COLUNA DA TERÇA



(publicada ontem, no Lance!)

A OPÇÃO BRASIL?

O jornalista e escritor inglês John Carlin publicou, ontem, um artigo no diário espanhol “El País” sobre a possibilidade de Pep Guardiola dirigir o Chelsea em 2013. Carlin, mestre do ofício, apresentou quatro razões para o catalão não se mudar para Londres, e apenas uma para aceitar o desafio em sua volta ao futebol.

Os argumentos contra a ida de Guardiola para o atual campeão da Europa giram em torno das diferenças entre Stamford Bridge e Camp Nou. O Chelsea é a antítese do Barcelona. Um clube que não tem ideia do que é e do que pretende ser, vítima dos humores ciclotímicos de seu proprietário. Guardiola também se veria obrigado a fazer uma reforma extrema no elenco, mostrando a porta para a “guarda real” azul (Lampard, Terry, Cole e Cech) e importando talento da Catalunha, duas missões custosas. Enfrentar o fantasma de José Mourinho, treinador admirado pela torcida, terminaria por convencer Guardiola a riscar o Chelsea de sua lista de empregos potenciais.

A recém-lançada biografia de Pep, escrita com incomparável acesso pelo jornalista catalão Guillem Balague, traz detalhes interessantes sobre a obsessão de Roman Abramovich por Guardiola. O oligarca russo tentou, três vezes, tirar o treinador do Barcelona com ofertas que chegaram a 15 milhões de euros anuais. Numa tentativa de tratar pessoalmente com o técnico, Abramovich fez chegar a Guardiola a ideia de buscá-lo de helicóptero e levá-lo a um de seus iates para uma conversa. Ao mensageiro do russo, Guardiola respondeu: “Pare de me dizer essas coisas. Não quero encontrar Abramovich, senão ele vai mexer com minha cabeça”. A última aproximação do dono do Chelsea aconteceu na semana passada, após a demissão de Roberto Di Matteo. Abramovich estendeu a possibilidade de contratar um interino para terminar o ano e aguardar o fim do sabático de Guardiola, desde que ele respondesse já. Não, obrigado.

Carlin encerra seu artigo com a avaliação de que, se decidir trabalhar no Chelsea, Guardiola terá de lidar com os perigos das grandes apostas. “O risco seria enorme; mas o prêmio também. Melhor opção: Brasil.”, escreveu. Na Europa, as poucas pessoas bem informadas sobre os planos de Guardiola insistem que nenhuma decisão será tomada antes do final do ano. A crescente ansiedade sobre o próximo passo do técnico que comandou a última revolução no futebol terá de aguardar um pouco mais.

Uma pena que as pessoas que comandam a CBF tratem a Seleção Brasileira com tamanho descaso. Que a mentalidade retrógrada não abrace a possibilidade de um treinador estrangeiro dirigir o time. Que as agendas pessoais não identifiquem a oportunidade de contratar alguém como Guardiola, no momento em que ele pondera seu futuro. Que não se faça uma gestão para lhe apresentar um projeto.

O apelo da camisa do Brasil diante de um Mundial em casa é mais poderoso do que os euros de Abramovich. Ainda que seja algo completamente diferente do que Guardiola conhece. Ainda que reste pouco tempo. John Carlin tem razão.

AZUL CLARO

Enquanto descansa – ou tenta descansar – em Nova York, Guardiola sabe que poderá escolher o que vai fazer de 2013 em diante. Talvez ele não tenha um objetivo específico e esteja esperando a melhor situação aparecer. Mas sabe-se que a Premier League lhe interessa. Neste cenário, um clube dá todos os sinais de estar preparando um ataque. O Manchester City tem o talão de cheque e a estrutura necessários, e agora também tem as pessoas certas. Ferran Soriano, personagem central da recuperação do Barcelona entre 2003 e 2008, foi contratado como principal executivo do clube inglês. O diretor de futebol de Soriano é Txiki Begiristain, ex-jogador que ocupou o mesmo cargo no Barcelona de 2003 a 2010. O trabalho deles é replicar o que fizeram no Camp Nou, com investimento nas categorias de base e na criação de uma identidade futebolística. Nomes e filosofia que Guardiola conhece.

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Uma observação, para esclarecer o que penso e facilitar o debate: para Guardiola, assumir qualquer seleção nacional (a não ser a Espanha, onde tudo se encaixaria facilmente) a um ano e meio da Copa do Mundo não é bom negócio.

O trabalho é totalmente diferente, com menos contato e menos tempo. No caso dele, haveria também a expectativa de que o time jogasse como o Barcelona já no primeiro amistoso.

A Seleção Brasileira é uma situação ainda pior. Ambiente insalubre, politicagem, amistosos no Gabão. E a contagem regressiva para um Mundial em casa, com o país esperando ver um time revolucionário do dia para a noite.

Em resumo: é fria. Em caso de insucesso, o pachequismo (alguns já o fazem) colaria em Guardiola o rótulo de “invenção da imprensa”.

Após a Copa, porém, a conversa é outra. Quatro anos para fazer um planejamento, conhecer o cenário e apresentar as condições. Aí, sim, faria todo o sentido.

O problema é que na CBF só se pensa na “afronta” que seria dar a Seleção a um treinador estrangeiro. Sinal do atraso que, somado ao despeito dos treinadores nacionais e às opiniões de jornalistas que não conhecem o trabalho de Guardiola, faz com que uma oportunidade valiosa seja perdida.

A CBF tem – tinha? – obrigação de procurá-lo.



  • Rafael

    Mais um artigo excelente André, sinceramente precisamos de mais jornalistas com sua postura. Eu sou exigente quanto ao jornalismo esportivo no Brasil e na Espanha, infelizmente ambos sofrem com uma grande quantidade de profissionais tendenciosos e sem qualificação real nenhuma, bom senso inexiste.

    Porém, para cada um desses infelizes temos bons profissionais como você, Mauro César, Antero e Paulo Vinicius Coelho no Brasil para citar alguns exemplos, e Diego Torres, Martí Perarnau entre outros na Espanha. Eu levo muito a sério o jornalismo esportivo e são essas pessoas que fazem valer a pena ler sobre o futebol.

    Muito obrigado!

  • Emerson

    Se eu fosse José Maria Marin (Obrigado, Deus, Buda, Alá, Iemanjá e quem mais possa existir por não ser) proporia um contrato para mostrar confiança no trabalho do técnico, ofereceria 5 anos e meio de contrato, ou seja, duas copas do mundo. O vínculo até 2018, independentemente do resultado em 2014, seria para provar a Pep que ele não seria um mero escudo para desviar dos diretores as críticas, ao contrário, demonstraria o tamanho do respaldo e confiança que teria para trabalhar aqui.

    • Ado Marcelo

      Seria uma boa., mas infelizmente as decisões sobre o futebol são SEMPRE políticas e não técnicas, por isso estamos onde estamos… Gostaria que o Governo Federal intervisse criando uma porção de benefícios e incentivos fiscais para os clubes que profissionalizassem a gestão e TAMBÉM, se desfiliassem da CBF.., que criassem uma liga independente, administrada por gente também independente. Tipo uma secretária de futebol, orgão do governo responsável pelos campeonatos e etc., alguma coisa precisa ser feita para esvaziar a CBF ou então viveremos mais algumas décadas de atraso.

      • Miguel

        qualquer clube que se desfiliasse da CBF seria automaticamente expulso de qualquer campeonato nacional ou internacional. se o Estado interviesse no futebol, entao, seria pior ainda: a selecao brasileira seria banida da FIFA.

  • Paulo Pinheiro

    Pelo que você falou todos os caminhos para o Guardiola levam a Manchester.

    Meu pensamento é de que ele é um treinador para clubes, não para seleção.

    Isso não é “demérito”. É diferença mesmo. Na seleção você tem a vantagem de escolher “quem quiser” pra trabalhar, mas seu tempo pra implantar seu método de trabalho é exíguo, irregular e, como você bem identificou, sujeito à política.
    No clube você tem tem esse tempo, amistosos acontecem de acordo com um planejamento de pré-temporada, mas “o elenco é esse aí e te vira”.

    (lógico… com exceções em ambos os casos)

    Mas se o que o Lance! apurou for realmente fato, então Guardiola (que não deve ser nenhum desinformado sobre as mazelas da Seleção Canarinho) diz que assume amanhã e que vai ser campeão do mundo, então realmente ele tem muito a provar (e quer).

    É “ululantemente óbvio” que na primeira partida da Seleção não veríamos um Barcelona (inacreditável que alguém espere isso). Mas também não é nenhum “pachequismo” cobrar uma mudança radical na postura da seleção nessa mesma primeira partida. Não pode ter a cara de “tudo de novo”. Não precisaria apresentar um futebol perfeito, mas tem que ser necessariamente diferente.

    • Roberto

      André, excelente texto.

      Concordo com vários pontos do Paulo e, não querendo diminuir o que o Guardiola fez, o Barcelona foi a tempestade perfeita para ele não? Era um ex-jogador com status enorme no clube, trabalhou com a base, o time principal já caminhava na direção da identidade que tem hoje, se beneficiou de uma geração de La Masia absurdamente talentosa e que ganhou tudo desde as categorias de base, o time vinha de um ano de crise oq deu força para fazer as mudanças que eram necessárias (saída do Ibra, Ronaldinho, Deco e depois do Eto’o) e, talvez o principal, os resultados vieram rapidamente, oq validou seu trabalho.

      É muito mais fácil gerenciar as estrelas e as dificuldades nesse contexto (de novo, sem diminuir seu mérito). A pergunta é se em outro contexto, em um time que vem jogando um futebol razoável (portanto sem uma crise absurda instalada), sem apoio irrestrito para fazer oq precisa ser feito (pelo contrário até, seleção brasileira deve ter uma ingerência da CBF absurda) e sem a garantia de resultados rápidos ele irá conseguir fazer algo. Eu acho q o contexto nesse caso é negativo e muito maior do que o positivo que ele poderia trazer. É igual contratar o Federer pra jogar tenis pra vc mas deixar ele acorrentado em uma bola de 50 kg.

      Nesse contexto, e mudá-lo acho que não é a questão aqui, acredito que um treinador que já esteja acostumado possa conseguir resultados melhores que os que o Pep conseguiria. Treinador do Brasil (a meu ver) tem q ter algumas características que não são puramente esportivas para fazer o time ter os jogadores certos e jogar bem.

      Grande abraço e parabéns pelo trabalho.

      • Paulo Pinheiro

        Uma coisa quero deixar bem claro:

        Se é fato que ele tem um desejo de assumir a seleção brasileira eu já fico bastante feliz. Feliz porque do ponto de vista de um europeu que venceu quase tudo que disputou como técnico o Brasil ainda parece um “eldorado” de vitórias e conquistas. Então é porque temos potencial que talvez nossos técnicos não enxergaram.

        Se ele vier ficarei orgulho de torcer pra seleção que tem o Guardiola como técnico.

        Mas temo que ele vá sofrer muitas dificuldades porque o forte dele não parece ser “reorganizar a jato uma casa destruída” (parcialmente, no nosso caso), mas sim pegar um time e a médio/longo prazo e transformá-lo num esquadrão. Enfim… aquilo que falei de treinador de clube (entenda-se: planejamento, elenco fechado).

        • Paulo Pinheiro

          *orgulhoso

  • Paulo Pinheiro

    Um parêntese aqui: custa acreditar que a CBF tenha mesmo acertado com o Felipão.
    Se bem que eu já deveria estar acostumado com essas coisas…
    Se um treinador como o Dunga, que na época jamais soube o que seria dirigir um time de futebol, estava prefeito para o cargo, por que não um treinador que nos últimos 10 anos venceu apenas uma Copa do Brasil?

  • Anna

    Ainda penso que Guardiola seja a melhor opção. Deveriam ao menos conversar com ele. Ele é a esperança do resgate do verdadeiro futebol brasileiro. Coluna perfeita. Boa terça a todos, Anna

  • Paulo Torres

    O esporte brasileiro cresce sob o comando de Ruben Magnano, Oleg Stapenko, Morten Soubak. O vôlei, que hoje tem treinadores brasileiros de ponta nas seleções, teve o coreano Young Wan Sohn levando o esporte a um patamar superior nos anos 80, e tem o argentino Marcelo Méndez como atual campeão da Superliga. Mas o futebol se prende a dogmas antigos…

  • Raposo

    AK: Concordo com a sua tese. Tambem urge a pergunta: quais sao as reais possibilidades de o Brasil ganhar essa copa? Para mim sao minimas. Qualquer que seja o tencico. O pais enfrenta um espaco entre geracoes. Os jogadores que deveriam estar no auge agora como Ronaldinho e Adriano, por problemas diversos, nao estao. Ao mesmo tempo temos uma geracao promissora que e’ muito jovem. Duvido que o Neymar va carregar o Brasil nessa copa. Sua copa sera a de 2018. O mesmo se aplica ao Oscar, Lucas, etc…
    Temos 5 mundiais e ha muito nao jogamos um futebol vistoso. Para mim, uma vitoria muito mais importante que ganhar mais uma copa seria um resgate as nossas origens. Dar condicoes ao Guardiola para que em 2018 tenhamos uma selecao de encher os olhos. Mas acho que isso e’ uma quimera, uma pena….
    A CBF e’ tambem cheia de esquemas, muito mais do que ele ser estrangeiro conta contra ele o fato de que ele nunca seria conivente com esses esquemas. Acho ate que quando as pessoas se referem a questao de diferenca cultural, estao falando disso.(ou ao menos deveriam)
    E vamos la: FAMILIA SCOLARI II

    • Na verdade creio que temos boas chances (apesar de não sermos favoritos), lembre-se que a Holanda não levou a Copa por um Roben…
      No demais, concordo com tudo.

    • WFurlani

      Copa do Mundo é torneio e precisamos encaixar um grupo bom PERTO da Copa. Se fosse um Campeonato de pontos corridos o Brasil teria pouca chance, mas nesse caso temos boas possibilidades. Em um ano, não é ideal, mas dá para preparar um time forte para disputar, já foi feito isso outras vezes. Eu acho q virá uma FAMILIA SCOLARI II, como disse o Raposo.

      AK: Se você está pensando apenas em resultado, pode ser. Mas eu falo de uma oportunidade maior. Um abraço.

  • Raposo

    E o pior de tudo e’ ouvir tudo que e’ treinador Brasileiro dizendo que ha tecnicos no Brasil tao competentes quanto o Guardiola. E que ganhamos 5 vezes com tecnicos Brsaileiros. E’ demais.

  • Flávio Luis Médici

    Guardiola … INVENÇÃO DA IMPRENSSA !!!

    e sou pacheco assumido !!!

    ou, como prefiro, patróta !!!

    • Julio

      Não, patriota é outra coisa.

  • Marcos

    Excelente post. E vamos dar nome aos bois dos defensores do pensamento retrógrado que estrangeiro não pode ser técnico da seleção: Marin, Del Nero, Andrés Sanchez, Parreira,Tite(inventou argumento que Guardiola ” só tem trabalho no Barcelona “), Muricy e até o Zico

    • Marcelo

      Melhor não dar ouvidos mesmo a Tite, Parreira, Muricy e Zico. Esse povo não entende nada de futebol mesmo

      • Julio

        Podem até entender, mas não apresentaram nenhum argumento válido quando criticaram o espanhol. Nesse caso, soou apenas como despeito mesmo. Muricy aprendeu da pior maneira.

  • Vinicius

    André, desculpe, mas achar ok alguém discutir se é melhor dirigir o Chelsea ou a Seleção Brasileira também é descaso com a camisa amarela.

    Essa é uma questão que não tem resposta, porque jamais deve ser feita.

    Pra mim as pessoas superestimam o Guardiola que treinou um time com talentos individuais que é difícil de se formar mesmo no comando de uma seleção. Infelizmente, mesmo no comando da atual seleção brasileira.

    Endeusam mais o feito de Guardiola no Barça que de Telê em 1982… Analisem com frieza a eliminação do Barça pelo Chelsea para entender que nem técnico nem time são tanto quanto falam. O time tem muito mérito também, não só o técnico.

    Abs

  • Sandro

    Ótimo texto. Acho que a contratação de Guardiola faria a população prestar mais atenção na seleção, e até criaria um paradoxo: um estrangeiro no comando traria uma maior identidade entre parte do povo e o time canarinho. Eu, pelo menos, torceria muito para dar certo.

  • RENATO

    Seleção brasileira tem “técnico” e não “treinador”…até porque não conseguer dar treino. Não há tempo pra isso, salvo os periodos, ainda que minimos, pré-competições tipo copa américa e copa do mundo.
    Técnico de seleção é um “convocador”, que torce para que seus convocados virem um time em alguns dias de convívio.
    Dito isso, acredito que contratar o Guardiola não seria uma boa.
    Seria sim, uma ótima opção para qualquer clube do Brasil.
    Abraço.

    • WFurlani

      Concordo plenamente Renato, para Copa o q vale é um convocador, um fechador de grupo, um técnico para lidar com as vaidades das nossas estrelas.

  • lm_rj

    Andre
    qto a copa 2014 um off sobre o maraca
    ao entregar maraca p/ a iniciativa privada, sua gestao irá encarar o estadio não mais como um estadio de futebol, + como um “elemento” de maximização de lucro o q isto significa? por ex: o gestor do maraca podera definir e vender ingressos desde o inicio do ano para eventos distintos do futebol e que possam ter definição previa de suas datas tais como shows internacionais e lutas de UFC no entanto sabemos q muitos confrontos no futebol nao podem ser definidos com antecedencia ex: se a final da libertadores ou da copa do brasil tera algum clube carioca desta maneira poderemos ter a bizarra, patetica situação de uma equipe do rj chegar a final da libertadores ou da copa do brasil e nao poder atuar no maraca pq ja estava definido ha 6 meses ou 1 ano inclusive com ingressos vendidos etc e tal que teria um show da madonna ou lady gaga ou ate um evento de luta UFC
    quem cantou essa pedra foi roberto assaf e infelizmente ele esta certo

  • Marcel de Souza

    Essa sondagem não vai acontecer, mas SE acontecesse e SE o Guardiola aceitasse, ele não saberia da fria em que estaria se metendo. Imagina o tanto de politicagem, desmandos e coisas absurdas que não acontecem nos bastidores da CBF? Imagina um cara de fora caindo de paraquedas no meio disso tudo?

  • Luiz

    André, como vai?

    A citada biografia do Pep já tem tradução para o português?

    Qual o nome da obra?

    Obrigado!

    AK: Só saiu em inglês, por enquanto. “Pep Guardiola – Another Way of Winning”. Um abraço.

  • Hildeberto Jr.

    Parabéns, André! Você e o Juca são infelizmente exceções na imprensa quanto à possibilidade de Guardiola dirigir a seleção.

    Deixando de lado o bairrismo da imprensa e dos técnicos brasileiros, realmente a melhor opção. Seja para agora, seja para daqui a 2 anos.

    Tirando ele, vejo com bons olhos o Luxemburgo. É o melhor TÉCNICO do Brasil depois de Telê. No entanto, é o pior TREINADOR dentre os bons técnicos. Explica-se

    Taticamente Luxemburgo é o mais talentoso técnico do futebol brasileiro (Aproximando-se dele apenas o Tite) e o que melhor representa o estilo de futebol brasileiro (O Tite, embora seja muito bom estrategista tecnicamente, possui mentalidade mais parecida com o Boca Juniors do Carlos Bianchi). Tirando esses, nenhum outro nome possui diferença: Muricy, Felipão, Abel e o próprio Mano.

    Me pergunto até quando acharemos que somos os PHD’s do futebol, os verdadeiros donos da verdade, sustentados nos 5 títulos mundiais? Até quando esse corporativismo de técnicos brasileiros vai continuar, quando na verdade os técnicos brasileiros estão cada vez mais fracos.

    O importante é hoje. E hoje estamos longe de sermos os melhores do mundo.

    Faço a pergunta: qual o último grande trabalho de um treinador brasileiro? Aquele que encheu os olhos do torcedor até mesmo de outros times e que ficou marcado? (Não vale falar do Santos de Muricy, pois esse time é o Santos de Neymar. Nunca vi no futebol mundial um time tão dependente de um jogador. Méritos do neymar ou incompetência do Muricy? Fico com a segunda opção. Basta ver o pífio trabalho dele no brasileirão desse ano)
    O último grande time do futebol brasileiro, capaz de encantar, encher os olhos e de representar o futebol brasileiro foi o Cruzeiro de Luxemburgo, ganhador da tríplice coroa em 2003. Tal qual o Barcelona de Guardiola, guardadas as devidas proporções, foi o que mais encantou nos últimos 10 anos. Fora esse, não vejo outro.

    É engraçado como alguns, especialmente a imprensa e os técnicos brasileiros, retiram o mérito dos outros.
    Dizem que é fácil o Guardiola ganhar tudo com um timaço como o barcelona, com Puyol, Xavi, Iniesta, Messi.
    Que a escola Barcelona é o grande segredo dos títulos do Guardiola.
    Será?
    Por que será que os outros treinadores não foram tão vencedores como Guardiola. Será que Xavi, Iniesta e Messi eram jogadores tão fantásticos há 4 ou 5 anos atrás?
    Uma análise pormenorizada:

    Xavi – 32 anos, desde os 11 anos no Barcelona. Até a chegada de Guardiola, que o transformou num verdadeiro maestro, não era sequer citado entre os melhores meiocampistas do mundo (basta pegar as últimas indicações dos 23 melhores, jogadores excetuando os últimos 4, e ver em quantas ele aparecia). Coadjuvante perto de Zidane, Figo, Kaká, Gerrard, Lampard, Deco, Beckham e o próprio Pirlo. Guardiola mostra todo seu mérito ao transformá-lo no jogador mais pensante do mundo. Para os estudiosos é o jogador mais parecido com Guardiola que já jogou no mundo. Por que será?

    Iniesta – 28 anos, desde os 12 no barcelona. No Barcelona de Frank Rijkaard, aos 24 anos, era reserva de Edmilson, Rafa Marquez, Xavi e Deco. Embora promissor, sequer figurava entre os 50 melhores jogadores do mundo antes da chegada de Guardiola. Não há nenhum mérito no Guardiola em colocá-lo entre os 3 maiores do mundo na atualidade. Somente o jogador possui méritos nisso?

    Messi – 25 anos. No Barcelona de Frank Rijkaard era reserva de Giuly, tornando-se titular posteriormente. Jogava pelas pontas, especialmente a direita, ajudando Ronaldinho Gaúcho a servir Eto’o. Dificilmente se não tivesse sido treinado por Guardiola jogaria como um falso 9 e muito discutivelmente se tornaria o maior artilheiro do mundo na atualidade. Artilheiro das últimas 4 edições da Liga dos Campeões, ou seja, desde quando Guardiola assumiu. Coincidência?

    Quanto ao fator posse de bola, escola Barcelona e outras babozeiras que se utilizam para desmerecer o trabalho do guardiola, infelizmente não tenho dados, mas tenho certeza que em nenhum outro barcelona a posse de bola nos últimos 4 anos foi maior do que a do adversário em todos os jogos. Se alguém puder fazer um comparativo entre o Barcelona de Louis van Gaal, de Frank Rijkaard e de Guardiola quanto às estatísticas de jogo (não comparem títulos, pois já é incomparável), irão entender melhor o que estou dizendo.

    • Raposo

      Hidelberto,
      Muito boa sua analise. Estou de acordo que no Brasil, o Luxa eh o melhor tecnico, apesar de nao simpatizar nem um pouco com a sua figura, Acho ate que ele iria bem se pegasse a selecao agora. Nao entendi, entretando, quando voce disse que ele eh o pior treinador entre os bons tecnicos. Desculpe se me escapou algo em seu comentario, mas o que vc quiz dizer com isso?

      AK: E’ fantastico esse espaco em seu blog, aonde nos, interessados em futebol e esporte, temos a chance de nos engajar em discussoes inteligentes, respeitosas e de bom nivel. Meus parabens pelo excelente trabalho de moderacao de comentarios!!!

      • Hildeberto Jr.

        Obrigado pelos elogios, Raposo!

        Ah! A verdade é que eu esqueci de expor o meu pensamento quanto ao Luxemburgo ser o melhor TÉCNICO e o pior TREINADOR. Foi uma reserva mental.

        Explico.
        Acho o Luxemburgo fantástico dentro das quatros linhas, no trabalho tático, técnico e estratégio (TÉCNICO DE FUTEBOL). No entanto, falta ao Luxa o que sobra no Abel e o que possuía o Felipão na Copa de 2002: o extracampo. Não digo isso só no aspecto motivacional, mas sobretudo naquele extracampo de empresários, de imprensa e todos aqueles fatores exógenos que influenciam um time de futebol (TREINADOR). Aquele coisa de andar conforme a maré; de ser flexível e invergável como um bambu.

        Lembrando que o Luxemburgo sempre foi marcado negativamente por essas questões extracampo (A sua prórpria quada na seleção guarda coisas até hoje não muito bem explicadas). Ou o caso dos cheques do Edmundo.

        Enfim, admiro os trabalhos técnicos do Luxemburgo, mas acho que ele peca (e talvez seja isso que o impeça de voltar à seleção) nesse extracampo: seja porque não se flexibiliza com certas coisa, seja porque ainda coloca alguns de seus interesses acima do seu trabalho.

        É isso, Raposo.

        Lembrando: apenas uma opinião minha.
        Não tenho nada contra o Luxemburgo. Muito pelo contrário. Sou fã do seu trabalho dentro do campo, da sua inteligência tática e capacidade de enxergar o jogo, etc e acho genial a frase que ele mesmo disse sobre um treinador: “Treinador não ganha jogo. Quem ganha são os jogadores. Treinador ganha campeonato”.

        Um abraço

  • Leonardo Pires

    André, para reflexão: se os jogadores devem obrigatoriamente ter a nacionalidade da Seleção que representam, porque o treinador pode ser de outro país? Naturalmente a discussão proposta por você é outra, mas estou sugerindo uma reflexão.

  • alex

    André,
    Que o Guardiola é fantástico não se discute.
    Sou contra a sua contratação por alguns motivos que não patriotismo, nacionalismo ou similares.
    – tempo, você mesmo disse que o prazo de 1 ano e meio é ruim para se implantar uma filosfia diferente, outra forma de jogar, então porque a CBF tem que fazer uma sondagem? Se a situação não é viável, porque eles são obrigados a perguntar, a chance de não dar certo é alta.
    – adaptação: quanto tempo para aprender o idioma? para implantar algo novo o bom enendimento do idioma seria o ideal. ele moraria no Brasil? caso não, então os jogadores daqui praticamente nao seriam vistos. caso sim, a seleção continuaria distante do Brasil, uma reclamação constante de todos.
    – bons técnicos para realizar o trabalho. Abel e Muricy com um esquema forte de marcação e contra-ataque, não ideal para uma Copa em casa. Tite com algo mais pŕoximo do que o Mano estava tentando, marcação pressão um pouco mais de posse de bola (o mais perto do estilo Gaurdiola no Barça que chegariamos). Luxemburgo com mais chances de jogar como a torcida gostaria, muito ataque e defesa aberta. Eu levaria o Luxemburgo, não somos favoritos no atual estágio em que estamos, então se é para perder, vamos perder jogando para frente.
    – o último e mais importante: O Messi e o Iniesta não vão se naturalizar brasileiros!

    Abs

    AK: Ninguém disse que “não é viável”. A sondagem deve ser feita, antes de mais nada, porque Guardiola está disponível. Depois, para ouvi-lo sobre a possibilidade. Porque ele pode dizer que topa o desafio, acha que há tempo suficiente. E aí? Mais: por que não oferecer a ele um contrato de 5 anos e meio, de agora até a Copa de 2018? A garantia de permanência para fazer um trabalho longo pode ser a melhor opção. O resto é detalhe. Um abraço.

  • Dennis

    André, vocês (jornalistas que insistem em apenas exercer a profissão) deveriam abandonar a defesa da contratação do Guardiola e defender com unhas e dentes a contratação de um técnico brasileiro. Penso que a cúpula da CBF tem um prazer especial em fazer tudo diferente do que essa “imprensa marrom” defende. Assim, quem sabe….?

  • Luiz Ribeiro

    André, mais uma vez congratulations pela sua análise com relação ao Guardiola dirigir a seleção brasileira. Muito mais consciente e realista do que a forma que seu próprio pai vem fazendo a campanha pró-Guardiola. Além do ambiente da CBF, onde quase todos estão muito mais preocupados com os benefícios próprios do que com o futebol brasileiro de modo geral, há que se considerar que o treinador teve um único clube como experiência, sendo ele próprio formado dentro do Barcelona, inserido em uma filosofia de trabalho e esquema tático. Veja que o Tito Vilanova está mantendo a mesma performance de seu antecessor no campeonato espanhol.

    AK: Isso não pode ser usado contra ele. Guardiola pegou um vestiário sem lei e um time decadente. No ano seguinte, ganhou todos os títulos que disputou. Um abraço.

  • Juliano

    Ótimo ver pessoas como Pep que não abandona seus ideais por caminhões de dinheiro. Outros teriam aceitado, independente do fracasso, pela compensação financeira. Mais um ponto pro Guardiola, digno de admiração também fora das 4 linhas.

    De total acordo: CBF, nessas condições, maior gelada do mundo! Pra qualquer um…

    New York, Nova Iorque, Nova York? Chatices dos idiomas, me coloquei em dúvida agora. Irrelevante, óbvio.

    Abraço!

    AK: Existe uma cidade chamada York. Quando a escrevemos em português, não mudamos para Iorque. Portanto… Um abraço.

    • Nilton

      Posso esta enganado, mas seleções geralmente pagam menos que os times de ponta. Se não estou enganado Mano ganhava mais no timão do que na seleção, e durante o tempo na seleção ele ganhou menos que os tecnicos mais bem pagos do futebol brasileiro. Não seria o “Real (R$)” que faria a diferença para o Pep, vim para seleção.

  • JODERYMA

    Para atrair os torcedores aos estádios, é preciso que se institua, no brasileirão, o sistema de “mata-mata”. Porém, faz-se necessário frisar que existem algumas regras básicas, que devem ser seguidas à risca, para que o sistema de “mata-mata” seja justo. Se elas não forem cumpridas, o citado sistema não funcionará.
    Ei-las:
    REGRA nº 1 — Não se faz um campeonato com “mata-mata” partindo, na primeira fase, de um único grupo. Esse negócio dos 20 times jogarem entre si, com jogos só de ida, para se escolher os 8 melhores colocados não funciona. Não fica justo. Observem os campeonatos que tiveram essa fórmula (aquele em que o Santos de Diego e Robinho foi campeão pela primeira vez, por exemplo) e verão que tenho razão.
    REGRA Nº 2 — Qualquer campeonato que tenha “mata-mata” deverá partir, na primeira fase, de dois ou mais grupos. Como a Copa do Mundo, por exemplo. Ou seja, os times não podem se enfrentar na primeira fase, pois isso tiraria todo o suspense e a plena coerência da competição.
    REGRA Nº 3 — Não se inicia jogos de “mata-mata” com os times zerados, ou nivelados por baixo, como se jamais tivessem disputado a primeira fase. Não fica justo. Para o “mata-mata”, tem que se levar em consideração as campanhas dos times na primeira fase ou nas fases anteriores. Isso é algo lógico e coerente.
    REGRA Nº 4 — No “mata-mata”, não se decide classificação nem título (e muito menos título!) por meio de prorrogação ou disputa de pênaltis. Isso é ridículo, absurdo e incoerente. Loteria dos pênaltis??? Horrível! Nem pensar! Raciocinem! O pênalti foi inventado para ser batido durante os 90 minutos (como punição por falta dentro da área) e apenas isso. A única regra que fica justa, no “mata-mata”, é o time de melhor campanha jogar pelo empate ou por dois resultados iguais e com a segunda partida em casa. Isso deveria ser aplicado inclusive na Copa do Mundo. Caso as regras não sejam modificadas, as seleções inferiores tecnicamente ou os times inferiores sempre irão entrar retrancados (com 8 ou mais jogadores atrás) nesses campeonatos patéticos, querendo vencer na sorte. E um dia vão conquistar realmente os títulos. Vão mesmo! Na verdade, muitos já conquistaram, por incrível que possa parecer. Só falta uma seleção inferior conquistar a Copa do Mundo! Claro! Para isso, basta que uma seleção empate suas partidas nos “mata-mata” e vá vencendo na loteria dos pênaltis. Já pensou? Uma seleção conquistar uma Copa do Mundo sem ter vencido uma partida sequer, nos 90 minutos? Com o regulamento atual, isso é possível, sim. Não somente para a Copa do Mundo como para a Libertadores, Liga dos Campeões e demais torneios espalhados pelo mundo. Vou citar cinco exemplos. 1) Certa vez a seleção do Paraguai chegou à final da Copa América sem ter vencido uma partida sequer, nos 90 minutos! Isso mesmo! Parece absurdo, mas aconteceu! O Paraguai, que vinha de vários empates, deu sorte contra o Brasil, jogou retrancado (com o patético regulamento debaixo do braço), teve a sorte de nos vencer nos pênaltis e avançou, injustamente, para a final. Ainda bem que perdeu a final para o Uruguai por 3×0, tal a disparidade técnica entre as duas equipes. 2) Na Copa do Mundo de 2002, a seleção da Coreia do Sul, após ter vencido a Itália na prorrogação (num jogo polêmico), empatou com a Espanha e a venceu na decisão dos pênaltis. Na verdade, quem deveria ter avançado era a Espanha, por ter, das duas, a melhor campanha. 3) O Once Caldas se sagrou campeão da Libertadores de 2004, ao vencer, na sorte da loteria dos pênaltis, do Barcelona, do Equador, e do Boca Juniors. Quem deveria ter sido o campeão era o Boca, claro. 4) O Chelsea, com um time médio, foi campeão da Liga dos Campeões de 2011/2012, ao empatar com o Bayern de Munique em 1×1. Adivinhem quem tinha a melhor campanha? O Bayern. 5) E, por fim, temos o Botafogo, vice-campeão do Carioca de 2009, que empatou duas vezes e perdeu nos pênaltis para o Flamengo. O Botafogo teve a melhor campanha, mas ficou apenas em segundo lugar. Injustamente. E existem muitos mais casos aberrantes por aí. Muitos! Vocês não tem ideia do quanto!
    REGRA Nº 5 — Em qualquer fase do “mata-mata”, para se definir a campanha dos times, é necessário que se some todos os pontos obtidos por esses times, nas fase anteriores. Se fôssemos analisar a campanha da Espanha na Copa do Mundo de 2010, por exemplo, bastaria somar os pontos obtidos por eles na primeira fase, nas oitavas-de-final, nas quartas-de-final e semifinal. Idem para a Holanda, o outro finalista. Nesse caso, uma delas teria que jogar pelo empate. Caberia à outra partir para cima, para ganhar nos 90 minutos. Qual a consequência disso? Teríamos um jogo mais aberto, mais aguerrido, e não o jogo chato e embolado que vimos, com as duas seleções trancadas, com medo de levar gol.
    REGRA Nº 6 — Não se define formação de jogos de “mata-mata” por meio de sorteio, como ocorre atualmente na Liga dos Campeões. Por incrível que pareça, assim que acaba a fase de grupos, eles pegam uns potes feiosos e sorteiam os times, para definir os jogos do “mata-mata”. Potes? Meu Deus! Isso é patético e absurdo! É como se outro campeonato tivesse início (a partir daí) e a campanha dos times na primeira fase não valesse nada. Como é que eles aceitam isso?!? Como??? E, pra piorar, a final da Liga é definida em apenas um jogo. Um jogo! Horripilante e patético! Uma grande falta de respeito com o torcedor, que deixa de ver seu time jogando em casa. É o regulamento mais esdrúxulo e injusto que já vi.
    REGRA Nº 7 — Não se deve utilizar o tal de “gol marcado fora de casa” como critério de desempate. Nossa! É outro troço patético e absurdo! Desculpe-me pela expressão, mas considero incompetente o sujeito (ou equipe) que inventou um negócio desses. E mais incompetente ainda quem aceitou! Citando apenas um exemplo, certa vez vi o Grêmio ser campeão gaúcho com esse critério (empatou em 0x0 no Olímpico e 1×1 no Beira-rio), quando, na verdade, quem teria que ser campeão era o Inter, que teve (disparado!) a melhor campanha daquele ano. Absolutamente injusto!!!

    Bem, uma vez definida as regras (que, na minha opinião, são justas e coerentes), vamos à tabela do brasileirão, series A e B:
    Antes de tudo, o campeonato teria que ter dois turnos. Isso mesmo! Dois turnos, objetivando aumentar consideravelmente a emoção. A fórmula dos dois turnos é perfeita e deveria ser utilizada em todos os campeonatos estaduais, além do brasileirão, é claro.

    PRIMEIRO TURNO, que valeria uma vaga para a grande final e a entrega do troféu PELÉ, uma justa homenagem ao Rei do Futebol.
    Primeira fase: dois grupos, com 10 times em cada. Grupo A e Grupo B, por exemplo. Caberia à CBF definir como os grupos seriam formados. Os times jogariam entre si, com jogos só de ida. Uma vez concluídos todos os jogos, seriam classificados para as quartas-de-final os 8 times com as melhores campanhas. Vejam bem! Eu não falei os 4 melhores de cada grupo. Fui bem claro! Os 8 times com as melhores campanhas. O que isso significa? Simplesmente que, do Grupo A, por exemplo, podem se classificar 5 times e, do Grupo B, somente 3. Ou, se coincidir, 4 de cada grupo. Os jogos é que definirão isso.
    Quartas-de-final: quatro grupos, com dois times em cada. O famoso “mata-mata”. Os times jogariam entre si, dentro dos grupos, com jogos de ida e volta. O de melhor campanha enfrentaria o com a oitava melhor campanha e assim sucessivamente. Os times com as melhores campanhas jogariam por dois empates ou por dois resultados iguais e com a segunda partida em casa.
    Semifinal: dois grupos, com dois times em cada. Os times jogariam entre si, dentro dos grupos, com jogos de ida e volta. O de melhor campanha enfrentaria o com a quarta melhor campanha e assim sucessivamente. IMPORTANTE: para a definição das campanhas, tem que se levar em consideração os pontos obtidos na primeira fase e nas quartas-de-final. Entenderam? Ou seja, é necessário que se some os pontos obtidos na primeira fase com os obtidos nas quartas-de-final. Dessa forma, evitar-se-ia aquela sensação de que o time não estaria jogando outro campeonato, como ocorre atualmente, mundo a fora. O critério continua o mesmo: os times com as melhores campanhas jogariam por dois empates ou por dois resultados iguais e com a segunda partida em casa.
    Final do turno: um grupo, com dois times. Quem jogará por dois empates ou por dois resultados iguais e com a segunda partida em casa? Obviamente que o time que somar o maior número de pontos nas fases anteriores: primeira fase, quartas-de-final e semifinal. Lógico e justo!
    SEGUNDO TURNO, que valeria uma vaga para a grande final e a entrega do troféu JOÃO HAVELANGE, uma justa homenagem ao homem que transformou o futebol nesse grandioso espetáculo financeiro e televiso.
    Primeira fase: idem ao primeiro turno.
    Quartas-de-final: idem.
    Semifinal: idem.
    Final do turno: idem.
    GRANDE FINAL: os times que venceram os turnos se enfrentam, em duas emocionantes partidas. O critério continua o mesmo: o time com a melhor campanha (somados os pontos de todos os jogos, nos dois turnos, inclusive dos “mata-mata”) jogaria por dois empates ou por dois resultados iguais e com a segunda partida em casa.
    Obviamente que, caso um time conquiste os dois turnos, sagrar-se-á automaticamente campeão da competição.
    E não terminou ainda. Ao mesmo tempo em que os jogos das Oitavas-de-final do segundo turno estarão acontecendo, outro torneio de “mata-mata” também ocorrerá. Trata-se do que chamarei de “mata-mata” da morte, com os 8 piores times da competição. Com isso, nada mais, nada menos que 16 equipes estariam jogando (jogo decisivos e emocionantes e com os estádios lotados!), para definir sua sorte, enquanto que somente 4 equipes estariam de férias.
    Para o “mata-mata” da morte, somam-se os pontos obtidos pelas 20 equipes em todos os jogos, aí incluídos os turnos e os “mata-mata”. As 8 equipes com as piores campanhas, independentemente dos grupos em que estiverem (isso significa dizer que podem entrar 5 equipes de um grupo e 3 de outro, por exemplo, e não 4 de cada grupo, como seria o que vocês chamariam de normal, mesmo não sendo), estariam no “mata-mata” da morte. A equipe com a pior campanha enfrentaria a equipe com a oitava pior campanha, em dois jogos, e assim sucessivamente. O critério continua o mesmo: os times com as melhores campanhas jogariam por dois empates ou por dois resultados iguais e com a segunda partida em casa. Quem perder, cairia para a divisão inferior.

    • Nilton

      Faz tempo que não viu um argumento tão longo que me fizesse discordar da maioria dos aprontamentos feitos.
      Com relação ao sorteio das oitava e das quarta da Liga dos Campeões é uma da melhores coisas e acharia que deveria ser implantado na libertadores, mantendo aos primeiro colocados o mando do jogo de ida.
      Com relação ao argumento de que a final teria que ser em dois jogos concordo com vc, pois no Brasil poucas pessoas gostam de futebol, a maioria gosta do time para quem torce.

      • JODERYMA

        Sorteio????
        Estamos falando de futebol, parceiro.
        A Liga dos Campeões é um torneio patético e sem lógica. Daí os resultados injustos.

    • Teobaldo

      Ok!

  • Julio

    Discordo. Mata-mata já existe em nosso calendário, o torneio chama Copa do Brasil.

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