ELEMENTO COMUM



Francisco Carlos do Nascimento é o árbitro (FIFA/AL) que não viu o gol de mão de Barcos, no sábado.

Se você está acompanhando o caso, provavelmente ligou o nome ao fato.

Mas talvez você não saiba que não é a primeira vez que uma decisão tomada por ele, em campo, termina por ser modificada em circunstâncias misteriosas.

No dia 28 de agosto, em jogo entre Atlético Paranaense e Joinville, pelo Campeonato Brasileiro da Série B, Nascimento marcou como pênalti uma falta que aconteceu fora da área.

Após mais de 3 minutos de deliberações, a marcação foi corrigida sem que a explicação ficasse clara. Escrevi uma coluna sobre o episódio.

Alguns dias depois do jogo, o quarto árbitro se apresentou como a pessoa que percebeu o erro e o corrigiu. Certo.

Agora, o mesmo Francisco Nascimento se envolve na polêmica de Internacional x Palmeiras.

Dá para afirmar que ele é a favor da utilização da tecnologia na arbitragem de futebol.

Ou é extremamente azarado.

Ou ambos.



  • David

    Por mim, melhor que continue assim. Ao menos um homem de preto valorizando a essência da regra e a sua função já é lucro. E vc André, se fosse obrigado a escolher entre a justiça e o direito, por qual optaria?

    AK: Decisão incômoda. Eu escolheria a justiça. Um abraço.

  • Emerson

    Em nome da transparência, a CBF (sim, eu sei que CBF e transparência são antônimos, mas segue a ideia) deveria gravar os diálogos entre os membros da arbitragem durante os jogos e disponibilizá-las em site oficial, juntamente com as súmulas de cada partida, e de preferência estas gravações deveriam ser avalizadas por uma comissão independente.

  • Roberto Carlos

    André
    Sendo a imprensa tão severa com os erros da arbitragem e sabedora que os recursos da TV e ajuda de terceiros não são permitidos pela FIFA os reporteres não estariam agindo errado ao dar informações para os envolvidos no jogo? já ouvi muitos profissionais da imprensa dizer que os técnicos lhe perguntam durante o jogo o que replay mostrou e de posse desta ajuda externa fazem pressão em cima da arbitragem ainda com bola rolando.
    Abraços
    Roberto Carlos

    AK: Não deveriam falar nada. Um abraço.

  • Alexandre

    A quem julga não é permitido escolher entre o Direito e a Justiça.
    Essa dicotomia não existe, até porque em muitos casos, senão todos, o que é justo para uns não o é para outros.
    Da mesma forma que existe uma regra que impede o toque de mão, que muitos aqui defendem, existe outra que impede a interferência externa, que os mesmos insistem em ignorar.
    Entre o erro culposo (do árbitro validar o gol porque não viu o toque) e o erro doloso (do árbitro anular o gol com ajudinha externa), é ridiculamente óbvio que o segundo é mais grave.

    AK: A questão não é essa. Em casos em que não há dúvida sobre o “crime” cometido e sobre seu autor, também não há dúvida sobre o que é ou não é justo. Pessoalmente, não gosto de comparações como a que acabei de fazer, pois a gravidade dos temas não permite. Também não gosto da escolha entre direito e justiça, apesar de ter feito a minha. O que para mim importa é que o gol foi com a mão, não se pode aceitar gols com a mão válidos no futebol de hoje, e a tecnologia tem como resolver isso. Deveria ser autorizada. Um abraço.

  • anna

    Elementar, meu caro Andre. 😉

  • thiago

    1)Acho que justamente para mostrar como a arbritragem eletrônica é importante é que o Palmeiras deveria ganhar a ação e o jogo ser anulado. O escarcéu quer for vale a pena para mostrar como é equivocada essa insistência em manter o futebol no passado.

    2)Essa coisa de Direito e Justiça, eu vejo diferente. É que no Brasil, não vemos problemas em abrir precedentes perigosos através da insegurança jurídica. Justo é quando acontece exatamente aquilo que foi combinado por livre vontade de todos. Então, se todos os clubes assinam e concordame que o campeonato é com playoffs, então o campeonato é justo, se acontecer assim. Da mesma forma que se o combinado for pontos corridos. O que não pode é mudar a regra no meio do caminho, “virar a mesa”, etc. Da mesma forma, se o combinado é que não pode usar ajuda externa da tecnologia, então não pode, e, se isso ocorre, é totalmente injusto. Independente de quem foi beneficiado ou prejudicado. O gol de mão, idem. Só que, no gol de mão, o árbitro errou sem querer. Na ajuda externa, o árbritro errou de propósito. O que muitos tem defendido é que ilegalidades propositais podem ser aceitas por quem é responsável pela legalidade, o que, na minha concepção, é absurdo.

    3) Referente ao ponto 2, estico esse raciocínio para dois temas polêmicos recentes, mas que tem relação com o que a opinião pública apóia, nesses casos. É óbvio que eu quero que os participante do mensalão se estrepem, se explodam, se arrebentem. Mas o processo conduzido pelo STF vai prejudicar muita gente porque foi evidentemente inconstitucional. É assunto em muitas faculdades de direito, e ouvi de um grande professor essa semana que as consquências podem ser muito nocivas porque a) Réus que deveriam ser julgados em primeira instância, por não terem foro, foram direto no STF, sem chances de recorrer b) Alguns foram condenados sem prova, assumidamente, pelos ministros do supremo, que alegaram argumentos que possibilitam, por exemplo, que se um dia a policia matar 4 pessoas, sendo que apenas delas uma era um procurado e estava em um bar, o que ela fez não está errado, pois se os outros 3 estavam perto, é porque sabiam de tudo; c) Colocaram o ônus de algumas provas sobre os réus, algo absurdo em uma democracia. E para que tudo isso? Pq os cretinos que fizeram o mensalão tinham que ser punidos, independentemente se o meio para isso era certo ou não. Só que o STF cria jurisprudência…. No caso Daniel Dantas, ocorreu exatamente o contrário. Há um vídeo, que inclusive passou no JN, dele cometendo crime. Mas o STF o liberou. Pq? Porque as provas não foram conseguidas de maneira legal. A insegurança jurídica é gigante, e o paralelo com o caso do Palmeiras x Inter é óbvio, apesar de no caso do futebol, claro, as coisas serem bemmm mais leves.

    4) Existe a possibilidade, alegada pela organização do campeonato, de não ter havido ingerência externa, mas sim um aviso do delegado da partida ao quarto árbitro. Não lembro bem se foi exatamente esse o argumento. Nesse caso, teria que rever como faz essa escala, já, desse modo, foi alguém não sorteado, e sim um representante do Estado do Rio Grande do Sul, que decidiu a resolução do lance, e um dos times era deste Estado.

    AK: Apenas quanto ao ponto 1: aconteça o que acontecer, a utilização da tecnologia está nas mãos de pessoas que “pensam” o jogo de outra maneira. Um abraço.

  • Willian Ifanger

    Se perdeu 5 minutos nesse lance pra se verificar o óbvio? Se o uso da tecnologia fosse aprovada se perderia quanto? 30 segundos? 1 minuto?

    Acho que está na hora dos velhinhos da IB se entregarem ao óbvio e começarem a fazer testes com auxílio externo.

    André na NFL as imagens que o juiz vê quando tem algum desfio, são as imagens da transmissão da TV?

    AK: Sim. A TV disponibiliza os replays para os árbitros. Um abraço.

  • Edouard

    André e Alexandre: pra mim não é uma disputa entre o direito e a justiça simplesmente porque validar gol feito com a mão é tão injusto quanto antijurídico. Além disso, depois que o árbitro soube que o gol fora ilegal, não voltar atrás tb revela dolo. Ou não? Pra mim a questão é diferente. O árbitro se viu entre escolher que erro cometer. Dar o gol ilegal ou violar a regra que proíbe influência externa. Queria que alguém me dissesse pq ele deveria escolher a primeira. Um abraço.

    AK: Concordo com você. Um abraço.

  • David

    Alexandre,
    Pense bem. Pense além apenas do contexto da ação dolosa ou culposa do árbitro. A regra existe por uma razão. A regra quebrada no primeiro ato é grave e afeta gravemente a essência do jogo nessa instãcia específica, porque foi lance de gol. A regra quebrada no segundo ato por si só não afeta negativamente o jogo, e ainda ao contrário, é benéfica para que o jogo tenha o seu bem resguardado. Agora pense tbm no fato de que algumas coisas não deveriam ocorrer, mas ocorreram, porque estão fora do controle do árbitro: 1. Ele não conseguiu ver a mão na bola. 2. Ele não pediu, mas foi informado de que houve mão na bola. O fato de ele ter ganho conhecimento do que não viu, uma vez ocorrido, não tem volta. E se ocorreu, a decisão que ele tem q tomar envolve o descumprimento de uma regra ou outra. Não há outra alternativa, se não quebrar a regra. E é naquele momento que o árbitro como autoridade máxima da partida deve usar seu bom senso e decidir pela justiça, como bem o fez. Quem acha o contrário em qualquer situação desse tipo, tem que ser barrado de qualquer autoridade nesse mundo, pelo bem da humanidade.

  • Vicente

    Caro André,
    Frequento seu blog assiduamente. Já opinei sobre a história do bola na mão versus mão na bola. Agora gostaria de expor uma opinião sobre o uso da tecnologia no futebol. Sou completamente a favor. Quanto mais tecnologia com o objetivo de reduzir erros de arbitragem, melhor. Não consigo imaginar um esporte em que as regras não são cumpridas. Para mim, perde-se credibilidade. Se as regras existem, devem ser cumpridas. Como dar credibilidade a um esporte em que gol não é gol, pênalti não é pênalti, impedimento não é impedimento??? O espírito esportivo baseia-se na lisura, na probidade, na ética, no “vença o melhor”. Quando um erro de arbitragem define o resultado de um jogo, pra mim isso não é justo e fere a dignidade do esporte em si e fere a minha inteligência. Fere ainda a minha admiração pelo esporte. A tecnologia existe para corrigir estes erros e deveria ser usada sempre. O futebol está na contramão de outros esportes, como futebol americano, beisebol, tênis e outros. Ainda, há outro aspecto: a crucificação de árbitros e auxiliares. Fazem papel de bobos quando erram, pois muitas vezes, pela velocidade do jogo, não conseguem acompanhar os lances. Há impedimentos de 2 metros que não é possível acompanhar devido a velocidade do lance e porque simplesmente é impossível olhar para dois lugares ao mesmo tempo. E o que dizer de quando a bola entra 1 metro e nem árbitro e auxiliares conseguem ver porque são humanos limitados? Qual o problema dos árbitros consultarem as imagens em lances duvidosos para aplicar a regra? Dizer que o erro e a polêmica faz parte do esporte porque estimula a disputa e gozação entre torcedores de times rivais é um argumento ultrapassado, de quem quer levar vantagem em tudo e descaracteriza o esporte. Pelo bem da dignidade do esporte, da credibilidade do esporte e pela credibilidade dos árbitros, a tecnologia deveria ser permitida em sua plenitude. Essa é a minha opinião e agradeço a oportunidade de expô-la.

  • Silva

    Caro André,

    Eu ainda não estou convencido sobre o uso dos recursos da eletrônica no futebol. Eu penso que o erro (quando é natural) humano, seja da arbitragem, dos atletas ou dos treinadores, faz parte do espetáculo. Razões para que eu pense assim:
    1. São muitas as situações que, mesmo com os recursos da eletrônica, não se chega a um consenso. Os impedimentos estão aí pra comprovar. Lembro que você já sugeriu uma equipe com 3 ex-árbitros e a decisão da maioria definiria o lance. Concordo, mas a polêmica continuaria, pois a divergência permaneceria e muita reclamação viria dos torcedores e dirigentes da equipe, cuja decisão foi contrária.
    2. No caso de um impedimento mal assinalado por um assistente e marcado pelo árbitro que parasse a jogada, como seria resolvido? Ou você defende que o lance continuasse e só depois de sua conclusão, fosse usado o recurso eletrônico? Imagine ainda que o goleiro defendesse e a jogada continuasse por 1 minuto até uma interrupção? Isso não mudaria a dinâmica do jogo?

    Abraços,

    psiu: Onde estão as notinhas pós-rodadas? Você nos acostumou mal.

    Hilton.

    AK: Nem todas as cirurgias cardíacas salvam a vida dos pacientes. Nem por isso se deixa de fazê-las. Um abraço.

  • Alexandre

    André, Edouard e David, vamos por partes: 🙂

    1)Concordo plenamente que o uso de imagens de TV deveria ser autorizado no Futebol. Porém, ainda não é, então a discussão deveria seguir apoiando-se nas regras atuais, e não nas que gostaríamos que fossem aprovadas no futuro;

    2) É muito chato um erro crasso como o de validar um gol de mão, concordo, mas faz parte. Os árbitros não cometem esses erros porque querem, mas porque são humanos falíveis. Lutemos então para que o uso de tecnologia seja aprovado, mas até lá, paciência;

    3) “Ele [árbitro] não pediu, mas foi informado de que houve mão na bola”. Aí você está supondo, mas o histórico deste árbitro indica o contrário. Mas ainda que ele não tenha pedido, se lhe foi informado que as imagens de TV indicavam o toque de mão, por dever de ofício ele deveria ignorar o fato. Parece absurdo o que eu disse, não? Mas é assim que funciona o Direito, não no Brasil, mas no mundo. Há uma regra clara de que provas obtidas de forma ilegal não devem ser levadas em consideração por quem julga, ainda que elas indiquem claramente a culpa do acusado. Vejam que eu estou falando de julgamentos infinitamente mais importantes que uma partida de futebol. Se não acreditam, pesquisem;

    4)”E é naquele momento que o árbitro como autoridade máxima da partida deve usar seu bom senso e decidir pela justiça, como bem o fez”. Vocês deveriam analisar a questão do que é justo ou não de forma mais ampla. Porque nesta partida a regra pôde ser quebrada, mas em todas as outras do campeonato não? Isto é “justo”? Então poderemos exigir esta postura dos árbitros de agora em diante, sempre? Ou não, só para alguns times???

    5) Não entendem que é uma caixa de Pandora. A partir do momento em que é permitido ao árbitro quebrar uma regra apenas “para anular justamente um gol de mão”, lhe é permitido quebrar outras regras, ao seu bel prazer. E se todas as regras podem ser quebradas só porque eu tenho “boas intenções”, então não existe mais nenhuma regra;

    6) Por fim, extrapolando, o argumento de vocês é exatamente o mesmo de quem defende justiça pelas próprias mãos. Você pode assassinar um assassino? A maioria diria que é “justo”, mas certamente nenhum Juiz te absolveria, só porque é “justo”…

    AK: Por favor, não extrapole. Não é o mesmo argumento, quanto ao 6): Jamais concordarei com o assassinato de um assassino. Jamais. O que quero frisar é que não concordo com sua liberdade por causa de uma tecnicalidade. Um abraço.

  • Debate muito bacana nos comentários sobre o direito,a justiça, as influências externas, enfim…
    Parabéns a todos os envolvidos!

    E, sobre o juiz, vai tomar um banho de pipoca meu camarada, pelamordedelz…

  • Alexandre

    Foi uma alegoria…
    Abraço.

  • Bruno

    Pelo visto, será necessário que alguns queimem na fogueira para que surjam faíscas que iniciem um incêncio na madeira podre e arcaica na qual estão escritas as regras sobre o uso da tecnologia no futebol.

    Aí, quem sabe, se possa colocar um tablet com algumas novas em seu lugar. Com áudio. Porque eu detesto ler contratos e regras e afins. Textos chatos demais.

  • Junior

    Sobre o comentário do Thiago, especialmente o item 3, é preciso verificar quais “faculdades de direito” levam o tema em questão para suas aulas e apresentam anásiles sobre o caos do mensalão com conclusões semelhantes à apresentada no comentário citado. Cabe a cada aluno dessas faculdades plentiar o devido reembolso de sua mensalidade (caso seja paga) e exigir a troca imediata de seus professores e coordenador de curso, bem como a reposição de tais aulas. Também é pertinente observar que o “grande professor” mencionado no comentário está passível a erros. Acompanhar o processo do mensalão em sua integra é dever de todo professor de curso de direito, dessa maneira seria possível que esses educadores constatacem todas as provas contidas nos altos, devidamente apontadas por 9 dos 11 ministros até então presentes. Acompanhar via leads de portal de internet e dai comentar, se orientar e chegar a conclusões, não parece ser a maneira adequada para tais profissionais exercer suas funções. Molestar ideológicamente alunos em faculdades também é tão imoral quanto o caso em si, afinal os objetivos são os mesmos, apenas os meios é que são diferentes.

  • Nilton

    Andre, vc lembra de um lance (acredito que foi em 2010) em que foi marcado uma infração, porem o bandeira viu pelo telão que a marcação esta equivocada e chamou o arbrito que ao conversar com o Bandeira decidiu manter a marcação por não ser permitido inteferencia externa.
    Não esta na hora dos chefões que define as regras começar a assistir NFL e NBA, talvez consigam visualizar como é bom um resultado justo e limpo. Mas aim teria uma porrada de comentaria tendo que se atualizar/aprender sobre esquema de jogo e outras coisa que faz parte do jogo.

  • nuno

    Bom, talvez o árbitro não tenha sido informado assim, tão sem querer, como alguns colegas do blog expuseram em seus comentários: http://blogs.lancenet.com.br/deprima/2012/10/30/arbitros-dizem-que-colegas-apitam-com-ajuda-da-tv/

    nem acredito que o Francisco Carlos do Nascimento tenha feito isso, se realmente ele for usuário desse esquema que aponta a matéria no link, para prejudicar o Palmeiras, muito pelo contrário, acredito na versão de que os que usam tal recurso, assim o fazem para evitar erros que possam lhes causar punições, e não na intenção de prejudicar um time em particular.

    os colegas que colocam o termo “justiça” em seus comentários se esquecem apenas que a justiça deveria ser igual a todos, em todas as situações, para que aí a palavra cumpra seu significado, o que não é o caso, já que demais marcações polêmicas em outros jogos não foram passíveis de remarcação após o replay mostrar o erro cometido pelo árbitro.

  • Edouard

    Alexandre,

    SE você é do Direito, suponho que ainda ocupe os bancos da academia.
    Isso aqui não é processo. E é jutamente por isso que a regra – destinada à proteção do réu contra o abuso do Estado (CF/88, art. 5º, LVI), diga-se – somente se aplica a “julgamentos infinitamente mais importantes que uma partida de futebol”.
    O problema não é de prova – porque de prova não se trata – mas de procedimento. Se o uso das imagens de TV configurasse prova ilícita, nenhuma denúncia processada no STJD seria instruída com elas.
    O árbitrou tomou conhecimento, por elementos externos, que o gol foi ilegal. Concordo com quem diz que ele não procurou, voluntariamente, saber disso simplesmente porque a balbúrdia na beira do campo foi suficiente para que o delegado da partida e o 4º árbitro tomassem conhecimento da irregularidade.
    Aí é que vem o ponto: ele se viu entre manter a marcação de um gol que sabe ilegal (e, portanto, antijurídico, formal e materialmente ilícito, não apenas injusto) ou violar a regra que proíbe a adoção de mecanismos externos para auxiliá-lo na decisão.

    E eu quero que alguém me diga por que a Regra nº 12 é menos importante do que a Regra nº 5. Por quê? Por que?, principalmente sabendo-se que o gol foi, inquestionavelmente, feito com a mão.

    Um abraço.

  • Marcelo

    Perfeitos os argumentos do Alexandre!
    Por favor, extrapole!

    AK: Você pode achá-los perfeitos. Só não pode concluir o que eu não escrevi, e não penso. Um abraço.

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