CAMISA 12



(publicada ontem, no Lance!)

QUEM SÃO?

O rebaixamento do Palmeiras só significa, necessariamente, uma coisa: o time não será campeão brasileiro da Série A em 2013.

Todo clube com o tamanho, a história e o orçamento do Palmeiras tem de iniciar uma temporada com o objetivo de ser campeão do que disputará. O vexame no BR-12, por dramático que seja, quer dizer apenas que a primeira divisão não pode ser incluída no planejamento do ano que vem.

Isso é ruim? Evidente que sim. É o fim do mundo, motivo para um ano de humilhações? Evidente que não. Em 2013, o Palmeiras jogará a Copa Libertadores, a Copa do Brasil e, claro, o Campeonato Brasileiro da Série B. Além da obrigatória missão de voltar – como campeão – à elite, o time terá duas chances de garantir um lugar na Libertadores de 2014. É difícil, mas é mais do que um rebaixado normalmente dispõe.

A palavra (“rebaixado”) é usada aqui de forma proposital, como rótulo a ser negado pelo Palmeiras da próxima temporada. Sim, negado. Se as coisas forem feitas com um mínimo de competência, o time formado para o próximo ano será totalmente diferente do que caiu. Será melhor, e não carregará o peso do fracasso que se materializou no domingo passado. Será abraçado pela solidariedade que domina o torcedor nessas situações. Não se sentirá diminuído em nenhum aspecto.

A parte desafiadora da equação é encontrar os jogadores que estarão nesse time. É preciso ter um plano e um discurso sedutores, mas não faltam atletas com perfil e objetivos que se juntem às necessidades do clube.

Também não faltam recursos, ainda que isso signifique pouco quando a caneta está nas mãos de gênios como os que derrubaram o Palmeiras neste ano. Perder a briga para times cujas receitas são muito menores é um atestado de paralisia difícil de conseguir.

Momentos de crise são, sempre, janelas de oportunidades. É preciso identificá-las. Não há nada que impeça o Palmeiras de viver um ano redentor e chegar, em 2014, a seu centenário com o orgulho restaurado e um estádio novo em folha.

A questão é só uma: quem são as pessoas que o conduzirão?

UM ERRO

Inexplicável atitude de Luiz Adriano, atacante do Shakhtar Donetsk, que se apoderou de uma bola devolvida ao Nordsjelland para driblar o goleiro e marcar um gol na terça-feira, em jogo da Liga dos Campeões. A bronca dos jogadores dinamarqueses rejeita a desculpa de reação por instinto, oferecida pelo brasileiro. O fair play não está no livro de regras do futebol, mas nas regras de comportamento em campo que os jogadores se impõem.

UM LORDE

Simpática declaração de Sebastian Coe, do Comitê Organizador de Londres 2012, sobre o furto de informações sigilosas praticado por membros do CoRio-2016, durante período de troca de conhecimento entre os comitês. Lord Coe (disse que) acha que não se deve dar muita importância ao fato. Difícil crer nele, porém. O episódio fez com que nove funcionários brasileiros perdessem seus empregos. Será que eles concordam com o ex-atleta inglês?



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