CAMISA 12



(publicada ontem, no Lance!)

ESTIAGEM

É desolador que ainda se insista na falácia do “país do futebol”. O fato de sermos um país monoesportivo no que diz respeito a interesse, investimento e divulgação não significa que sejamos referência. E se um dia fomos, foi por intermédio da Seleção Brasileira, não pela forma como (des)tratamos o futebol por aqui.

Há alguns lugares no mundo em que o futebol é uma indústria muito mais bem sucedida do que no Brasil. Lugares onde os estádios são melhores e recebem mais público. Onde os gramados parecem artificiais se comparados aos campos ridículos que impomos a nossos jogadores (o que tem achado, caro Seedorf?). Onde há mais paixão, mais consumo, mais nomes, mais jogo.

Se fôssemos escolher o país do futebol, hoje, seria a Inglaterra. Com a Alemanha na cola. Países em que não se verifica um dado que aparece em todas as pesquisas sobre popularidade de times no Brasil: a maior torcida é a de quem não liga.

O pior problema não é esse, pois sempre foi assim. A questão é que não merecemos nem mesmo a nomenclatura mais precisa para nos classificar como nação futebolística. Há tempos que deixamos de ser o “país do jogador de futebol”. Algo aconteceu com a água que bebemos, que nos fez produtores de jogadores acima da média como jamais se viu. A fonte secou.

Exercício: nomeie o último futebolista brasileiro que foi protagonista de um grande clube europeu. Difícil? Kaká, no Milan campeão da Europa e do Mundial de Clubes, em 2007. De lá para cá, fomos substituídos. Os argentinos formam atacantes melhores, a Espanha é a terra dos meiocampistas. Nós somos imbatíveis em arrogância.

O brilhantismo da cartolagem nacional agrava a situação. Não há projeto para gerenciar a crise de talento, e o resultado é uma Seleção média. Mas os pachecóides acham uma vergonha perder para o time Sub-23 do México, que se preparou melhor e não tem por que temer o Brasil.

Trocar o treinador é uma opção sempre à mão. Populismo que não encara o problema, apenas simula eficiência e desvia a atenção. De fato, seria até um alento pensar que com outro técnico, outros jogadores, outras ideias, haveria um salto de qualidade.

É uma fantasia quase tão infantil quanto achar que somos o país do futebol.

RG

O que mais preocupa em relação à Seleção Brasileira não é a falta de resultados. Após a Copa de 2010, falou-se na oportunidade de resgatar um jeito de jogar futebol que recuperasse nossa identidade. Vimos apenas tentativas. E vimos a atual comissão técnica abandoná-las nos momentos em que o resultado era necessário. É preciso considerar a pouca oferta de jogadores capazes de aplicar esse estilo. Não é apenas questão de filosofia.

PAÍS DO BASQUETE

Há quem diga que o Brasil poderia ser a NBA do futebol se tivesse organização. Pois nem a NBA vence apenas com talento. Enquanto acharam que ganhariam títulos juntando qualquer grupo de jogadores profissionais, os Estados Unidos levaram um susto em Sydney 2000, foram humilhados em casa no Mundial de 2002, perderam em Atenas 2004 e no Mundial de 2006. A recuperação que se iniciou em Pequim foi resultado de trabalho sério.



  • alex

    de um país que não é sério nas coisas mais sérias, vamos esperar o quê?

  • Guts

    Olá André. Com certeza passamos por uma crise de talentos. Eu acredito que hoje em dia muitos jogares saem de “escolinhas de futebol”, que na verdade não fazem um bom trabalho para desenvolver os fundamentos e tampouco ajudam os jogadores a desenvolverem seus talentos da mesma forma como acontecia quando se via crianças jogando na rua. Outro problema é que a Taça São Paulo passou a ser um campeonato sub-19 , o que faz haja uma pressão para jogadores que se destacam sejam promovidos para o profissional sem estar preparados. Como exemplo, Marcelinho e Bruno Bertucci, campeões com o corinthians em 2009, foram queimados e desapareram.

  • Anna

    Vivemos uma grande entressafra e Mano não tem culpa por isso. Errou na escalação da final, mas as pessoas erram. Não concordo de crucificarem Neymar e companhia porque eles podem não ter jogado bem a final, mas o México jogou melhor e soube superar o adversário. A Copa de 14 preocupa realmente. Veremos o que vai acontecer. Há muito tempo o Brasil deixou de ser o País do Futebol e passou a ser o País do Vôlei. Ponto pacífico. Bom final de semana a todos, Anna

  • João Lima

    O fato de o brasileiro considerar ter o melhor futebol e jogadores do mundo deve-se à imprensa, que no intuito de vender cria essa imagem. Todo jogador que aparece (Robinho, Neimar, Lucas, Ganso, Oscar) são imediatamente declarados gênios, craques. Não importa que nos mundias sub-20 ou sub-23 o Brasil sempre perca. No Catar, o Neimar começava as partidas e sempre era substituído pelo Giuliano, ex-jogador do Internacional. Nas categorias de base, a participação do México nos campeonatos mundiais tem sido melhor que a nossa, e não é de hoje, mas a imprensa assegurava que tínhamos o melhor time da Olímpiada. O ouro era obrigação. A verdade é que nas duas últimas Copa do Mundo, o Brasil foi desclassificado antes da semifinal. O México ganhou do Brasil em Londres com a bola no chão e passes curtos. Alguém reparou que no Brasil a bola rola muito pouco pelos gramados? Ela é muito alçada, como fazia o futebol inglês nos anos 70, 80. Talvez por isso o número de passes errados nas partidas entre times brasileiros seja tão elevado.

  • Lucas

    O futebol brasileiro não secou sua fonte de talentos,apenas a imprensa se tornou mais azeda e alguns extremistas que não possuem direitos de transmissão do futebol brasileiro fazem campanha para destruir o produto,e o bovino torcedor acaba caindo na falácia do tal jornalista independente e ético,que mesmo dando traço de audiência é repetitivo e barulhento que de tanto bater acaba fazendo com que o torcedor acredite em suas bobagens.

    AK: Muito nonsense, nenhum argumento. Típico do pachequismo ignorante.

  • Emerson

    Será que a fonte de fato secou? Será que presenciamos apenas uma entressafra de talentos? Ou, nossos cartolas da forma que vem gerindo o futebol conseguiram sua maior proeza, destruir o “país do jogador de futebol”?

  • Olá, André.

    Creio ser impossível discordar de sua visão sobre como o futebol é tratado no Brasil. Obra e graça de nossa cartolagem que, para ser chamada de amadora, teria de melhorar muito.
    No entanto, no que se refere a alcunha “País do Futebol” acho que cabe algum debate. Em primeiro lugar, é preciso estabelecer quais critérios estamos usando. Se o olhar estiver voltado para o país que melhor organiza seu campeonato e vende melhor seu “produto”, então a escolha óbvia é mesmo a Inglaterra. Mas o que dizer da produção de jogadores quase medíocre na Terra da Rainha? Lembremos que na EPL mais da metade dos atletas são estrangeiros.
    No entanto, se a ideia for combinar público nos estádios, vibração e produção local de grandes jogadores, então a opção é a Alemanha. Nação que, historicamente, apresentou ao mundo talentos consideravelmente melhores do que os da Inglaterra.
    Por outro lado, existe algo que não pode ser desprezado: A cultura futebolística. Se as pessoas não estão lotando nossos estádios, mas consomem futebol em doses cavalares na TV, na internet e noutras mídias, imagino que o futebol ainda esteja presente em nosso sangue. E duvido que isso tenha mudado. E quando pensamos nas dimensões de nosso país e, sobretudo, no tamanho de nossa população, vemos que continuamos SIM fazendo jus a essa alcunha. Ou, pelo menos, pleiteando essa condição.
    Agora, se o assunto é talento, então a discussão é outra. Historicamente, creio que não é preciso debater com um dos autores de um livro que lista nossos melhores jogadores sobre nossos craques ao longo dos tempos. Enquanto a Espanha discute se o seu maior jogador em todos os tempos é Raúl ou Xavi, o Brasil conta com pelo menos 30 craques que foram melhores do que eles. Se a questão é debater apenas o atual momento, então cabe lembrar que a UEFA Champions League, maior torneio de clubes do mundo, abriga mais brasileiros do que qualquer outra nacionalidade. Ou seja, os brasileiros seguem bem representados na elite futebolística do planeta. Mas, se o assunto for jogadores do topo, vejo que também cabe uma observação. Na segunda metade da década de 1980, o reinado de Maradona, também não tínhamos jogadores no topo. No máximo, alguém poderia citar Careca, parceiro do gênio argentino. Mas os reais concorrentes de Maradona eram Gullit, Van Basten e Matthaus. Somente no início dos anos 1990 é que Romário conquistou o cetro. Depois do Baixinho, houve uma sequência impressionante de craques brasileiros recebendo o prêmio de melhor do mundo: Ronaldo (duas vezes), Rivaldo, Ronaldo de novo, Ronaldinho (duas vezes) e Kaká. Na verdade, arrogância seria pensar que tal condição se estenderia infinitamente. Porém, ao que tudo indica, Neymar deverá cumprir trajetória no futuro. O presente? Ah, mas quem disse que o mundo vai acabar neste ano?

    Abraço.

  • Bruno

    Não acho que há uma crise de talentos. É muito mais um questão estrutural, organizacional e principalmente ética.

    Seja no futebol, seja em qualquer esporte. Hoje não possuímos estruturas, alguns clubes estão começando a abrir os olhos e apresentam melhorias como o Internacional e o Corinthians.

    Mas ainda somos muito aficcionados com um passado glorioso e não vemos que tudo mudou que o esporte já não mais o mesmo, não tem mais a mesma dinâmica. É preciso estudar, rever conceitos e preciso quebrar alguns paradigmas.

    Talentos nós temos, falta lapidá-los, falta cobrar menos e incentivar mais. Falta acreditar, falta pensar menos em dinheiro e pensar em construção, pensar em futuro e prosperidade.

    AK: Não temos mais a quantidade de jogadores acima da média que já tivemos. Um abraço.

  • Marcel de Souza

    André, belo texto. Me pergunto até que ponto essa escassez também se deve a falta de campos de várzea nas cidades e uma certa melhoria de condições nas populações mais carentes. Hoje as crianças entram mais cedo na escola, me parece que o futebol deixou de ser a única opção de vida de muitas crianças/jovens, ou estou errado? De qualquer forma concordo totalmente com você sobre a “culpa” cair na desorganização de nossos dirigentes e o pouco caso com a base. Não é possível um país do tamanho do Uruguai por exemplo ter times muito melhores e organizados que os nossos em todas as faixas etárias. 1 abraço e bom final de semana!

  • Lucia Ana

    Boa perspectiva de toda a situação, mas também não sei ao certo se a fonte secou, não…..Vejo a mesma criançada de 30 anos atrás jogando futebol por todos os cantos….vejo pequenos craques o tempo todo nas várzeas, escolas e campinhos pelo Brasil…..mas o que não vejo é HONESTIDADE na escolha dos melhores jogadores. Antes, a palavra SELEÇÃO era de fato, a seleção dos MELHORES jogadores do Brasil….Hoje, é a SELEÇÃO dos EMPRESÁRIOS mais influentes e abastados….É isso que penso, pois não creio que nesse mar de craques que temos por esse Brasil, o Alexandre Pato, Daniel Alves ou Rafael sejam as melhores opções que temos para uma SELEÇÃO! Abç!

  • RENATO

    Tenho a “impressão” de que nosso maior problema é no aspecto humano de nossos maiores talentos.
    Jogador de futebol, até os ruins, são demasiadamente mimados desde a infância.
    Já como adolescentes e adultos, poucos, ou quase nenhum tem aspirações “TÉCNICAS”, profissionais. Contentam-se com dinheiro e não buscam a supremacia das vitorias, o prazer em ser o “melhor” perde para o prazer da grana.
    Poucos jogadores jovens, promissores e que logo cedo conseguem bons contratos, EVOLUEM técnicamente. Estacionam. Sentam-se sobre os milhões.
    Fora isso, e ainda no aspecto humano, para estar entre os melhores hoje em dia, é preciso estar 110% fisicamente. Pra isso é preciso perseverança, força mental. É mais fácil ficar driblando lá pela “zona morta”, ponta esquerda e as vezes fazer uma grande jogada…
    Na questão tática, cada vez mais decisiva, a coisa segue a mesma linha. É preciso espírito de equipe. Coleguismo. União. Pensar no companheiro. Cobrir falhas dos outros.

    Acho que a crise de nossos talentos do futebol é de carater. Perfil psicológico. Sociológico…intelectual.
    O volei é um bom exemplo de técnica e talento sulamericano moldado no espirito de luta e seriedade europeu.
    Talvez no volei, a grana(menor do que no futebol) não acabe por corromper o espirito desportivo do atleta…

    Abraço.

  • André, na verdade, avaliando friamente, acho que a situação não é Brasileira, é mundial. Se formos enumerar os grandes craques da atualidade, sofreremos para encher duas mãos: Messi, Iniesta, Xavi, Ronaldo, Ibra, Shwesteinger e mais um ou dois.

    Tanto que nas últimas eleições de melhores do mundo tivemos pouquíssimas mudanças. Quase sempre fica resumido ao trio do Barça e ao Ronaldo.

    Acho que o Brasil pode faze rum bom papel investindo em muita tática no curto prazo e no aprimoramento da técnica a médio e longo prazo. Porém, a “despensa” do Ney Franco diz muito do quanto a CBF está empenhada na melhoria das coisas.

    Abraço!

  • corrigindo *dispensa

  • Edouard

    Me parece que os problemas de gestão sempre existiram, mas eram tolerados porque, de um jeito ou de outro, as coisas acabavam dando certo. Tínhamos muitos jogadores de qualidade, e a maior parte jogou o fino da bola aqui no Brasil mesmo. Em termos de espetáculo organizacional, sempre estivemos anos-luz atrás, mas quando a bola rolava, a coisa toda melhorava. As pessoas, habituadas ao descalabro, não ligavam para um estádio caindo aos pedaços, um gramado horrível, o tratamento como se gado fossem etc.. Tinha jogo!
    A coisa mudou de figura, e os problemas passaram a chamar mais a atenção.
    Convinha que houvesse bons estudos (talvez haja) sobre os impactos da “lei Bosman” sobre o futebol porque se intensificou o trânsito de jogadores na europa num momento em que a ida dos grandes jogadores brasileiros para o Velho Continente parecia impossível de deter.
    O futebol se tornava cada vez mais um negócio milionário, e quando nossos cartolas se deram conta disso, a ganância cresceu.
    O que se passa hoje é um triste espetáculo de gente vil mamando nas tetas de uma vaca magra, doente e velha.
    Um abraço.

  • Luiz Marfetan

    Em que país do mundo iniciam um jogo as dez da noite.
    Desrespeito a quem move o futebol, o torcedor.
    Desrespeito aos clubes, convocar os melhores de cada um p/jogar contra a Zâmbia ou contra o Senegal. Times desfalcados enfrentam o campeonato nacional, perdem pontos que lá na frente vão fazer falta.
    Tudo isso p/acomodar a grade da emissora que realmente manda no futebol brasileiro.

  • Alexandre

    De fato, deixamos de ser já há alguns anos, ao menos temporariamente, o país dos jogadores de futebol (como bem disse, nunca fomos o país dos amantes de futebol).
    Ainda assim, não dá para negar que a qualidade do trabalho do Mano à frente da Seleção nos últimos dois anos tem sido muito abaixo do que se espera de um treinador de elite.
    Em outras palavras, o seu fraco desempenho como treinador diminui ainda mais a poucas chances do Brasil na Copa-2014.
    Isso não é uma fantasia infantil.

    AK: Não é possível fazer essa afirmação. Quando havia craques à disposição, Felipão montou um time campeão do mundo em um ano. Um abraço.

  • flavio

    O futebol brasileiro sempre foi mentiroso. O que sustentava nosso futebol eram os estaduais e o brasileiro em mata-mata. Infelizmente para alavancar esta droga de pontos-corridos acabaram com os etaduais e obviamente estão acabando com o resto do própro futebol. QUEM VIVER VERÁ!!

    AK: Argumento? Um abraço.

  • Alberto Pereira

    “Acho que a crise de nossos talentos do futebol é de caracter. Não têm perfil psicológico, sociológico, intelectual adequados” Assino embaixo.

  • David

    Perfeito raciocínio.
    Só faltou aquela velha frase que diz que o primeiro passo para se solucionar um problema é reconhecer que existe um problema. E isso que essa arrogância mencionada por você não tem permitido.

  • Danny

    AK, essa eu sou obrigado a não concordar.

    Além de achar que o Brasil tem muitos craques, acredito cegamente que temos jogadores parar formar mais de uma seleção brasileira de nível competitivo. Jogador por jogador, fazemos frente a qualquer seleção do mundo.

    Afinal Thiago Silva, David Luiz, Daniel Alves, Ramires, Marcelo, Alexandre Pato e Huck não são destaques de suas equipes na Europa? Julio Cesar, Kaká, Robinho e Luis Fabiano, apesar de não estarem enfrentando a melhor fase de suas carreiras, não tem gabarito e experiência para formarem uma seleção brasileira de alto nível? Oscar, Lucas, Neymar, PH Ganso e Damião não formam um dos quintetos mais fantáticos/promissores do mundo? É evidente que falta um grupo mais bem entrosado e focado em um único objetivo.

    Se o técnico da seleção fosse Muricy Ramalho ou Felipão, não tenho dúvidas que teríamos um grupo muito melhor.

    Abraço

  • Brunno

    A unica critica que eu tenho em relacao a seu artigo, e que vc culpa clube, dirigentes… E porque nunca os jornalista? Infelizmente com poucas excecoes o jornalismo esportiva brasileiro e mediocre e um dos responsaveis pelo CAOS do nosso futebol e dos jogadores mediocres que produzimos! Quantos jornalistas paparicam dirigentes em trocas de favores? Transforma medicores jogadores em celebridades? Lembra da epoca de Robinho como sempre comparado com Pele, o novo Rei do nosso futebol, alguem viu isso? Robinho e apenas um bom jogador nao foi destaque em nenhum clube que jogou na Europa, amargando o banco de reserva muitas vez!!! Olha agora o Neymar, de novo colocando ele como um dos Deuses do futebol!!! Ele e bom jogador, sem duvida e o melhor jogador brasileiro no momento, mas esta muito longe de ser o que imprensa fala dele. Querer comparar ele com Messi e covardia, uma das relacoes que nao leio mais o blog do Benja… Tem muitos jogadores muito melhores do que ele como Messi, Iniesta, Cristiano Ronaldo, Xavi, etc… E a pressao que a imprensa esportiva faz para demitir tecnico??? Isso algo que so acontece aqui!!! Entao antes apenas de criticar porque nao assuma a responsabilidade tb? Se vc realmente quer um futebol mais profissional e um dia um pais que da valor ao esporte, porque nao comeca tentando mudar o jornalismo esportivo? Se cada fizer a sua realmente, aos coisas comecaram a acontecer!

  • José Carlos Brandes

    Que besteirol. Crise de talentos ??? Com Neymar, Damião, Oscar e tantos outros ???

    Isso aqui sim é uma análise sensata de como anda a seleção Brasileira: http://www.guardian.co.uk/football/blog/2012/aug/14/olympics-exposed-flaw-brazilian-football

    AK: É ótimo quando as pessoas chegam à conversa com educação e trazendo os próprios argumentos.

  • João Marcelo

    Coluna excepcional, como sempre.
    Admira a sagacidade com as palavras e a maneira como expõe um tema dos mais complexos de forma direta e segura. Filio-me aos argumentos descritos e, sequer tenho a audácia de acrescentar algo ao texto. No mais, é claríssima a falta de embasamento de certos leitores do Blog. São diversas as respostas que geralmente fogem ao tema discutido e não raro apresentam teses sem qualquer fundamento ou pertinência. Um recurso bastante utilizado é a ignorância – entendida, no caso, em seu duplo aspecto – falta de domínio sobre uma questão ou agressividade injustificada. Isso gera, por via reflexa, uma visão distorcida e desconforme da real situação em que se enquadra, como mencionado, o futebol brasileiro. Uns entendem que temos jogadores bons, outros ruins, uns gostam do técnico e outros não. Pois bem, isso não representa nada. O problema central independe de qualidade de jogador ou de técnico. Isso varia ao sabor do tempo. Pessoas qualificadas existirão em qualquer lugar do mundo em qualquer época. O sistema brasileiro e digo isso não apenas no campo do futebol, como em QUALQUER outro esporte ou ramo social beira à falência. Enquanto nos mostrarmos cegos e infantis perante casos tão caros à sociedade, seremos alvos das mais gritantes barbaridades possíveis de serem praticadas. Vide a atuação indecorosa dos bandidos profissionais que detém dos mais altos cargos no Congresso Nacional, descendo aos demais estamentos do Estado. Estão rindo de nós nesse momento. E tudo que eu vejo são pessoas míopes e rasas, parecendo aceitar como algo inexorável o quadro lamentável em que se encontra as instituições brasileiras.
    Continue fazendo esse jornalismo corajoso e perspicaz. Não pare de bater em temas que, mesmo não tendo relação direta com esportes, dizem respeito SIM a qualquer do povo. Bom, pelo menos àqueles que enxergam com maus olhos o rumo que vem tomando o país. O Brasil não é feito apenas de preguiçosos e arrogantes. Sua missão é ser um foco de voz, dentro da mídia, seja ela escrita ou telemática, desse outro grupo que, sem sombra de dúvidas, pensa como você.
    Um abraço, André.

    AK: Obrigado pelo comentário. Um abraço.

  • leonardoatleticano

    André, o Dunga tinha uma safra melhor?

    Porque foi tão detonado, mesmo tendo resultados melhores?

    Abandonaste o brasileirão?

    AK: Sim. Melhor e mais experiente. Voltarei ao BR-12 em breve. Um abraço.

  • Leonardo Pires

    André, nessa vou ser obrigado a discordar frontalmente de você. É muito conveniente imputar à qualidade dos jogadores disponíveis o pífio desempenho de um time quando se quer, notadamente, resguardar o treinador. Na época do Dunga, a qualidade não era substancialmente diferente. Diversa era, sim, a atitude da imprensa de forma geral. Ao passo que com o Mano há uma nítida intenção de salvaguardá-lo, com o Dunga (que serve aqui como mero exemplo, sem que se o considere um técnico de excelência) eram explícitos os desejos de malferi-lo. Em outras palavras: fosse o Dunga o dono dos resultados que hoje ostenta o Mano, já teria sido crucificado de ponta cabeça umas três vezes!

    AK: Seu engano tem início ao dizer que pretendo resguardar o treinador. A “atitude da imprensa” – uma figura inexistente, pois “a imprensa” não se reúne para assumir uma posição institucional – não teve influência nem na contratação e nem na demissão do Dunga. Assim como não determinará o que acontecerá com Mano. Ademais, esse não é o ponto do texto. Um abraço.

  • Bruno

    Ainda acho q nos focamos muito em “talento” e pouco em “inteligência” – algo q os espanhóis parecem ter aprendido…

  • Almir Moura

    Post excelente. Parabéns André!

    Abraços!

  • Rita

    É o óbvio ululante, como diria Nelson Rodrigues, não somos o país do futebol nem mais do jogador de futebol.
    Pena que os técnicos e jogadores não caem na real.

    “Nós somos imbatíveis em arrogância.”
    Perfeito!

  • joão paulo tricolor

    Eu amo demais futebol. E tenho uma grande dificuldade em conversar com as pessoas sobre futebol. A maioria ou acompanha nada ou acompanha mais ou menos. Gente apaixonada demais é raridade. Não sei como é em outros paises mas ingleses, alemães, argentinos etc me parecem mais apaixonados. Enfim não somos mesmo o pais do futebol.
    Não temos um monte de jogador acima do nivel pra jogar na seleção. Seria necessário chamar de novo o Kaká e o Gaucho. E tirando a contusão acho que só dá pra confiar no primeiro. Apesar da contusão.
    Será que não há grandes jogadores soltos por aí e a falha ta na formação? Será que a maioria da população não curte futebol por falta de arte?
    Tema sensacional esse que vc escolheu. Abraço

  • alex

    A safra é abaixo da média sim. Tenho 34 anos, comparo os selecionáveis atuais com os que vi.
    Goleiro – temos bons, talvez ótimos – Fabio, Jefferson, Vitor, Diego Alves, Diego Cavalieri, nenhum é melhor do que Rogerio Ceni, Zetti, Taffarel, Dida e Marcos.
    Zagueiros como Thiago Silva e Dedé, ainda não consegui ver todo o futebol que dizem ter o cabeludo do Chelsea, são do mesmo nível de Ricardo Rocha, Lucio, talvez so um pouquinho abaixo de Aldair.
    Daniel Alves do mesmo nível de Cafu, abaixo de Jorginho, mas não atrapalha.
    LE – No Brasil o melhorzinho é o Carlinhos do Flu, o Marcelo vai ficar muito tempo na seleção por falta de opção, porque é muito inferior a Junior (Palmeiras, Parma, São Paulo), Roberto Carlos, Branco e Leonardo.
    Primeiro volante não temos nenhum com nível de seleção, Sandro, Romulo, Lucas Leiva todos fracos é ao lado de centroavante o pior setor da seleção comparado ao passado e nem estou indo muito longe, Dunga e Cesar Sampaio jogariam com um pé nas costas na seleção atual.
    Com segundo volante apesar de não serem excelentes ainda há uma boa safra com Paulinho, Ramires e Hernanes apesar dos dois últimos não fazerem essa função nos ses clubes atualmente.
    Oscar e Ganso, sem contusões, têm ótimo futuro, mas ainda não tem experiência para segurar a pressão. Vale lembrar que o Raí muito mais experiente não aguentou o tranco em 94, acabamos a Copa com o Mazinho que era ótimo segundo volante jogando de meia.
    Neymar – parece que vai ser ótimo, mas até agora sempre contra marcações duras(Velez, Corinthians, Copa América, amistosos com Argentina e México) não jogou bem e não decidiu. Tinha que ir para Europa rápido para se acustumar com o jogo duro e futebol de verdade sem encenação e malabarismos.
    Damião – dos que vi jogar não serviria nem para amaciar a chuteira de Careca, Bebeto, Muller, Edmundo,Romário e Ronaldo.

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