FELIZ 2013



Este é o último post do ano e, muito provavelmente, o único das minhas férias.

Elas irão até a última semana de janeiro, período no qual não tenho planos de escrever uma linha sequer.

Este é, também, o post anual de agradecimento a quem frequenta este espaço.

O blog deu um notável salto de audiência em 2012. O problema é que isso não é necessariamente uma coisa boa.

Meu contrato não está relacionando ao número de visitas, não faço enquetes, não distribuo prêmios, não crio polêmicas… enfim, não faço absolutamente nada aqui pensando, primeiro, na quantidade de acessos.

Meu trabalho aqui – e no jornal – é estimular debates, expressar minhas opiniões, informar. Em resumo, o que pretendo é oferecer algo suficientemente interessante para ser lido.

É satisfatório, claro, perceber que o conteúdo alcança mais pessoas. Ocorre que muita gente que apareceu por aqui neste ano não acrescentou nada ao espaço.

Toda vez que algo publicado na internet cai nas redes sociais e se multiplica pelos diferentes mecanismos que as alimentam, tem-se o início de uma avalanche de visitas, likes e comentários que agregam muito pouco.

A conversa se perde em caminhos que variam entre a absoluta incompreensão e a completa imbecilidade.

Com frequência, vira briga de torcida, lamentável efeito colateral da inclusão digital.

Um exemplo: o post que bateu o recorde de visitas e comentários da história deste blog teve quase 40% dos comentários reprovados, pois aqui não se aceita ofensas, desrespeito ou, simplesmente, ignorância.

(Sim, o critério é nosso.)

Dos comentários publicados, uma quantidade assustadora não captou a intenção do texto. Muitos obviamente foram enviados por gente que não leu nem a primeira linha.

Quem visita o blog com alguma assiduidade sabe que costumo responder as mensagens dos leitores. Prefiro receber um único comentário que me permita debater o assunto em questão a ver cinquenta mensagens que parecem ter sido enviadas pelo mesmo computador com defeito.

É a turma dos que não querem ser informados e precisam se sentir ofendidos. A turma dos equivocados que acham que têm “o dever de defender” os clubes para os quais torcem. A turma dos que se relacionam miseravelmente mal, não só com o futebol, mas com tudo o que o cerca.

Cultivo a esperança de que cada leva de nonsense traga junto um ou dois leitores que, comentando ou não, aumentem a comunidade que se formou aqui há muito tempo.

Uma comunidade que concorda, discorda, elogia e reclama. Que estimula e mostra caminhos.

É a ela – vocês sabem quem são – que, uma vez mais, agradeço.

E é por ela que estarei aqui no ano que vem.

Obrigado.

Feliz 2013 a todos.



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