

A semana começou com uma frase edificante, proferida pelo cartola mais influente do futebol brasileiro. Procurado pela Folha de S. Paulo para comentar as reclamações feitas por Tite, no sábado passado, sobre o calendário do Campeonato Paulista, Marco Polo Del Nero homenageou a própria arrogância. “Não vou responder a treinador fazendo um comentário desses. Quando o presidente falar, eu respondo”, disse o chefe da Federação Paulista de Futebol.

Soou familiar? Faz todo o sentido. Ricardo Teixeira ficaria orgulhoso do tom esnobe de Del Nero, que o faria se lembrar de um de seus célebres epitáfios como presidente da CBF. “Só vou ficar preocupado (com denúncias de corrupção), meu amor, quando sair no Jornal Nacional”. Momento nobre da infame entrevista concedida à Revista Piauí.

A mórbida semelhança entre os raciocínios não é um acaso. Del Nero é a eminência que Teixeira escolheu para manter as engrenagens da CBF bem lubrificadas. O dirigente paulista é o presidente de fato da confederação. José Maria Marin é sua criação, seu passaporte para a cadeira de Teixeira, hoje ocupada pela data de nascimento de Marin, um político especializado em ocupar cargos por indicação.

Del Nero é o dirigente das trapalhadas, como a tentativa desastrosa de prejudicar o São Paulo – à época, inimigo da FPF – em dezembro de 2008, no caso dos ingressos para um show de Madonna no Morumbi. Depois de intensa movimentação nos bastidores, o Pleno do STJD o livrou do que seria uma condenação histórica na esfera esportiva.

Del Nero também é o dirigente das situações constrangedoras, como a visita que recebeu de agentes da Polícia Federal em sua casa, na madrugada de 26 de novembro do ano passado. Documentos e computadores foram apreendidos para elucidar sua relação com uma quadrilha que roubava e negociava informações sigilosas. O cartola espionava a própria namorada.

Perceba o padrão. Marin é o dirigente da medalha (e dos picolés) embolsada e do gato de luz. E o que é muito mais preocupante: da ligação com o período do autoritarismo e da repressão. A exposição de seu discurso – como deputado estadual pela ARENA, em outubro de 1975 – na Assembleia Legislativa de São Paulo, com implicações na prisão, tortura e assassinato do jornalista Vladimir Herzog, o levou a uma medida extrema. Marin considerou boa ideia transformar o site oficial da CBF em uma espécie de blog pessoal, com o objetivo de negar o inegável.

O texto publicado na última quarta-feira na página da confederação na internet é um retrato de Marin. Antiquado, ultrapassado, digno de desconfiança. A “estratégia” é incompreensível. Aumentou a repercussão de algo que Marin deveria tentar esconder, culminando com a chegada do tema a Brasília.

O deputado federal Romário (PSB-RJ) pretende realizar uma audiência pública denominada “Futebol e Ditadura” no Congresso Nacional, para apurar o envolvimento de Marin com o governo militar e as circunstâncias da morte de Herzog. Bingo.

O jogo está para começar. De preto, o projeto de poder de Del Nero e Marin. De branco, a verdade.

PÉSSIMA IDEIA

Os recentes casos de violência envolvendo “torcedores” organizados estimularam a criatividade das nossas autoridades esportivas. A novidade é a ideia da “torcida organizada oficial”, que seria bancada pelo clube e, portanto, absolutamente pacífica e incentivadora. Dois absurdos reunidos. O primeiro é a tentativa de transferir a responsabilidade de resolver o problema. O segundo é um atentado ao exercício de torcer. É expressão da natureza humana, que não pode ser alugada. Os autores da proposta devem ser apresentados ao futebol.

O DONO

Que semana para Lionel Messi. Na terça-feira, foi decisivo na classificação do Barcelona para as quartas de final da Liga dos Campeões. No dia seguinte, não só escolheu um compatriota como novo líder do mundo católico, como também determinou seu nome, em homenagem ao técnico Francesc Vilanova. Dono do mundo, o rapaz.



  • Rodrigo-CPQ

    Isso tudo tem dois pontos paradoxais:

    Primeiro, é uma vergonha que o futebol brasileiro ainda tenha esse tipo de comandantes. É vergonhoso que instituições como Itaú, Ambev e tantos outros associem suas marcas a esses sujeitos. Isso se aplica também à parte de baixo da pirâmide, pois quando se fala em criar uma Liga de Clubes, a ser gerida pelos próprios clubes, temos nomes como Juvenal Juvêncio, Andrés Sanchez, os Perrelas da vida, as Patrícia Amorim da vida. Vai resolver alguma coisa criar a tal liga?

    E, segundo: não é de se estranhar, realmente, que o futebol brasileiro tenha esse tipo de comandante. A politicagem sempre rolou solta nesse meio. Os coronéis sempre falaram mais alto nos clubes. Se parar pra pensar, o futebol brasileiro é um retrato perfeito da política nacional: os dirigentes não perdem em nada para os cretinos do congresso e do senado (não vou citar outros para isso aqui não virar uma discussão política).

    Infelizmente, isso não vai mudar tão cedo. Cada um tem os Platini e Beckenbauer que merece…

    • Rafael Silva

      Andrés a seu clube fez muito bem,deu Show de administração,pena que não se pode falar o mesmo de Juvenal “Trapalhada” Juvêncio ao SPFC.

      • Rodrigo-CPQ

        Rafael, se você soubesse o tipo de gente que participava da direção do Corinthians na época do Andrés…

        Aliás, a maioria ainda deve estar por lá.

        • Fernando

          vc com certeza faz parte da esquerda -falso moralista enraizada no Brasil,, ou como diria Nelson Rodrigues o famoso ” complexo de vira-lata” negar o óbvio, o Andres foi o melhor presidente que um clube de futebol já teve no Brasil, assim como o LULA foi o melhor presidente , independente de quem eram seus aliados…

          se vc acha a Europa tão bom assim e tão moralista, vá la ver a crise e os 25% de desemprego na maravilhosa Espanha.isso sem falar na Itália do Berlusconi, portanto o Brasil pode não ser uma maravilha , mas com certeza não é com esse tipo de moralismo tipico da classe média que alguma coisa vai mudar.

          • Matheus

            Quando o Corinthians começar a pagar a conta da arena eu quero ver todos esses torcedores que chamam o Andrés de “maior presidente da história”.

  • Erasmo Brito

    Bom dia, Alguma noticia sobre o golpe do Fielzão que está para ser dado no país ?? Parece assunto proibido.

    • Rafael Silva

      Minha mãe e meu Pai no passado pagou a construção do “velho Morumbi” Estádio que hoje pertence ao SPFC,agora chegou a vez de vc pagar o nosso. Simples!

      • Erasmo Brito

        Este comentário explica totalmente o porque do péssimo nivel dos políticos e dirigentes do nosso país.

        • Rodrigo

          EsteS comentárioS, você quer dizer. Não tira o teu da reta não.

    • Rodrigo-CPQ

      Só entro nessa discussão se for publicado, em detalhes, como o São Paulo conseguiu construiu o Morumbi.

      • claudio

        Rodrigo pode entrar nessa discussão tá…lá vai: O governador do estado era Laudo Natel(presidente do S.Paulo)..O terreno foi doado por Oscar Americano dono da empreiteira que ganhava todas licitações para construção de usina hidroeletricas, pontes e viadutos do estado…Nas construções das usinas apontadores que lá trabalhavam falavam que as cargas de cimento seriam 3 caminhões pra obra da usina e sete para o morumbi(isso é fato).Não precisa nem dizer que o sao paulo não tinha dinheiro para essa obra não é? Hoje que diz ser muito rico não tem dinheiro pra manutenção e reforma certo..Pense um pouco antes de entrar nessa discussão….é só o começo.Ah desculpe a manutenção é paga com aluguel para shows).

      • Clayton

        O Morumbi, estádio bancado com recursos particulares, empréstimos, campanhas de marketing (Companhia Antarctica Paulista, por exemplo), parceria com a Philips (iluminação do estádio), carnê paulistão (cujos sorteios passavam na TV Excelsior e foi um sucesso estrondoso entre todas as torcidas), levou 17 (DEZESSETE) anos para ser totalmente erguido, de 1953 a 1970. E teve que ser inaugurado parcialmente em 1960 (jogo contra o Sporting-POR) para poder arrecadar ainda mais dinheiro, com o aluguel do estádio por exemplo. São apenas fatos.

        Laudo Natel entrou no São Paulo em 1956 pelas mãos do presidente Cícero Pompeu de Toledo, como executivo do Bradesco, e tornou-se presidente em 1958 com a morte de Cícero. Elegeu-se vice-governador em 1962. Aliás, a obra “Laudo Natel, um Bandeirante” do brilhante jornalista Ricardo Viveiros, retrata bem a trajetória deste competente administrador, presidente de clube e ex-governador. Infelizmente, muita gente desinformada e leviana, meramente por clubismo e rancor, o difama sem razão.

        Não dá mesmo para comparar a construção do Morumbi, com sacrifício, numa época em que o São Paulo enfrentou sua maior seca sem títulos, com o Itaquerão e todas suas benesses públicas. É fato!

        • Bill

          Exatamente, e um erro não justifica o outro. Tem que tirar de lado o fanatismo e pensar de forma mais abrangente. É um absurdo as pessoas aceitarem esse novo estádio, independente do time, lamentável.

      • João

        Alguma semelhança entre “só entro nessa discussão se for publicado, em detalhes, como o São Paulo conseguiu construiu o Morumbi.”, “Não vou responder a treinador fazendo um comentário desses. Quando o presidente falar, eu respondo” e “Só vou ficar preocupado (com denúncias de corrupção), meu amor, quando sair no Jornal Nacional”?

        • RENATO77

          A construção do Morumbi é um dos esqueletos enterrados na época da ditadura.
          Se querem passar a limpo esse período da historia, que o façam por inteiro.
          O mesmo vale para o presente. Tratar de assuntos semelhantes com o mínimo de coerência, SEM clubismo.
          Abraço.

          • Clayton

            Isso serve para você: comentar desprovido de clubismo e leviandades. O Morumbi é uma obra concebida bem antes da ditadura, início dos anos 50 e foi inaugurado em 02/10/1960, jogo contra o Sporting de Portugal. Não adianta repetir uma mentira mil vezes, aquela velha ladainha. 17 anos no total para ser erguido, com muito sacrifício, ao contrários do público Maracanã que foi erguido em 24 meses para a Copa de 50. São apenas fatos, quer queiram ou não.

            São Paulo F.C. – Poy; Ademar, Gildésio e Riberto, Fernando Sátiro e Victor; Peixinho, Jonas (Paulo e Cláudio), Gino, Gonçalo e Canhoteiro. Técnico: Flávio Costa.

            Sporting C.P. – Aníbal; Lino, Morato e Hilário, Mendes e Júlio; Hugo, Faustino, Figueiredo (Fernando), Diogo (Geo) e Seminário.

            Árbitro: Olten Ayres de Abreu.
            Renda: Cr$ 7.868.400,00.
            Gol: Arnaldo Poffo Garcia (Peixinho).
            Público Total: 64.748.

            • RENATO77

              Sacrifício? Só se for das contas públicas. Não se iluda.
              Pesquise sobre a historia do seu clube, e verá que é um clube “biônico”, criado de cima pra baixo, sem raízes nas bases da sociedade, fruto das ambições esportivas e políticas da elite paulista.
              O clube “caçula” em pouquíssimo tempo era o mais forte nos bastidores, entre a federação e também no âmbito nacional. Só pra citar um exemplo, Paulo Machado de Carvalho era ligado a que clube?

              De meados da decada de 70 em diante, aí, já com certa historia no futebol podemos considerá-lo um clube “normal”, mas o inicio do clube as primeiras décadas, mostra um clube “fabricado” pelos poderosos, o que explica MUITO seu sucesso dentro e fora de campo, com uma administração “de empresa” enquanto a concorrência era extremamente amadora.
              Negar as origens do clube e suas ligações com o “poder” é brigar com os fatos.

              Não vou alongar, afinal, como diz o ditado, não adianta explicar quando o outro está decidido a não entender.
              Abraço.

              • Clayton

                Você já contou muitas mentiras por aqui, e pelo visto, continua com o mesmo vício. Quem não aceita a verdade é você. Tem todo o direito por mero clubismo, porém, vamos aos fatos:

                1º O Morumbi é uma obra concebida antes da ditadura, inaugurado em 1960, ainda que parcialmente. O resto é lenda e leviandade, então nao adiana apelar para bravatas..
                2º Qual o problema do Paulo Machado de Carvalho ser diretor e ex-presidente do São Paulo? Por que era rico ou influente? Qual é a ilação que você quer fazer? A tentativa de demonizar o SPFC é patética e exala muito recalque. Paulo Machado de Carvalho é o “Marechal da Vitória” pela seleção, e é um grande orgulho para a história do São Paulo.
                3º O São Paulo é o sucessor, podemos dizer assim, do C.A. Paulistano, com muita honra, e desde os anos 40 formou grande esquadrões, basta dizer que o time do Leônidas da Silva foi pentacampeão estadual naquela década. E o clube serve a seleção brasileira desde a Copa de 50. Formou grandes esquadrões nos anos 50 também, como o time do Zizinho, e com a construção do Morumbi, enfrentou seu maior período sem títulos, ainda assim, longe dos 23 anos do Corinthians.
                4º Dizer que o clube é “fabricado” pelos poderosos revela o seu grau de alienação, para dizer o mínimo. O São Paulo é grande, porque sempre formou grande times e conquistou títulos. E óbvio, historicamente, sempre teve grandes dirigentes. Não é à toa, com menos de 100 anos, é um dos clubes mais vitoriosos da américa do sul, com grandes craques em suas fileiras, desde os tempos de Friedenreich e Leônidas, tem CT desde os anos 80 e estádio desde 1960. Isso certamente deve causar inveja…

                Isso deve causar muita inveja…

              • Clayton

                E outra, imagino que seu time seja o Corinthians, certo?

                É interessante ler o seu discurso “proletário” que beira a hipocrisia, já que seu time não é de agora que mantem ligações com o poder, leia-se PT e Lula.

                Caso você não saiba, no passado, em plena ditadura, o presidente Vicente Mateus reuniu-se com o general Ernesto Geisel.

                Fotos do encontro:
                http://www.pauloegydio.com.br/acervodigital/FPb0375.02.jpg
                http://www.pauloegydio.com.br/acervodigital/FPb0375.08.jpg

                E mais, fez uma homenagem ao biônico gov. Paulo Egydio Martins, em 1978, dando o seu nome para o ginásio de esportes do clube.

                Foto: Ginásio de Esportes Dr. Paulo Egydio Martins
                http://www.pauloegydio.com.br/acervodigital/FPb0485.01.jpg

                Além do mais, teve um presidente nos anos 60, que era ao mesmo tempo, deputado estadual filiado à ARENA, de nome Wadih Helu.

                Eu lido com fatos, meu caro. Seu time de origem operária, historicamente incensado pela mídia, sempre fez lobby com alguns poderosos de plantão. Apenas fatos…

                • RENATO77

                  Sim, a grandeza do SPFC e suas conquistas é indiscutível.

                  Ter alcançado todas essas conquistas estando À MARGEM do poder, como OPOSIÇÃO, é que é totalmente discutível, ou melhor inverossímil.

                  Por outro lado, o clube que á acusado de ser o rei das falcatruas e dos favorecimentos políticos, este sim é O demonizado, é aquele que ficou 23 anos SEM titulo(a maior fila), 30 anos até conseguir seu primeiro titulo nacional, mais de 100 anos SEM estádio…e por fim, ser rebaixado DURANTE o governo do qual é “apadrinhado”.

                  O periodo de jejum de títulos do SPFC na década de 60 NÃO se deve ao fato de estarem “concentrando forças” na construção do estádio e SIM por ser o periodo de reinado de um tal de Edson e de um time que até hoje se diz ter sido o melhor de todos os tempos. Mais uma falácia do SPFC…

                  No futebol sujo, balcão de negócios, favorecimentos e tantos outros adjetivos negativos, os quais os tricolores adoram rotular o futebol brasileiro…nesse contexto todo, a posição do tricolor no ranking de títulos é muito boa! Melhor do que a do arqui-inimigo, sem dúvida.
                  Imagine se fossem “amigos dos homi”…

                  Não, não chego ao ridículo de auto denominar meu time como o “lado do bem” do futebol e o do rival como o “lado negro”…isso deixo pra voces.

                  Tenho consciência do que se passa nesse meio, considerando TODAS as agremiações…
                  Nenhum dirigente levanta taça de mãos limpas!!!
                  Aceito isso, a realidade dos times grandes e das competições, e sigo me divertindo com o futebol, quem não suporta essa realidade, melhor procurar outro hobby.
                  Abraço

                  • Clayton

                    Meu caro, o período de jejum de títulos do São Paulo se deve não APENAS aos esforços concentrados na construção do estádio, mas também ao timaço do Santos de Pelé, é óbvio. Ninguém é louco de afirmar o contrário. Ninguém aqui falou que o jejum tricolor deve-se unicamente à construção do Morumbi.

                    O que não podemos negar, e quem viveu aquele período sabe que o São Paulo montou times medianos, e fez campanhas medíocres, o que contrasta com a sua história, antes e depois da construção do Morumbi. Isso não é nenhuma falácia. Basta dizer que durante todo o período da construção, o time conquistou apenas 1 título paulista e 1 ou 2 vices. Depois conseguiu trazer o Gérson “canhotinha de ouro”, Pedro Rocha e cia, e foi bicampeão em 70 e 71.

                    Se seu clube não tinha estádio e CT decente pra treinar em 100 anos, além de ter passado por um jejum tão longo, deve-se à incompetência administrativa de algumas gestões do SCCP. Hoje, tem competência, além de alianças políticas com o poder vigente. Isso de fato, colaborou muito. Casos do Itaquerão e do patrocínio da Caixa.

                    Só mais um detalhe, guarde menos rancor, cara. Impressionante como o seu discurso é contaminado com rancor.
                    Abraço.

                    • Juliano

                      FATALITY! Head shot! Clayton wins the battle!

                      Sempre achei ridículo o SCCP nao ter estádio, tendo essa enorme torcida DESDE SEMPRE. É muita incompetencia, como já citado brilhantemente pelo Clayton.

                      Abraço!

                    • Nick Oslahf

                      Sr. Clayton, todo time grande tem sujeira e glórias em sua história. Os times sempre foram ligados a política e continuam sendo. Achar q seu time tem uma reputação totalmente ilibada é de uma inocência q prefiro acreditar q seja em decorrência do amor. E o amor cega as pessoas. TODOS times possuem manchas em sua história, mas nem por isso devemos diminuir os seus momentos de glória. Isso não é um problema exclusivo do futebol! Situações como essa estão presentes num contexto além do esportivo! Atinge todas as esferas!

        • Rodrigo-CPQ

          João, na boa, é difícil você entender o que escrevo mesmo, não?

          Sobre o Morumbi, acreditar que tudo foi feito às claras é de uma ingenuidade daquelas. Basta uma pesquisa rápida em vários meios (não apenas na internet) para ficar, no mínimo, com um pé e meio atrás.

          • Clayton

            Depende de onde você pesquisa, né? Em sites de torcidas rivais? Bela fonte, hahaha. Fora da internet, o que você pode trazer como prova?

            Teve um acima que falou que o governador era Laudo Natel. Errado. O governador em outubro de 1960 era Carvalho Pinto, na inauguração parcial. E quando o estádio foi totalmente erguido, janeiro de 1970, o gov. era Abreu Sodré.

            Muitas bravatas como sempre e falta de informação. Enquanto apelarem para lendas, o nível da dicussão será muito raso, tsc, tsc…

            • Rodrigo-CPQ

              Clayton, seria idiotice procurar algo sobre o Morumbi em blogs mantidos por corintianos, bem como levar a sério informações publicadas por sites ligados à instituição do SPFC. Li várias coisas a respeito em jornais, inclusive alguns portais. Conversei com pessoas mais velhas sobre o assunto, dois tricolores, inclusive. Mudava a forma, mas o conteúdo era o mesmo: o Morumbi tem origem em atos ilícitos, simples assim.

              Bravata, na boa, é você insinuar que pesquisei em sites de torcidas rivais. E, sinceramente, não tenho que provar nada. Só estou dizendo que é muita ingenuidade achar que o São Paulo construiu seu estádio baseado na ética e moralidade. Muita ingenuidade.

              • Clayton

                Por que o São Paulo não construiu seu estádio “baseado na ética”? O que te leva a pensar assim, além do óbvio recalque e inveja? Ingenuidade é acreditar que o Itaquerão será construído sem dinheiro público na parada. Bem diferente das dificuldades enfrentadas pelo São Paulo durante 17 anos para erguer o seu estádio. Isso de “atos ilícitos” é pura bravata. Claro que você e ninguém pode provar isso. Leu em portais e jornais? Hahahaha. Conta outra, garoto. Você acha que engana quem? Isso é lenda. O São Paulo sofreu durante anos com times medianos por causa da construção do Morumbi. Te desafio a mostrar uma única reportagem idônea (sites de rivais não conta) que afirme que o Morumbi foi construído com recursos públicos.

                O Morumbi foi bancado com recursos particulares, venda de cativas, empréstimos (Bradesco do Amador Aguiar), campanhas de marketing (Companhia Antarctica Paulista, por exemplo), parceria com a Philips (iluminação do estádio), carnê paulistão em 1968 (cujos sorteios passavam na TV Excelsior e foi um sucesso estrondoso entre todas as torcidas), levou 17 anos para ser totalmente erguido, de 1953 a 1970. E teve que ser inaugurado parcialmente em 1960 (jogo contra o Sporting-POR) para poder arrecadar ainda mais dinheiro, com o aluguel do estádio por exemplo. Ao contrário do Maracanã que levou apenas 2 anos.

                • Rodrigo-CPQ

                  Cara, pra encerrar, vou por partes:
                  – Já disse o que penso sobre a construção do Morumbi;
                  – Não citei o estádio do Corinthians, mesmo porque se tiver coisa por baixo do pano, com certeza vai aparecer – e deve ter muita coisa embaixo do pano – mais uma prova de sua “ingenuidade”: achar que acredito que a instituição “Corinthians” esteja acima do bem e do mal;
                  – Não quero enganar ninguém, muito menos te vender meu ponto de vista; apenas formei minha opinião baseado no que li em muitos lugares e em conversas de pessoas com influência no meio; se você acredita ou não, não tô preocupado com isso;
                  – Não tenho que provar nada, e posso fazer menos ainda com seu incômodo em relação à minha opinião;
                  – Se você acha que o seu time é o bastião da ética e da moralidade, com o Morumbi sendo um exemplo disso tudo, também não tenho nada com isso.

                  E, pra encerrar, a discussão teve início com um comentário que nada tinha a ver com o post, do Erasmo. Apenas retruquei o que ele disse e aí já sabemos a história toda. Se eu fosse tão clubista quanto você diz, não teria colocado o Andrés Sanchez no mesmo patamar de outros dirigentes, no primeiro comentário desse post. Simples assim.

                  E obrigado pelo “garoto”. Essa conversa, de minha parte, encerro por aqui. Inté!

                  • Leonardo

                    Eu não entendi…

                    Se por hipótese, o São Paulo usou de recursos públicos para a construção do estádio há 60 anos, isso dá direito ao Corinthians ter um patrimônio às expensas do erário?

                    MPF vai ter que entrar de sola nisso tudo, isenções, doações de terrenos com cláusulas resolutivas, empréstimos do BNDS realizados sem muito critério, danos ambientais, falta de estudo de impacto de vizinhança, falta de contrapartidas razoáveis em obras de entorno

                  • Leonardo

                    Eu não entendi…

                    Se por hipótese, o São Paulo usou de recursos públicos para a construção do estádio há 60 anos, isso dá direito ao Corinthians ter um patrimônio às expensas do erário?

                    MPF vai ter que entrar de sola nisso tudo, isenções, doações de terrenos com cláusulas resolutivas, empréstimos do BNDS realizados sem muito critério, danos ambientais, falta de estudo de impacto de vizinhança, falta de contrapartidas razoáveis em obras de entorno etc.

                    O patrocínio da CEF na camisa até agora eu não entendi… Qual é a finalidade de uma Empresa Pública? Pagou-se por um espaço, com valores acima da média de mercado. Será que a CEF precisa deste tipo de publicidade? Será que esse tipo de publicidade corresponde ao azo de uma Empresa Pública, tão tradicional e presente como a CEF?

                    Aguardem, pois fiquei sabendo que existe interesse de uma Sociedade de Economia Mista (a mais importante deste País) interessada no “name right’s” do Itaquerão.

                    E viva o dinheiro público!

                    Obs.: a situação só não é pior que no RJ, que contava com as indenizações do pré-sal e agora será tolhido de 75 bilhões de reais com a divisão para os Estados não produtores. Ah, e num tem mais dessa de parcelar os precatórios, a EC62/09 foi declarada inconstitucional. Enquanto isso, na Baixada Fluminense as águas de março encerram o verão e outras coisas…

                    Viva a farra do erário, viva o contribuinte e viva o Brasil!

                    AK: Sou contra a utilização de verbas públicas na construção de estádios particulares, como já escrevi aqui várias vezes. Sobre o patrocínio do banco, não é difícil entender a opção da CE por um clube de futebol. Os concorrentes dela investem no esporte. Itaú (Seleção), Bradesco (Olimpíadas), Santander (Libertadores), BB (vôlei)… a camisa de um clube de futebol é uma maneira evidente de se posicionar neste cenário. Também não é difícil entender a opção pelo Corinthians, tanto em termos de exposição de marca quanto em termos de conquista de novos clientes. Com a visibilidade que o Corinthians tem e terá, é complicado criticar a escolha. Quanto ao valor do negócio, aspecto fundamental da discussão, temos o seguinte: os concorrentes da CE gastam mais de R$ 30 milhões/ano com patrocínio esportivo, levando em conta tudo o que fazem na área, e têm menos exposição do que uma marca que estará na camisa do Corinthians durante uma temporada inteira. Se o patamar de 30 mi estivesse completamente fora do que se pratica em termos de patrocínio de camisa dos maiores clubes do Brasil, teríamos algo estranho. Não está, e, novamente, falando do clube que tem mais visibilidade no principal mercado consumidor do país, o valor não é anormal. De modo que, se a CE está pagando mais do que a camisa do Corinthians vale, ou é porque seus executivos são incompetentes, ou porque “o Lula mandou”. Não acredito em nenhuma das duas hipóteses. Um abraço.

                    • Erasmo Brito

                      Se este patamar de 30 mi é o de mercado, pq o corinthians não consegue um valor nem sequer parecido com a iniciativa privada ??

                      AK: Quem disse que não consegue? Por que seria necessário buscar outro patrocinador? Um abraço.

                    • Erasmo Brito

                      Você esta brincando né ?? Não pode estar falando sério!!!
                      Se é tão facil conseguir este valor no mercado, se o time vende mais que tudo e todos, porque está a tanto tempo sem patrocinio então se é tão facil conseguir??

                      AK: Isso. Estou brincando. Um abraço.

                    • Erasmo Brito

                      Um abraço pra vc também André… só posso lamentar realmente esta fiquei muito triste hoje, vc pode rir de mim se quiser, mas só me resta a tristeza

                      AK:??!

                    • Rita

                      André, a Caixa investe no esporte, né? Investe no atletismo. Certamente a Caixa pode se posicionar ainda mais nesse mercado sem patrocinar um, dois ou três clubes de futebol. As comparações com os demais bancos que vc fez só reforça a opinião dos contrários a esses patrocínicos da Caixa, pois os comparados patrocinam um todo e não clubes específicos, ou seja, não beneficiam uns poucos. E obiviamente que a Caixa é mais questionada com ação na justiça e tudo mais pois patrocina o clube de maior visibilidade e tal. Ou seja, aquilo que é motivo de orgulho para toda nação alvi-negra e trás bônus também pode receber ônus.

                  • Erasmo Brito

                    Rodrigo-CPQ eu simplesmente fiz uma pergunta ao André K., pergunta esta que ele não respondeu, pois acho curioso que um pouco ele e principalmente o seu pai Juca,”que defendia o Morumbi na copa”, mas sempre foi o mais bem informado e primeiro a levantar todas as dificuldades que foram impostas ao São Paulo, noticias estas que sem duvida dificultaram e muito a captação de recursos na iniciativa privada para viabilizar o projeto, simplesmente não citam absolutamente nada sobre o estádio corinthiano gostaria muito de saber o pq disso. E só fiz está pergunta aqui assim como já tentei fazer no blog do Juca e também não obtive resposta, pois sempre fui leitor dos dois e sempre confiei em suas opiniôes, más já à algum tempo acho este silencio estranho e gostaria de entende-lo.

                    AK: Algo está errado. Ou não é verdade que você lê, ou que não entende. Já escrevi o que penso aqui, e não foram poucas vezes. Um abraço.

                    • Leonardo

                      André, a CEF é uma empresa pública, isto é, pessoa jurídica de direito privado que integra a estrutura indireta da União. Tais estão sujeitas ao regime jurídico de direito público, malgrado não possuam prerrogativas, quando explorem atividade econômica, como é o caso da CEF.

                      O art. 173 da CF/88 estabelece as linhas gerais das EP e das SEM, inclusive quanto ao regime jurídico pertinente, mas sem nunca olvidar que tais pessoas como integrantes do Poder Público estão afetadas ao interesse público. Ou seja, atuam em função, diferentemente da iniciativa privada que atua em causa própria.

                      A CEF é exclusivamente formada por capital público, e sua principal função é de intervenção direta do Estado em setor econômico de interesse socialmente relavante: o bancário. A concorrência da CEF frente ao setor privado é para pressionar os preços e qualidade do serviço junto à população, que muitas vezes não pode ficar à mercê dos imperativos da lógica do lucro.

                      A CEF é alternativa sempre com serviços mais baratos e maiores facilidades de crédito. Como disse acima, seu compromisso primário é frente ao interesse social e não ao lucro.

                      Por essa razão, o MPF não achou que cumpre finalidade de publicidade adequada a CEF estampar seu nome (sem qualquer menção à serviços e vantagens) por 30 milhões em uma camisa de futebol. E o juiz concedeu a liminar congelando o dinheiro!

                      Pouco importa se os bancos privados fazem, a lógica deles é outra, o regime jurídico é o privado, eles buscam somente o lucro e não devem contas à população.

                      É muito melhor que a Caixa invista em mais propagandas explicando seus serviços e garantias com a Regina Casé na TV e no Rádio, do que estampe simplesmente sua logomarca na camisa de qualquer time.

                      Abs.

                      AK: Como ela faz, por exemplo, no Atlético Paranaense e no Avaí, sem que ninguém vá à Justiça questionar. Há alguma diferença? Um abraço.

            • Clayton, vai dizer que o SPFC não faliu três vezes? Que é mentira? Que o Timão e os Porcos fizeram o Jogos das Barricas para arrecadar dinheiro para pagar a dívida do SPFC… Leia, pesquise, e vai saber que parte do dinheiro patra compra do terreno do Morumbi, veio de um terreno que hoje é da Portuguesa, “Confiscado” pelo SPFC de um time Alemão, pois era época da 2ª gerra mundial… Cara, deixe de clubismo, leia, pesquise e ai dpois sim poderá ver a história real!!!

  • Sergio

    Como é bom sempre ver e rever que alguns jornalistas (e deputados/ex-craques) continuam engajados em discussões tão importantes como essa. São motivo de esperança diante da omissão hipócrita de grande parte da imprensa brasileira.

    • Rodrigo-CPQ

      Sérgio, isso só vai andar se o governo (que não é exemplo pra muita coisa) apoiar uma revolução no alto escalão do esporte nacional. Cara, tá tudo corrompido, tudo. CBV, CBA, CBT, CBF…. não tem um que salva.

      • João

        Infelizmente estão mesmo, então vamos todos nos acomodar e até mesmo criticar quem levanta questões importantes como fez o Dep. Romário.

        • Rodrigo-CPQ

          Amigo, você entendeu o que escrevi?

  • RENATO77

    O SPFC não é, nem nunca foi, oposição DE VERDADE, à nenhuma esfera do poder no futebol, ou mesmo na politica partidária. SEMPRE fez parte, ou teve seus “representantes” dentro das entidades. SEMPRE foi muito bem representado e defendido.
    Basta lembrar, no episódio “Madonna”, quem assumiu a FPF após o afastamento estratégico de Del Nero. Assumiu um “homem do Juvenal”. Ou seja, o SEGUNDO posto na hierarquia da entidade era tricolor.
    No mesmo episódio, nunca é tarde lembrar, o SPFC assumiu que a pratica de presentear árbitros era rotineira, coisa que foi considerada “normal” pela maioria da mídia…tanto que o assunto nunca é requentado.
    Abraço.

    • Marcel de Souza

      Se não me engano na época o que foi dito é que era normal presentear a Federação com ingressos para os eventos no Morumbi, não os árbitros.

      • Clayton

        Normal era presentear dirigentes ligados a FPF e não os árbitros como você afirma. Não deturpe os fatos, meu caro.

        E dizer que o São Paulo SEMPRE foi bem defendido é um exagero da sua parte. A história mostra que o Corinthians e o Palmeiras também tiveram representantes no poder, politica e esportivamente falando.

        • RENATO77

          Sim, SCCP e SEP também.
          Mas esses clubes não vendem a imagem de “paladinos da justiça”, ASSUMEM diretamente sua força nos bastidores. Quando não o fazem, a imprensa faz por eles. O que não acontece com o SPFC.
          A recente convocação de Oswaldo, em detrimento à Bernard e Welington Nem, não chega a ser um absurdo…mas não foi abordada por ninguém da mídia, como uma demonstraçao de maior representatividade do tricolor junto à cúpula da seleção brasileira/CBF.
          Já quando Mano Menezes e Andrés estavam por lá, tudo era fruto de politicagens e clientelismos.
          Já que não há santos nesse meio, a mídia tem que ter o mínimo de coerência e tratar fatos semelhantes da mesma maneira.
          Abraço.

          • Matheus

            Oswaldo está jogando pra suficiente para ser selecionável, Bernard para ser selecionado, mas W.Nem não está jogando o suficiente para nenhuma das duas opções.

  • anna

    Messi esta na crista da onda e nossos hermanos argentinos tb! Gostei do Papa Francisco. Ainda + por ser argentino! Bom domingo, anna

  • Emerson Cruz

    Teixeiras, Marins, Del Neros… que náusea me dá acompanhar as práticas desta gente.
    Torcidas organizadas oficiais? Continuamos brincando de (fingir) resolver um problema gravíssimo no futebol brasileiro.
    Lionel Messi: Ah, que bom que ainda existem razões para se apreciar o futebol.

  • Armando Lima

    Galera, esse não é um debate clubístico. Os caras da CBF estão enrolados até o pescoço e as denúncias são gravíssimas. Nestes episódios as torcidas devem se unir para que a justiça seja feita e para que esses “demônios” sejam definitivamente mandados para o inferno de onde nunca deveriam ter saído. Andrés, Del Nero, Marin e outros deveriam há muito tempo estarem em outras esferas da nossa sociedade. Na marginal, eles já estão!

    • Felipe Lima

      Pedir união entre torcidas pra discussão política? UTOPIA!
      Como já disseram, futebol e política andam tão abraçados que hoje em dia acredito que tem gente que torce mais pro dirigente boleiro do que pra própria equipe. Isso alimenta até a rivalidade animosa que existe hoje em dia!

  • João Marcelo

    É tragicômico ver que a ÚNICA preocupação do Presidente da CBF é “trazer de volta o orgulho ao povo brasileiro” com a conquista do hexa em nossos domínios. Piada. Tratam-nos como celenterados.

  • Antonio – DF

    O Marco Polo Del Nero está certíssimo, pois o Tite tem que reclamar é com o presidente de seu clube, que aceitou e assinou o regulamento. O fala demais.

    AK: Informe-se um pouco. As reclamações não eram sobre o regulamento. Um abraço.

  • Acho engraçado os caros amigos sao paulinos criticarem a gestao do Andres,vomitarem decencia no futebol,quando os mesmos tentam fingir que pelos lados do jardim leonor tudo cheira honestidade,sao paulo o clube mais honesto do mundo,calunia que ganhou o estadio na epoca da ditadura,mentira que alicia jogadores de outra base,calunia a acusaçao e ameaça de receber boicote de todos os times brasileiros por causa de aliciamento,mentira que Marin eh sao paulino tudo intriga prova disso foi que preferiu roubar a medalha de campeao do time do Corinthians ao invez da do sao paulo(se bem que sao paulo)a anos nao eh campeao de nada entao………….durma-se com este barulho todo kkkkkkkkkkkk

    • Clayton

      Você está enganado, pra não falar outra coisa. O Morumbi foi inaugurado parcialmente antes da ditadura, em 02-10-1960, jogo contra o Sporting-POR, 1×0, gol de Peixinho.

      São Paulo F.C. – Poy; Ademar, Gildésio e Riberto, Fernando Sátiro e Victor; Peixinho, Jonas (Paulo e Cláudio), Gino, Gonçalo e Canhoteiro. Técnico: Flávio Costa.

      Sporting C.P. – Aníbal; Lino, Morato e Hilário, Mendes e Júlio; Hugo, Faustino, Figueiredo (Fernando), Diogo (Geo) e Seminário.

      Árbitro: Olten Ayres de Abreu.
      Renda: Cr$ 7.868.400,00.
      Gol: Arnaldo Poffo Garcia (Peixinho).
      Público Total: 64.748.

  • Pedro

    Quando Andres Sanchez tomar o poder também na CBF, tudo estará finalmente “há mil maravilhas”. Que com a ajuda da imprensa, ele possa finalmente criar a sua liga nacional e com as bençãos do Partido dos Trabalhadores. Concordo com o que disse o Antonio, do Distrito Federal. Quando se assina o regulamento de uma competição, concorda-se com o calendário. Todo o resto é casuísmo político a favor do Corinthians, que aliás não precisaria disso se fosse realmente tão grande como dizem ou fazem crer. Maior que os demais e atualmente por cima da carne seca graças a força de seus lobbies extra campo.

    AK: É verdadeiramente fascinante que se consiga converter a discussão sobre a coluna em devaneios clubísticos como o seu comentário. Fico orgulhoso. Um abraço.

  • Matheus

    Impressionante como uma discussão sobre conceitos, caráter pessoal e ideias (péssima essa do “torcedor profissional”) levam a discussões clubistas que nem se aproximam do debate. O cidadão ainda coloca que só discute o dinheiro público do Itaquerão quando falarem do dinheiro do Morumbi. Soou bastante parecido com os “arremates” de Del Nero e Teixeira. Ou seja, se um fez o outro pode fazer, e assim todos os clubes brasileiros podem pegar dinheiro público para fazer estádio.
    Essas frases de Del Nero e Teixeira só perdem para o do “Caixa d’água” que disse que com o povo ele só conversava no mínimo em cima de um caixote para poder ver o povo de cima. A frase não foi bem assim, mas o sentido é o mesmo.
    Entendam de uma vez, se é para o Corinthians, Santos ou São Paulo, não importa. O Importante é que estão metendo a mão no dinheiro do Povo. Dinheiro que deveria ser destinado à escolas, hospitais e coisas desse tipo.
    Eu li o discurso do Marin e pra mim está difícil não colocá-lo como um dos participantes do caso Herzog. E ele utilizar o site da CBF para se defender foi um tiro grande no pé, pois mostra o quanto a ditadura ainda está em seu sangue e seu caráter, afinal, quem o poderia impedir de utilizar-se da “máquina”? coisa de ditador.

    • Rodrigo-CPQ

      Matheus, concordo com o que você disse. Somente escrevi que só falava do estádio do Corinthians se contassem a história do Morumbi para pegar na veia da hipocrisia. Até então, se você observar, não havia nenhuma citação a estádios. Se você pegar o primeiro comentário deste post, verá minha opinião sobre a cretinice que rola no esporte brasileiro. É que o pessoal não olha pro próprio umbigo. A maioria dos torcedores falam de seus clubes como se fossem exemplo de alguma coisa, e não são. Nem Corinthians, nem São Paulo, nem time nenhum.

      Sobre o resto do que você disse, não tenho nem o que complementar. Assino embaixo do que você disse sobre o Marin. []s

      • Matheus

        Rodrigo, até entendo isso. O que não entendo e não aceito é o famoso ” se um fez todos podem fazer”. Já vimos tantas coisas em nosso futebol que daria um livro pra lá de bizarro, talvez até macabro. São histórias que encheriam livros de ficção se não fossem verdade. Dentre tantas delas, vimos o Palmeiras brigar publicamente para que fosse validado um gol com a mão. Vimos o Andrés dizer que sabia tratar com a Globo, CBF e C13 porque ali só tinha gângster. Já vimos juízes envolvidos em escândalos, já vimos inúmeros regulamentos serem rasgados durante o campeonato, enfim, a lista é finita mas é muito longa. Se perdermos a capacidade de nos indignar com o que está errado, bom, melhor parar né?

        • Rodrigo-CPQ

          Matheus, mais uma vez não discordo de você. Mas só soltei a frase por causa disso mesmo: a baita hipocrisia que reina entre os torcedores. O caso mais emblemático foi o falecimento do guri, quando a torcida do corinthians atirou o sinalizador. Se o clube fosse excluído da Libertadores, não seria injusto, na boa. Mas o que não dá pra aceitar é uma pancada de torcedores dos outros times virem falar que o Corinthians é uma vergonha nacional, que a torcida do Corinthians é formada por bandidos, que isso, que aquilo. Como se as torcidas dos outros times servisse de exemplo pra alguma coisa. O intuito era dar um sacode mesmo, e não era pra ser levado por esse lado.

          Se quiser saber minha opinião mesmo, é só ler o primeiro comentário desse post, onde cito o Andres Sanches e a bandidagem que reina na diretoria do Corinthians.

          Ah, a analogia usando Platini e Beckembauer era em relação aos dirigentes, e não ao Romário, que está fazendo um belo papel em Brasília. Abração…

  • Juliano

    Com o perdão do off-topic, e aproveitando a notinha “O DONO” (se a moderação permitir):

    http://www.youtube.com/watch?v=0_ir0Z4IvjA&list=UU-KQIG4-dyR1kIHCQFOJ-hQ&index=2

    Como eu gostaria que o Muricy mostrasse esse vídeo pro Neymar…

    Abraço!

  • RENATO77

    Pra que perder tempo se o véio já disse tudo depois das quartas de final da CLA12…17/05/12.

    “Nunca foi tão verdadeira a ideia de que temos no país um Todo Poderoso Timão.

    Depois de passar, entre os anos 50 e 70, duas décadas comprando a FPF para não ser campeão estadual e, assim, fazer crescer sua legião de sofredores e maloqueiros;

    depois de fazer o mesmo com a CBF entre 1971 e 1990, quando, enfim, comprou o primeiro de seus cinco títulos brasileiros, além das três Copas do Brasil, todos no apito;

    depois de comprar a Fifa e a Band para ser o primeiro campeão mundial de clubes Fifa, no ano de 2000;

    depois de comprar a CBF para cair para segunda divisão e voltar a sentir o gosto de sofrer, masoquistas que são os Fiéis;

    e de ver a Ponte Preta pagar mais à FPF e roubar-lhe novo título estadual que já estava comprado;

    Tan-tan-tan-tan, eis que o Todo Poderoso Timão chegou ao auge:

    comprou o Tira-Teima da Globo para mostrar que houve impedimento no gol do Vasco, gol que o eliminaria da já adquirida Taça Libertadores.

    Só mesmo abatendo-o a tiros.

    Vá ser forte assim em Itaquera.

    (Opa, e não é que é uma boa ideia?…).”

    Abraço.

  • Matheus

    Impressionante como as discussões tomam rumos cada vez mais distantes do que está no Post.

  • Leonardo

    André, acho que a CEF não deve estampar a camisa de nenhum clube por esta quantia absurda!

    André, a CEF existe desde 1861 e atualmente é o maior banco público da América.

    Você realmente acha que a CEF precisa deste tipo de publicidade e por este preço?

    Parabéns ao Desembargador Federal do TRF da 4ª região! V. Excª. está sendo um gigante com a caneta na mão.

    AK: Deixe-me ver se entendi: o problema é o valor do patrocínio? Então a CEF pode patrocinar um clube de futebol, dependendo do montante investido? Bancos públicos, como o Banrisul, por exemplo, estão nas camisas de clubes. A própria CEF faz campanhas em televisão relacionadas a esportes, como ocorreu durante os Jogos Olímpicos. Tudo isso está ok? Mas a CEF patrocinar a camisa de um clube específico não pode? O que você qualifica como “este preço” seria, a seu ver, algo determinado pela vontade do Lula? Você realmente acha que os executivos administram as verbas de marketing da CEF são tão incapazes? Um abraço.

    • Leonardo

      Vamos por partes:

      1-) Não é questão de incapacidade dos gestores, a questão é de legalidade. Alguns poderiam dizer que o Judiciário não poderia se intrometer no mérito desta questão de gestão. Mas como disse acima, a CEF deve atender, antes de tudo, interesse público, assim seu regime é público, sendo suas contas, licitações e contratos analisados tanto pelo TCU quanto a legalidade pelo P. Jud.
      O judiciário pode se debruçar sobre a discricionariedade deste atos para a análise dos motivos determinantes e no mérito para análise de razoabilidade e proporcionalidade.

      Quais são os motivos que levaram a CEF a expor somente sua logomarca na camisa do SCCP e outros clubes? Há antendimento ao interesse público? Se atendido os motivos, há razoabilidade e proporcionaludade (inclusive de valores)?

      2-) A CEF pode usar parte de seus recursos (seu lucro não é baixo) para investir em campanhas de interesse público. Quanto ao incentivo aos esportes olímpicos e paraolimpicos, há um convênio entre esta e o Ministério dos Esportes. Você acha que o incentivo ao desporto tem menos interesse público que pintar a camisa de clubes com receitas milhonárias?

      3-) O problema da Banrisul não conheço tão bem, pois não sou Gaúcho e não vivo de perto essas questões. Mas até aonde sei isto foi feito como altenartiva de compensação de créditos. Acho também que a Banrisul é Sociedade de Economia Mista do Estado do RS, o que muda um pouco o cenário. Mas esse, sobretudo, é um problema muito mais regional do que nacional.

      4-) Não se trata de clubismo, lulismo, petismo ou populismo. Se trata de constitucionalidade, legalidade, moralidade, republicanismo (res- coisa; publica- do povo). Não estou remetendo, nos meus argumentos, à qualquer teoria conspiratória. Estou, somente, indignado como cidadão.
      Felizmente, um cidadão ingressou com uma ação popular e o Judiciário já deu duas respostas em liminar.

      Abraço.

      AK: Exato. A questão está na Justiça, o que é salutar. Um abraço.

      • Leonardo

        André, abraço.

        Parabéns pelo espaço: sério e democrático.

      • Junior

        Estava sem internet e não pude acompanhar os últimos posts. Agora com a conexão reestabelecida, entrarei na discussão, ainda que tardiamente.

        O patrocínio da CEF é totalmente legítimo. Quando se trata de utilizar verba para investimento em marketing, a CEF deve ser tratada como qualquer empresa privada do setor – é exatamente isso que diz a lei que abrange este cenário.

        Existe uma enorme confusão com relação ao caráter estatal da CEF, as pessoas relacionam esta característica com um anseio pessoal de como a Caixa deveria investir seu dinheiro em campanhas de marketing, ainda batizam esse processo de “interesse público”. O verdadeiro “interesse público” que a CEF deve atender é o de ser uma opção de banco sólido e competitivo. Para isso pode se valer de qualquer ferramenta empregada pelos seus concorrentes (para qualquer ação de caráter social, a CEF já possui produtos exclusivos e sistema de contratação que atendem essas necessidades).

        Tecnicamente falando, o André já ilustrou em seus comentários a escolha do Corinthians (ainda que não seja o único) como opção da CEF para expor a sua marca. Restou fazer uma conta simples, o valor do investimento na camisa. Vejamos:

        – O time que tem mais jogos transmitidos no grande centro econômico do Brasil, que de quebra sempre detém os recordes de audiência esportiva.

        – Tem a maior(ou perto disso) parcela de tempo dedicado em matérias de programas esportivo em tv, maior espaço em jornais, internet, rádio e demais mídias esportivas nesse mesmo centro.

        Considere que cada jogo tem 90 minutos de exposição da marca, calcule o número de jogos televisionados do Corinthians, calcule o tempo de matérias sobre o time, coletivas e qualquer outra chance que a marca do patrocinador master tem de aparecer. Some tudo isso em segundos e divida por 30 (tempo padrão de anuncio de tv) e veja o quanto a CEF teria que investir (sem falar no custo de produção) em anúncios para cobrir toda esta exposição, lembre-se que você pode utilizar ‘apenas” R$ 10 mi por ano. Isso é apenas uma ponta superficial que os gestores levam em consideração ao discutir a viabilidade de um patrocínio desse porte.

        Por fim, esse assunto é tão descabido, que ao utilizar a lógica de alguns argumentos que li por aqui (em outros comentários) chegaríamos a conclusão que toda empresa estatal, ao realizar seu investimento em marketing o deve fazer de forma uniforme em todas as mídias, ou seja, independente dos índices de audiência. Elas (as estatais) deveriam anunciar em todas as opções da mídia escolhida. Se a mídia determinada for “tv aberta” ela deve anunciar em todas e pelo mesmo tempo e preço, fazendo valer o “interesse público”.

        AK: Terceiro parágrafo. Preciso. Um abraço.

  • André, e o blog (Mais Gelo) ?
    Desistiu? rs
    Saudações do saudoso!
    Tarso.

  • Dennys

    André…”Nada Mudou” como diz na musica de Renato Russo…O Brasil esta longe de ser um pais serio e de primeiro mundo, sao mais de 10 milhoes de crianças que nao vao as escolas. E os Hospitais???…vivemos muito mais que outros paises numa atmosfera de , egoismo, orgulho,vaidade, avareza,mentira, corrupçao e sem falr que vivemos num pais antidemocratico, opiniao publica eh piada para politicos…Qualquer partido politico na verdadde sao ongs de mafiosos pior que o PCC…entidades com CBF, Federaçao Paulista , carioca etc…corvil de piratas.
    Nada disso me surpreende…ficarei surpreso se o Marin e muitos como ele forem para prisao. Se isso nao acontecer o Brasil esta no curso normal da sua podridao.

  • RENATO77

    A sociedade sofre de “indignações seletivas”.
    Uma pena.
    Abraço.

    • Rodrigo-CPQ

      Na veia, Renato. Na veia!

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