OS LINKS DA LIGA



A Liga dos Campeões da Uefa já tem dois times nas quartas de final.

Um deles é o Borussia Dortmund, que venceu o Shakhtar Donetsk por 3 x 0, na Alemanha.

O brasileiro Felipe Santana fez o primeiro gol alemão, de cabeça.

Vitória tranquila do time que era claramente o melhor do confronto, e que soube estabelecer seu modo de jogar em casa. Dominante.

Esta já é a melhor campanha do Dortmund na UCL desde 1998, quando foi eliminado nas semifinais.

O outro classificado é o Real Madrid, que virou o jogo contra o Manchester United: 2 x 1, na Inglaterra.

Sérgio Ramos fez um gol contra, Luka Modric marcou um golaço e Cristiano Ronaldo foi respeitoso com a torcida do ex-clube após fazer o segundo dos espanhóis.

Um outro nome será mencionado sempre que se falar na vitória merengue em Old Trafford: Cuneyt Çakir

É o árbitro turco que expulsou Nani aos 11 minutos do segundo tempo, por um pé alto contra Arbeloa, que pode ser qualificado como um exagero absoluto.

Nani levou cartão vermelho direto, num lance em que ele sequer viu o adversário. Amarelo pela imprudência estaria ok.

Há erros de arbitragem em que se percebe a dificuldade de decidir num instante, ou a necessidade de interpretar o que aconteceu. Não foi o caso. É quase uma insanidade defender o árbitro turco.

Minha timeline do Twitter está repleta de jornalistas brasileiros e estrangeiros. Três exemplos de opiniões no momento do lance, aqui, aqui e aqui.

Antes da expulsão, o Manchester United vencia e dominava o jogo com uma atuação sem a bola que deixaria Jurgen Klopp (leia a prévia da partida, dois posts abaixo) emocionado.

Welbeck ajudou a limitar o trabalho de Xabi Alonso, as linhas de marcação inglesas se posicionaram perfeitamente – em especial a última, levando em conta a lentidão dos zagueiros – e o Madrid não ofereceu perigo.

Depois da expulsão, o time espanhol se instalou no campo de ataque. Domínio territorial e de posse. Pressão de manual que gerou dois gols em quatro minutos.

Aí José Mourinho fez um favor a Sir Alex Ferguson: substituiu Ozil por Pepe.

O resultado foi um período de cerca de 25 minutos em que o United, com um jogador a menos, criou mais chances e transformou Diego López na principal figura em campo. Enorme participação do goleiro do Real Madrid.

Muito se falará na controversa decisão de Ferguson de deixar Wayne Rooney (que não estava 100% e era dúvida para o jogo) no banco de reservas.

Não serei eu o esperto que dirá que o Manchester United é melhor sem Rooney do que com ele.

É possível – ainda que jamais saibamos – que os ingleses estivessem em melhor situação no jogo, com Rooney em campo, no momento em que Nani foi expulso e tudo mudou.

Mas não é inteligente discutir com fatos.

Eis o que sabemos: sem Rooney, o United vencia por 1 x 0 e controlava o encontro com evidentes méritos.

Criticar Ferguson por uma opção, diante do resultado que essa opção produziu, é um equívoco. Especialmente considerando a explicação de que Welbeck era uma alternativa defensiva para conter Alonso.

O Real Madrid avança e, ao final de uma semana mágica, converte-se em um dos claros favoritos. No lugar da emoção e da euforia, Mourinho foi cândido:

“Com onze contra onze, eles teriam vencido”.

“O melhor time perdeu”.

“Esperava mais da minha equipe, não fizemos um bom jogo. Mesmo com dez eles estavam melhores”.

(parece entrevista de emprego, não?)



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