COLUNA DA TERÇA



(publicada ontem, no Lance!)

MANO E “A IMPRENSA”

O efeito do analgésico ainda não se fazia sentir, a dor de cabeça incomodava. A Seleção Brasileira tinha acabado de vencer uma Suécia genérica em Estocolmo, mas o assunto era o México. Mano Menezes aproveitou sua entrevista coletiva pós-jogo para oficializar um sentimento. “Faço um apelo a vocês (jornalistas) que formem boas opiniões. Às vezes, o que vocês publicam parece até um desrespeito. Uma coisa é criticar o desempenho. A outra é torturar pessoas por conta de uma derrota. Podemos retomar o caminho mais saudável”, disse o técnico.

Mano não disse exatamente a que se referiu como “tortura” por causa da final olímpica perdida dias antes. E se o caminho mais saudável – aquele em que críticas levam em conta apenas o aspecto profissional – deveria ser sempre escolhido, é surpreendente que o treinador da Seleção tenha objeções a respeito da forma como seu time é tratado.

A comparação com o período de Dunga é inevitável. Mais do que isso, ela é a origem da antipatia de quem vê Mano como um “protegido da imprensa”. Cobrança injusta, diga-se, pois é evidente que o técnico atual nada tem a ver com os problemas do anterior. Dunga teve atritos diversos com “a mídia” por razões que vão desde a incompreensão de uma pergunta (e a demonização do perguntador) numa coletiva até o confronto direto com desafetos. Enxergava segundas e terceiras intenções em questionamentos simples e acreditava que “a imprensa” trabalhava para prejudicá-lo porque ele tinha desativado o sistema que privilegiava certos grupos na cobertura da Seleção. Dunga sentia-se incompreendido e não se preocupava em compreender. Claro que, como em toda relação fraturada, a responsabilidade precisa ser dividida. Mas a carga de tensão que Dunga levava para o contato com jornalistas era desnecessária.

O desgaste não impediu que a análise daquela Seleção fosse feita com profissionalismo por quem leva o ofício a sério. Mas o clima pesado, com exageros dos dois lados do balcão, alterou a percepção de boa parte do público. Dunga não resistiu à eliminação na Copa da África do Sul, o que reforçou a convicção de que foi vítima. Esquece-se de que a substituição da comissão técnica após um Mundial, e especialmente após um fracasso, é algo corriqueiro.

Com Mano, a conversa se dá em outro tom. O fluxo de comentários é menos ruidoso, o técnico não costuma se irritar ao microfone, tem mais habilidade para lidar com perguntas. O que não significa que seu trabalho deixe de ser criticado, ou que não se leve em conta que seus resultados – na comparação dos dois primeiros anos – são piores do que os de Dunga. Mas a parte da opinião pública que defende a demissão de Mano quer que “a imprensa” trabalhe por ela. E a julgar pela declaração após os 3 x 0 sobre a Suécia, Mano parece acreditar que o trabalho está em curso.

A imprensa não se reúne para assumir uma posição institucional sobre determinado assunto. Cada jornalista é responsável pelo que diz e escreve. A maior ameaça ao trabalho de Mano é quem decide sobre sua continuidade.



  • Anna

    Perfeito, André! Muito bem escrito! Grande abraço, Anna. ps. Hoje é niver do Vasco, 114 anos de história e tradição. Não podemos deixar que o time naufrague! #Vasco114anos

  • Meu caro, você acabou de falar tudo: Jornalista sério, o problema é que 80% não vale o que escreve. A verdade é que Sacrosanto império da imprensa e seus sindicatos e espírito corporativo não admite que erra e erra muito. O que vejo hoje aliado a figuras grotescas de ex-jogador que não comenta, não passa de boleiro são verdadeiros fofoqueiros, mais da metade do que escrevem não passa de mentira e diz que diz. Estou cansado de assistir e ler jornalista e pseudos comentáristas indiretamente estimulando rixas, inimizades, humilhações de técnicos, jogadores e juizes utilizando-se de massacre contra quem julgam não ser adequado a um time ou seleção. Se o sujeito não se submeter a entrevistas em programas enfadonhos, doar camisas autografadas para os amigos dos amigos, não participar de churrascadas ou virar coonfidentes dos caras, deixa de ser queridinho e passa a ser detonado.
    Críticas são sempre negativas e destrutivas resvalando para o lado pessoal. É assim com a Seleção, foi com Dunga, é com técnicos de alguns clubes e muitas vezes com os prórpios clubes.
    Alguém ai aguenta Neto, Denilson (lamentável), a tal apresentadora a tal da Fan ou coisa que o valha (só fala besteira e gosta de ridicularizar clubes e jogadores se mantém apenas por seus dotes físicos e mais nada),Milton Neves ( e depois falam do mala do Gavião Bueno) figurinha que prefiro não comentar e por aí vai, é só procurar todos os dias na TV e Jornais e lá estão eles com suas campanhas e estimulando raivas e ódios entre torcedores e dirigentes. Hoje o comportamento de atletas e dirigentes entre sí é de chorar.
    Meu caro sabia que renovação de seleção não ia dar em nada. Podem colocar quem quiser que não dá jeito pois quem quer escalar e convocar é a imprensa. Se não convocar os 150 atletas que leio por aí (pois é cada um tem sua lista de convocados e raramente os 22 são os mesmos) é burro, tá levando dinheiro, incompetente etc. para ficar nas atribuições comportadas isto quando a coisa é escárnio mesmo, desmoralização da pessoa do técnico. Proponho o seguinte: Acabem com aseleção brasileira pois parece que virou um extorvo para a imprensa e certos técnicos queridinhos (grosseiros e mal educados mas que confundem com opinião, temperamento, infelizmente o cara é ignorante mesmo e trata jornalidtas pior que o Dunga mas não sei o que acontece tem muitos que ficam calados.

  • Luiz Marfetan

    Eu queria ver sé alguém com vergonha na cara engoliria o que Dunga engoliu depois da copa de 90, que foi devidamente batizada de “Era Dunga” por quem? Pela globo, como sé só ele fosse o culpado daquela derrota, é foi contra eles que Dunga bateu de frente (de peito aberto) e perdeu. Apesar de ter sido muito, mas muito mais eficiente que Parreira, que prima por agradar Gregos e Troianos é esteve 4 anos mamando na teta da famigerada cbf e deu no que deu. Dunga era grosso, bronco? Era sim, mas nunca vi, ouvi ou li alguém que o defendesse. Caiam de pau nele!! Quem nega?

    AK: Eu. Você cai no mesmo erro de quem acha que “a imprensa” é uma coisa só. Creio que o texto seja claro quanto a isso. E comete outro erro: Dunga não foi mais eficiente que Parreira. Ambos ganharam a Copa América, a Copa das Confederações, classificaram a Seleção para a Copa do Mundo e foram eliminados. Voltando a Dunga: não sei qual é o jornalismo esportivo que você consome. A minha cobertura do período de Dunga na Seleção está disponível nos arquivos do blog. Um abraço.

  • Paulo

    Ao jornalistas que entendem tudo de futebol deviam serem tecnicos de futebol com certeza um Mourinho ganha mais que qualquer jornalista ou não ? Felipão é um pessimo técnico e ganha R$ 700.000,00 será que os que criticam gente como ele ganha isto , inveja mata midia especializada.

  • Paulo

    Todos comentaristas que tentaram ser técnicos fracassaram……..ou seja fala é fácil dificil é fazer…….teoria e prática não é a mesma coisa……tenha uma boa tarde genios da imprensa,o que seria de vocês sem eles pra criticarem voces se merecem sem uns não existiriam os outros,então pega leve néééééééééééé´….tem coisa mais horrivel que ver galvão…milton neves..neto…denilson…renata fan….belas na rede…..kajuru….e outros arghhhhhhh

  • leonardoatleticano

    André, assim como o Dunga era dono da verdade e radical, a imprensa toma o mesmo papel.
    Nunca vi curso mais completo que o jornalismo, a pessoa se forma jornalista e já se torna Doutor em qualquer matéria que venha a trabalhar. Nunca se pode contestar, discordar jamais, ou aplaudimos ou ficamos calados.
    Essa questão do Dunga, não há um ser não jornalista que não perceba a diferença brutal de diferença na análise dos desempenhos. Não estou falando de cordialidade e educação. É claro que o Mano é muito mais polido , trata melhor e é melhor tratado.
    Dunga era obrigado a ser campeão de tudo, não havia perdão para tropeços. Até Copa do Mundo era obrigação, quando da eliminação do Brasil, o que mais se ouvia era a euforia da imprensa pelo ” eu já sabia”. Com Mano, a coisa é bem mais suave.
    O mérito é do Mano por sua boa política, mas a diferença na análise e brutal.

  • Andre Luiz

    André sobre o comentário do Luiz Marfetan, sabemos bem que boa parte do jornalismo brasileiro atua de forma correta, contudo não dá pra negar o fato que a repercussão é gigantesca e infelizmente a rede globo domina a informação, coloca da forma que lhe convém e aproveita do total dominio de audiencia para criar opiniões.

  • Texto muito bacana André, parabéns!

    Sobre o Mano, penso que ele está fazendo um bom trabalho. Tem tido coerência, tira o melhor de uma geração muito talentosa (não consigo concordar com opiniões que dizem que Neymar, Ganso, Oscar, Leandro Damião, Lucas, formam uma “safra de jogadores” ruim…) mas ainda inexperiente.
    Se algum outro entrasse faria algo de muito diferente, revolucionário?
    Acho que não.

    Torço muito para o Kaka voltar ao seu melhor. Penso que ele ajudaria muito o time.
    Porque o grupo é bom. Mas ainda não tem time. E penso que para 2014 ainda não terá.

    Torçamos!

  • Primeiro parabéns pelo post!

    Sabe o que eu realmente não entendo André, o privilégio de perguntas tão açucaradas a Mano Menezes e perguntas tão provocantes na era Dunga!
    NInguem questionou o porque a comissão técnica negou o pedido do PSG para visitar Lucas e assinar o contrato e fazer exames médicos e tão fácilmente liberou o Oscar e o Chelsea a se encontrarem na concentração, liberou o mesmo para fazer exames médicos e todos os privilégios dados ao jogador, empresário e Chelsea. Seria pelo motivo do empresario do atleta Oscar pagar “taxinhas” ao Mano e Andreas Sanchez?

    Ninguem questionou o fato de Mano Menezes ter colocado o Lucas, aos 88 min. em claro sinal de punição ao atleta, mediante o fato de somente apos o Presidente Marin EXIGIR que o PSG assina-se com Lucas, violando a clara ordem de Andreas Sanchez e Mano Menezes de não deixar Lucas assinar o contrato?

    Ninguem questiona o Mano em nada, são sempre perguntinhas tolas, bobinhas, quase que fazendo afago no ego do pau-mandado Mano Menezes… Que me desculpe quem adora fazer afago no ego, para manter o emprego, mas o Mano Menezes não tem a minima condição de dirigir a seleção, o trabalho dele é mediocre… assim como o trabalho de muitos jornalistas lustra-bolas.

    Quem irá questionar Mano Menezes?

    AK: Você fez afirmações que não pode provar, como as sobre as “taxinhas” e sobre “não deixarem” Lucas assinar o contrato. Quanto a Mano ser questionado, quero lembrar que ele esteve recentemente no Bate Bola da Espn Brasil. Durante o programa, respondeu perguntas sobre vários temas, inclusive sua relação com empresários. Um abraço.

  • Dunga foi bm mais do que Parreira…!Parreira teve Romário e Bebeto! O torcedor demorou muito para entender o futebol vertical do Dunga e teve que se render em 1994, com o excelente capitão Dunga! Dunga foi muito “ironizado” pela mídia, incluindo o Escobar e seu sorrisinho maroto ,e fez bem em respondê-lo ! O culpado pela eliminação na Copa 2010 foi o fJulio Cesar…! Na verdade,tais temas não servem pra nada…Gostaria,sim, de ver em discussão O PORQUE DA EXTINÇÃO DEFINITIVA DOS PONTAS! E,tome de bola pro meio e cruzamentos das intermediárias!!!

  • Bruno – SP

    Excelente texto André. Tenho certeza que vai ser melhor que seu pai, que também é um excelente jornalista. Parabéns! Como corintiano (32 anos), sou grato ao Mano Menezes. Mas na Seleção é forçoso reconhecer que ele não está bem, por várias razões que prefiro não declinar. Qual a sua opinião André, o Mano deve permanecer ou sair da Seleção? Abrs

    AK: Minha opinião está na Camisa 12 da semana passada. Um abraço.

  • Leandro Azevedo

    Temos um leitor do Blog do Paulinho na área…

    Quanto ao texto e os problemas que enfrentam os treinadores da seleção, vai ser sempre pelos resultados. Dunga foi vencedor por um bom tempo e teve sim “trégua” da imprensa até que durante a Copa quis restringir o acesso aos jogadores e foi criticado por quem achava que era merecedora de tal privilégio.

    Com Mano não é diferente… perdeu os dois torneios importantes que disputou e como qualquer treinador vai receber a pressão e críticas que acompanham os fracassos. O maior problema do Mano é a incoerência do seu trabalho – ele falava bastante em um processo de renovação, em testar jogadores e formação mas quando a corda aperta, ele esquece o que disse e tenta a todo custo apenas vencer amistosos para dar uma folga na corda que está no seu pescoço.

  • Falando de Mano, Corinthians , SE a cada erro de arbitragem ,juízes e bandeirinhas forem suspensos, o campeonato acaba! Já vi erros MUITO PIORES do que o do bandeirinha(e o Juiz,por que não marcou impedimento?) contra o Corinthians , e nem por isso foram suspensos! A arbitragem é péssima em geral !!!

  • Alexandre

    A imprensa não se reune para assumir posição institucional sobre determinado assunto, mas é notório que o Dunga, por sua postura agressiva, foi vítima de reações corporativistas de grande parte da mídia.
    Mas, ao invés de compararmos a relação entre profissionais da imprensa e o Mano com aquela que se tinha com o Dunga, poderíamos comparar com outros técnicos da seleção de histórico menos belicoso.
    Particularmente, não me lembro de um técnico tão pouco cobrado ou criticado quanto o Mano, seja pela imprensa, seja pela CBF.
    Parreira, Zagallo, Leão, Falcão, Luxemburgo, nenhum deles chegou a dois anos à frente da seleção sem conquistar resultados relevantes. Ou estes vieram antes do terceiro ano, ou o técnico foi demitido.
    Talvez seja pela compreensão de que nossos melhores jogadores hoje sejam apenas medianos, talvez seja por uma mudança cultural, talvez a Seleção Brasileira seja hoje menos importante que no passado, talvez seja pelas “boas relações” do atual técnico da Seleção, talvez seja por todos os motivos anteriores.

    AK: Os encontros, nas coletivas, eram nervosos. De ambas as partes. “A imprensa”, acredite, não tem capacidade de união para gerar “reações corporativas”. Jornalistas competem entre si. Um abraço.

  • Leonardo

    1)Concordo com o Luiz Marfetan.

    2)Mano Menezes ganhou uma Copa do Brasil e dois títulos da série B.
    Pela seleção já perdeu uma Copa América e uma Olimpíada.
    Currículo fraquíssimo para quem pretende ganhar a copa de 2014.

    AK:
    1) Em quê?

    2) O currículo do Dunga era bom?

  • Leonardo

    “Em Johanesburgo, os Estados Unidos fizeram um primeiro tempo de sonho contra o Brasil.
    Sabiam que teriam menos posse de bola, conseguiram um gol cedo (chute errado de Dempsey, aos 10′) e se trancaram atrás, em configuração de contra-ataque.
    Só precisaram de uma chance. Davies e Donovan seguiram exatamente o que está escrito no manual, e o jogador do LA Galaxy ampliou.
    O Brasil sentiu, mas não entregou os pontos. E Luis Fabiano fez, no primeiro minuto do segundo tempo, o gol que não fez (o cruzamento de Maicon desviou na zaga) no último minuto do primeiro tempo.
    Tínhamos um jogo no Ellis Park, um jogo que o Brasil controlava com autoridade e atenção ao contra-ataque gringo.
    Kaká fez ótima jogada pela esquerda e, depois que Robinho mandou de canela no travessão, Luis Fabiano (incontestável) mandou de cabeça para o gol: 2 x 2. Ficou claro que o Brasil ganharia.
    Perfeito que o gol do título tenha sido de Lúcio, que jogou muito na Copa das Confederações e se dedica à Seleção Brasileira de maneira exemplar.
    Vitória de virada, taça merecida, e atuação empolgante do Brasil.
    Foi bonito.”
    Kfury, A. Um dia após o Brasil ganhar a Copa da Confederações em 2009. Alguma palavra sobre o técnico? Qual era o nome?

    AK:

    1) Responda minha pergunta sobre o currículo de Dunga.

    2) Responda em que você concorda com o outro comentário.

    3) É KFOURI. E obrigado por copiar e colar um texto que eu mesmo escrevi.

    4) Faltou você copiar e colar os outros, e muitos, textos elogiosos a respeito da Seleção de Dunga que continham (ou não) o nome dele. Quem me lê com atenção sabe como foi minha cobertura daquele período.

  • Leonardo

    “O México não é apenas o time que fez a melhor preparação para o torneio olímpico de futebol. É também o time que menos respeita a Seleção Brasileira, e tem resultados para sustentar sua postura confiante. A média de três gols por jogo do Brasil não deve ser mantida na decisão, quando finalmente o adversário da Seleção será um dos favoritos à medalha de ouro. A terceira final olímpica da história da Seleção Brasileira não será fácil.”

    Kfouri, A. Véspera da derrota do Brasil na Olimpíada em 2012, já antecipando dificuldades para o Brasil e a grande preparação mexicana.

    AK:

    1) Responda a pergunta sobre o currículo de Dunga.

    2) Responda em que você concorda com ou outro comentarista.

    3) O nome agora está certo. Mas você continua copiando textos que eu mesmo escrevi. É alguma fixação?

    4) Obrigado por relembrar que eu estava correto quanto à final olímpica (e revelar seu completo desconhecimento sobre os times que disputaram os Jogos).

  • Bruno

    Na 1), acho que é 0. Primeira experiência do Dunga.

    Venho gradativamente perdendo interesse em acompanhar futebol e outros desportos que gostava de acompanhar, tanto por causa de meus afazeres quanto, sei lá, desmotivação. Praticamente o que consumo nesse sentido vem deste Blog e do Lancenet.

    Mas me lembro bem que, na era Dunga, embora o futebol fosse sofrível e tivesse sido adotada uma filosofia que, historicamente, ia de encontro aquilo praticado pela seleção, havia um conjunto. Um objetivo. Uma equipe.

    Uma das coisas que mais me marcaram a ponto de me lembrar foi uma reportagem ( 99% de certeza de ter sido feita aqui), mostrando como a derrota para a Holanda havia batido nos jogadores daquela seleção.

    Dunga era limitadíssimo, mas eu acredito que poucos tinha brio e, quiçá, valores como ele tinha.

    Eu gostava muito do Mano também. Achava ele um técnico mais inteligente, lembro-me de sua ascensão do Grêmio ao Corinthians, de sua fala ponderada e sensata. Mas na seleção o que vejo é que ele parece estar … diferente.

    (Nota: maldade você pedir para me lembrar de teus textos naquela época… eu muitas vezes me esqueço daquilo que fiz ontem)

  • Marcos Nowosad

    Nao sei de onde as “viuvas” do Dunga criaram esse mito de que o tecnico gaucho foi muito melhor do que os treinadores imediatamente anteriores a ele.

    Vejamos se os fatos comprovam essa “tese”, listandos os mandatos dos tecnicos da selecao do Brasil nos ultimos 20 anos:

    – Parreira – 1991 a 1994 – Campeao Mundial de 1994
    – Zagallo – 1994 a 1998 – Copa America de 1997, Copa das Confederacoes de 1997, Vice-Campeao Mundial de 1998
    – Luxemburgo – Copa America de 1999
    – Leao – Sem titulos
    – Felipao – Campeao Mundial de 2002
    – Parreira – Copa America de 2004, Copa das Confederacoes de 2005

    Portanto, tirando os confusos mandatos do Luxemburgo e o Leao, nos anos anteriores ao Dunga, os tecnicos tiveram desempenho igual ou melhor do que o Dunga.

    Isso se chama criacao de lendas…

  • Marcos Nowosad

    Quanto ao uso da generalização (a “imprensa”) concordo que não é exato e correto, mas se torna algo forçosamente inevitável em argumentações.

    Quantas vezes não vemos jornalistas esportivos dizerem coisas como “a torcida do Flamengo” ou “os jogadores brasileiros”, como esses supostos grupos de pessoas/profissionais fossem algo homegeneo o suficiente para se aferir uma opinião genérica a respeito deles.

    Quem nunca fez isso (generalizar um grupo social/profissional), que atire a primeira pedra… 🙂

    AK: O problema da generalização é imputar opiniões e/ou comportamentos a quem não os têm. No caso de jornalistas, é ainda pior, obviamente por causa da natureza do trabalho que exercem. Um abraço.

  • André, perfeito sua análise.

    Porém, eu entendo o lado do Mano. O Romário (aquele que faltou sessões da Câmara para comentar jogos na Olimpíada) meteu o pau nele. Além disso, outros jornalistas e comentaristas disseram que faltou vontade para a seleção e falaram um monte sobre o Neymar.

    Eu sinceramente não vi falta de vontade. E acho que o Brasil não foi péssimo na final contra o México. Foi um jogo de seleções parelhas, que teve um gol antes do primeiro minuto de jogo que mudou todo o planejamento.

    E no fim Oscar quase empatou o jogo.

    Acho que Mano está no caminho certo. Precisa de tempo, não pode ter o emprego em risco toda vez que perder um jogo.

  • Bruno

    Marcos Nowosad…o sentido de “melhor” não é necessariamente refletido apenas na análise crua de números de títulos conquistados. Certamente, é um dos mais importantes, mas assim como lembramos da “perdedora” seleção de 82 por representar aquilo que queremos chamar de “futebol brasileiro”, o trabalho de Dunga havia, de certa forma, resgatado o respeito à camisa (à pátria, alguns dirão), a vontade de vencer, que tanto não se viu em 2006…

    AK: Escrevi diversas vezes sobre o relacionamento do grupo comandado por Dunga com a camisa da Seleção. Certamente foi um mérito. Um abraço.

  • Mário

    Vejo um técnico bom de seleção aquele que define os titulares e quase que a torcida sabe de cor a escalação. Esta unanimidade da torcida e comentaristas falta pouca. Este time olimpico com poucas modificações que jogou contra a Suécia. Exemplo trocar o goleiro ( Cássio tem grande potencial) e volta do Kaká em grande forma. Porém acho que os treinamentos deveriam ser mais longos e ao invés de jogar contra países inexpressivos, deveriam jogar contra as seleções estaduais. Já pensou esta seleção jogando contra a seleção paulista, carioca, mineira ou gaucha? Jogadores que tem alma de seleção enfrentariam estas seleções estaduais e não tremeriam.

  • Marcos Nowosad

    Bruno, eu estive na Copa da Africa do Sul e assisti aos jogos da seleção ao vivo. Um amigo me acompanhou na viagem.

    Não temos muita simpatia pela Rede Globo, mas a impressão geral que ficou foi que a briga do Dunga com a Globo (e afiliados) criou uma “simpatia” para com o Dunga por parte dos torcedores que não gostam da Globo.

    No campo, o que vimos foi uma seleção muito confusa, pobre em soluções ténicas e táticas, lenta e não exatamente com essa “garra” toda que as algumas pessoas “recordam”. Os jogos contra Coréia do Norte (que apanhou de 7×0 de Portugal!) e Portugal foram realmente sofríveis… Contra a Costa do Marfim e Chile, foram vitorias na base da superioridade técnica dos jogadores.

    Curiosamente, o primeiro tempo da derrota contra a Holanda foi a única atuação boa da seleção. Infelizmente, tudo desabou no segundo tempo, quando o destempero emocional do Dunga parece ter se transplantado ao campo.

  • Bruno

    Putz, Mário, seria GENIAL. Mas… a CBF precisa pagar seus ex-presidentes…

  • RENATO

    Marcos Nowosad, muito bem observado esse aspecto…”mas a impressão geral que ficou foi que a briga do Dunga com a Globo (e afiliados) criou uma “simpatia” para com o Dunga por parte dos torcedores que não gostam da Globo.”
    Acho que tem muito a ver. E se levarmos em conta a tal “Corinthianização” ao redor da seleção….entenderemos bem o porquê de toda essa “revolta” contra MM…

    Lembro bem do desempenho da seleção sob o comando de Dunga. Não gostava do que via, apesar das VITORIAS.

    Penso que, no futebol, vivemos a “ditadura dos resultados”. Nem sempre o resultado revela que o trabalho vem sendo bem feito, se olharmos sob a ótica de longo prazo. Seleção joga torneios…de tiro curto, que favorecem esse tipo de erro de análise.
    O trabalho do Dunga, nunca me convenceu totalmente. Várias vitórias conseguidas APENAS nos contra ataques e com J.Cesar fazendo milagres na defesa.
    Time que se resume só a contra ataques, como adoram vários treinadores, não me agradam. É como admitir que o adversário é melhor, renuncia-se ao jogo e adotam o tal de “jogar no erro deles”. Quando isso vem de um time REALMENTE inferior, ok. Quando não, me cheira a covardia. Vindo de uma seleção brasileira? Não dá.

    Sobre MM, acho que outros treinadores tem mais curriculo que ele. Isso é evidente. Considerando que ele “nasceu” na batalha dos aflitos, em 2005. Cinco anos e meio depois, estava na seleção. É pouco tempo. Por isso mesmo, MM, mesmo que seja demitido, só teve a ganhar aceitando o cargo. Não seia o caso de Felipão, Muricy ou até mesmo Luxa.

    Considero também que trocar praticamente toda a seleção, aliada à pouca idade dos novos convocados, dificultaria o trabalho de QUALQUER treinador.

    Acrescento que, entre os treinadores não há santos. Não sinto que exista uma corrida, por parte dos treinadores mais badalados, rumo à cadeira ocupada por MM. Isso revela, na minha opinião, que eles enxergam a dificuldade existente, prefeririam pegar a seleção mais próximo à copa 14, assim , teriam menos pressão.
    MM vai se cozinhando através de copa americas, olimpiadas e copa das confederações…aí chega o “esperto” e assume, em cima da hora, sem grandes cobranças.
    Creio que, SE, o telefone de Marin tocasse a toda hora com chamados dos empresários dos treinadores badalados desse país, MM já teria caído, após a olimpiada. Mas parece que não é o caso…

    O cargo de MM será AMPLAMENTE desejado e disputado para a copa de 18, aí, a geração atual estará “no ponto”.

    Muricy é um treinador no mesmo nível dos demais, porém, tem uma coisa que ele se destaca: é o que melhor direciona a carreira. Certamente, após a copa 14, estará mais “a vontade” para assumir o cargo.
    Fica no peixe enquanto Neymar ficar.
    Bota o time SÓ no contra ataque, puxado pelo melhor jogador do país.
    Só vai na boa!
    Abraço.

  • Rafael

    Caro André,

    Concordo que a imprensa não tenha uma posição unânime, pois cada um faz o seu. Porém, os bons observadores do futebol(20%) formam opiniões e são seguidos por aproveitadores, o que acaba tornando aquele ponto de vista comum a todos. Estes aproveitadores são profissionais que precisam fazer o “circo pegar fogo” para poder aparecer ou vender. Cabe a nós, amantes do futebol, termos senso crítico e avaliar pelas nossas convicções. Jornalista está para informar, quem dá pitaco é comentarista e comentarista todos nós podemos ser!
    Quanto ao desempenho do Mano não dá para crucificá-lo. Ele estava entre os três melhores técnicos do país na época que foi convidado. Tirá-lo agora seria uma injustiça com um trabalho que vem sendo feito. Não que um bom trabalho resulte em título, mas é um grande aliado.

    Abço.

    AK: Você apresentou uma visão distorcida do trabalho de jornalistas em geral, e de comentaristas em particular. De toda forma, ninguém é obrigado a acompanhar programas em que o objetivo, nas suas palavras, é “fazer o circo pegar fogo”. Tudo é uma questão de escolha. Um abraço.

  • cosme

    não há nada de moderno nisto,o brasil jogava o futebol assim há muito tempo,só que agora com este ditos tecnicos modernos do futebol brasileiro,a posse de bola,os passes de bola para o lado são mais importantes,” O GOL?,ORA O GOL….É SÓ UM DETALHE, por isto que o brasil em campo é facil de marcar,sempre tem mais posse de bola que o adversario e não chega a lugar nenhum,não chuta e quando chuta,chuta mal ao gol,não tem goleadores,e tem sorte quando acha um gol;felipe melo,sandro,romulo são exemplos de futebol moderno,e quanto mais diminuir o futebol de neymares e lucas da vida, para jogarem nos arreios a eles imposto melhor,futebol rapido,objetivo,com um numero minimo de toques nas bolas,pelos cantos,pelos meios,criativo,tendo como meta o gol adversario,NEM PENSAR,HERESIA,não pode por não ser o futebol moderno de nossos tecnicos “GENIOS”,PENSADORES DO BOM FUTEBOL….

  • @_nikoduarte

    Tenho asco daqueles profissionais de futebol que são reducionistas quando se referem ao torcedor. Ao apelar à imprensa para que esta forme “boas opiniões”, Mano Menezes comete (mais) dois crimes: levanta dúvidas sobre a idoneidade dos jornalistas e principalmente subestima a inteligência do torcedor. Aquela lorota da “caixa de ressonância” imortalizada por Parreira nos idos de 1994 é o salvo-conduto mais hipócrita da história do futebol brasileiro. Quero dizer ao treinador da Seleção que futebol é subjetivo, cada um enxerga de uma forma. Somente a própria subjetividade do “professor” Mano Menezes explicaria o papelão protagonizado pelo time dele nestes últimos 2 anos. Em todas as áreas da sociedade existem pessoas cujo prestígio é maior que a capacidade e o futebol é o paraíso deles.

  • Daniel

    Prezado André,

    Gosto muito do que você escreve, mas em algumas situações considero as suas posições um pouco ingênuas.
    Não acho que a a imprensa atue em todos os momentos de forma articulada para derrubar, elevar alguém. Mas acho que isso acontece sim às vezes.
    Contudo quando falamos de imprensa esportiva eu acho que o problema é outro. Eu sou um leitor ávido de jornais. Todos os dias leio mais de um periódico. E quando chego na seção de esportes, vejo que o nível decai bastante em relação as demais seções.
    Daí não acho que haja uma conspiração organizada de jornalistas esportivos. Acho que você mesmo até escreveu sobre isso um dia falando dos torcedores neuróticos que criticam a imprensa. Mas acho sim que há um certo comportamento de manada entre a maioria dos ditos “analistas esportivos”.
    A maioria das colunas é abarrotada de chavões, e as análises quase sempre são as mesmas.
    Isso causa sim uma sensação de que há uma conspiração. Mas prefiro acreditar que o nível geral dos jornalistas esportivos brasileiros está baixo mesmo. Salvo é claro honrosas exceções. Como você, o Tirone, o póprio Juca e por aí vai.
    Abraços

    AK: Obrigado pela consideração. Não entendi exatamente que posição você considera ingênua, mas, como você mesmo disse, isso não é o mais importante. O que quero dizer é que, apesar de sensações que o público possa ter, não existem movimentos organizados de jornalistas para chegar a qualquer objetivo. Um abraço.

  • Leonardo

    1) Tudo, exceto sobre o Parreira
    2) http://lmgtfy.com/?q=curriculo+dunga
    3) Não
    4) Disponha

    AK:
    1) Vejo que um texto e uma resposta a um comentário não foram suficientes para que você entenda que “a imprensa” não é um organismo. Paciência.

    2) Quero saber se é bom, para quem pretendia ganhar a Copa de 2010 (a relação entre uma coisa e outra é sua, não minha).

    3) Mas parece.

    4) Volte sempre.

  • O comentário do colega Daniel, logo acima, vem muito a calhar.

    É notória a diferença de “nível” (detesto a expressão, mas não há outra melhor) entre os jornalistas esportivos e o resto da imprensa.

    Por isso é tão difícil encontrar jornalistas sérios e que de fato estudam o campo em que atuam. No jornalismo esportivo, o “achômetro” predomina. E aqui vai uma deixa para um elogio: você cultiva, dentre os leitores do seu blog, um nicho de consumidores de informação que não se contenta com a turma do “circo pegando fogo”. Isso é facilmente notado nos comentários desnecessariamente ofensivos, provenientes de quem está acostumado com o padrão do da maioria dos veículos e se sente acuado diante de uma prosa mais refinada.

    Talvez este seja o ponto que a discussão nos comentários estava tentando explicitar, mas não encontrou as palavras certas. Não se trata de corporativismo da imprensa. Trata-se de total despreparo de uma maioria de profissionais que, com o poder da caneta, comportam-se como se estivessem cuidando do quintal de casa.

    Palmas ao Daniel, pelo lúcido comentário.

    E, por fim, gostaria de salientar que ler o seu blog é um prazer não apenas pelos textos, mas também pela discussão que se observa nos comentários.

    Abs!

  • Rafael Wuthrich

    André, sempre sóbrio e isento em suas colocações, embora obviamente tenha seu ponto de vista, permita-me mais uma vez discordar (como fizemos várias vezes aqui de forma saudável – embora incisiva de parte a parte – no embate futebol arte x Barcelona/Seleção da Espanha aqui).

    Quando você diz “A imprensa não se reúne para assumir uma posição institucional sobre determinado assunto. Cada jornalista é responsável pelo que diz e escreve. A maior ameaça ao trabalho de Mano é quem decide sobre sua continuidade.”, acho que isso não condiz com a realidade. Não da imensa maioria.

    A imprensa como um todo em geral tem seus favoritos e os protege, e ataca sem dó seus alvos. Isso acontece na cobertura política, na econômica, na jurídica, etc. É claro que há exceções, mas via de regra atuam de forma institucionalizada, uns veículos repetindo o que dizem outros. Os grandes jornais, rádio e televisão há décadas tem essa prática (não cabe aqui enumerar situações, isso é para uma outra ocasião), e alguns blogs e sítios agora também. Algumas vezes priorizam o próprio impacto comercial contra fatos.

    No caso da esportiva, isso também acontece de forma clara. Há os favoritos e os odiados. Por exemplo, Ronaldo é do primeiro grupo. Dunga, obviamente do segundo. Várias situações se repetem, como na execração pública do bandeirinha que errou bisonhamente contra o Corinthians no domingo. Meu próprio Flamengo é favorecido em certa medida pela grande mídia, reconheço isso.

    No caso Ricardo Teixeira/João Havelange, por exemplo, fora o LANCE!, ESPN e a Record, ninguém sequer mencionou os escândalos para o público. E não temos apenas uma TV aberta, um jornal impresso e um diário de esportes. Temos inúmeros veículos e a maioria simplesmente ignorou o assunto (lembro que, aguardando um “Panorama Esportivo” da Rádio Globo, o locutor do programa de variedades anterior bradava indignado contra o Congresso porque um deputado fez a singela sugestão de cassar o passaporte diplomático de Havelange em razão de seus crimes, alegando um ultraje contra a pessoa íntegra e formidável que fez tanto por nosso esporte…juro!). Foi uma cobertura sim direcionada e, embora não tenha havido uma reunião delimitando isso, há uma espécie de acordo tácito sim institucionalizado. A frase que me vem a cabeça é: “só vou me importar quando passar no JN”. Mas se analisarmos com calma, não foi só a Globo que silenciou.

    Eu acho que há situações em que há sim um acordo institucionalizado da mídia para defenestrar alguém ou enaltecer certa pessoa, seja um atleta, um dirigente ou mesmo outro comentarista esportivo. Lembremos por exemplo da diferença de cobertura de Senna e Piquet na F1 – e olha que sou Sennista assumido. Você certamente não está incluído, mas entendo que há sim entre seus pares (da imprensa esportiva) aqueles que comungam em prol ou em detrimento de alguém ou certa instituição. Ou você se esquece da cobertura quase protesto do Vasco nos últimos anos da Era Eurico? Da preferência quase uníssona da imprensa por Dinamite?

    Essa é a razão pela qual eu, de forma singela, discordo dessa parte do texto. Mas o restante de seus argumentos é bem claro, e concordo – Mano tem deve ter trabalho avaliado nos resultados, não na crítica pela crítica simplesmente.

    Abraços, Rafael Wüthrich

    AK: Seu parágrafo sobre Teixeira/Havelange é ilustrativo. É a parte do comentário que contradiz a sua própria opinião. Sempre há discordância, sempre há pensamentos distintos, sempre há vozes que buscam caminhos diferentes. No caso que você mencionou, os veículos citados eram essas vozes. E há muitos outros. Ronaldo foi muitas vezes criticado na Espn quando jogava no Corinthians, e vem sendo frequentemente criticado em vários veículos por sua atuação como empresário ligado à organização da Copa do Mundo. Como sempre digo, tudo é uma questão de onde se consome jornalismo esportivo. Você está enganado quando diz “acho que há situações em que há sim um acordo institucionalizado da mídia para defenestrar alguém ou enaltecer certa pessoa…”. É uma sensação equivocada. Um abraço.

  • francisco

    Parabéns ao SANTOS pelo seu perfeito comentário aqui no Blog. Só discordo sobre a sua percentagem, eu diria 90% a 95% dos Jornalistas. ;o)

  • Rita

    Mano é político (nem preciso dizer que não é um elogio) e frio.
    Por isso lida muito bem com os jornalistas.

    Dunga era o oposto enquanto técnico da Seleção.
    Perturbado, mas vencedor.

    Não é pela falta de títulos que não gosto do trabalho do Mano, é pela falta de um bom futebol mesmo.
    O trabalho dele é medíocre.
    Me impressiona como ele ainda está no cargo.

  • Leonardo Pires

    André, travamos um ligeiro debate sobre o assunto em outro post. Para esclarecer, devo dizer que, particularmente, quando me refiro “à imprensa” não imagino um acordo formal e institucionalizado dos jornalistas para agir uniformemente em relação a determinado assunto ou pessoa (ainda que isso me pareça possível entre os donos das organizações jornalísticas, especialmente quando funcionam em mídia não dependente de autorização pública para seu exercício – linhas editoriais existem e são muito claras). Eu entendo sua posição firme ao indicar a inexistência de uma entidade institucional denominada “a imprensa”, mas eu penso isso como aquela espiral de retorno positivo/negativo citada por Bill Gates em seu 1.o livro. Trata-se, em comparação simplista, de quanto mais cheia a loja mais gente querer nela entrar; quanto mais vendido o produto mais gente procurá-lo, sendo o inverso também verdadeiro. É dizer, se as opiniões começam a formar-se em certo sentido (no nosso caso, favoravelmente ao Mano), parece que a tendência é haver um acompanhamento, por diversas razões, dos demais profissionais no mesmo sentido. É óbvio que observaremos vozes contrárias e isoladas, muitas vezes com muito mais razão, propriedade e conteúdo técnico. É perto disso o que penso, mas o tempo é curto e o cansaço grande para continuar a discussão.

  • Juliano

    AK, seu ‘diálogo’ com Leonardo me arrancou muitas GARGALHADAS, obrigado! Sério!

    Quanto ao MM, queria ele longe da seleçao. Estou com o Romário nessa. E assino embaixo tudo que ele disse em sua página na rede social Facebook hoje.”
    Talvez seja um viés, por nao gostar de MM desde sempre, e de ter confessa admiraçao pelo futebol que o Baixinho praticou dentro das 4 linhas. Fora delas, é outra coisa.

    Leu o posicionamento dele? O que achou?

    Abraço!

    AK: Grosseiro. Um abraço.

  • Sérgio

    André, preciso de uma ajuda urgente! Você fala tanto de bons primeiros volantes que tenho apenas uma pergunta: quais são os melhores volantes da história? e quais você viu jogar? Falo da função de primeiro volante! Sei que é fora do contexto, mas espero que você possa responder!!! Desde já agradeço!!!

    Abraços,

    AK: A lista é grande. E não sei se é necessário falar em “primeiro volante”. Falcão é o volante que todos gostariam de ser. Um abraço.

  • Juliano

    AK, nobre, sem dúvida foi grosseiro, como já havia sido ao final da partida contra o México ao vivo na TV.

    Não perguntei (óbvio) se concordas que MM seja imbecil, nao é nada disso.
    Perguntei se concordas que ele nao é técnico para seleçao brasileira, se concordas que ele deve sair.

    Como bem disse o Juca (e nao precisa ser o Juca pra dizer isso, claro), Romário perde a razão ao baixar o nível e entrar no mérito da ofensa pessoal.

    Nao conheço o MM, nunca fez nem fará nada pra mim, nao é isso. Mas na seleçao acho que nao dá, nunca deu!

    Abraço!

    AK: Minha opinião está publicada na Camisa 12 da semana passada. Um abraço.

  • Junior

    André, teve um comentário aqui que disse que você chega a ser ingênuo em alguns casos. Não acredito que o adjetivo seja esse, mas acho que sei o que se passa para que alguém tenha essa opinião.

    Você alcançou uma posição importante no jornalismo esportivo, apresenta no Brasil o principal jornal de notícias esportiva da maior emissora especializada no tema no mundo. Possui colunas num dos maiores jornais especializados do país, administra como poucos um blog sobre esporte e por ai vai.

    Quando você fala sobre a imprensa brasileira, você é a exceção, seu padrão (infelizmente) não pode servir de base para uma análise do todo – imprensa esportiva.

    Atualmente, o noticiário esportivo (e não só o esportivo) está rigorosamente igual, é possível ler exatamente as mesmas notícias em todos os orgãos, e não digo só o conteúdo, mas você encontra parágrafos de “Control+C / Control+V”. Parece que existe apenas um Bureau de notícias e todos colam exatamente o que vem dele. Hoje, especialmente na internet, não são raras as vezes que tenho que checar o site em qual estou lendo, pois não existe nenhuma diferença entre as “linhas editoriais”.

    Quando falamos de “comentaristas”, ai a coisa muda, um pouquinho, mas muda. Poucos são aqueles que constroem uma linha de raciocíneo com algum fundamento para expor suas idéias – o leitor pode concordar ou não, mas existe algo para reflexão. A maioria (literalmente, a maior parte) simplesmente repete algo que alguém já falou, ou fala mais alto/grita como se isso fosse validar sua opinião, ou força uma “polêmica” para dizer que é distinto e/ou atrair mais atenção.

    Concordo plenamente que eu na posição de leitor/telespectador/ouvinte devo escolher quem eu devo acompanhar. Mas até isso está complicado, quantas vezes não escutei o termo “apito amigo” na ESPN, SPORTV e até mesmo na caçula “FOX SPORTS” (e não no contexto de usar um jargão, mas nas mesmas teses do ai da coisa). Qual orgão de imprensa ou quantos jornalistas chamam a Toyota Cup de Toyota Cup e não de Mundial Interclubes? Pode-se até considerar que esse campeonato tivesse o “peso” de um mundial, mas chamá-lo de mundial, contabilizar o mesmo como tal é informar de forma errada, propositadamente e é feito por toda a imprensa.

    Enfim, não acredito que exista uma reunião entre jornalista de veículos distintos combinando o que dizer ou escrever em seus comentários. Mas é inegável deixa de notar uma padronização da maioria (caso “apito amigo”), mesmo quando se está errado (caso do mundial).

    André, você é uma das exceções, e confio que continuará da mesma forma.

    AK: Obrigado. Gostaria apenas de esclarecer que tenho opinado neste debate como alguém que sabe como as coisas funcionam – este, afinal, é meu meio profissional – e alguém que consome jornalismo esportivo. Um abraço.

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