COLUNA DA TERÇA



(publicada ontem, no Lance!)

PAZ NO APITO

Alguns anos atrás, um grande time paulista sentiu-se prejudicado pela arbitragem numa derrota em casa. A primeira providência da assessoria de imprensa, rápidos minutos após o final do jogo, foi um pedido para que os repórteres se posicionassem para o pronunciamento de um componente da diretoria.

O dirigente chegou sem demora. Microfones à disposição, o semblante sério foi se transformando na medida em que suas palavras expressavam descontentamento com a atuação do árbitro. O rosto se avermelhou como se faltasse ar. Ao repetir, três, quatro vezes, que seu clube não toleraria em silêncio “ser roubado” daquela maneira, as veias do pescoço se insinuaram. O tom de voz se elevou, perdigotos alçaram voo.

O pós-jogo transcorreu normalmente, com ocasionais – e bem mais calmas – reclamações do técnico e jogadores sobre erros do apito. Horas depois do depoimento inflamado do diretor, alguns jornalistas o encontraram deixando o estádio. O comentário sobre seu estado de ânimo era obrigatório. A resposta foi surpreendente. Sorrindo, o dirigente disse algo como “às vezes a gente precisa fazer um espetáculo, pois senão fica muito fácil para um árbitro vir aqui e fazer isso”.

Há muito por trás de certas condenações públicas do trabalho de um trio de arbitragem. Desviar a atenção de falhas cometidas pelo próprio time, para aliviar a pressão por resultados. Satisfazer a indignação do torcedor, cínica demonstração de representatividade. Condicionar as arbitragens posteriores, de modo a equilibrar a balança de prejuízos e benefícios dos campeonatos. Claro que há manifestações espontâneas, honestas. Mas aquelas que se distanciam do elemento natural de quem reclama são interpretações que perseguem um objetivo.

O discurso de que “todo mundo faz isso” (Muricy Ramalho talvez seja exceção) é prevalente. De tal forma que há dirigentes e treinadores que formulam verdadeiras estratégias de comunicação. Acreditam que é preciso ter desempenho em entrevistas coletivas, que é possível interferir no tratamento que suas equipes receberão dos árbitros. Esquecem que a pressão sobre a arbitragem é uma das causas dos erros que acontecem em todos os jogos.

O jogo de futebol superou, há muito tempo, a capacidade de mediação de três seres humanos. As diferenças entre o campo e a televisão evidenciam a penúria de quem tem de apitar. E o coronelismo que rege os departamentos de árbitros no Brasil mantém as coisas como estão. Juízes e assistentes trabalham receosos, temem por suas carreiras. A geladeira, sinônimo de constrangimento e prejuízo financeiro, pode estar ao final de cada rodada. Profissionalismo e independência não interessam aos donos do apito, que agem como donos de restaurantes. O serviço está ruim? É só trocar o gerente.

É falso o argumento de quem rejeita os benefícios e pede apenas justiça de critérios e decisões. Fosse assim, haveria reclamação indignada dos erros a favor, algo inédito nas manifestações de dirigentes e técnicos. Sim, é pedir demais. Mas evitar o tema, como norma, talvez não seja.

A jurássica arbitragem de futebol já tem problemas em excesso.



  • Gomes

    Perfeito André. Normalmente as revoltas são pensadas. A reclamação de hoje é a ajudinha de amanhã.

  • Edouard

    É isso.
    Arbitragem ruim é um risco do negócio a que se sujeitam os clubes, e existe no mundo todo. O que não se pode admitir é a paralisia diante dos evidentes problemas orgânicos. Nós temos uma cultura (não sem razão) de desconfiar que tudo é maracutaia, safadeza, esquema e falcatrua. O comportamento institucional de quem organiza a competição deveria ser o de adotar medidas que pudessem afastar essas impressões, e tenho certeza que melhor organização resultaria em incidência menor de erros.
    Em regra, acho que os equívocos acontecem quer por incapacidade técnica dos assopradores, quer porque embora tecnicamente aptos, trabalham sobre enorme pressão.

    No mais, não posso deixar de notar que suas colunas não raro ecoam discussões fomentadas aqui no seu blog. Mérito seu.

    Um abraço.

  • Desculpe-me André mas, quando em um jogo um Árbitro tem problemas de interpretação apenas contra uma das equipes, há que disconfiar. Que os Árbitros são mal preparados e sofrem muita pressão não resta a menor dúvida. No entanto, as reações que ocorrem, vão muito da arrogância e prepotência dos próprios Árbitros (e também dos comentaristas de Arbitragem – ex-Árbitros). Se eles fossem mais humildes e assumissem publicamente os seus erros, certamente esta pressão diminuiria e o trabalho deles tornar-se-ia menos complicado.

  • Teobaldo

    Post totalmente desnecessário, uma vez que o único time comprovadamente roubado todas as semanas é o meu!!!!

  • Teobaldo isso é nome ou apelido porque além do nome o comentário tb é tosco!!!!!!!!!!!!!

  • Rafael

    Vasco x Fluminense foi ridículo!

    Gol do Fred, tiro livre indireto no lance da mão dentro da área (o que impediria o primeiro gol do TN) e falta do Edinho na barreira do Vasco no segundo gol. Mas só do cara anular o primeiro gol do Fred já muda todo o placar.

    Dúvida: enquanto a bola estiver na marca da falta, ou seja, fora de jogo, os jogadores podem se empurrar? Não é a primeira vez que isso acontece. No jogo do campeonato brasileiro do ano passado, salvo engano, o Willians empurra os jogadores do Inter na barreira e o R. Gaúcho se benficia da mesma estratégia.

    Abraço,

  • Aimebek

    Concordo que os árbitros são limitados com relação a percepção, então que se use o auxílio da tecnologia para que tais lapsos não mudem o resultado do jogo e até de um campeonato, pois alem de estarmos falando de esporte, por trás de tudo existe um negócio com altos investimentos, salários e patrocínios.
    Outros esportes estão recorrendo a tecnologia e estão se dando muito bem, pois o torcedor vê mais credibilidade.
    O futebol do jeito que está, dá margem às dúvidas e deixa uma porta aberta para a corrupção, pois ninguém é cobrado pelos erros.
    Imaginem o Cesar Cielo perdendo uma prova com vários árbitros manuseando um cronômetro analógico e aí no dia seguinte ele vê na televisão que foi o primeiro e ainda bateu o recorde mundial. O quanto se perdeu com tempo de preparação e quanto se perderá com prêmios e patrocínio.

  • Marcos A. Metzker

    Gostaria de me posicionar a respeito do Assunto, dando uma pequena sugestão…….
    Por que não colocar três arbitros dentro de campo. Por que tem que ser apenas um juiz para segurar vinte e dois marmanjos tentando ludibriá-los.
    Exemplo: o Futsal, naquele tamanho tem dois árbitros……!!!!!!!
    Para que deixar aqueles dois árbitros na linha de fundo, se nem ao menos podem apontar o penalti ou a falta…….coloque-os dentro das quatro linhas, dê responsabilidade a eles, pois assim, os erros não cairiam sobre as costas de apenas um árbitro.

  • Willian Ifanger

    Preciso, como de costume.

  • Raphael Miranda

    Excelente ponto de vista André Kfouri, e otimo texto tb. Abraço a todos.

  • Vaz

    O maior problema é jogar tudo na vala da safadeza, da simulação e da insinuação. Além de jogadores artistas que vão desde o craque até o perna de pau.
    Muricy então me desculpe mas tirar ele desta história, é um dos técnicos que mas reclamam ao lado de Luxemburgo e Felipão (este então sem comentários) e depois faz cara de nada com isso quando leva vantagem. Tem dúvidas? Muricy no penúltimo clássico depois de erro absurdo da arbitragem que não marcou 3 impedimentos seguidos na mesma jogada, ficou quietinho pois levou vantagem né? Atenção isto ocorre com todos os times sem excessão.
    Hoje a maioria dos nossos atletas estão mas preocupados em cavar faltas, simular, jogar-se espetacularmente em cenas que parecem um triplo twist carpado (ganharia medalha de ouro na certa) e levantam violentíssimos com dedo em riste na cara do juiz ou auxiliar, lançando palavrões, insinuações e muitas vezes até chutões quando não entram na deles.
    Temos ainda o dirigente safado que ao primeiro sinal de erro já lança insinuações sobre compra de árbitros, sobre o chefe da arbitragem, da CBF, do time adversário, de esquemas, roubalheira (o jogo do Cruzeiro foi emblemático com o juiz sendo chamado de ladrão insinuações que alguém quer prejudicar o time dele, este alguém que é uma entidade sem forma, sem nome, sem cor, sem nada pois não existe mas acham que é bonito lançar insinuações). Quando ouvimos estes caras, chegamos a conclusão que nunca houve um campeonato honesto na história do futebol brasileiro a excessão daqueles que seu time venceu. Em certos momentos a coisa beira o grotesco parecendo mais assunto de tribunais criminais do que jogo de futebol e o que acontece? Nada.
    Árbitros tem que passar por canalhas, cafajestes, ladrões, bandidos sujeitos a toda sorte de difamações e xingamentos absolutamente calados pois caso contrário sofrem represálias. Já o dirigente ou jogador quando pego na malandragem, técnico que entra em campo para peitar juiz e dirigente para bater e falar bobagens, são julgados quando constam na súmula, levam meses de suspensão e depois acabam com redução da punição a meros 2 ou 3 jogos e já são benefíciados por efeito suspensivo e não acontece nada. Como cobrar arbitragens sem erros em uma ambiente deste? Será que dá para ser sério? Na Europa já vi erros de árbitros mas lá ninguém ou muito raramente jogador, técncico ou dirigente faz o que fez no Brasil pois corre o risco de levar 1 ou 2 anos de suspensão sem choro nem vela, agora aqui….
    Tudo isto apoioado por torcedores (quando se acham prejudicados ou quietinhos quando levam vantagem) e muitos amiguinhos da imprensa que estão mais interessados na polêmica. Todos somos vítimas e talvez explique o circo que nosso futebol virou e a desonrosa colocação que estamos no ranking da FIFA. A continuar assim podem mudar o presidente da CBF, o técnico da selação, os jogadores e nada vai mudar. Só mudará o dia em que o torcedor não aceitar mais estas empulhações.

    AK: O que está escrito é que o Muricy não tem o costume de reclamar de erros dos árbitros. Um abraço.

  • Evandro

    Perfeito post André, brilhante como sempre, e comentários em altissimo nível, isso que deve realmente ser abordado, infelizmente tem gente que quer gerar polemica. Espero que o senhor Mauro César Pereira tenha lido os posts, pois para ele parece que os Árbitros brasileiros são o câncer do futebol nacional, vai ver é por causa deles que o Brasil ocupa a pífea, ridicula posição no ranking da fifa….

  • Rodrigo CPQ

    AK, concordo em quase tudo. Mas o Muricy é dos que mais reclamam de arbitragem. Sempre ouço pós jogo e vira e mexe o cara tá falando dos árbitros que pegam leve com quem marca o Neymar…

    AK: O ponto é que ele não tem o hábito de reclamar de erros. Um abraço.

  • Marcos Vinícius

    Falando de arbitragem tendenciosa…

    No ano passado,no jogo Vasco 2×1 Fluminense,pelo segundo turno do Campeonato Brasileiro,Fred fez falta em Renato Silva,empurrando o jogador do Vasco e ficando livre para fazer o gol tricolor. Na final da Taça GB deste ano novamente Fluminense e Vasco,e muita reclamação da parte do Vasco por um pênalti duvidoso e uma arbitragem extremamente tendenciosa. No último domingo,Flu e Vasco de novo. Desta vez foi bem mais acintoso,o primeiro gol tricolor nasceu de um pênalti não marcado,um braço na bola do lateral tricolor Carlinhos. Na sequência da jogada falta em cima de um jogador vascaíno,e culminando com o primeiro gol tricolor. No segundo gol Edinho empurra a barreira,ele não usa o corpo,usa o braço para tirar a barreira do lugar e dar o espaço necessário para Thiago Neves bater ali a falta que decretou a vitória do Tricolor.

    Se você não acredita em coincidência,tudo bem.

    Mas não é estranho o fato que nas três ocasiões o árbitro era Marcelo de Lima Henrique?

  • a maior decepeção da minha vida em relação ao futebol foi ouvir um juiz dizer que tentou roubar o santos futebol clube e não comceguio pois os moleque estava inposivel e a cbf mandou repetir o jogo para que o roubo se cosumace. em 2005 fomos descaradamente roubados na final do rio sp e o juiz marcio resende de freitas recebeu premio como melhor arbitro do campeonato vergonhosamente.esta semana luiz felipe escolari deu entrevista sitando as mudança que forão feitas na arbitragem por protesto de um time nem sequer cometarão sua entrevista pois sabia o que ele setava falando ex-que um da queles comentarista do boteco da band disse nem um time grande ganhou este final de semana. vergonha para o espote brasileiro.

  • Willian Ifanger

    André, pegando gancho nesse assunto, você chegou a assistir o primeiro episódio de “(fdp)”? Achei sensacional!

  • RENATO

    Perfeito.
    QUASE perfeito.
    Muricy começa o discurso com a frase “não falo sobre arbitragem”…mas em seguida, diz que tal lance, que teria o prejudicado….”mudou a historia do jogo”.
    Prefiro quem diga as claras o que pensa e não tentar fazer um tipo de bom moço, que não corresponde com a realidade…MUITO LONGE da realidade.
    Como MR tem sido vitorioso nos últimos anos, é claro que se ouve menos reclamação dele. O “choro” é prerrogativa do perdedor. E por aqui, TODOS são maus perdedores.
    Infelizmente como alguém já disse, a reclamação de hoje é a ajudinha de amanhã.
    Cavar falta ganha jogo, catimba, simulação…e reclamação também….além dos fatores extra-campo. É triste mas é assim.
    Abraço.

  • Gerson

    Desculpe-me mas de acordo com vosso texto frases como: “Futebol não é só futebol” e “Enquanto este cara estiver ai o Atletico Mineiro jamais será campeão”(Ricardo Teixeira), “Aquele campeonato que nós ganhamos roubado”.(Dualib) seriam meras ficções. O texto é bom mas nos trata como “inocentes extremos”.

    AK: Creio que há alguma confusão.

  • Gerson

    Confusão? André você é um profissional do mundo esportivo que de mim recebe o maior respeito. Mas guarde o microfone e as ferramentas de gravação, aproxime-se para uma conversa informal com pessoas do meio e perceba o que pensam em relação a times tidos como “pequenos ou de menor representatividade” quando do enfrentamento com os grandes clubes do Brasil. É muito comum ouvir coisas depois dos jogos como “nós sabemos como o futebol funciona….”

    AK: Eu converso de maneira formal e informal com “pessoas do meio” praticamente todos os dias. Sou a favor da profissionalização da arbitragem e de sua independência da cartolagem (como está no texto). Também sou favorável ao uso da tecnologia para auxiliar o apito. Meu ponto é que resultados de jogos e campeonatos devem ser decididos pelos jogadores e pelo que acontece dentro do campo. De modo que frases como “nós sabemos como o futebol funciona…” deixem de ser ditas com viés conspiratório. A coluna trata da forma como treinadores e dirigentes utilizam entrevistas para reclamar sistematicamente de erros dos árbitros e assistentes. Se há desonestidade e “esquemas” em aplicação a cada rodada, deve ser algo muito mal planejado, pois todos se sentem prejudicados. Um abraço.

  • Rafael Ferreira

    Para Marcos Vinícius,

    Cara, sinceramente, não entendo pq todo clássico que o Vasco joga esse Marcelo de Lima Henrique que apita. Saiu uma vez na internet uma foto dele que, supostamente seria de uma rede social, com a camisa do Flamengo. Não costumo acreditar em tudo que está na net, mas se eu fosse responsável pela escalação de um árbitro, jamais colocaria um cara que mesmo acertando a maioria dos lances vai ser perseguido. Não creio muito em benefício ou perseguição de certos clubes, mas pq sempre esse cara? Não fazem para prejudicar o Vasco, até pq ele erra para os dois lados sempre. Só pode ser burrice ou falta de opção mesmo!

  • Teobaldo

    Prezado AK, em sua resposta ao Gerson, “li o que não estava escrito” (cara, eu gosto desta expressão) e o texto ficou assim: “….A coluna trata da forma como treinadores e dirigentes utilizam entrevistas para reclamar sistematicamente de erros dos árbitros e assistentes APENAS QUANDO O ERRO OCORRE CONTRA O TIME DELES.

    Seria isso?

    AK: Exato. A coluna é clara quanto a isso, não? Um abraço.

  • Dorival

    Planejar é uma atividade técnica. Envolve a definição de objetivos, a identificação de obstáculos, a projeção de custos, o cálculo dos recursos disponíveis e a elaboração de projetos.
    Quem no futebol sabe fazer esta simples tarefa, somos os campeões de levar vantagens em tudo, quando um país pensa assim NINGUEM LEVA VANATAGEM EM NADA.
    O grande problema esta no mau caráter do brasileiro e isto levara muitas gerações para mudar se começarmos agora quem sabe lá pelo ano 2050 teremos alguma mudança caso nada seja feito é mais fácil o mundo acabar que esta situação mudar.
    Quem esta fazendo alguma coisa para estas coisas mudarem os políticos?
    Infelizmente o nosso povo e seus governantes em todos os níveis são desonestos a prova e o presidente da CBF roubando a medalha.
    O que esperar de um como este, o mesmo que fez o outro que já foi tarde. Que se pode esperar de um povo que fura fila, rouba cabo, o cara tem vinte anos e continua passando por baixo da roleta, gente se passando de velho para não pagar condução, os políticos não vêem da Lua ou Marte.

  • cosme

    nem mesmo o sr. muricy ramalho,mas concordo com todo oresto,fala se da arbitragem brasileira como se a arbitragem na europa e argentina só para citar 2 exemplos fossem melhores,mas o que se faz aqui é justamente justificar a incompetencia e bandalheira de nossos clubes,MAS os nossos torcedores MERECEM isto e muito mais pois compram estas historias e ficam se mutuamente acusando e reclamando de favorecimento alheio,mas ir direto ao cerne da quetão que é a incompetencia do proprio time,dirigentes,tecnicos e jogadores nem pensar…

  • Marcos Vinícius

    Rafael Ferreira:

    Cara,prefiro acreditar que escalam geralmente o mesmo árbitro por o considerarem (e não me pergunte quem considera isso) um bom árbitro. Disciplinador ele é,e muito,não aceita reclamação exagerada,pune com severidade as jogadas mais ríspidas,mas tecnicamente falando ele está no mesmo nível da maioria dos árbitros do RJ,que é bem baixo.

    Mas a gente pode escolher,ou o Marcelo de Lima ou o Péricles Bassols,o mesmo que apitou os dois jogos entre Vasco e Flamengo no Brasileiro do ano passado.

    Lembra o que ele fez?

    Mudando de assunto…

    1) Não vejo a menor possibilidade de termos uma confederação de árbitros independente da cartolagem.A direção das federações e confederações são indicações políticas,sempre ligadas ao futebol.Como separar uma da outra?

    2) Sou a favor de que sejam implantados alguns itens que auxiliem o(s) árbitro(s),mas nada deve tirar a soberania do árbitro em campo.Sou contra,por exemplo,que tenha uma cabine monitorando o que acontece no jogo e soprando no ouvido do árbitro o que ele deve fazer.As decisões tomadas pelo árbitro não devem,na minha opinião,sofrer influência externa,pois a partir daí não seria uma decisão dele,e sim de uma equipe.A decisão deve ser SEMPRE do árbitro,que deve ser imparcial e coerente

  • Teobaldo

    Seu texto é claro como água… para quem quer entender. Interessante é que esse “modus operandi” dos treinadores se reflete, de modo geral, em nós torcedores. Por isso minha primeira mensagem “… o único time comprovadamente roubado todas as semanas é o meu…” Fui taxado de tosco e quase chorei… de rir, naturalmente. Um abraço.

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