CAMISA 12



(publicada ontem, no Lance!)

LINHA DO TEMPO

Um milhão de anos atrás, numa caverna africana, aprendemos a usar o fogo. Ainda éramos homo erectus. Ficávamos em pé, mas tínhamos um cérebro pequeno. Ao redor de 3500ac, inventamos a roda, que nos possibilitou sonhar mais longe. A escrita veio um século depois, para documentar aventuras e transmitir conhecimento.

Em 833, olhamos para o céu. O primeiro observatório foi construído pelo desejo de conhecer o que existia lá em cima. Mas ainda havia muito a descobrir por aqui, e Marco Polo partiu para a China em 1271. A era das grandes viagens marítimas teve início com os portugueses, cento e cinquenta anos mais tarde.

Por volta de 1500, passamos a medir o tempo, com a invenção do relógio. Isaac Newton nos ajudou a compreender a natureza com sua Lei da Gravidade, escrita em 1687. Três anos depois de Alexander Graham Bell construir o telefone, em 1876, Thomas Edison nos iluminou com a lâmpada incandescente.

A partir de 1885 cruzamos fronteiras em veículos movidos a gasolina. Em 1896, Guglielmo Marconi nos presenteou com telégrafos que não precisavam de fios. Ficamos mais inteligentes graças a Albert Einstein e sua Teoria da Relatividade, quase na mesma época – 1905 – em que Alberto Santos Dumont alçou voo com o 14 bis.

No fim dos anos 20 do século passado, conseguimos controlar doenças usando a penicilina, cortesia de Alexander Fleming. Avançamos como nunca de 1950 em diante: o primeiro computador, a primeira cirurgia com circulação extracorpórea, o primeiro telefone celular.

Com ajuda dos americanos, deixamos nosso planeta e pousamos na Lua em 1969, enorme passo para uma Humanidade que descobriu novas e fascinantes formas de se comunicar com a criação da internet, em 1983. Ao final do século, nossas ideias superaram qualquer limite, quando cientistas escoceses clonaram uma ovelha.

Mas só em 2013 Joseph Blatter e o International Board nos permitiram provar que uma bola cruzou a linha do gol. Que vergonha.

BRAVÍSSIMO

Os defeitos do Barcelona – ausência de pressão e movimentação no campo de ataque – somados a uma atuação comovente do Milan no aspecto defensivo, produziram um resultado surpreendente ontem em Milão. Não foi uma dessas noites que o Barcelona tem de vez em quando; jogos em que domina amplamente, falha demais nas finalizações e perde ou não alcança o placar que lhe interessa. O Milan não só venceu, como mereceu a vitória.

INTERROGAÇÃO

Escrevo antes de Fluminense x Grêmio, curioso por ver qual será a postura do campeão brasileiro diante de uma situação interessante: ser conservador (a vitória fora, na estreia, lhe permite tal luxo) num jogo em que qualquer resultado é normal, e o empate não é ruim. Ou colocar a faca entre os dentes e tratar de contribuir para a eliminação de um adversário que pode surgir novamente no caminho para assombrá-lo. O jogo se beneficiaria da segunda opção.



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