PEGADINHA DO GAÚCHO



Ronaldinho aplicou uma pegadinha no São Paulo, ontem.

Deu uma de gaúcho sem braço, batendo papo com Rogério Ceni na área, e aproveitou-se da posição para receber a bola desmarcado após cobrança de lateral.

Ele detém 100% da autoria intelectual do primeiro gol do Atlético (2 x 1 no São Paulo: Jô, Réver e Aloísio), um dos vários momentos de brilho individual no jogo.

Ronaldinho também criou o segundo gol, em jogada pela direita que terminou com um passe – e ele olhou antes – preciso para Réver.

De volta à pegadinha: se você está pensando em escrever que “Ronaldinho disse no intervalo que a jogada foi casual…”, poupe-se.

Ele sabia exatamente o que estava acontecendo enquanto era servido de água por Rogério. Em nenhum momento passou por sua cabeça se retirar da posição irregular (exceto, lógico, no caso de uma cobrança de lateral).

Durante todo o tempo, Ronaldinho só olhou para um jogador: Marcos Rocha, cuja potência nos laterais é – ou pelo menos deveria ser – conhecida e temida.

É evidente que não foi um lance casual. Não significa que o Atlético treine essa jogada, mesmo porque lances assim não requerem treino. Significa que os jogadores conversam e se mantém atentos para surpreender.

O que Ronaldinho deveria dizer? “Olha, eu fiz de propósito mesmo. Fiquei ali como se nada estivesse acontecendo porque estava tudo combinado. Aliás, o pessoal do The Strongest e do Arsenal deveria prestar atenção, porque senão vamos surpreendê-los também”.

Sério?

A defesa do São Paulo, com enormes doses de experiência em Rogério e Lucio, cometeu um erro básico.

Acontece.

Mas não foi sem querer.



MaisRecentes

Porte



Continue Lendo

Segunda vez



Continue Lendo

Paralelos



Continue Lendo