CAMISA 12



(publicada ontem, no Lance!)

UNIVITELINOS

A propósito do texto (“Hackers”) publicado na contracapa deste Lance!, na última segunda-feira, a coluna recebeu um email do superintendente executivo do Comitê Olímpico Brasileiro, Marcus Vinicius Freire.

A mensagem apontava um erro de informação nas linhas que trataram o furto de documentos eletrônicos dos organizadores de Londres 2012 como obra de funcionários do COB. Argumentava que os envolvidos no escândalo trabalhavam para o Comitê Organizador Rio-2106. COB e CoRio-2016 são empresas distintas, com pessoal e objetivos diferentes. Fatos.

Dissociá-los, no entanto, é tratar com benevolência a inegável intenção de confundir. A começar pelo comando. Ambas as siglas são dirigidas pela mesma pessoa, Carlos Arthur Nuzman. O presidente do COB acumula o cargo de presidente do CoRio-2016, contrariando o expediente adotado por seus antecessores, que separaram as funções justamente para evitar conflitos de interesses.

Nuzman não é o único a jogar nos dois times. A revelação (pelo blog de Juca Kfouri, no portal UOL) de que semelhante roubo de informações confidenciais se deu, em 2006, no Comitê Organizador dos Jogos Panamericanos do Rio de Janeiro, apresenta mais uma evidência da simbiose entre os “distintos” comitês.

O único demitido no episódio do Pan chama-se Rodrigo Hermida (hoje é funcionário do COL-2014, veja só), que atuava sob supervisão do argentino-canadense Mario Cilenti. A experiência adquirida na organização de eventos esportivos rendeu a Cilenti, em 2004, um convite de Nuzman para trabalhar pelo Rio de Janeiro. Passou pelas áreas de planejamento, serviços e depois foi subsecretário geral de operações.

Após o Pan 2007, surpresa!, Cilenti foi trabalhar no COB. Foi diretor técnico da candidatura aos Jogos de 2016 e diretor de relações internacionais. Hoje, ocupa a posição de Diretor de Relações com Comitês Olímpicos e Paralímpicos Nacionais e Vila Olímpica do CoRio-2016. As informações estão disponíveis no site oficial (rio2016.org).

CoRio-2007, COB, CoRio-2016… nomes diferentes, mesmo comando, mesmo DNA. Como queríamos demonstrar.

DERROTA

Engana-se quem vê a monumental lambança acontecida na NFL – num lance em que a arbitragem errou no campo e errou ao analisar o replay – como uma prova da ineficiência da eletrônica. De nada adiantam os recursos de vídeo se aqueles que os utilizam não sabem o que estão fazendo. O caso expõe de forma definitiva o baixo nível dos árbitros que atuaram até agora na temporada da NFL. Nem mesmo várias câmeras de TV puderam salvá-los.

VITÓRIA

Contando o título de ontem, a dupla Neymar e Ganso deu ao Santos seis troféus. Três campeonatos paulistas, uma Copa do Brasil, uma Copa Libertadores da América e uma Recopa Sulamericana. Sim, Ganso disputou o primeiro jogo contra a Universidad de Chile e é tão campeão quanto os ex-companheiros. A impressão que ficou é a de que eles passaram pouco tempo juntos, mas não é fácil encontrar outra dupla com tantas conquistas.



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