COLUNA DA TERÇA



(publicada ontem, no Lance!)

EXAME DE DNA

A notícia não é o Barcelona ter perdido três dos últimos quatro jogos. Também não é o Barcelona ter perdido dois clássicos seguidos para o Real Madrid. E também não é o Barcelona estar a uma vitória simples da eliminação na Liga dos Campeões. A notícia é o Barcelona ter sido futebolisticamente superado três vezes nos últimos dias.

Todos os times de futebol perdem jogos. Até as equipes hegemônicas são derrotadas durante seu período de dominação. A questão é como perdem. Nos anos recentes, o Barcelona nos acostumou a um tipo de derrota que aconteceu de vez em quando e não significou, necessariamente, uma preocupação. Jogos em que os catalães foram absolutos em campo, falharam no ataque por excesso de capricho, e sofreram um gol casual.

Não foi assim contra o Milan, em 20 de fevereiro, pelo torneio continental. Os italianos armaram uma muralha à frente da área, correram como condenados e não foram ameaçados. Nos dois clássicos espanhóis da semana passada, o Madrid controlou as ações como se soubesse exatamente o que fazer para prevalecer no final. E como se tal tarefa fosse simples.

O último encontro foi vencido por uma escalação alternativa do Real Madrid, para regozijo do técnico José Mourinho. Depois de conseguir apenas duas vitórias – e seis derrotas – nos primeiros onze clássicos, Mourinho levou seu time a três vitórias e dois empates nos últimos cinco. Para o português, sonhar com o Barcelona deixou de ser um pesadelo.

Decretar o fim de uma era pode ser uma arriscada precipitação. Sem ignorar os méritos dos adversários, os infortúnios do Barcelona podem ser explicados por erros próprios. Desacertos táticos, descompromisso, e o pior: um jeito novo de jogar, cujas falhas não foram expostas pelo baixo nível de competição do Campeonato Espanhol.

A eliminação para o Chelsea na última edição da Liga dos Campeões (em dois jogos que exemplificam o “tipo de derrota” mencionado acima), somada à troca de comando no time, produziu uma busca pela verticalização como forma de tornar o Barcelona menos previsível. Ocorre que o time não tem os jogadores adequados para atuar assim, e nem alcançou os automatismos necessários. Ao tentar se diferenciar, o Barcelona se aproximou dos demais.

A posse de bola horizontal era um mecanismo para gerar caos no oponente, aplicando o chamado “jogo de posição”: superioridade numérica atrás das linhas de pressão. Impondo-se em bloco, o time não só criava como também desarmava no campo de ataque. Hoje, com jogadores mais distantes e posses menos duradouras, o Barcelona perdeu a virtude de se defender atacando. Além de se converter em uma equipe menos perigosa, descobriu que não sabe se proteger da maneira convencional.

A mudança mais radical é também a mais grave. Ao invés de jogar para Xavi, o Barcelona passou a jogar para Messi. Xavi é o organizador que acionava Messi precisamente no momento em que o argentino aparecia para decidir. Apressado, o time tem procurado Messi para iniciar movimentos ofensivos, atendendo a um antigo pedido dos adversários mais fortes.

A solução está no espelho. É ele que nos relembra de quem somos. A diferença do Barcelona era fazer as coisas a seu modo.

DOIS TOQUES

O QUE HÁ

O comportamento de Messi pode indicar algo mais sério. O melhor jogador do mundo não foi um fator contra o Milan (nenhuma finalização no jogo) e nem contra o Real Madrid, na partida no Camp Nou na última terça-feira. No sábado, no Santiago Bernabéu, só se fez ver no lance do gol que marcou. O mais estranho foi percebê-lo estático, mesmo quando a defesa do Madrid lhe ofereceu campo. Messi tem se movimentado como um jogador lesionado. Ou incomodado, o que é pior.

O QUE HAVIA

Não se deve desconsiderar a questão do comando. O técnico Tito Vilanova está nos Estados Unidos, em tratamento de câncer. Jornais espanhóis mencionam jogadores relaxados, satisfeitos após tanto sucesso nas temporadas recentes. Pep Guardiola era quem mantinha o time com fome, por intermédio de exemplos e da aplicação de regras rígidas. O momento atual é um testemunho da capacidade do antigo treinador.



  • Ricardo Turqueti

    André, Phil Jackson já explicou: o Barça está doente sim (e não por acaso você mesmo na ESPN se referiu ao Barcelona nestes termos, como um time doente), e a enfermidade é “the disease of more”. Essa é a raiz, o que você explicou na coluna é decorrência.

    AK: Provavelmente é isso. E mesmo que não seja, obrigado pelo comentário. Mensagens como essa são a razão da existência deste espaço. Um abraço.

    • Luis Gustavo Morais

      Vale lembrar que quem usou o termo “the disease of more” foi o Pat Riley.

  • Mas Messi vem jogando lesionado há tempos, só não parou para tratamento porque está na reta decisiva da UCL.

    Agora, André… você não concorda que, desde o Mundial de 2011 (com a grave contusão de Villa), o Barcelona vem jogando com 1 a menos? Falta o tal 11º jogador, pois Villa não voltou a ser o que era, Alexis Sanchéz não jogou metade do que jogava na Udi, Tello e Cuenca são piadas de mal gosto, a joia Deulofeu nunca é aproveitada e o tal Thiago só toca a bola de lado.

    Mesmo assim o Barça conseguiu algumas façanhas de lá pra cá, mas tem uma hora que a corda rompe!

    Não seria Neymar o tal elemento?

  • Aproveitando para replicar a última entrevista de Messi, comentando acerca da filosofia do Barcelona:

    “É Cruyff quem pôs as bases da religião, quem escreveu os evangelhos”, comparou. “Guardiola, o discípulo, o herdeiro espiritual, refinou a doutrina. E Tito Villanova se encarrega agora dos sermões. Pouco importa o nome do treinador. O Barça é mais forte do que você”.

  • Alexandre Reis

    André, gosto de simplificar as coisas no futebol, pelo menos dentro de campo.

    Pois aprendi a ver futebol com meu tio, que jogava muita bola.

    Nessa ideia de simplificar eu diria que o que tenho visto ou melhor nao tenho visto no Barcelo na atual é a movimentação sem a bola.

    No meu entendimento o que sempre fez o Barcelona tocar bem a bola, eram as opções variadas que surgiam devido a movimentação, isso nao esta acontecendo.

    Ai o time se tornou “normal” e um time normal sem centroavante e sem uma defesa boa, acontece o que? Perde.

    Abs

    AK: É isso. O time ficou “esticado”, com jogadores distantes uns dos outros. Um abraço.

  • Anna

    Acho que a Era Barcelona não acabou. O problema de saúde do Tito Villanova prejudicou a filosofia do time. Também acho que sem Guardiola, o time perde muito. Pelo bem do futebol, ainda acredito que o Barça reverta a vantagem do Milan.

    • Porquê para o bem do futebol o Barça tem que ganhar? Já vi muitas vezes jogos em que o Barça venceu; e bem extremamente monótonos e sonolentos idênticos ao jogo entre SCCP x SFC! E o Milan tb é um gigante da bola, aliás maior que o prórpio Barça!!

      • Matheus

        Ninguém discorda que o Milan é um gigante da Bola, mas esse time não é parâmetro de futebol bonito, o Barça é.

        • Andre Luiz

          Futebol bonito é o que vence, hoje o Barça é sinônimo disso por ter vencido vários campeonatos, amanhã o Milan poderá ser referência, ano que vem poderá ser o Bayern. Para vencer um clube deverá ser superior tecnicamente e fisicamente, caso o Barça perca sua vaga para o Milan é sinal que não impos sua técnica habitual de outros tempos e já não servirá como referência a partir disso.

          AK: Negativo. Futebol bonito é o que encanta. O Chelsea é o atual campeão da Europa, e nada mais. Um abraço.

          • Matheus

            Acredito que você esteja confundido futebol bonito e eficiente (Barcelona de Guardiola) com futebol eficiente (aí os exemplos são inúmeros). Futebol bonito pra mim é aquele em que você assiste e ri sozinho a cada lance, a cada tabela bem articulada, jogadas individuais, arrancadas, dribles, toque de bola, bola no chão, enfim. O Milan foi extremamente eficiente contra o Barça, com duas linhas muito bem postadas não deu os espaços que o clube Catalão precisava para fazer suas tradicionais tabelas por dentro. Nada contra o Milan, mas o último time formado por eles que EU vi dar show foi aquele de Van Basten, Baresi, Donadoni, Rijkaard, Gullit, Maldini, Anceloti. Depois desse time o Milan formou outros bons times, mas nada igual a esse esquadrão comandado por Holandeses.

  • Marcel de Souza

    Na época não se dava o devido valor ao Guardiola, mas se vê hoje que ele era um grande responsável pelo time imbatível de tempos atrás. Vai ser muito interessante ver o que ele vai fazer no Bayern.

    Sobre o Barça, vejo que a defesa fica muito vulnerável, várias vezes os jogadores ficam no mano a mano. Seria esse um problema também dos jogadores estarem mais distantes? Me parece que há não muito tempo atrás o meio de campo era mais combativo.

    1 abraço,

  • Luiz Marfetan

    O dificil e re-motivar esse time!

  • LM_RJ

    Andre, Um offtopic que vale a pena:
    O que dizer do escandalo da concessao do maracana, este sim, por enquanto, publico?

    Repercute aí no seu blog Andre pq isso é escandalo:

    uma empresa do sr Eike realizou o estudo financeiro que estabelece as regras da licitação (valor minimo de outorga, etc)

    Mas esse estudo hoje de posse do governo do estado, nao foi divulgado, comprometendo a isonomia da licitação bem como sua credibilidade.

    http://oglobo.globo.com/rio/concessao-do-maracana-esta-na-mira-do-mp-federal-7707967
    brasil 1 país de tolos

    Abs e parabens pelo blog

  • @R9Sal

    Guardadas as devidas proporções, pelo amor de Deus, mas me lembra o Corinthians de 2002 que era um time de toque de bola com o mestre Carlos Alberto Parreira.

    Ai chegou o Geninho disse que o time dele seria mais rápido, tal e coisa, coisa e tal, destruiu o que aquele time tinha de bom e a história termina no fatidico “pega-pega-pega”

    • Matou a pau! Guardadas as devidas proporções, foi exatamente isso que aconteceu!

    • Matheus

      sempre frisando, guardadas as devidas proporções, é mais ou menos por aí. Naquela época me lembro de gente reclamando da falta de objetividade do time, principalmente depois das pedaladas do Robinho. Era um time muito mais tático até do que esse do Tite. Lembro do Fabinho na final (toca e volta).

  • Ruan Santos

    Quanto ao Barcelona não tenho o que acrescentar ao debate. Agora o Pep Guardiola com o timaço do Bayer… Esse eu quero ver.

  • David

    Quando se fala dos problemas de movimentacao ofensiva de alguns times, sempre penso: se movimentacao parece sempre fazer diferenca a favor dos times que a executam, pq entao todos nao fazem? Sera preguica do comandante em treinar ou dos atletas em correr mais que o usual?
    Mto se fala desse Galo do Cuca assim como se falava daquele Botafogo em carrossel de 2007, e nao atoa pq os 2 encantam.

    Dai olho por exemplo pro SP do Ney (pq eh meu time) e mesmo no ano passado qndo o time estava no seu auge, o metodo era sempre com Lucas na direita, Oswaldo na esquerda, Jadson no meio e eu pensava em como o time poderia ser ainda mais caso optassem por trocar de posicoes constantemente.

    Agora esse Barcelona pos-Guardiola cai na mesma opcao pobre de menor movimentacao.

    Na minha opiniao, a razao disso eh a busca pela eficiencia, pelo atalho ao sucesso. Em lado oposto do arduo trabalho que se da o de se sobrepor a um adversario em todos os aspectos. A obstinacao por esse tipo de jogo eh rara e tem q ser perfil do comandante.

  • André, será que Pep anteviu esse caminho sinuoso que o Barcelona está tomando e, por este motivo, ‘antecipou’ sua saída?

    Guardiola e Rosell já não estavam falando a mesma língua… Pep queria, reza a lenda, a dispensa/venda de jogadores que não estavam mais comprometidos com a equipe, entre eles Dani Alves, Piqué, Villa e Cesc. Inclusive postergou a contratação de Neymar, para que o mesmo não tivesse más influências/vícios desses 4, principalmente de Alves.

    • Boa observação, e outra, como se motiva um time que ganhou tudo, eu disse tudo!

  • Matheus

    Há alguns jogos vejo e comento com meu pai o mesmo problema que você identificou no Post: Messi deixou de jogar para decidir, ou seja, ele está inciando jogadas. Não que ele não saiba fazer isso, mas não é ali que ele se torna letal. Ele se acostumou a jogar às costas dos volantes e de frente pra zaga adversária. Era o momento da arrancada, do drible e da finalização quase sempre mortal. Pra que isso acontecesse havia uma engrenagem movida por Xavi e muito bem “assessorada” e muito bem coadjuvada ou protagonizada, por Iniesta. Nos acostumamos a ver o jogador XavIniesta armar todas as jogadas e acionar Messi no momento de decidir. Some-se a isso tudo a queda gritante do Dani Alves, a constante falta de um lateral esquerdo do mesmo nível do direito, e a mudança repentina na filosofia da posse de bola. Vimos em outros anos o Barça ter até 80% de posse de bola, numa espécie de “toca,toca,toca,toca….e gol”. Muito gente que cobrava maior objetividade, mais verticalização e um pouco menos de “toque de lado” não entendia que naquele esquema o time se desgastava menos, cansava o adversário, provocava uma guerra psicológica que funcionava bem demais. Na retomada, víamos três ou quatro jogadores chegarem e abafarem o adversário que estava com a bola. Quantas vezes me peguei contando os jogadores do Barça para ver se só haviam 11 em campo? por fim, não acredito que seja o fim dessa era. acredito que seja o momento de repensar algumas coisas no time, como a defesa. Tem um ponto que pouca gente discutiu, o jogador da canteira é essencial nessa filosofia “Barcelonista”, mas nem sempre será a solução. Tello e Cuenca, como tem em um comentário anterior, são brincadeira de mal gosto. Não são pra esse Barça. Talvez seja o momento de alguém como o Neymar.

  • Homem Sábio

    “o pior: um jeito novo de jogar, cujas falhas não foram expostas pelo baixo nível de competição do Campeonato Espanhol.”

    Você falou tudo!

    É muito bom ver o Barça jogar contra Albacete, Hércules, Sport Gijon, Logrenes, Servilha, La Corunha, etc.

    O verdadeiro teste é contra os grandes.

  • Renan

    Eu percebi que o Messi começou a ficar mais individualista… Como na coluna disse acertou em cheio começaram a jogar no Messi ao inves do xavi…

  • Na minha concepção, além de o time ter mudado muito pelo fato de não se movimentar constantemente como era com Guardiola e terem começado a jogar mais com Messi para ser o criador de jogadas do que com os espanhóis Xavi e Iniesta os cérebros do time, que admito sou muito fã, está em declínio. Vale ressaltar que Tito Vilanova não é técnico a nível de Barcelona e muito menos seu auxiliar Jordi Roura. Claro que também há o relaxamento natural do time que já não tem mais o que ganhar e esse mesmo já está no topo do mundo, mas agora começa a vê que não é assim que funciona as coisas.
    Três motivos que para mim fez o Barcelona mudar e muito foram:
    1- No time de Guardiola o lateral esquerdo era o Abidal que praticamente era um terceiro zagueiro, por não ter tanto aparato técnico para subir ao ataque e fazer jogadas de fundo como faz Jordi Alba, sendo assim se expõe muito mais a defesa pelo fato de o mesmo ser praticamente um ponta igualmente a Daniel Alves deixando a defesa muito mais exposta, que já não é uma das melhores e precisa ser renovada com a troca de Puyol por algum zagueiro jovem como especulações que estão saindo por ai na empresa : David Luiz, Hummels e Marquinhos;
    2- Villa que era fundamental no esquema de Guardiola por que era o homem do ultimo toque, da definição, o mais agudo do time não é mais o mesmo após a lesão na semi final do mundial 2011, não voltou ao seu ritmo e por isso eu acho que começaram a verticalizar mais as jogadas e procurarem Messi em vez de Xavi sendo esse acessorado pelo fantástico Iniesta. No elenco do Barcelona também não há hoje um substituto à altura sendo Pedro pra mim jogador somente de lado de campo e Sanchéz não está jogando a mesma bola que jogava na Udinese, Tello e Cuenca nunca fui muito com o futebol de ambos. Seria a hora de contratar um centroavante rápido, não o famoso trombador, um jogador do estilo Kun Aguero cairia como uma luva nesse time.
    3- O que mudou muito após a saída de Guardiola foi o posicionamento do time em campo, com ele o time era formado da seguinte maneira, Daniel Alves praticamente um ponta direita, Piqué o homem da sobra, Mascherano jogava no lugar de Puyol quase sempre lesionado ou se não Guardiola encaixava ele na lateral esquerda no tempo em que o ” terceiro zagueiro ” Abidal estava com um tumor, mesmo quando ele colocava Adriano na lateral esquerda esse não apoiava tanto o ataque como Alba faz expondo e muito o time, sendo assim deixa o setor defensivo muito mais vulnerável e por isso vem tomando gols que na era Guardiola era inadmissíveis. Já o meio de campo que era antes composto por Busquets, Xavi e Iniesta, sendo que Busquets fazia a função de primeiro volante, o homem de contenção do meio de campo e que era estático, hoje já tem um pouco mais de liberdade, Xavi e Iniesta faziam a bola chegar como poucos para Messi decidir, como o fatal Villa como na maioria aparecia como um falso nove ou verticalizava mais as jogadas, ou apenas Iniesta e Xavi abriam as jogadas para o Pedro e sua velocidade, tendo esse time sempre a rapidez de começar a marcar o adversário lá na frente dificultando muito a criação de jogadas dos times obrigando sempre há dar chutões facilitando o trabalho da defesa e deixando a menos vulnerável . Já com Tito ou Roura o time teve a entrada de Fabregas para o time ter o meio de campo com maior número de jogadores assim dominando as ações do jogo e Messi foi recuado para uma função de meia, não como gosta de jogar e é bem melhor aproveitado atrás dos volantes partindo com a bola de frente para a zaga permitindo suas bonitas arrancadas, dessa forma no ataque só teria jogadores abertos como Pedro e Sanchéz e as vezes Villa, deixando de ter o falso nove tão questionado por muitos na época do Guardiola.

    Será esse o fim do melhor time do mundo ? Ainda acho que não, a troca de treinador e a renovação do elenco com peças uteis seria fundamental para a volta daquele bonito futebol.

    Um Abraço.

    AK: “Vale ressaltar que Tito Vilanova não é técnico a nível de Barcelona”. Guardiola era, quando assumiu? E mais: a opinião dos jogadores a respeito de Vilanova indicam o contrário. Um abraço.

    • Sim, tem razão em dizer que Guardiola foi uma aposta da diretoria mas ele já vinha de um trabalho muito bom e inovador no Barcelona B e por isso foi dada à chance a ele de assumir esse cargo. Mas, continuo achando que Tito Vilanova não é o cara para comandar esse time, que ele pode vim à me surpreender isso pode ocorrer e tomará que aconteça, tem o meu total apoio e torcida.

      Um Abraço.

      AK: Vilanova foi o assistente de Guardiola em toda a caminhada. Os jogadores só o elogiam. Um abraço.

      • Sim Vilanova foi assistente de Guardiola em todo esse percurso de sucesso que fez ele ser reconhecido mundialmente, mas a ideia do futebol que o carrossel Holandês aplicava com Cruyff veio de Guardiola que teve o jogador holandês, como treinador no Barcelona e partiu dele esses princípios para fazer o time jogar de tal maneira que funcionasse, além de aprimorar essa táctica.

        Um Grande abraço.

        AK: Conceitos compartilhados com Vilanova, segundo o testemunho do próprio Guardiola. Não há qualquer motivo para questionar a capacidade de Guardiola, partindo do princípio do que vimos com Pep. Um abraço.

        • Mudando um pouco de assunto, na sua opinião seria bom para o Barcelona contratar alguns jogadores de peso, para que se continuasse com sua hegemonia e futebol bonito dos últimos anos. Se sim, quem sugeriria ?

          AK: Neymar, Wilshere… mas não creio que o problema atual seja relacionado à qualidade dos jogadores. Um abraço.

          • A qualidade do elenco do Barcelona é indiscutível. Mas o fato de o Villa não estar apresentando o seu melhor futebol, e quem está em seu lugar que são Sanchéz e Pedro não estão correspondendo a altura, não seria a hora de um reforço para suprir essa carência do time e ter aquele homem de definição ?

            Abraços.

    • Nilton

      Jonathan discordo da sua descrição dos posicionamento do time em campo, pois na maioria dos jogos que vi do Barça, era 1-1-6-3 (1 Goleiro, 1 Zagueiro, 6 no meio e 3 atacantes, lembro de ver o Mascherano jogando de zagueiro e sozinho com os atacantes adversários) rss

      • Querido Nilton se você discorda é uma opinião sua e a respeito, mas foi apenas uma análise que fiz. Para mim o Barcelona jogava dessa maneira.

        Abraços.

  • A bola de Iniesta e Xavi já não é a mesma, fisicamente vejo eles muito mal!

  • Juliano

    Excelente, AK!

    Bernardinho (entre tantos outros) diz: se manter no topo é mais difícil do que chegar ao topo. No caso do Barcelona, tornou-se difícil por tudo o que está no texto.

    Permita alguns “off-topic”:

    – Na derrota do Fluminense na semi-final do carioquinha, Abel reclamou de um toque de calcanhar de um jogador do Vasco, quando o este virou o placar. Vi o lance, apesar de não me lembrar qual jogador foi. Achei o lance EXTREMAMENTE NORMAL. Esse tipo de declaração por parte do adversário derrotado (tecnicos e jogadores) tem que acabar. Não vi desdém como vi em Neymar quando colocou as mãos na cintura (discussão antiga). Deve-se cortar o microfone sempre que alguem tenta coibir jogadas bonitas com idiotices e chororô porque perdeu a partida. Abel pisou na bola. Feio.

    – Em 2011 Muricy herdou o Santos que encantou o país em 2010, após desastrosa passagem de Adilson Batista. O time perdeu jogadores, parou de jogar bonito, mas ainda era competitivo, tanto que venceu a Liberta’11. Em 2012 foi um desastre, venceu o irrelevante estadual, também sem jogar bonito e mais nada. Passou o resto do ano culpando calendário, CBF, falta de elenco e saudade de Neymar. Pois bem, 2013 começa com bom elenco (dos times que não estão na Libertadores, é um ótimo elenco), com Neymar, e nada do time jogar. A partida contra o Corinthians foi medonha (para não falar das outras). Montillo me dando razão (sempre o achei overrated), André não participa do jogo e Neymar vem mostrando sua pior versão enquanto jogador (isso quando está em campo, estamos em março e já vai cumprir a segunda suspensão por cartão). Voltou a se jogar descontroladamente (achei a atuação do árbitro PERFEITA, tolerou na primeira vez que se jogou na área, e como reincidente puniu perfeitamente na segunda vez).
    AK, alguma pista do que acontece? Muricy parou no tempo? O tempo dele acabou no Santos? Elano não rendia no Santos, mas rende no Grêmio. O mesmo com Íbson e o Flamengo. Seria problema no comando? E o Neymar, o que explica esse rendimento medonho? Vive em festas, mas, sempre viveu, não é de agora! Saudades de PHG? 2013 não será um bom ano, como 2012… com o ônus do investimento…

    – Na convocação de hoje, LFS já começou a inventar…

    Abraço!

    • Matheus

      Juliano,

      “Deve-se cortar o microfone sempre que alguém tenta coibir jogadas bonitas com idiotices e chororô porque perdeu a partida”. Em outros tempos isso seria Censura. Ele tem o direito de falar, muito embora tenha sido uma asneira de chorão que não aguentou perder.

      Com relação ao Muricy, faz tempo que penso o mesmo. Pior, faz tempo que penso que nunca vi um time dele jogar bonito, pra frente, trazer algo novo.

  • Emerson Cruz

    Não tenho a pretensão de dizer que o problema do Barcelona é “X”, ou “y”. Fases ruins todas as equipes por melhor que sejam estão sujeitas a passar, a questão é como sair delas e retornar ao caminho de antes, ou seja o das vitórias. No caso deste Barça, creio que ter ficado sem Tito, fez enorme diferença, pois em momentos ruins creio que ele teria condições de cobrar, unir o elenco(se for o caso),além de apontar soluções para eventuais problemas surgidos dentro e fora de campo, capacidade esta que Roura não aparenta ter, pelo menos por enquanto.

  • Thiago Mariz

    Ah, ótima coluna! Estava comentando exatamente isso com meu amigo. Antes, o Barcelona tinha mini-campos dentro do campo. E ia progredindo dentro dele por meio desses mini-campos. Ao ver o jogo do Milan, me angustiou ver os jogadores tão definidos em suas posições, com passes tão longos, fazendo lançamentos distantes… Não é a filosofia desse time, como você bem falou.

    O Campeonato Espanhol serviu para o Barça como um estadual serve para os times medianos daqui: ganham o estadual e acham que têm um time qualificado ao brasileiro.

  • Gustavo

    Excelente análise, André. Parece que você sempre olha o Barcelona com um microscópio. Parabéns.

  • Matheus

    Sei que você lembra bem, quantas vezes vi o Guardiola (por força das circunstâncias) escalar o time sem zagueiros? Lembro de ter comentado num post aqui no blog que estava vendo a História acontecendo. Tal qual o Juca viu os laterais começarem a avançar( um fica o outro vai), o fim do time com dois pontas(esquerda e direita) e um Centroavante, o sumiço dos meias. Os mais velhos viram isso acontecer, os mais novos começavam a ver com esse Barcelona que era possível jogar muito bonito e ainda assim marcar. Pensei que veria o fim dos zagueiros, ou deles como são hoje. Imaginei que veria o fim das posições fixas. A movimentação impressionava, assustava e animava. O jogo contra o Milan mostrou toque de bola, mas sem movimentação. Os jogos contra o Real mostraram um time absolutamente previsível, cansado, perdido em campo e esperando o Messi resolver. Eu espero que essa “era Barça” não tenha acabado, pois quero fazer parte da geração que viu o futebol mudar pra muito melhor.

    • Thiago Mariz

      Exatamente o que penso. Quando via o time do Barcelona ser escalado contra o Chelsea na partida de volta, por exemplo, sem laterais, ou colocando Mascherano como “zagueiro” eu dizia: “cara, o futebol está mudando muito no momento em que o acompanho.” Não tinha posições fixas, era uma revolução. Torço pelo retorno do Barcelona ao seu estilo, mas torço muito também para que Guardiola implante sua revolução no Bayern de Munique e que outros treinadores sigam essa revolução, pois, se somente ele acreditar nisso, teremos somente casos pontuais desse tipo de jogo: apenas onde Pep passar jogarão assim. Tomara que não seja dessa forma.

  • Décio Guilherme de Barros

    Isso apenas mostra que Messi não é esse monstro todo que todos nós imaginavamos, em um time com um esquema pronto com raros talentos o municiando, fica um pouco mais facil!! ;D

  • fabio braz

    Caro Andre, lhe parabenizo novamente ( lhe enviei um email anteriormente) pela analise do barcelona, do momento atual e da forma de jogar, exarada aqui e no “fora de jogo” da espn.
    Este time tem sido muito analisado, questionado, estudado, por muita gente competente (Paulo Calçade é um deles) mas até hoje não havia me deparado com análise tão completa, detalhada e inteligente do modo de jogar futebol deste time, era Guardiola para cá.
    Parabéns pelo profissional que você é e pela sua inteligencia, pelo seu poder de analise desse e outros assuntos, já admirava seu trabalho há muito tempo, desde que me tornei assinante da espn em 1998, agora mais ainda, um abraço.

    AK: Muito obrigado. Um abraço.

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