CAMISA 12



(publicada ontem, no Lance!)

QUE SIGAN BIEN

É claro que poderia ser melhor. Menos lances livres errados, marcação mais eficiente, equilíbrio nos momentos de maior tensão, organização em vez de precipitação. A seleção brasileira de basquete teve suas chances para alcançar a disputa de medalhas em Londres. Mas perdeu merecidamente para a Argentina, equipe que está pelo menos três ciclos olímpicos adiante do Brasil.

É hora de olhar para o todo, não apenas para o jogo que significaria um salto improvável, e perceber os progressos do basquete brasileiro nos últimos anos. A sensação de que o time de Ruben Magnano teve qualidades para ir mais longe nos Jogos já é um reconhecimento do avanço.

A seleção brasileira perdeu duas vezes nesta Olimpíada. Para a Rússia, por uma bola de três pontos fantasma que só aconteceu porque o time cometeu um lapso mental (com 4 segundos no cronômetro, ainda tinha uma falta para fazer). E para a Argentina, com uma geração que foi vice-campeã mundial e ganhou duas medalhas olímpicas, comandada por um dos melhores jogadores que já vimos, Manu Ginobili. É uma participação que merece ajustes, não condenações. Principalmente porque o fato de pisar numa quadra olímpica é algo que a seleção deixou de fazer por dezesseis anos.

A sequência do trabalho de Magnano até 2016 é crucial para que os progressos continuem. Ele foi o principal arquiteto do projeto que transformou a seleção argentina no que ela é hoje, e já conduziu o Brasil a um resgate inegável. A seleção masculina recuperou sua auto-estima no Pré-Olímpico de Mar Del Plata, sua importância na estreia em Londres, e sua dignidade ao jogar seriamente contra a Espanha, quando “estrategistas” teriam ordenado uma “derrota inteligente”. Magnano mandou o time jogar para vencer, sem pensar em evitar os Estados Unidos ou um encontro desagradável com seu próprio país.

O Brasil teria vencido a França? Ninguém pode responder. Seria melhor estar nas semifinais com uma atuação suspeita? Cada um tem sua resposta. Magnano deu a dele na quadra, com a vitória sobre os espanhóis.

Ninguém vai do limbo à disputa de medalhas olímpicas em pouco tempo, com pouco trabalho. Resultado rápido é como dinheiro fácil. Ou é sinal de sorte, ou de desonestidade.

SOMBREIRO

O México não é apenas o time que fez a melhor preparação para o torneio olímpico de futebol. É também o time que menos respeita a Seleção Brasileira, e tem resultados para sustentar sua postura confiante. A média de três gols por jogo do Brasil não deve ser mantida na decisão, quando finalmente o adversário da Seleção será um dos favoritos à medalha de ouro. A terceira final olímpica da história da Seleção Brasileira não será fácil.

ESPERANÇA

Notável como as seleções brasileiras de vôlei cresceram durante os Jogos Olímpicos. A masculina parece ter encontrado seu melhor nível dentro da quadra, enquanto a feminina solucionou questões de ambiente que afetavam o desempenho. Natural que a expectativa de resultado de ambos os times tenha mudado radicalmente em relação à fase de grupos. Os cruzamentos das semifinais (japonesas e italianos) são estimulantes. Que mudança.



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