NOTINHAS DA CLA



Algumas linhas sobre os jogos dos clubes brasileiros, nesta semana, pela Libertadores:

* Tão sensacional quanto a goleada do Atlético Mineiro (5 x 2) sobre o Arsenal foi a presença da torcida brasileira na Argentina.

* Cerca de 2500 torcedores, destaque nos jornais argentinos. Foi como se o jogo quisesse agradecê-los, prova de que “a sorte acompanha os audazes”.

* Os empates e as vitórias dos mandantes estão proibidos no Grupo 8, do Grêmio e do Fluminense (2 x 1 no Huachipato, no Chile).

* O inacreditável gol perdido por Wellington Nem não fez falta.

* O time do Millonarios, que já não é dos mais fortes, demorou uns bons 15 minutos para entender o que estava acontecendo no Pacaembu vazio.

* Pareceu estar em ritmo de treino, contra um Corinthians (2 x 0) tranquilo e concentrado.

* O São Paulo (2 x 1 no The Strongest) não jogou bem, mas cumpriu o primeiro mandamento da Libertadores: “não deixarás de vencer em casa”.

* Mexidas de Ney Franco funcionaram no segundo tempo.

* O Libertad (2 x 0 no Palmeiras) é claramente o time mais forte do grupo 2. Resultado normal.

* Se não perder para o Tigre, o Palmeiras tem todas as condições para encaminhar sua classificação nas duas rodadas seguintes, ambas em casa.



  • André, concorda que Sheik perdeu a posição para Pato, que jogou mais para o time, fez tabelas rápidas e finalizou mais que Émerson (que não joga bem desde a Libertadores 2012).

    Com Jorge Henrique e Chicão recuperados, como você montaria este time? Abraços!

    • Faltou uma interrogação, foi uma pergunta! 😉

    • Já me metendo… eu manteria como está. Gostei do 4-4-2 “inglês” com Pato e Guerrero na frente. Poderia variar os jogadores ou até o esquema, com uma ou outra alteração (voltando ao 4-2-3-1 do ano passado).

      • Eu também gostei da formação de quarta. Jorge Henrique e Sheik podem voltar ao time dependendo do adversário. Acho que Pato e R. Augusto é melhor quando precisa construir jogada e trabalhar a bola. Fora de casa, é legal ter JH e Sheik porque ganha em contra ataque e força defensiva.

  • Emerson

    SPFC deveria ter sofrido menos para derrotar o mais fraco The Strongest, ainda assim foi a partida (verdade que apenas alguns minutos) mais desequilibrante do Ganso com a camisa do clube.

  • Vinicius Ferrari

    O Palmeiras joga a proxima partida na Argentina contra o Tigre.

  • Neto

    50 torcedores das organizadas do Palmeiras não puderam assistir ao jogo contra o Paraguai porque estavam embriagados e foram barrados pela polícia paraguaia. E tem gente que ainda defende essas organizadas. A propósito, torcedores organizados do Corinthians preparam manifestação na segunda-feira, em frente do consulado boliviano em São Paulo, pra protestar contra a prisão dos 12 organizados em Oruro. Vai ter transporte de graça, mas não sei quem vai bancar os gastos. Só imagino!

  • Gilson Kiraly

    No meio de toda a podridão da imprensa esportiva paulista, o Mauro Beting sempre se notabilizou por ser um cara preparado e respeitador, além de extremamente talentoso no falar e no escrever.

    Instantes atrás no seu blog do jornal o Lance, ele rendeu uma homenagem ao ZICO, a qual faço questão de transcrever integralmente abaixo:

    “Zico
    por Mauro Beting em 01.mar.2013 às 13:34h

    Zico, em nome do futebol, eu gostaria de te dar 40 anos a menos de idade. Por que sei que você faria na vida tudo de novo. Só não digo que faria ainda melhor que não há como superar o maior artilheiro do Maracanã. O maior ídolo. craque e goleador do clube mais popular do pais mais popular do futebol no planeta.

    Mundo que foi todo seu em 1981 com o melhor time brasileiro que vi em 40 anos de estádios e estúdios. Como deveria ter sido em 1982. Como poderia ter sido em 1986 não fosse um joelho doído que você venceu. Como poderia ainda assim ter sido não fosse um chute errado seu num jogo doido.

    Erro que só te deixa ainda maior. Por que nenhum outro gênio do esporte teve de se construir como atleta como você. Pouco craque superou tantos problemas para ser o que você é. Um Zico de craque. Um Zico de pessoa.

    Arthur poderia se achar. Mas ele não se perde. Só soube ganhar respeito e admiração como soube vencer estaduais, nacionais, libertadores e mundial. Não ganhou a Copa. Mas conquistou o mundo e a história. Ganhou corações como a Hungria de Puskás, a Holanda de Cruyff, o Brasil de Zico.

    Mas Zico é do Flamengo. É o Galinho de Quintino. É o Rei do Maracanã.

    Cidadão que sempre apareceu vestido de rubro-negro em todas as tantas conquistas de 1971 a 1989. Todos os companheiros estavam sem camisa ou com a do rival vencido nas festas campeãs. Menos quem fez mais. Menos Zico. Sempre vestido inteiro de Flamengo.

    “Por respeito ao clube”. É o que me disse meu companheiro de “Zico na Área”, no Esporte Interativo, quando perguntei o motivo de também nas imagens ser o mais rubro-negro de todos.

    Respeito que nem sempre o Flamengo deu a quem mais deu ao Flamengo.

    O Galinho dos 826 gols. Mais de 50 títulos como jogador e treinador. O menino que ganhou tudo ao ganhar corpo na adolescência num trabalho exemplar do clube. Num esforço comovente dele.

    Virou mito, mas não máquina. Nasceu com a alma e o caráter herdados da mãe Matilde e do pai “lusitano”, não “português”. Seu Antunes era Flamengo até morrer. Fez Flamengo a família. Mesmo quando o filho Antunes jogou pelo Fluminense, mesmo quando Edu brilhou pelo América.

    Todos foram Flamengo. Ainda mais a partir de 1971. Quando o Maracanã virou puxadinho do lar de Quintino. Palco onde foi dez e Flamengo até 1983. Udine até 1985. Maracanã até 1989. Japão de 1991 a 1994.

    O melhor do gênio, do mito, do ídolo e do amigo não é o muito que jogou. É o pouco que exige de admiração. Até as areias do Rio pedem autógrafo a ele. E ele não se porta como rei Arthur. Ele não é estrela de brilho próprio. É sol que ilumina o Rio e o Flamengo.

    Jogou muito e fez seus times jogarem muito mais. Por que se cobrava e exigia. Comum com todos, foi incomum como raros. Nunca em 22 anos como jornalista esportivo tive parceiro tão humilde para querer aprender e melhorar. E ele é Zico.

    Sempre buscou o máximo. O mínimo que encontrou foi amor incondicional. No país do E.T. Pelé, Zico não é o maior. Mas, na Nação Rubro-Negra, todos são Zico.

    Um cara tão bom que parece lenda.

    E é.

    Mais que parabéns, Zico, obrigado.

    Não sou Flamengo.

    Mas uma vez Zico, sempre Zico.”

    Mauro, vindo de um paulista, foi perfeito!

    • Marcelo Morais

      Belissimo texto.
      Vestido de rubro-negro, Zico me fez passar muita raiva quando eu era crianca. Talvez tambem por isso eu o admire tanto.

      • Ricardo

        Em tempos onde são criados ídolos de barro que contrabandeiam carros importados, adulteram nome e idade, ” ensinam ” na Tv que em estádio vazio não dá pra dar “migué”, agridem as próprias esposas, chegam bêbados em treinos, etc , etc…. e são, além de péssimos jogadores, péssimos profissionais, o genial e exemplar Zico merecia muito, mas MUITO mais consideração.
        Não ganhou Copa do Mundo ? Como alguém já disse….azar da Copa do Mundo, ou me desculpem, F-….se a Copa do Mundo.
        No futebol brasileiro de hoje faltam craques mas acima de tudo, HOMENS como Zico

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