CAMISA 12



(publicada ontem, no Lance!)

LÁ VEM O…

Na noite de 4 de julho de 2012, Alexandre Pato estava sentado nas numeradas cobertas do Pacaembu, acompanhando a final da Copa Libertadores. Para quem o viu, a cena chamou a atenção por vários motivos. O atacante do Milan entrou, assistiu ao jogo e foi embora como uma pessoa comum. Não se acomodou numa área reservada, não se escondeu atrás de seguranças, não se recusou a falar com quem o abordou. À pergunta óbvia, Pato respondeu dizendo que estava com seu agente, Gilmar Veloz, que também é o representante do técnico Tite.

Poucas filas acima da cadeira ocupada por Alexandre, o presidente do Corinthians também foi repetidamente questionado sobre a presença do jovem atacante. Mário Gobbi negou as aparências. À época, o interesse do clube por Pato era conhecido. O Corinthians já tinha enviado ao Milan uma proposta de empréstimo no final do primeiro semestre, comprometendo-se a pagar metade do salário do jogador. Não foi o suficiente para convencer os italianos.

Pouco mais de cinco meses depois, o panorama mudou. Pato quer voltar, o Milan precisa de dinheiro e o Corinthians tem mais do que salários a oferecer. A julgar pelo número divulgado ontem pelo site da Gazzetta Dello Sport – não confirmado pelo clube paulistano – são 15 milhões de euros para adquirir definitivamente os direitos do atacante revelado pelo Internacional.

Alexandre Pato é um jogador de classe internacional. Desde a época em que o Inter o escondia para que não o levassem embora, seu caminho até a elite do futebol mundial estava traçado. Seleção, um grande clube europeu, prêmios individuais, sucesso e fama. Até que uma quantidade epidêmica de lesões musculares apareceu no trajeto.

Ao se posicionar para repatriar Pato, o Corinthians declara à praça que sabe como recuperá-lo. O montante proposto não permite outra leitura. Se conseguir, terá um jogador de apenas 23 anos cuja capacidade já foi demonstrada onde o futebol é mais exigente.

Em campo, Pato é valiosíssimo.

NOVO CENÁRIO

O desejo de retornar ao futebol brasileiro revela como Pato vê a própria carreira no momento. Ele vinha se comportando como um jogador que nada tem a provar, o que não é o caso. Seu potencial não precisa ser provado, mas seu currículo precisa ser construído. Está aquém do que ele pode. Sua idade e as oportunidades que o aguardam no Brasil contam a favor de uma recuperação profissional que, aparentemente, Pato percebeu ser necessária.

NOVOS MÉTODOS

O curioso é que não é uma questão de atuar no Brasil para ter mais visibilidade. Pato não está numa área periférica do futebol. Na Itália, teria todo o cartaz necessário para aparecer e ser chamado pela Seleção Brasileira. O primordial para ele é voltar a jogar, e bem. Pato provavelmente crê que uma mudança nos métodos de treinamento e recuperação de lesões lhe será benéfica. Será interessante observar como ele evolui por aqui nesse aspecto.



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