CAMISA 12



(publicada ontem, no Lance!)

DIVIDIDA

Abaixo do texto sobre Inglaterra e Brasil, no site da BBC, havia uma bola dividida ao meio. Figura que transmitia sua mensagem de forma impecável. Eram os números de posse de bola no amistoso em Wembley: 50% para cada time.

Outras fontes creditaram a Seleção Brasileira com alguns pontos percentuais a mais, que não alteram o que o jogo nos fez sentir. O Brasil teve dificuldades para ficar com a bola diante dos ingleses, algo tão ruim quanto o resultado do jogo.

As coisas nunca são unilaterais no futebol. O que acontece é produto de um encontro, com participações dos dois lados. A Inglaterra há de ter sido competente, especialmente no meio de campo, para tomar a bola dos representantes do “jogo bonito”. Mas não deveria ter conseguido.

As boas sensações provocadas por uma convocação caprichada no setor, com volantes que querem a bola, se perderam pelos defeitos de um time que não tem – e nem poderia ter – um sentido coletivo. Oscar foi claramente sobrecarregado pelas presenças de três jogadores desconectados da marcação. Por desagradável coincidência, Luis Fabiano, Ronaldinho e Neymar não foram bem.

Esse é o ônus de reiniciar o trabalho, incluir novos nomes e outra maneira de entender o jogo. Ônus que fica maior quando o tempo à frente não é generoso, ao contrário. E como não existe fórmula mágica, o jeito é jogar, observar e corrigir.

Felizmente, estamos falando de um Inglaterra x Brasil jogado em Wembley. De uma derrota em que os gols foram marcados por Rooney e Lampard. De um amistoso visto por mais de 87 mil pessoas. De um jogo que poderia ter outro destino se o Brasil saísse na frente ou se Fred fizesse o segundo gol no segundo chute que deu.

Os próximos adversários serão Itália, Rússia, Inglaterra de novo, e França. Seleções que vale a pena enfrentar sob o ponto de vista esportivo. Amistosos úteis, não simplesmente promoções.

Tomara que o Brasil recupere a bola.

CORAGEM

Ronaldinho cobrou mal o pênalti que poderia ter dado a vantagem à Seleção Brasileira, mas o goleiro Hart foi muito bem no segundo lance. Com o braço, ganhou do carrinho do brasileiro, correndo o risco de se machucar. Por pouco não levou um chute no rosto. E ainda se posicionou para defender o chute de Neymar, desviado pela zaga. Sozinho, Hart evitou um gol do Brasil e empolgou a torcida em Wembley. Momento importante do jogo.

CENTENÁRIO

Tivesse feito o gol de pênalti, a centésima partida de Ronaldinho Gaúcho pela Seleção poderia terminar melhor. Tanto em termos de atuação individual quanto de resultado. Felipão obviamente confia nele, pelo que já viveram juntos. Talvez seja um erro imaginar que Ronaldinho será um líder, por questão de personalidade. O que não quer dizer que ele não possa colaborar, se mantiver o nível de suas atuações pelo Atlético Mineiro no ano passado.



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