COLUNA DOMINICAL



(Publicada ontem, no Lance!)

HERÓIS IMAGINÁRIOS

Foi um momento sublime, cortesia de um personagem inesperado. Um desses gestos que se convertem em modelo. O padrão de comportamento que se deseja e com o qual todas as atitudes são comparadas. Aconteceu em 2000, na Inglaterra.

Everton e West Ham disputavam os últimos minutos de um jogo empatado, quando o goleiro do time da casa torceu o joelho numa dividida, fora da área. O lance seguiu, a bola foi cruzada da direita e, com o gol desprotegido, um jogador do West Ham se viu em condições de dominá-la. Mas em vez de aproveitar uma oportunidade que poderia significar o gol da vitória, ele preferiu agarrar a bola com as mãos, para que o goleiro adversário fosse atendido. Meses depois, a Fifa o premiou como epítome do fair-play. Seu nome é Paolo Di Canio.

Procure no You Tube, o clipe tem apenas 30 segundos. Mas proporcionará uma sensação de bem estar muito mais longa. A recusa a levar vantagem da lesão de um oponente representa tudo o que há de bom no futebol. É uma demonstração de valores há muito abandonados no esporte. O misterioso conceito do “espírito esportivo” está ali, em carne e osso, no ato do ex-jogador italiano que rejeitou a vitória sem caráter.

É provável que alguém tenha se lembrado de Di Canio na noite da última quarta-feira, momentos depois do primeiro gol do Atlético Mineiro, contra o São Paulo. Houve quem identificasse no comportamento de Ronaldinho Gaúcho o oposto do que Di Canio representa. Quem relacionasse o pedido de uma garrafa de água a Rogério Ceni – para depois se valer da posição adiantada e receber a bola da cobrança de lateral – à estratégia de vigaristas de rua. Quem usasse um instante num jogo de futebol para caracterizar uma pessoa. Comparações equivocadas.

Suponha que Ronaldinho tenha premeditado tudo. Que o papo com o capitão são-paulino tenha sido um meio de ludibriá-lo. Que o plano fosse retribuir a gentileza de um adversário com um gol. Mesmo assim, onde está a má conduta? Sim, nem tudo o que é legal é moral, mas o que há de condenável em querer enganar um adversário? Qual é a diferença entre o que Ronaldinho fez e, por exemplo, apenas encostar na bola em cobranças de falta em dois toques? Nada disso se aplica à abominável busca da vitória a qualquer custo.

Fair-play está diretamente ligado a igualdade de condições, justiça, merecimento. Parâmetros que o lance do gol do Atlético não desrespeitou. Se cabe crítica no episódio, é à inocência da defesa do São Paulo, cuja vivência deveria evitar tal constrangimento.

Exigir de atletas mais do que a excelência profissional que eles podem oferecer é um caminho perigoso. Leva a decepções mal compreendidas, satisfações precipitadas. E ao engano de supor que esportistas de primeira grandeza precisam ser seres humanos igualmente elogiáveis.

O caso de Di Canio é exemplar sob esse aspecto. O retrato do fair-play é o mesmo jogador que arremessou um árbitro ao chão, quando atuava pelo Sheffield Wednesday. É a mesma pessoa que se proclama um fascista e admira Benito Mussolini.

MANGUE

É inadmissível que um torneio como a Copa Libertadores da América seja disputado em gramados como o que o Fluminense conheceu, em Caracas. Atrocidades dessa natureza têm se tornado comuns, pois não se faz nada prático para evitá-las. Parece até que a Conmebol gosta do caráter subdesenvolvido de sua principal competição e do mito “Libertadores é assim”. Os clubes, como sempre, não se posicionam.

PRESSA

Por falar em gramados, mas não apenas neles, é cada vez mais evidente que o novo estádio do Grêmio ainda não deveria ter sido inaugurado. O preço da pressa é pago em problemas que se avolumam. E não poderia haver recibo mais escancarado do que retornar ao Olímpico. Uma derrota em casa na Libertadores é capaz de produzir ideias como essa. Mesmo que seja apenas para desviar a atenção, é algo que não se deveria considerar.



  • Paulo Pinheiro

    O que me deixa mais indignado é que a “organização” desse mesmo torneio impediu o Atlético-PR de fazer o primeiro dos jogos das finais em seu próprio estádio (em 2005), o que foi DECISIVO para a perda do título para o SPFC (o Atlético teve que partir pra cima no jogo no Morumbi e acabou perdendo lá).
    Só pra exemplificar: no primeiro jogo entre as duas equipes – já pelo Brasileirão – na Arena da Baixada logo após a Libertadores o Atlético-PR aplicou uma “piabada” de 4×2 no tricolor paulista (sendo que um gos gols do SPFC foi de um pênalti bem Mandrake).
    Estranho esse “cuidado” repentino com os jogos, não?

    • Estéfano Souza

      Paulo, a situação do Atlético-PR estava prevista na regra, uma vez que a Arena da Baixada não tinha a capacidade mínima para receber um jogo nas fases finais. Se a regra é justa ou não, esse não é o ponto (eu não acho justa), mas ela já existia.

      Claro que não jogar na Arena influenciou o resultado, mas não sei se influenciou tanto assim. Mas, de fato, já passou da hora da Conmebol fazer da Libertadores um torneio com visibilidade maior. E exigir que os clubes tenham um gramado minimamente decente é o mínimo do mínimo que se deve fazer.

    • Marcelo

      Paulo,
      1-Leia o regulamento da competição. Em finais não se pode jogar em estádios para menos de 40.000 pessoas. Se na “grande Arena” não cabe 40.000 culpe o planejamento ou a falta de ambição do seu time, não a Comenbol e o São Paulo.
      2-Se você acha que o resultado de um jogo de Campeonato Brasileiro de pontos corridos depois de se ganhar a Libertadores seria o mesmo de uma final… Bom, acho que você não entende muito de futebol mesmo.
      3-O segundo jogo foi 4×0. “Só” 4×0. E o Atléico ainda perdeu um pênalti bem “Mandrake” hem! Acho que não precisa comprovar muito mais a superioridade…

      • Paulo Pinheiro

        Marcelo,
        O Estéfano entendeu o “espírito” do comentário. Se a CONMEBOL faz vistas grossas para o mínimo de condições de “jogabilidade” em estádios por que se importou tanto assim com a quantidade de pessoas na Arena?
        Não sou atleticano, mas fiquei indignado na época e ainda não engulo.
        Lógico que a tática do Atlético-PR seria obter a vitória em casa no primeiro jogo pra sair para os contra-ataques no segundo (como VÁRIOS campeões se fizeram na Libertadores assim). Jogar no Beira-Rio frustrou os planos do Furacão que teve que partir pra cima no Morumbi por causa do empate com gols em casa, isso possibilitou ao bom time do SPFC se impor nos contra-ataques. Conte aí também a vantagem psicológica por essa decisão estapafúrdia de impedir o clube de jogar em seu próprio campo, onde nunca houve problema algum. A tranquilidade estava toda do lado paulista e a intranquilidade do lado rubro-negro.
        O jogo no Brasileirão conta SIM como uma tira-teima. Principalmente pelo clima de rivalidade que estava no ar, após o que aconteceu na Libertadores (e o SPFC também estava motivado em mostrar que não foi “ajudado”).

        • Paulo Pinheiro

          E tem mais: não seria a primeira vez que uma final de Libertadores seria disputada num estádio para público inferior a 40.000 pessoas.

          Já foi disputada, por exemplo, em São Januário e no Palestra Itália. E já na Sul-Americana de 2006 (que também tem esse mesmo limite no regulamento) a final foi num estádio com capacidade máxima de 30.000. Por que a CONMEBOL não se importou?

          E o Atlético-PR ampliou sua capacidade pra 41.000 pessoas no último momento, levou todos os laudos de segurança no último dia do prazo dado pela CONMEBOL (5 de julho), mas aquela entidade ignorou os documentos e manteve a anti-desportiva e estapafúrdia decisão anterior.

          O fato é que não foram finais disputadas em condição de igualdade e a “superioridade” tricolor que você cita é suspeitíssima.

        • Desculpe mas este papo de vantagem psicológica (quem foi o psicólogo que entrevistou cada jogador para confirmar a tese?) é mais uma daquelas frases feitas tão cara a jogadores e cronistas, repetida a exaustão e que todos passam a repetir sem saber do que falam; Profíssionais estão acostumados a adversidade e esse mesmo Atlético enfrentou torcidas hostis, jogos em estádios sem condições, altitudes e toda sorte de esqueminhas típicos do falido futebol sul-americano e chegou para a disputa com o SPFC e na hora “H” falharam. Podemos falar de falta de experiência, imaturidade de algum jogador, falta de liderança que não soube segurar a euforia e etc… mas culpar o fato de jogar o primeiro jogo fora de seu estádio é desculpa. Nosso futebol é rico em justificativas e desculpas como se o adversário não tivese virtudaes e a derrota é sempre culpa de um erro individual, de gol de bola parada (essa é a melhor) que massacramos mas no único ataque do adversário fizeram o gol, gramado ruim e etc…. O Atlético perdeu porque o adversário foi melhor e é só.

          • Paulo Pinheiro

            Sim, o Atlético-PR enfrentou isso tudo e contrabalançou com os jogos de volta em seus domínios, onde também a pressão da sua torcida dava o contraponto ao que sofrera no estádio adversário.
            Tem aquela frase que diz que “o enforcado é que esperneia”. Quem assiste ao enforcamente acha que é exagero.
            Mas fizessem o jogo de ida em Curitiba e o de volta em Belém do Pará pode ter certeza que o SPFC sentiria.
            A “vantagem psicológica” a que eu me refiro não é somente a falta de sua torcida, mas a certeza de ter sido injustiçado. Isso causa intranquilidade e prejudica a concentração de qualquer grupo. Alguns conseguem, sim, superar esse tipo de coisa. Mas a pergunta é: POR QUE eles deveriam superar esse tipo de coisa e não o SPFC?

            Lembra quando, no mesmo maldito ano de 2005, vários times tiveram que repetir seus jogos contra o Corinthians? Lembra daquela bola que o Geovane, do Santos, chutou com raiva pro alto numa reposição no meio campo?

            Aquilo tudo foi ilusão, tá? Você não viu aquilo. Influência psicológica em jogadores de futebol não existe…

            • Marcelo

              Nossa Senhora, quanta distorção dos fatos… Não conheço o regulamento dos anos anteriores, mas a partir 2005 com certeza o regulamento já previa não poder jogar em estádios para menos de 40.000. O Santos tentou jogar a final de 2011 na Vila e conseguiu? Acho que também não…

              O Atlético foi para cima do São Paulo no Morumbi e o tricolor jogou no contra ataque? Você tem certeza que viu o jogo? O SPFC abriu o placar aos 16 minutos e mesmo assim o Atlético ficou atrás o primeiro tempo inteiro. Só depois de tomar o segundo é que tentou sair pro jogo…

              Você aceitar a “ampliação” da Arena para 41.000 pessoas com arquibancada tubular “a lá rodeio” é brincadeira… Falta de responsabilidade total. Ter laudos de segurança a Kiss tinha também!

              Clima de rivalidade com o Atlético depois de enfiar 4 na final? Cara, que mundo você vive? Que time você torce? O dia que o São Paulo tiver rivalidade com o Atlético pode parar tudo… O contrário pode até ser verdade por causa desse blá blá blá da final da Libertadores, eu moro atualmente em Curitiba e sei como os atleticanos tem raiva do São Paulo… Agora sinceramente, o tricolor não tem absolutamente rivalidade nenhuma com o Atlético!

              E por último: O São Paulo tinha RC, Lugano, Cicinho, Junior, Mineiro, Josué, Danilo, Amoroso, Luisão… O Atlético com Marcão, Lima, Fabrício, Rodrigo Beckham, Jancalos, Cocito, Alan Bahia… Pelo amor de Deus, você não vê superioridade porque não quer.. 4×0!

              • Estéfano Souza

                O grande problema é que naquela Libertadores de 2005, a regra da lotação mínima nas fases finais não era nem citada (se não me engano, ela foi criada para aquela edição do torneio e ao melhor estilo estilo Conmebol, na surdina) e, curiosamente, a Conmebol só fez o que tinha que fazer a poucos dias da final. Tanto é verdade que o Atlético não esperava jogar fora da Arena.

                Houve sim uma perda técnica, mas com o time que o SPFC tinha, não tenho tanta certeza de que o resultado final teria sido diferente se o Atlético jogasse na Arena – o 4 a 2 anterior foi circunstancial e não uma demonstração de força.

                O grande problema é a falta de transparência e vergonha na cara da Conmebol no gerenciamento da competição inter-clubes mais importante das Américas. E os clubes são igualmente culpados (não dá pra isentar o Atlético de culpa em 2005 por não ter se preparado para uma eventual final), com seus gramados nojentos e condições pífias para o time visitante, assim como seus torcedores – a última final da Sul-Americana foi vergonhosa, tanto da parte do SPFC quanto da parte do Tigre.

              • Paulo Pinheiro

                Então “pare tudo”. Vi inclusive um cronista esportivo paulista dando saltos de raiva no estúdio por causa daquele jogo do Brasileirão quando o Atlético-PR devolveu sem nenhuma dificuldade os 4 gols que sofreu no Morumbi. Isso não é rivalidade? Não é nenhuma rivalidade HISTÓRICA, óbvio. Referi-me a um clima de rivalidade para AQUELA partida.
                Não vejo superioridade MESMO naquele time do São Paulo. Jogadores como Josué (o que?) e Mineiro foram vendidos como craques para a Europa e simplesmente sumiram por lá. Nem no banco ficavam (o que não é nenhuma novidade pra quem tivesse um mínimo de visão, mas os europeus acreditaram na proposta da CBF de colocar eles na Seleção pra fazer vitrine). Amoroso era craque, Cicinho estava em ótima fase, mas o restante não estava muito acima do nível do Atlético-PR, não.

                O que havia era uma boa vontade ENORME dos árbitros com as botinadas do Josué, do Lugano, … nem amarelo mostrava. Coisa que provavelmente não aconteceria se fosse jogo na Arena.

                E bom lembrar também que no mundial foram TRÊS gols anulados do Liverpool…

                • Marcelo

                  Bom, cheguei a conclusão que você não entende nada de futebol mesmo…

                  Rogério Ceni mito, ganhou mais títulos que a maioria dos clubes do Brasil em toda história.

                  Cicinho e Junior os melhores laterais da época, o Junior inclusive campeão mundial com a seleção.

                  Lugano capitão da seleção uruguaia por muitos anos, campeão da Copa América e semifinalista do último mundial.

                  Josué só levantou o caneco mais importante da história do Wolfsburg (literalmente pois ele era o capitão, “acho” que ele tem um pouco de moral num time de fora numa língua totalmente diferente), o campeonato alemão de 2008-09. Mineiro só ganhou a Copa América e a Copa da Inglaterra pelo Chelsea.

                  Danilo só ganhou 2 libertadores, 2 mundiais e 3 brasileiros. Amoroso craque e Luisão o maior artilheiro brasileiro da história da Libertadores…

                  Colocar tudo isso no mesmo patamar de jogadores derrotados do Atlético que nunca ganharam nada é brincadeira! E falar da arbitragem, que marcou um pênalti Mandrake no Morumbi lotado então…

                  Por último, se você não viu as irregularidades dos TRÊS gols anulados do Liverpool ai não tem salvação mesmo. Ou você deixa o clubismo falar mais alto ou não sabe as regras!

                  • Alisson Sbrana

                    Que discussão bacana. Acho que meu santos perdeu a semi para o Atlético PR (ou foi quartas, não me recordo e não vou pesquisar para confirmar). Lembro que meu time abriu 2 e deixou empatar. No segundo jogo, na vila, o time do santos estava todo troncho, porque o Robinho estava na seleção (ou voltou naquele dia) e levamos um baile. Acontece. Acho que o Atlético poderia ter ganho. Pesou o campo e uma melhor preparação do São Paulo. Time copeiro, acostumado a ganhar o torneio. Isso pesa em final, assim como jogar fora dos domínios.

                    Boa discussão.

                  • Paulo Pinheiro

                    Ou simplesmente tenho opinião diferente da sua.

                    Aquela “era Muricy”, foi pra mim a prova definitiva de que arbitragens ERRAM em lances capitais, mas CONTROLAM nos critérios de faltas e cartões. Foi assim que o SPFC passou, por exemplo, todo um brasileirão tomando, se não me engano, menos de 10 gols ao todo. Isso não é normal e a zaga não era de super-heróis.
                    Sem contar os 7 jogadores que estavam pendurados com 2 cartões e nenhum deles tomou o terceiro nos 11 jogos finais.
                    Todos ganharam licença pra espancar os adversários impunemente.

                    Foi uma época de muita amizade SPFC e CBF, culminando com a traição daquele ao Clube do 13, apropriando-se da Taça das Bolinhas (tudo o que a CBF queria).
                    Pena que a amizade JuJu x Ricardinho acabou quando a Copa entrou na história e o uso do Morumbi não interessava à cúpula da Casa B** do Futebol.
                    Desse racha pra cá, coincidentemente, o SPFC passou um jejum de títulos, só quebrado este ano com a sul-americana.

                    Acho que o clubismo não é meu…

                    • Marcelo

                      Alisson, o Santos perdeu para o Atlético nas quartas. Na semi o Atletico ganhou do América do México. Em ambas as fases a Copa das Confederações ajudou o Atlético pois desfalcou o adversário, principalmente o América do México que tinha 9 (sim, 9) titulares na seleção e que não jogaram esses jogos. Lembro que eu até torci para o Atletico na semi pois sabia que o América do México seria muito mais difícil na final (pois contariam com a volta desses jogadores). A “final” do SPFC foi contra o River na semi, jogos muito mais tensos e complicados que contra o Atlético…

                      Paulo, você é da teoria da conspiração e não vê valor nos bons times e no trabalho bem feito. No mínimo agora está achando que os títulos do Corinthians foram todos armados, consequência da aproximação do André Sanches com o Ricardo Teixeira, sem reconhecer o belíssimo time que o Tite montou (até eu que sou são paulino fanático reconheço que esse time do Corinthians é muito bom).

                      O SPFC ganhou entre 2005-2008 1 Libertadores, 1 Mundial e 3 Brasileiros. Além disso no período de 2005-2012 chegou em mais 1 final e 1 semifinal de Libertadores (2006 e 2010, respectivamente) e chegou entre os quatro primeiros nos Brasileiros de 2009 (que não foi campeão por 1 vitória), 2010 e 2012, além do título da Sul Americana de 2012.

                      Ganhar títulos importantes todo ano é muito difícil, veja há quantos anos Palmeiras, Atlético-MG, Grêmio, Vasco, Botafogo, entre outros “grandes” não ganham nada relevante. Ou veja quantos títulos do mesmo patamar dos acima citados tem Corinthians, Flamengo, Fluminense, Inter, Cruzeiro nos últimos 10, 15 anos… O próprio tricampeonato brasileiro seguido do São Paulo é inédito e eu duvido que algum time iguale essa marca no futuro.

                      A performance do SPFC faz ele ser o maior vencedor dos anos 2000 para cá, é normal não ganhar títulos por alguns anos… Jogar esse “jejum”, que aliás já acabou pelo título da SulAmericana, em cima de uma teoria da conspiração maluca mostra total desespero de quem não ganha nunca e falta de reconhecimento aos times que realmente tem um planejamento e preparação para as temporadas.

                    • Marcelo

                      E aliás, só para comentar a zaga do SPFC, entre os anos de 2006-2008 passaram por lá André Dias, Miranda, Breno, Alex Silva, Fabão, entre outros.

                      Todos eles foram MONSTROS pelo São Paulo, eternamente reconhecidos pela torcida. Além disso o esquema tático do Muricy privilegiava muito a defesa. Foi sim uma excelente zaga. Se você não enxerga isso, realmente não temos mais como discutir.

                    • Paulo Pinheiro

                      Reconheço uma grande equipe quando vejo uma. Não vi equipe melhor nessa era de pontos corridos que a do Cruzeiro de 2003 (e não sou cruzeirense).
                      Vi (e torci muito por) o grande SPFC do Telê Santa, com o Raí em sua melhor forma ser bicampeão mundial e era um timaço.
                      Mas esse do Muricy, sinceramente, nunca teve jogadores que impressionassem (Fabão??? Você está brincando, né? Só pode estar brincando). A única dúvida que tenho é quem era mais violento: André Dias? Josué? Lugano? As exceções honrosas foram as que eu citei (Amoroso e Cicinho).

                      Não estou dizendo que o SPFC tem que ganhar títulos importantes todo ano, mas houve um grande abismo entre uma fase e outra. Você mesmo citou. Três brasileirões, um mundial, uma libertadores, contra um período com zero conquistas.

                      Muita gente sempre achou história da carochinha a possibilidade de manipulação nos bastidores. Essa mesma gente ficou com cara de tacho quando estourou o escândalo da arbitragem em 2005.

                      Mas pelo visto não se aprendeu nada com aquilo.

                      No fim das contas, o tema desvirtuou um pouco. A questão é que aquela não foi uma final com condições iguais de desportividade. Entramos no mérito do SPFC ser ou não “muito superior” ao Atlético-PR, e provamos ter opiniões diferentes a respeito, mas isso também não importa. A lebre que levantei é: a CONMEBOL parece usar o famoso: “aos amigos os favores da lei, aos inimigos os rigores da lei”. Por que foi tão exigente assim com o Atlético-PR e é tão frouxa com tantas outras equipes?

                      PS 1: Acho que o Corinthians atualmente tem um bom time e fez duas finais irretocáveis (Libertadores e Mundial), mas fiquei com a pulga atrás da orelha SIM com relação a semifinal com o Santos, quando pareciam ter licença pra espancar o Neymar.

                      PS 2: minha opinião é minha e termos como “não enxerga” ou “desespero” ou “conspiração maluca” não a diminui. Apenas mostra que você não tem o mesmo respeito que eu tenho pela opinião alheia.

  • Bom dia A.K!
    Fez-me refletir muito sobre respeito, moral e cortesia no futebol o caso da “jogada” do RG no jogo SPFC X Atlético Mineiro, pois a chamada “malandragem” no futebol brasileiro é uma das armas que nos fez penta-campeões do mundo. Lembro me vagamente de comentários de jogadores da Copa de 70 em entrevistas; que ludibriavam os oponentes ao fingirem que reapertavam as amarras das chuteiras sabendo da intenção do colega de servi-los com um passe, os quais prontamente se levantavam de súbito e surpreendiam a marcação que os tinham como fora da jogada. É muito divertido tudo isto. O brasileiro já nasce com a chamada “ginga do futebol”. mas em atos como o do jogador Paolo De Canio me faz imaginar em finais: Palmeiras X Corinthians – Atlético Mineiro x Cruzeiro e o sensacional FLA X FLU… Veríamos em campo atitudes como esta? Vamos refletir?

    Abraços

  • Souza

    Estranho como tem se dado tanta atenção a uma jogada que é legal! Parece-me uma atitude da mídia de colocar o R10 uma postura de oportunista. O que posso afirmar que um time copeiro e com jogadores tão taribados como Ceni e Lúcio deram mole! Afirmar que é jogada ensaiada me parece forçar a barra e colocar o R10 na mira dos que o criticam. Jogos da Libertadores são realmente muito diferenciados e prefiro creditar esse lance a mais um de vários outros que ficará marcado nesse torneio.

  • Antonio Peroba

    Pois é minha gente todos vocês estão certos, inclusive não sei porque rclamamos dos politicos, eles apenas usam de malandragem, pena que esta malandragem ceife vidas, mas é do jogo…
    Sem esquecer que pessoas como Ronaldinho, são verdadeiros idolos das crianças, que amanhã quando homens também usarão de malandragem e ai ficamos assim…

  • giovane moreira

    Andre.

    O que há de mal em querer enganar um adversário ?

    resposta : nada de mal.

    desde que não peça um favor e ser atendido segundos antes, foi nojento de ver , cuspiu na garrafa que bebeu .

    AK: Certo. Então você quer estabelecer parâmetros para o ato de enganar um adversário. Sem água, só na conversa, pode. Com água, não pode. Por favor… Um abraço.

    • mauro alvim

      Driblar é enganar. Mudar de direçao é enganar. isso pode . Enganar dentro do jogo é lícito e louvável.
      Agora, pedir agua e rebe~la com estrema gentileza, premeditando uma vantagem futura é de vato uma vergonha.

      AK: Certo. Ficar ali, só conversando, seria ok. Que conceito. Um abraço.

      • Ado Marcelo

        André, conversar não é pedir favor.

        • mauro alvim

          Desculpe me prolongar.
          O problema é que o jogo estava interrompido para o atendimento do jogador do Galo. Vamos imaginar que ao perceber o atleta caído a bola tivesse sido jogada para fora, por qualquer um dos times. A boa convivencia manda devolver a bola para o adversário. O jogo só recomeça realmente quando a bola é devolvida. HÁ UMA SUSPENÇAO DAS AÇOES. Sempre que esta suspençao é desreipeitada acontece briga. A questão não foi a agua.
          Ronaldinho desrespeitou esta suspençao das açoes. Ele agiu com o jgo interrompido. Isto não ficou claro pois a bola era do Atlético. A premeditaçao esta aí. A vergonha tambem.
          Um abraço.

          AK: Que suspensão de ações? A partir do “vamos imaginar…”, seu comentário passa a tratar de uma situação distinta da que aconteceu. Um abraço.

          • mauro alvim

            Obrigado pela paciencia.
            Com o, vamos imaginar eu quero é conceituar a Sunpensao das açoes. Vou tentar novamente.
            Quando o jogo é interrompid,o o arbitro nao pode determinar, ao seu praser, de quem é a posse da bola.
            Se a partida é parada com a bola ainda dentro das quatro linhas ,ela é reiniciada com bola ao chao, nao é verdade?
            Quando um jogador se contunde e o adversario coloca a bola para fora, é natural que a bola seja devolvida não é?
            Nos dois casos ha uma suspensao das açoes.
            No caso da bola ao chao não existe disputa pela bola.
            No caso do lateral ou tiro de meta a mesma coisa.
            As açoes sao interrompidas até que a bola seja devolvida.
            Concorda que existe nestes casos uma espécie de bandeira branca?
            A bola está em jogo mas não em disputada.
            Em palavras ” obrigado pela gentileza a bola é de voces.”
            Isso eu chamei de Suspensao das açoes.
            No jogo em questao ocorreu algo diferente.
            A posse da bola era de fato e de direito do galo .
            Mas o jogo estava interropido. O Ceni estava com a bandeira branca e com a garrafa na mao.
            Se voce, André,concordar que quando o Ronaldo partiu para pedir a bendita água, ele sabia realmente o que ele queria, quem sabe voce concorde que ele não respeitou a Bandeira branca.
            outo abraço.

            AK: Discordo absolutamente da “bandeira branca”. Jogo interrompido, jogadores aguardando o reinício. Bola do Atlético, bola em jogo, gol. Um abraço.

            • Alisson Sbrana

              Putz, Mauro, concordo em tudo com o AK.

              É ruim tomar um gol assim, deixa a gente (torcedor) meio puto da vida.

              Mas é uma sensação parecida com tomar gol de falta batido embaixo da barreira. Meu santos tomou um lindo do Gaúcho. Penso que essa “raiva” (entre aspas, porque acho que não é tanto, é apenas um incômodo) vem de uma sensassão de injustiça, mas é mais um engodo mesmo. O cara enganou a sua defesa. Que sacana, cobrar por baixo quando todo mundo espera a bola por cima! Dá raiva ser enganado.

              Mas acho lindo quando é feito assim, dentro da regra.

              Ronaldinho é um dos poucos capazes de pensar, ou executar apenas, esse tipo de sacanagem.

              Achei fantástico. Mais fantástico é imaginar que, se o Lúcio percebe o deslocamento e vai ali papear (se um zagueiro não pula na barreira), nada acontece, tudo fica esquecido no meio dos minutos jogados, a falta seria mal cobrada, o lateral iria para outro e Ronaldinho estaria impedido no decorrer da jogada.

              Enfim, aguente firme que isso passa. (Pensei em fazer a comparação coma paradinha do Neymar no RC, mas ia parecer provocação, mesmo o Rogério tendo feito o a mesma jogada num jogo seguinte a reclamação).

              Abraço.

              • mauro alvim

                Putz, Alisson, eu nuca disse que sou Sao paulino.
                Para te falar a verdade eu não gosto do Ceni.
                Quando lembro das bolas que somem no Morumbi, quando ele atravessa o gramado ,para cobrar penalidades, sei que ele e o Ronaldo se merecem.

                Alisson, talvez existam motivos inconcientes para minha opiniao.
                Desculpe.
                Eu Sou Flamengo, e não gostei nem um pouco da passagem desse cara por aqui.
                Adorei sua ironia , mas para mim não cola.
                Um abraço, mas não pule.

  • Gledson

    Sou são-paulino, achei normal a atitude bandida do RG e seus pares que combinaram a sacanagem, minha crítica é, se fosse o contrário, tenho certeza que o dono do post não teria a mesma opinião, mas enfim, pra mim, o que se deve acabar é a hipocrisia do fair-play. Uma coisa é durante uma jogada aérea dois jogadores baterem a cabeça e desmaiar ou uma torção no tornozelo claríssima, nesses casos nem jogador e nem juíz pensa em fairplay, é a natureza humana que faz todo mundo largar o que estão fazendo e correr pra socorrer, outra coisa são jogadas normais que machucam mas nada de grave acontece.

    Por fim, o post critica o mito de “libertadores é assim mesmo” mas prega que a malandragem dentro de campo não pode sumir e tem de ser reforçada? Qual é a diferença? Estádio esburacado é um absurdo obvio mas e estádio novo esburacado pode?

    AK: Seu comentário é um compêndio de problemas de interpretação e premissas equivocadas. A começar por “ter certeza” de qual seria minha opinião na situação inversa. E se você tem dúvidas sobre a diferença entre cobrar excelência organizacional e não ver nada de errado em um jogador ser malandro dentro de campo, sua reflexão precisa ser mais profunda. Um abraço.

  • Marcelo

    André, me desculpe, mas estou de acordo com o comentário acima do Giovane. Se o RG ficasse esperando lá na área durante todo o atendimento médico do companheiro, sem fazer nada, é uma coisa, agora ter pedido a água do RC foi sacanagem…

    Não se trata de estabelecer parâmetros, mas o que foi feito claramente é falta de ética esportiva. Estou certo que se fosse um argentino fazendo isso contra o Brasil numa final de Copa do Mundo teríamos uma repercussão bem diferente na imprensa brasileira. O argentino seria um sujo, anti-ético, sem moral, etc. Mas como é o Ronaldinho….

    AK: Não esteja “certo”, pois não há chance de você ter razão. O exemplo mais famoso de um “argentino malandro” é Maradona ludibriando a arbitragem em 86. Saudado como lance de gênio até hoje, no mundo inteiro. Um abraço.

    • Marcelo

      Lance de gênio para você e porque não foi contra o Brasil. Para mim foi sacanagem e falha absurda do juiz. Veja se a imprensa da Inglaterra concorda com a sua opinião.

      AK: Não disse que considero lance de gênio, e minha opinião não mudaria se fosse a favor ou contra o Brasil. Não tome os outros por você. Um abraço.

      • Alisson Sbrana

        O lance é de um gênio. Imagina como deve ser a lembrança dos argentinos daquele gol contra a Inglaterra! Quem conhece um pouquinho dos conflitos, adora mais aquele gol de mão do que o outro, lance de gênio.

  • Anna

    Perfeito! Bela coluna!

  • Ed dantas

    Bem, primeiramente boa tarde AK, mas acho que tudo isso não diz nada. O lance pra mim não houve malandragem nenhuma do R10, na verdade o grande astro da jogada foi o lateral e a lerdeza da defesa do SPFC. Acho incrível como a mídia, não estou falando do seu caso, conseguem querer criar fatos fantásticos sobre alguns jogadores, em momento algum vi por parte do R10 qualquer sinal de estar ali tentando enganar ou se mostrando mais esperto, mas sim, acho que o lateral direito viu ele sozinho e chamou sua atenção para o lateral, mas a defesa do SPFC, essa sim, dormiu e estava prestando atenção na saída do Junior Cesar. Lamentável um time do gabarito do SPFC cometer um erro tão primário.

  • Juliano

    Na boa… a galera agora quer dizer que conversar pode, água nao pode? E isso foi o que passou pelo filtro…

    Acho irrelevante o RG ter tomado água. Ao conversar com RC ele já estava o distraindo. O que ele precisava é ficar na área. A água é um detalhe pequeno. Na área ele já estava. Conversando com RC ele já estava. O desenrolar seria o mesmo. Acho que a água foi é por sede mesmo.

    E aquele outro que sugeriu que a desorganização da competição, como os gramados medonhos, é uma “malandragem” da famosa “Libertadores é assim mesmo”? Parei. Confusão total.

    Como dizia um professor meu: “a interpretação é parte integrante da avaliação”. Pessoal, não basta juntar as letrinhas e decodificar as palavras…

    Abraço!

  • Fala André,

    O Ronaldinho não fez nada de errado. Esse tipo de enganação faz parte do jogo. O objetivo é vencer sem jogar sujo. O atlético tirou proveito da desatenção da defesa do SPFC, e a reclamação é apenas uma maneira de tentar disfarçar as falhas coletivas do time.

    Abraços

  • Marcelo

    Prezado,

    Parece claro que o Ronaldinho não foi pedir a água para um velho conhecido com a intenção de se aproveitar depois da situação. O fato é que ele se viu, depois, desmarcado e tirou proveito da situação. Realmente foi isto. Mas, se fosse outra coisa, se ele tivesse aproveitado da amizade com o Ceni para tirar proveito da situação, ai não seria errado também dentro da regra e até da moral do futebol, mas daria direito ao Ceni de quebrar o nariz dele com um soco. Ah daria sim. Bom, eu pelo menos ga

  • Marcelo

    Ah, completando o post anterior. Eu pelo menos garanto que se fosse uma atitude deliberada (se aproveitar da amizade ou gentileza de um colega de profissão), o que não parece ter sido, daria direito ao Ceni de quebrar o nariz dele. Eu, pelo menos, faria isto.
    abs

  • Rosalia

    Vamos lá, neste caso do R10 avalio que não havia nenhum jogador machucado no campo , do time adversário, o que justificaria o argumento da ausencia do “fair play”. Analisemos a jogada; descuido e desatenção dos jogadores do SPFC, R 10 estava em posição de impedimento , porque um jogador do SP não correu para evitar que ele recebesse a bola na linha de fundo , pois seria a única maneira de receber a bola sem estar dm posição irregular . Isto faz parte das rsgras do jogo . Inteligente foi o jogador do A. M , quem cobrou o lateral . Percebeu o R10 em situação favorável.Esse foi o cara da jogada !

  • spps

    Ronaldinho quase poderia ter matado uma senhora no trânsito ano passado.
    Saiu da cena sem prestar socorro…Inteligência de trânsito?
    kkk

  • Rosalia

    Nem o estádio do Gremio , nem o do Mineirão! Buenas noches!

  • RENATO77

    Agora(nóis Mano) podemos dizer, sem receio de ouvir bobagens como “quem desdenha quer comprar”…essa Conmebol é uma piada!!! Uma várzea.
    A CBF, com todos seus defeitos, está 100 anos à frente.
    Abraço.

  • Paulo Campos

    Sou corinthiano e nunca vi tanta besteira saindo de uma pessoa só. Não sou mais um corneta, muito menos alguém que quer causar polêmica e se esconder atrás de um computador. Por favor aprenda com alguns dos seus companheiros de trabalho, e esquece que você é filho do Juca. Você nunca chegará aos pés dele. Aliás seu pai é outro comentarista que não deveria ter o nível da ESPN. Sempre foi partidário confesso e um belo de um jornalista medíocre. Não tenho raiva de você ou de seu pai, mas por favor, desiste de comentar e de ficar com esse perfil de alguém que sabe o que está falando, porque eu só ouço besteira quando sua boca se abre.

    AK: “Você nunca chegará aos pés dele. Aliás seu pai é outro comentarista que não deveria ter o nível da ESPN. Sempre foi partidário confesso e um belo de um jornalista medíocre.”

    Você é apenas alguém incapaz de entrar em acordo com o que diz pensar. Decida-se. Um abraço.

    • Paulo Campos acho que na verdade você esta é com inveja. Coisa lamentável lavar roupa suja neste espaço. Qual é o seu problema ? Falta de palanque? Bronquinha pessoal não é legal meu caro, já não chega a quantidade de pessoas incapazes de entender um texto e confundir opinião com imposição e vem você aqui no melhor (acho pior) estilo brucutu agredir quem você não concorda. É seu direito discordar agora tentar ridicularizar e diminuir alguém de quem você claramente não gosta é digno de participar de programas com Milton Neves, Datenas entre outros donos da verdade.
      Antes que você venha aqui destilar rancores e magoás me acusando de alguma coisa é preciso lembrar que assim como muitos leitores concordo como texto de AK mas resta-se alguma dúvida basta ler o que você escreveu para notar que o que falta realmente é Fair-play.

  • Ado Marcelo

    Pelamor André K, o Ronaldinho se aproveitou de um gesto bondoso e esportista para levar vantagem. Bater uma cobrança em 2 lances, jogada ensaiada ou coisa assim em nada se compara a levar vantagem sobre a bondade que lhe foi servida.

    AK: Ok. Então é uma questão de educação apenas? Pelo fato de ter recebido uma garrafa de água (algo que acontece a todo momento em jogos de futebol), Ronaldinho deveria ter pensado “bem, ele me deu água, então não posso ficar aqui. Tenho de voltar até o meio de campo e perguntar se já estou liberado para atacar o São Paulo”? Eu teria achado realmente feio se, mais tarde, um jogador do São Paulo pedisse água e Ronaldinho negasse. Um abraço.

  • Rodrigo-CPQ

    É incrível: tô começando a achar que existe uma interferência enorme entre o que um jornalista esportivo fala ou escreve e entre o que um torcedor lê ou ouve. Só pode ser. Não dá pra colocar a culpa só nas escolas (interpretação de texto é zero, nesses casos). Só pode ser falta de bom senso, só pode…

    Meu Deus….

    AK: É isso e mais um pouco. Um abraço.

  • Francisco Jose Muniz

    André, não sei se você já viu, mas na Copa da Inglaterra, o Everton estava se classificando até os segundos finais, quando numa cobrança de escanteio todos, inclusive o goleiro, foram tentar o gol. Quando da cobrança do escanteio o goleiro “atacante” na disputa da bola levantou os braços, mas não conseguiu acertar a bola e um companheiro seu atrás acertou e fez o gol do empate. Para muito desses que reclamam da jogada de Ronaldinho esse lance também seria condenado.

  • Marcos Vinícius

    Discordo das comparações. Di Canio respeitou um colega de profissão,não quis tirar vantagem da dor de um colega,podia fazer o gol,mas talvez tenha se colocado no lugar do goleiro,ou talvez já tivesse tido contusão parecida,e sabia o que o goleiro estava sentindo. O que Di Canio fez foi respeitar um colega,e o que R10 fez foi aproveitar-se de uma circunstância do jogo onde ele estava em condição favorável. Fair play é o jogo limpo,onde se privilegia o respeito à torcida,ao adversário e as regras do jogo. O que R10 fez nada teve a ver com o que Di Canio fez,e se R10 não se aproveitasse da situação favorável ninguém diria que foi fair play.

    O que não dá para entender é um grupo de pessoas achando que foi mau caratismo do cara pedir água ao adversário. NÃO foi premeditado,NÃO houve má fé. É a mesma coisa que dar água para o juiz da partida e depois reclamar se ele marcar um pênalti contra seu time. “Pô,você bebeu da minha água e depois vai me prejudicar?!”

  • Quem reclama do lance tá é com dor de cotovelo. Quando o Ronaldinho recebe a bola, o Rogério já tá posicionado normalmente. E, como disse o André, o que o Gaúcho devia fazer? Ir até o meio campo? Receber a bola e chutar pra fora? Alguém perguntou pro R.Ceni se ele se sentiu engando?

    Fala sério, vamos parar de chororô. Foi só o primeiro jogo, uma derrota não é o fim do mundo, não precisa ficar desesperado atrás de uma desculpa pra desqualificar o jogador.

  • Thiago Mariz

    De fato, concordo com a lógica de que é difícil avaliar a personalidade de uma pessoa num jogo. Mas também acho difícil avaliar a personalidade pelo posicionamento ideológico. Afinal, vivemos num país em que as pessoas simpatizam e até lutam por um regime comunista. Acho que desejam ter um Gulag brasileiro.

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