ECOS DA FINAL QUE NÃO TERMINOU



No auge da confusão de ontem à noite no Morumbi, após a polícia controlar a briga entre jogadores do Tigre e seguranças a serviço do São Paulo, três dirigentes da Conmebol foram ao vestiário do time argentino.

Eram Francisco Figueiredo Brites, secretário-executivo da entidade; Hugo Figueiredo, diretor de competições; e Romer Osuna, tesoureiro.

Osuna fechou-se dentro da sala e tentou convencer o Tigre a voltar para o segundo tempo. Garantiu, várias vezes, a segurança dos visitantes no estádio. Ofereceu escolta para que a delegação saísse do Morumbi direto para o aeroporto, se quisesse.

Durante a conversa, tensa, a insistência dos argentinos em não retornar deu lugar a palavras agressivas dirigidas ao homem da Conmebol, que chegou a ser ofendido em voz alta. Desistiu.

Mais tarde, na delegacia, era clara a intenção de dirigentes do Tigre de continuar o confronto, de acordo com quem esteve lá. Os grupos tiveram de ser separados enquanto a delegada ouvia os depoimentos.

Uma fonte com amplo conhecimento sobre o funcionamento das coisas na Conmebol espera punições importantes para os dois clubes.

Há muita política em jogo.

A entidade é presidida por um paraguaio (Nicolas Leóz) e tem um vice-presidente nascido no Uruguai (Eugenio Figueiredo). Brasil e Argentina, as duas maiores forças do continente, são mantidos distantes do poder por razões óbvias.

Não há melhor situação para demonstrar força do que aplicar sanções a clubes dos dois países.

Por enquanto, fala-se até em excluir o Tigre da próxima Copa Libertadores. O São Paulo receberia uma multa pesada e perderia mandos de jogos do torneio no ano que vem.

Ainda como repercussão da decisão que não terminou, dirigentes sulamericanos parecem ter se convencido da necessidade de normatizar, no regulamento das competições, o tratamento que clubes mandantes devem dispensar aos adversários.

E estabelecer multas para as transgressões.

Em se tratando de Conmebol, parece bom demais para ser verdade.

(ATENÇÃO, TROLLS: não estou AFIRMANDO que as punições serão essas e que providências serão realmente tomadas. Eu publico o que apuro, e é nisso que se fala hoje).

Os acontecimentos do Morumbi serão analisados em reunião da confederação sulamericana, na próxima quinta-feira, depois de deliberações a respeito do jogo entre Millonarios e Grêmio.

Adivinhe quem será o representante brasileiro na reunião, com voz ativa no processo…

Sim, Marco Polo Del Nero, herdeiro da cadeira de Ricardo Teixeira no Comitê Executivo.

Como são interessantes os meandros do futebol, não?

A questão principal não é o que a Conmebol fará ou deixará de fazer, porque não se pode esperar dela a revolução necessária para que o futebol nesta parte do mundo se dê ao respeito.

Na Liga dos Campeões, a Uefa se apodera dos estádios onde os jogos acontecerão. Do dia anterior à partida até o dia seguinte, quem manda é ela. Organização é controle, supervisão, ação.

Estamos a séculos desse tipo de conceito.

É por isso que quem deve iniciar a mudança são as instituições. Instituições como o São Paulo, por exemplo.

Eis o que o São Paulo poderia ter feito para evitar, ou minimizar, as ocorrências da noite de quarta-feira.

Entrevista coletiva do presidente, dois dias antes do jogo. Leitura de um comunicado do clube, algo mais ou menos assim:

“Em virtude do tratamento que recebemos por parte do Tigre na semana passada, em Buenos Aires, queremos esclarecer publicamente como nosso adversário será recebido para a segunda partida.

Nossos ingressos para o primeiro jogo só foram entregues cinco horas antes. Gostaríamos de comunicar que os ingressos para a torcida do Tigre já foram enviados ao clube.

Não pudemos treinar na Bombonera na véspera do jogo.  O Tigre poderá treinar no Morumbi, desde que o faça sem chuteiras, pois o gramado está prejudicado pelos shows da Madonna.

Nossos jogadores não puderam fazer o aquecimento no gramado da Bombonera, sem que nos fosse apresentado nenhum motivo. Queremos comunicar que os jogadores do Tigre poderão aquecer no gramado do Morumbi, sob acompanhamento de dirigentes da Conmebol.

Lamentamos que membros da nossa delegação tenham sido tratados com truculência por seguranças do Tigre. Garantimos que nada parecido acontecerá aqui. Solicitamos à Conmebol que determine uma pessoa para acompanhar a delegação adversária durante todo o tempo em que estiver no Morumbi.

O São Paulo está interessado em melhorar as relações entre clubes sulamericanos, e por intermédio do profissionalismo, contribuir para o andamento de nossas competições.

Não tememos ser criticados por quem quer que seja, até mesmo por nossa torcida, por não oferecer ao Tigre a mesma recepção que tivemos na Argentina. Mesmo que sejamos derrotados na decisão.

Representamos um clube acostumado a conquistas, mas, acima de tudo, um clube que age corretamente.

Obrigado.”

Eu sei, é utópico.

Mas imagine o poder que uma atitude como essa teria. Ainda mais vindo de um clube tricampeão da Libertadores.

A Conmebol ficaria constrangida. O Tigre também. O exemplo estaria evidente.

E se é verdade que o time argentino veio a São Paulo para arrumar confusão, o anúncio público de que não haveria nenhum tipo de revanchismo ou provocação provavelmente diminuiria seu ímpeto.

O contrário, a reciprocidade, alimenta o que é ruim. E leva a situações como a que vimos, diante do maior público do futebol brasileiro em 2012, encerrando de forma lastimável um segundo semestre que o São Paulo deveria comemorar.

Melhor campanha do segundo turno do BR-12, classificado para a Libertadores, campeão da Copa Sul-Americana.

O poodle queria brigar com o rotweiller, e o rotweiller se deixou provocar.

O futebol brasileiro precisa de dirigentes que estejam interessados em mudar. Gente que dê menos valor a bravatas do tipo “na minha casa ninguém faz isso”, e mais a exemplos como “na minha casa esse tipo de coisa não acontece”.

Dirigentes que queiram se distinguir. Que pensem, antes, e sempre, no que representam.

Enquanto as instituições – muito mais importantes do que as pessoas – não se posicionarem, a malandragem e a cafajestice imperarão.



  • Diego Farias

    ” encerrando de forma lastimável um segundo semestre que o São Paulo deveria comemorar” Você (e muita gente) tá misturando as coisas.

    Uma coisa é a questão do tratamento ao tigre por parte do São Paulo.

    Outra é a acusação do Tigre de que tinha seguranças armados,foi por esse motivo que o Tigre abandonou a partida e isso que deve ser discutido.

    A questão de ingresso,aquecimento no campo,pedrada no ônibus,isso é uma outra discussão,mas ampla e que abrange todos os clubes da A. do Sul.

    AK: Desculpe, quem mistura as coisas é você. A discussão é exatamente essa. Um abraço.

    • Diego Farias

      Se você coloca os dois assuntos num mesmo texto você tá misturando.

  • Juliano

    Belo texto André. Eu concordo que o revanchismo não é o caminho.

    Mas o que fazer quando um clube quer deliberadamente arrumar confusão com quem quer que seja sem respeitar os limites impostos? Viu-se claramente quando eles invadiram o campo pulando as placas de publicidade que este time não tem limites.

    Enquanto o time da casa tem a responsabilidade de prover a segurança existirão artifícios para times mal-intencionados, que sabem claramente que não tem a menor chance de ganhar na bola, provocarem confrontos pra tentarem sair como vítimas. Jogadores machucados são notícia no mundo todo, ninguém liga se os seguranças foram agredidos.

    Eu não vejo isto melhorando, ainda mais agora que a imprensa argentina quase em uníssono espalhou a versão do Tigre apenas, com o absurdo das ameaças de seguranças armados. O clima da Libertadores ano que vem será de guerra, infelizmente.

  • braulio

    Caro André,

    Se não me falha a memória, sem declaração do presidente e não ao nível que esperamos, mas algo semelhante a isso aconteceu nas finais da Libertadores…

  • Renato

    Acho que também seria muito útil fazer um comunicado ensinando os jornalistas a trabalhar.

    AK: Tente fazer um.

  • William Carvalho

    André, sua sugestão teria sido vista na prática se o São Paulo fosse, de fato, um clube diferenciado. Como não é…
    Ah, quanto a sua menção a um rotweiller… sei não, hein… pra mim seria mais pertinente mencionar um vira-latas sarnento.

    • Marcel de Souza

      Mais um que se deixa levar pela paixão clubística e não sabe interpretar um texto…

      • Rodrigo – CPQ

        Marcel, o William pegou pesado. Mas, sinceramente, não vejo o SPFC como exemplo de muita coisa (sem querer me prender ao excelente post do AK). Teve dois ciclos vitoriosos (começo da década de 90 e meados de 00) e nada mais. É um time que se destaca mais pela soberba do que pela organização. Passa uma imagem de time organizado, mas não é nada disso. Aparece sempre vestido para jantares de gala, impecável. Mas, no íntimo, é igual a grande maioria dos clubes brasileiros: fica à porta do boteco, de bermuda e chinelão de dedo, com camisa desabotoada até o meio da barriga saliente e arrotando cerveja e cachaça de qualidade duvidosa (o que nunca foi ruim, mas eles teimam em vender outra imagem).

        Essa é a imagem que tenho, de tudo que leio em jornais, revistas e blogs especializados, além de tv e rádio.

        • Marcel de Souza

          Rodrigo, essa é a sua opinião, e a respeito apesar de não concordar totalmente. Porém a questão voltando ao texto inicial (“O poodle queria brigar com o rotweiller, e o rotweiller se deixou provocar.”) foi uma comparação do André sobre a diferença de tamanho, história, prestígio, ou o que mais você quiser chamar, entre o Tigre e o São Paulo, e essa diferença é evidente, certo? Ou o São Paulo não é infinitamente maior que o Tigre? Abraço,

          • Rodrigo – CPQ

            Marcel, quanto a isso, estou plenamente de acordo. Sou corintiano, e não reconhecer a grandiosidade de clubes como São Paulo, Santos e Palmeiras seria diminuir meu próprio time. Infelizmente, quase ninguém pensa assim…

            • William Carvalho

              Marcel e Rodrigo, vcs estão CERTÍSSIMOS quanto ao tamanho do Tigre. Na comparção com o São Paulo, o time argentino é uma pulga! O SP, porém, e a despeito de querer mostrar-se como um elegante Golden Retriever, não passa, a exemplo dos demais times brasileiros e sul-americanos, de um vira-latas sarnento. Isso, claro, na comparação com os GRANDES clubes da Inglaterra, Alemanha, Espanha, Itália etc. Abraços.

              PS: Sou corintiano e não alivio a barra para o meu time, não.

  • emerson

    Desculpe mas do jeito que voce fala parece que a culpa e somente do sao paulo. Ele pode ter falhado mas achei meio tendencioso. Os jogadores do tigre ficaram como anjinhos dentro do vestiario?

    AK: Lamento sua interpretação. Um abraço.

  • Mauricio

    Lastimável são suas matérias!
    Extremamente infelizes!
    Torcer contra o SPFC DEVE SER DIFÍCIL, não?

    AK: Verdadeiramente difícil deve ser ter tamanha dificuldade para compreender um texto. Um abraço.

    • Luiz Ribeiro

      Mauricio, não entendo. Se você acha as matérias lastimáveis, o que o leva a lê-las frequentemente? Não te dá a sensação de estar perdendo tempo? Leitores interessados como eu o outros ficamos muito incomodados com manifestações como a sua. Por que não gasta um tempinho conhecendo outros blogs e passa a frequentar um de que aprecie? Eu sou da opinião de que o dono do blog deve bloquear mensagens que não contribuem para o debate (a favor ou contra, mas com expressões de idéias), como a sua.

      • café lima

        Apoiado, Luiz. Mauricio e tantos outros usam este espaço, um dos únicos que ainda restam na internet para uma boa discussão de argumentos, para usar o único palanque que a vida os proporciona.

        Lamentável.

        É constante a presença daqueles que chegam já com preconceito pelo parentesco do jornalista, pelo clube que eles acham que ele torce, pelas matérias em si.

        Aí, se escondem por trás do véu anônimo da Internet e publicam, do mesmo IP, vários comentários com o mesmo “pedigree”.

  • EDUARDO – CURITIBA

    Muito bom o texto. Ainda espero pelos próximos capítulos. Pode vir coisa muito louca por aí, já que a Conmebol é sempre uma caixinha de surpresas. Espero qualquer coisa, desde nada, até anulação desta edição do torneio. Mas sobre um coisa eu fico pensando, André. Não digo que os dirigentes, retrógrados sim, estão certos em devolver os tratamentos recebidos na mesma moeda, mas daí tratar os visitantes com todas as regalias possíveis eu não concordo. Neste caso específico o Tigre poderia ficar ainda mais folgado e tentar mandar jogo com a mesma violência do primeiro jogo. Há vários fatores que não podem ser desprezados em uma final, inclusive mostrar superioridade. É uma tática, aplicada de maneira errada. O que tem que ser investigado é apenas o que aconteceu no vestiário, que não tem nada a ver com esporte, portanto passível apenas de punições que não alterem os resultados do jogo ou do campeonato.

    • Paulo Pinheiro

      A observação é interessante, mas eu discordo.

      Fico com o AK: trate como gostaria de ser tratado. Quanto ao mau tratamento recebido em Buenos Aires, denuncie-se. O que tem é que parar de gargantear no microfone e começar a escrever no papel (ou no teclado, como queira). Apresente-se um desagravo e mantenha-se a altivez.

      Pouco adianta falar e falar na imprensa e não apresentar uma denúncia formal.
      No judiciário há um lema: “O que não está nos autos não está no mundo”. A CONMEBOL não pode iniciar uma investigação pura e simplesmente no “alguém disse que”. Tem que haver algo escrito pra justificar até mesmo os gastos que uma investigação dessa demanda.

  • Anderson

    Perfeito, André. Os dirigentes brasileiros ainda não perceberam o poder que tem unidos para fazer as coisas corretamente. Preferem se fechar no clubismo cego de defender apenas, a instituição que representam e não lutar por um futebol brasileiro, melhor e mais organizado.

    O que seria da Libertadores sem os brasileiros? Se os clubes daqui se unissem e batessem o pé afirmando que não participariam da competição se mudanças significativas e com intuito de melhorar a organização dos nossos torneios continentais a competição não teria força de existit por muito tempo. Mas além da visão falta, o mais importante nesse caso. Coragem.

  • Rita

    Tudo bem que fazia muito tempo que eu não detestava um time como detestei esse Tigre. Porque admiro o futebol argentino, gosto da raça deles, mas esse timeco do Tigre passou dos limites dentro das quatro linhas.Mas daí um time com a grandeza do São Paulo, acostumado a grandes decisões, impedir reconhecimento de gramado e aquecimento… dirigentes tacanhos. Quem dera que o comunicado escrito por você tivesse sido nossa realidade.

    Tomara que esse triste episódio norteie esse pessoal da Conmebol e finalmente sintam um pouco de vergonha na cara.

    Agora me impressiona como jornais da Argentina, como o Olé, defendem veementemente o time argentino, porque aqui no Brasil, vejo, escuto e leio os jornalistas elogiando o São Paulo dentro de campo, mas criticando enfaticamente a gestão do clube pelo episódio.

    E por falar em dentro de campo: Obrigada Lucas. E valeu Ney pelo semestre.

  • Rafael Borges

    andré você está corretíssimo, como de costume, inclusive sobre o fim lastimável do semestre – claro, eu queria acabar o semestre metendo 7 no tigre, com 4 gols de lucas e o árbitro acabando a partida aos 45, pra não humilhar mais.

    contudo, uma coisa eu acho importante que seja dita: o tigre começou essas finais procurando dar porra e fazer confusão. o são paulo alega que os seus seguranças defenderam o vestiário do time de uma invasão. pela forma que eles saíram de campo, eu acredito nisso. até agora eu não vejo subsídios para acreditar que seguranças do são paulo foram atrás do time argentino. o são paulo acabou o primeiro tempo com o grito de campeão na boca; e eles sentiram isso, sentiram o toque de bola na defesa, os gritos de olé, os dribles de lucas e osvaldo. eles acusaram o golpe, e a saída pro intervalo está aí para provar. os jogadores estavam transtornados, quantos cartões amarelos o árbitro deu no fim do primeiro tempo?

    vamos esperar a apuração dessa polícia difícil de se confiar. vamos torcer por provas fortes, como testemunhas confiáveis, imagens de circuito interno, etc. eu posso estar cego pela paixão, mas amigos, até de times rivais, concordam que a postura dos caras estava muito estranha, que é bastante crível a versão de que eles foram atrás dos jogadores do são paulo – em particular lucas – no vestiário, onde entraram em confronto com os seguranças, depois com a polícia, e infelizmente, feriram e foram feridos. uma lástima que coisas que condenamos nas ruas, promovidas por vândalos, seja levado para dentro de campo. mas, ao mesmo tempo, eu não vejo outro fim para a empreitada deles. a não ser que o são paulo fizesse uma “blitzkrieg bop” – chumbasse a porta do vestiário do mandante, tirasse do corredor qualquer objeto que pudesse ser usado para agressão, tirasse todas as pessoas do local. deixasse um deserto para o time do tigre assaltar até cansar. se houve excesso – o que é difícil de acreditar pelas imagens – que seja exemplarmente punido, inclusive a polícia de sp.

    pra mim, partindo disso, a cesar o que é de cesar. que o são paulo seja punido pelos erros que cometeu, jamais por um efeito aura de confusão e baderna no jogo.

    talvez o primeiro ato sem polidez do são saulo, embora com inocência, tenha sido declarar que preferia o tigre, pra decidir no morumbi. eu sei que isso foi usado para motivar os jogadores, a ponto de eu nunca, na minha vida razoavelmente curta, ter visto um grupo de jogadores tão covardes e truculentos como aquele time de azul que esteve no morumbi ontem, repetindo muito do que fizeram na argentina semana passada.

    vou acompanhar atentamente o andamento das investigações.

    forte abraço.

  • Paulo Pinheiro

    André, agora uma questão que poderia (em minha opinião DEVERIA) pesar na decisão da CONMEBOL a respeito da desistência do Tigre:

    A invasão da torcida ao gramado não daria razão ao Tigre ao alegar que não era seguro voltar?

    Tipo, se o policiamento não é capaz de conter a torcida não está ameaçada a integridade física dos atletas?

    AK: Em tese, sim. Mas a partir do momento que a Conmebol garantiu que tudo estava seguro… Um abraço.

    • Mas a invasão ocorreu apenas APÓS o juiz terminar a partida e declarar o SPFC campeão (e isso fica MUITO claro em todas as imagens do jogo, é FATO e não discutido). Ou seja, cabe uma multa ao SPFC, tendo em vista o regulamento da Conmebol, por permitir invasão de campo – mas não gerou situação de “insegurança” para que o Tigre voltasse a campo. =)

      • Paulo Pinheiro

        Sim, é fato indiscutível que a invasão ocorreu depois. E daí?

        Ficou provado que a torcida poderia invadir no momento que quisesse.

        E a polícia, que num caso desse deveria correr para proteger os jogadores visitantes (e árbitros e outros alvos em potencial) é a mesma polícia que bateu neles.

        Em suma: Havia animosidade de “seguranças”, jogadores locais, torcida local e a própria polícia (que, segundo consta, também baixou o sarrafo nos caras). A segurança deles estava mesmo periclitante.

        André: a direção da CONMEBOL garantiu, mas estamos falando de perigo à integridade física. Se a tragédia acontecesse o máximo que essa direção poderia fazer seria pedir desculpas às viúvas e órfãos por ter garantido.

        AK: A única alegação compreensível para a recusa a voltar para o segundo tempo é a suposta ameaça por arma de fogo, que não aparece nos depoimentos da delegação do Tigre à delegada. A polícia agiu para controlar uma briga entre jogadores argentinos e seguranças do São Paulo. A questão aí é quem iniciou a agressão. Os jogadores do Tigre falam sobre uma “emboscada”. Todas as versões que ouvi indicam o contrário. É por isso (versões contraditórias) que uma investigação séria deveria ser feita. Um abraço.

  • Marcelo

    Acredito que tal atitude seria a melhor opção! Agora é certo que, com raras excessões, todos os times brasileiros que foram jogar na Argentina, em decisões, sofreram agressões piores do que as supostamente alegadas. E mais, NUNCA houve qualquer atitude da Comebol! Acredito que a culpa maior é da organizadora que, sempre omissa, esta alimentando os erros! O time do Tigre veio para arrumar confusão! Começou com a desobediencia do aquecimento em campo! seja brasileiro, copa do Brasil, libertadores ou sulamericana não é permitido aquecimento no campo! O aquecimento é feito atrás dos gols! Mas passaram por cima dos seguranças e adentraram no campo. Junta-se a deslealdade e violência com que os jogadores do Tigre estavam agindo, incluindo aí a permissividade do arbitro. Na confusão do final do primeiro tempo notou-se claramente que os jogadores do Tigre partiram para cima do Lucas e demais jogadores. Alguns jogadores claramente transtornados, que, em campo, foram contidos pela comissão técnica do próprio Tigre. Nos corredores do vestiário não sabemos o que ocorreu, até o momento só temos as versões das duas partes. Confesso que sou são Paulino, fui ao estádio, e não posso concordar que a instituição SPFC tenha agido de forma negligente com o time do Tigre. E ainda quando times brasileiros são destratados não se vê qualquer movimentação para cobrança de atitudes por parte da Comebol. Sempre tudo na mesma. Se o SPFC fizesse a sugerida carta aberta seria bonito, mas momentâneo! Passageiro! Notícia de hoje, embrulho de amanhã! Torço para que tais fatos sirvam para que sejam tomadas atitudes! Punindo quem tenha que punir! E exigindo tratamento e segurança para todos!

  • Marcel de Souza

    André, achei seu texto perfeito até a parte utópica de uma possível carta dos dirigentes do São Paulo ao Tigre/Conmebol. Não sei se essa atitude seria a melhor após o jogo da Bombonera, mas concordo que seria uma atitude inédita e que em termos de espirito esportivo seria sensacional.

    Ainda sobre o texto, parabéns! Dos vários jornalistas que acompanhei lendo o caso eu percebi que você foi o que mais procurou trazer fatos apurados e ainda assim deu sua opinião (imparcial no meu ponto de vista) sobre o ocorrido.

    Gostaria de saber sua opinião sobre 2 aspectos, caso você tenha oportunidade de me responder:

    1) Diz-se muito da atitude do SPFC perante ao Tigre antes do jogo como uma dos catalisadores da confusão. Porém não li em lugar nenhum uma opinião condenando o trio de arbitragem. Na minha opinião uma expulsão de algum jogador do Tigre logo no primeiro tempo já impediria aquela confusão na saída para o intervalo. Você concorda com esse ponto de vista? Até que ponto a arbitragem também tem culpa nessa confusão?

    2) Entendo quando você diz que o preceito de reciprocidade precisa acabar para as coisas mudarem. No seu post anterior você cita situações como vestiário de visitantes sem água, por exemplo. Nesse ponto me lembrei dos times da NBA, que não facilitam em nada a vida para os visitantes. Já li histórias de vestiários de visitantes até sem ar condicionado para tentar impedir uma boa jornada dos rivais. Minha pergunta é: até que ponto uma instituição deve promover o espirito esportivo ou usar o que for preciso em nome da vitória? Existe um limite?

    Desculpe p comentário longo e as perguntas mais ainda! 😉

    1 abraço!

    AK: 1) O árbitro me pareceu sem pulso, mas não o culpo pelo que aconteceu. A agressão a Lucas foi difícil de ver.
    2) A NBA de hoje jamais permitiria esse tipo de coisa, sem punição. E não é questão de espírito esportivo. É de princípios. Um abraço.

    • Diego

      Não ter visto a agreção ao Lucas com toda a esquipe de auxiliares para lhe ajudar não foi o unico erro, ele estava deixando os caras baterem o tempo todo.

  • Luiz Canto Jr

    Boa noite André.
    Tenho uma curiosidade que foge do tema de seu post: qual a política que rege os comentários deixados nas colunas, blogs de vcs, jornalistas?
    Pelo que vi aqui, vc publica todos, tanto elogiosos como críticos, e responde aos que julga necessário.
    É vc quem estabelece esses critérios ou é a empresa?
    Pergunto isso pois ao ver alguns blogs na ESPN, me surpreendo com a ausência de vozes discordantes entre os comentários.
    Eu mesmo já fiz algumas observações por lá que nunca são publicadas.
    Não só isso. Ao tentar depois participar de algum mural ou post, não consigo, percebo que fui bloqueado!
    Isso sempre acontece após participar de uns dois blogs moderados.
    Acho esse comportamento um tanto quanto fascista, visto que sempre uso linguagem apropriada e mantenho a “discussão” no campo das idéias.
    Fico me perguntando se quem me bloqueia é a ESPN ou os jornalistas pessoalmente.
    O que, nesse caso, acaba compromentendo a imagem da empresa de qualquer maneira.
    Gostaria de saber sua opinião a respeito.
    Abs.
    PS. Caso prefira responder, se essa for sua opção, apenas por e-mail, sinta-se à vontade.

    AK: Posso falar por este blog. O link para as regras para comentários está do lado direito da página. Um abraço.

    • Luiz Canto Jr

      Grato, achei lá… Se a ESPN segue o mesmo critério, fica a cargo do jornalista. Ou seja, ter sua imagem comprometida por atitudes de funcionários não é exclusividade da Conmebol… Abs.

  • Rita

    Acabei de ler que os jogadores argentinos não confirmaram a versão na delegacia de que seguranças do São Paulo apontaram revólver para alguns deles. Recuaram da versão na delegacia porém continuam propagando-a na Argentina para os jornais de lá. Aguardarei para saber porque não denunciaram.

    Agora, lendo algumas coisas de jornais argentinos, fiquei curiosa para saber como se comportaram quando num jogo Inter x Estudiantes, os argentinos provocaram uma briga generalizada. Eles me parecem piores do que os daqui do “imagina a festa”. Oh André, por lá eles não têm assim uns Mauro César, Malia, Trajano, Juca, Lúcio, Massini??? Realmente me impressiona a parcialidade deles.

  • Thiago Mariz

    Essas situações e, especialmente, o comunicado que você escreveu me lembra muito o filme Invictus e a cena de Mandella dizendo ao segurança negro que os brancos trabalhariam com eles. Com os olhos rasos d’água, o segurança questiona, no que Mandella retruca (pra mim a frase do filme): “Se demitirmos, estaremos mostrando que somos exatamente o que eles pensam que somos.”

    Infelizmente, parece que ter uma atitude dessa é coisa para santos como Nelson Mandela.

  • Ryukendo

    O Choro é Livre…

  • Meyreles

    Então, segundo o seu raciocínio tacanho, quem não concorda com o seu texto tem problemas de interpretação? Quer dizer, você me vem com essa ladainha maquiada pelo “verniz nefasto da família Kfouri” e nós, tricolores é que temos que entender o seu ponto de vista?
    Faça-me o favor, mauricinho, ninguém aqui é bobo. Os caras vêm com um plano armado, tocaram o terror em Buenos Aires, mentiram sobre a arma (já desmentida pela polícia, pela delegada que analisou o caso e, pasme, pelo próprio time covarde argentino, que retirou a arma da versão contada na delegacia). Se você se considera jornalista, faça o seu trabalho bem feito. Eu sei que é uma aporrinhação checar trocentas fontes, mas vocês são remunerados para isto. Os caras (22 argentinos), tentaram invadir o vestiário tricolor e foram contidos por três (sabe contar, figurinha?) seguranças, que depois receberam o reforço de mais 7 seguranças (nenhum armado, que fique bem claro), totalizando 10 seguranças contra 22 argentinos arruaceiros. Qual seria a atitude correta segundo o seu raciocínio babaca? Abrir a porta do vestiário e oferecer um Nespresso? E a todos os gambazinhos e suínos que, ao exemplo de Goebels, querem repetir essas babaquices até que se tornem verdades, um sonoro “Sinto muito, mais o São Paulo é muito maior que vocês!”. E antes que você suba um pouco mais nas tamanquinhas, um aviso: Seus textos são tão imprescindíveis quanto um no meu cotovelo. Passar bem…

    AK: Você é do tipo que não gosta de ser informado e precisa se sentir ofendido. Do tipo que se relaciona miseravelmente com o futebol, e, pior ainda, com um texto simples de entender. Em resumo, um caso perdido. Um abraço.

  • Rodrigo – CPQ

    AK, sobre a Conmebol, não dá pra imaginar que algo de bom vá acontecer. O Léoz se considera um “déspota esclarecido”, assim como seus pares aqui no Brasil. Aí eu penso: bem que a FIFA poderia intervir! Mas…. a FIFA??? Com o Blatter??? Putz, não tem pra onde correr… Tem como a UEFA tomar conta disso aqui? Tem como chamar o Platini??

    Deu até medo quando você citou o exemplo da UEFA tomando conta dos estádios em dias de jogo da UCL. Imagine se isso acontece com a Conmebol?? É sério… imagine esses caras dando as diretrizes de segurança para esses jogos… Deus me livre….

  • Leonard

    Do jeito que tem doido na Conmebol eu não me espantaria se o São Paulo fosse mesmo punido.

    E ainda periga de pegarem o Paulo Miranda pra pato-mor por causa do cartão vermelho.

  • Diego

    Mas ninguem aquece no gramado e sim atras do gol, só que somente um clube causou tumulto por isso. Se foi impedido de se treinar no Morumbi, foi oferecido Cotia… Politicas passiveis de criticas? Sim… PAssiveis de punição, só se for por motivações alheias ao futebol

  • Juliano

    Excelente AK, como fora também o post anterior, as usual.

    O que dói mesmo é a falta de esperança. Dirigentes diferentes? Decentes? Ah, vai demorar muito… infelizmente. É a mesma falta de esperança quando lemos alguns comentários aqui, mesmo com ressalvas feitas aos “trolls” no meio do texto. É impressionante!!!! Já pensou essa turma dos comentários assumindo a cartolagem de uma instituição? Seria de onde estamos para pior… O que falta pra mudar isso tudo, além de decencia, é educação, tanto no berço quanto instrução dentro das salas de aula. E com o governo sucateando a educação só irá aumentar, exponencialmente, nossos analfabetos funcionais com acesso às mídias, a tal da “inclusão digital”. O que esperar de um país onde nasce, a cada ano, o equivalente à população do Uruguai? Já estou indo longe, mas está tudo ligado… a tendência é piorar, porque as gerações que estão por vir serão piores, por incrível que pareça!

    “Ainda como repercussão da decisão que não terminou, dirigentes sulamericanos parecem ter se convencido da necessidade de normatizar, no regulamento das competições, o tratamento que clubes mandantes devem dispensar aos adversários.”

    É assustador que isso não exista! Estamos em 2012!!! Falamos de uma competição oficial, continental, envolvendo muitas cifras! É impressionante isso ainda ter de ser feito! A Conmebol é o amadorismo na sua maior escala. Que absurdo!!

    Um abraço! E paciência…

  • Ander

    Sou são-paulino e concordo com você, está idéia do comunicado é simples, mas excelente. Pode ser que a diretoria faça isso de uma próxima vez, creio que apenas demonstraria a grandez tanto da diretoria como da Instituição SPFC.

    • Juliana

      Infelizmente, todos sabemos o nível de fanfarronice de Juvenal Juvêncio, e não creio que um comunicado nesse tom seria possível. Dirigentes indignos estão em todos os clubes brasileiros, não conheço um que escape.

      Queria eu, como muitos, que meu time fosse sempre irrepreensível, e seus torcedores também – ninguém invadindo campo, deitando na rede do gol, nada dessas palhaçadas. No entanto, temos a boa sorte de contar com jogadores éticos e profissionais como Lucas (tínhamos…) e Rogério Ceni – ou ao menos que amam sua camisa acima de tudo, se isso de alguma forma redime as atitudes do LF.

      No entanto, creio que nenhuma dessas atitudes dos dirigentes de responder no mesmo tom as restrições que o Tigre impôs na Bombonera justificaria a sede de porrada dos argentinos.

  • Lucas Pires

    Realmente não dá pra saber ao certo o que aconteceu no vestiário. O que não aceito como são paulino é que a diretoria tenha um discurso vitorioso sobre o fato, o Sr. JJ e o Sr. Jesus estão dizendo que o SP fez os argentinos correrem, me parece raso esse pensamento. O SP precisa mudar um pouco a forma como vê os adversários e afins, esse “são paulocentrismo” da diretoria é prejudicial pra todo mundo.

  • Anna

    Perfeito!

  • Bruno – SP

    André, na pré-Libertadores/13 é possível o confronto entre São Paulo e Tigre? Caso seja possível, a Conmebol deveria evitar tal confronto, não é? Abrs e rumo ao Bi-Mundial domingo contra o Chelsea…

    • Juliano

      Momento provocação:
      Me conte como seu time pode ser BI mundial com apenas UM título continental?

      Não, aquele torneio de verão, pra mim, não conta. A FIFA reconhecendo ou não. Aliás… a FIFA é tão sem crédito que pra mim ela reconhecer ou não é indiferente. Admitamos.

      • Edouard

        O representante japonês neste mundial também não foi campeão continental. Isso é mais ou menos como dizer que não valem os títulos conquistados em Copa do Mundo nos casos em que as Seleções não participaram das Eliminatórias. Como a França de 98. Vamos lá na Champs-Élysées ver se os franceses concordam com essa tese.
        Mas eu concordo com você quanto à falta de credibilidade da FIFA…
        Um abraço.

      • Bruno – SP

        Juliano, vc eh uma pessoa recalcada. Tentar desmerecer um legítimo título mundial de clubes chancelado pela FIFA é digno de toda reprovação, não merecendo crédito algum. Aliás, o Corinthians participou da competição como campeão do País sede. Se vc pensa assim com relação à FIFA, não podemos considerar o Brasil Penta Campeão do Mundo, ora, pra vc o reconhecimento da FIFA é indiferente. O Corinthians tem orgulho de carregar o título de Primeiro Campeão do Mundial de Clubes pela FIFA, conquistado no País do Futebol. Se o Brasil conquistar a Copa do Mundo de 2014 vai ser desmerecido? Ora, não foi campeão da Copa América e nem se classificou nas Eliminatórias…Enfim, sua opinião que é indiferente e não a posição oficial da FIFA. Rumo ao Bi-Mundial…abrs

      • Alexandre

        Juliano,
        O Corinthians é campeão mundial de 2000 quer você queira ou não. Só quem pode atestar o título é a FIFA, da mesma forma que só quem pode dizer quem é Campeão Brasileiro ou da Copa do Brasil é a CBF, ninguém mais.
        As críticas a esta edição do Mundial se devem a uma série de particularidades que, se não invalidam o título, diminuem o seu prestígio, como:
        1)Único mundial não disputado em campo neutro ou em condições equânimes para os times com chances reais de título;
        2)Único sem a participação do campeão vigente da Libertadores;
        3)Único sem um clube europeu entre os finalistas (nem entre os 3 melhores classificados);
        4)Único em que nenhum dos dois finalistas era campeão continental à época da disputa;
        5)Único em que o vencedor não era campeão e nem mesmo vice-campeão continental à época da disputa;
        6)O torneio só foi disputado novamente 5 anos após a primeira tentativa mal sucedida.

        • Juliano

          Senhores, de fato minha opinião é irrelevante. Mas, de tudo que foi escrito, o que foi mais coerente foi o escrito pelo Alexandre. Os 5 pontos por ele descrito resumem porque não considero tal competição, mesmo ela sendo oficial, organizada pela FIFA e o que mais voces quiserem considerar.

          Comparar com Copa do Mundo, seleção brasileira, Copa América, nem vou entrar no mérito da discussão, seria perda de tempo.

          O formato deste Mundial é tão bisonho que, os europeus mesmo dão pouca importância. Enfim, deixa assim.

          Um abraço pro cidadão que me chamou de recalcado sem ao menos me conhecer. Deveria ter lido, antes de tudo, na minha mensagem anterior: “momento provocação”. Se voce conseguiu ver recalque, paciência. Caiu na provocação.

          Abraços!

  • Fernando

    Olha André, gosto do seus textos, mas dessa vez eu discordo. Imputar a um filiado, no caso o SPFC, a responsabilidade de ser “maior” que seu adversário e dar o exemplo, seria uma vergonha para a Conmebol, a autoridade máxima na América do Sul. O exemplo, as determinações, a organização, são da Conmebol. Até para que se possa padronizar as disputas. Não é justo que um time minúsculo como o Tigre seja responsável por organizar uma final de Campeonato que quer parecer sério. Como você disse, na Europa a Uefa assume os estádios e implementa o seu padrão de espetáculo. O SPFC poderia ter sido magnânimo? Na minha opinião não. Simplesmente cumpriu as regras, mais do que fez o Tigre. Imagine que amanhã alguém compre os direitos do Campeonato Brasileiro e, por novas regras, nenhum outro orgão de imprensa possa entrar no estádio onde se disputam as partidas. A ESPN não recebe imagens, não entrevista jogadores, enfim não tem material para trabalhar. Aí, vocês compram os direitos da Libertadores. Vai me dizer que sua emissora deixaria essa “co-irmã” trabalhar livremente, mesmo que as regras sejam as mesmas? Pau que bate em Chico…Abraço.

    AK: Nossa… quanta confusão. Não falo de “novas regras”, apenas do que é praticado em qualquer competicão decente. E falo de um exemplo que um clube do tamanho do São Paulo pode dar para elevar o nível dos torneios na América do Sul. Não se pode esperar nada da Conmebol. Um abraço.

    • Fernando

      Haha, na verdade escrevi correndo e me expressei mal. As “novas regras” foram só para o exemplo da reciprocidade. Agora, se não se pode esperar nada da Conmebol, melhor não participar dos campeonatos organizados por ela. Essa constatação fatalista não ajuda na solução. No Brasil é assim. Temos que cumprir nossas obrigações como cidadãos, pagar nossos impostos e não receber nada como retorno. Afinal, não podemos esperar nada do Governo. Triste, muito triste. Abraço.

      AK: Pois é. Mas no contexto que você menciona, temos provas de grandes avanços em nossa sociedade, patrocinadas pelo chamado “terceiro setor”. É preciso se posicionar. Um abraço.

  • Paulo Torres

    André, parabéns pelomseu blog, sou um grande fã seu e de seu pai. Com relação ao texto, gostei bastante, achei muito informativo. Contudo, gostaria de fazer algumas perguntas:

    a) Sei que é impossível afirmar com certeza, mas, com base nas suas informações, o que seria um multa pesada (100 mil, 1 milhão?)?

    b) A perda do mando de campo seria para todas as competições sul americanas ou apenas para jogos da copa sul americana?

    c) Com base na sua opinião pessoal (afinal, em última análise, um blog é um veículo de opiniões pessoais), a história aventada pelo time argentino possui alguma verossimilhança? Digo isso porque o Sp já jogou diversas finais, de libertadores inclusive, com times argentinos, e, ganhando ou perdendo, nunca se viu algo parecido.

    d) Por fim, você acredita em alguma possível represália contra times do brasil (especialmente o SP) em jogos da argentina. Digo isso porque a imprensa argentina comprou a história do time do Tigre, especialmente sobre ameaças com arma pelos seguranças e PM, e nos comentários das notícias algumas pessoas já falam em “matar brasileiros pela libertadores”.

    AK: a) Não tenho essa info.
    b) Perda de mando imposta pela Conmebol é para todos os torneios. Se acontecer, o São Paulo cumprirá na Libertadores 2013.
    c) A alegação da arma de fogo não aparece em depoimento na delegacia. Estranho.
    d) Não creio que acontecerá.
    Um abraço.

  • André, sou sãopaulino e gostei do que escreveu. Acredito na minha capacidade de interpretação de texto, e o que pude inferir – e que é bem legal – é que você não está CULPANDO o SPFC pelo que aconteceu, apenas sugerindo uma maneira admitidamente utópica de COMO as coisas poderiam ser feitas, por qualquer clube grande da Am. Latina. Como a confusão foi com o SPFC, você o usou como exemplo. Ou seja, culpou o São Paulo por manter a mentalidade de “toma lá, dá cá”, não de ter feito nada. Aliás, não falou especificamente sobre esse caso em si, foi algo mais…. acadêmico, se pudermos falar assim.

    É uma pena que seja algo realmente utópico (mas não duvido que algo assim – ou pelo menos a parte de ter um delegado da Conmebol acompanhando) possa ser feito no futuro, tendo em vista o que aconteceu). O problema é que as instituições, que deveriam dar esse passo “maior”, são lideradas por pessoas – então como podem se posicionar antes das pessoas mudarem de mentalidade, né? Que os líderes se iluminem – e de todas as nações, Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai, Equador, México…….. Abs

    AK: É exatamente isso. Nem mais, nem menos. Um abraço.

  • Júnior

    André, no BB 1 de ontem foi exibido o áudio de um repórter da ESPN tentando colher informações com um funcionário do SPFC, onde houve uma discussão. Não consigo encontrar ese áudio em lugar algum, tanto nos arquivos disponibilizados no site da ESPN ou da rádio Estadão/ESPN – nem mesmo no youtube – será que você tem um link para esse áudio?

    abs

  • café lima

    Só para mostrar um exemplo de que pequenas atitudes fazem a diferença:

    Logo que assumiu a presidência do Vasco, Roberto Dinamite queria se mostrar diferente de Eurico Miranda e seus métodos nada acolhedores aos visitantes em São Januário.

    Uma das atitudes de Dinamite foi receber os presidentes dos clubes visitantes para que, lado a lado, assistissem ao jogo nas cadeiras do estádio.

    Desculpe se estou equivocado, mas esta atitude durou poucos jogos. Poderia ser que, tivesse durado até hoje, os outros presidentes se vissem obrigados a oferecer o mesmo tratamento quando o Vasco fosse visitante. Sendo ainda mais otimista, que outros times visitantes se beneficiassem da mesma cordialidade.

    Uma pena que Dinamite, ao longo do tempo, tenha mostrado mais semelhanças do que diferenças quando comparado a Eurico.

    Um abraço.

  • João Vitor

    Acorda André,
    não seja inocente ao ponto de acreditar que esse time mudaria sua postura com um tratamento diferente, esses argentinos, independentemente do tratamento recebido, criariam a mesma confusão… quando jogamos lá (argentina) somos todos agredidos… e ai quando chegam aqui ficam dizendo que são vítimas, argentino não merece respeito.
    Já que querem confusão, vão ter confusão, brasileiro é muito banana mesmo, não adianta ser gentil com essa gente… pau neles

    AK: “Pensamentos” como o seu explicam por que situações como a de quarta-feira acontecem, repetidamente, há décadas. Ridículo.

  • André,
    joguei a Série B2 do Paulista (equivalente à 5ª divisão) de 2002 pelo ECUS, de Suzano, e lá tínhamos essa prática. A Série B2 tem muita pressão e fanfarronice, estilo várzea – pressão no juiz, desconforto pro adversário, etc. Nosso técnico brigou com a direção do clube pra que mudássemos esse padrão, tratando bem os juízes e dando todo o conforto possível aos adversários. Não era pra ser bonzinho, segundo ele, mas pra mostrar que ganhamos sem precisar desses detalhes. Que as nossas vitórias, se viessem, seriam acima de qualquer suspeita.

    Acabamos campeões aquele ano, à frente de Corinthians B e Ponte Preta B. E chegaram até mesmo a nos acusar de subornar os juízes, por mandar um lanche e um refri pra cada um depois do jogo.

    AK: É uma questão de nível. Um abraço.

  • Willian Ifanger

    Mais um texto pro livro.

    E, se eu fosse presidente do SPFC, você seria o diretor de comunicações do clube (utópico também).

    AK: Obrigado. Mas alguém ainda agirá assim. É necessário. Um abraço.

  • Kleber M

    André,
    Grande post, como sempre. Impressionante como os são-paulinos não conseguem entender tudo o que ocorreu na 4a.feira, sem ver a responsabilidade do clube que recebia o jogo final. Concordo que o time argentino não tem condição ética para jogar uma competição internacional e merece punição severa, mas o SP também não teve a postura que deveria, por ser “diferente”. Abs!

  • Jimmy

    André, boa tarde.

    Independentemente de concordar ou não com seus textos (não é o caso em relação a este) você é o cara que melhor escreve sobre esportes e, até, em relação a outros temas (Mais Gelo).
    Sobre o texto: concordo plenamente sobre como o SPFC deveria se comportar no tratamento com o time argentino. Mas, como você mesmo colocou, é uma situação utópica.
    Sinceramente não me lembro deste tipo de atitude são-paulina quando o Marcelo Portugal era presidente do tricolor. Parece-me coisa do etílico Juvenal Juvêncio (que já está fazendo hora-extra na presidência do SPFC…). Abraços!

    AK: Obrigado. Você não imagina como o nome de Marcelo Portugal Gouveia tem sido lembrado por são paulinos influentes nos últimos dias. Um abraço.

    • Luiz Ribeiro

      E por alguns torcedores também.

  • Marcelo Abdul

    André. Não ofenda os poodles.

  • Norberto Palacios

    Espero que dirigentes, não só do SPFC, leiam o seu post. Um erro jamais pode justificar o outro, vide o que ocorre na Palestina.
    Como são-paulino apaixonado espero que os dirigentes do Tricolor tenham aprendido a lição e comecem a dar o BOM EXEMPLO por essas bandas.
    Parabéns!

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