O BASQUETE EM LONDRES



O torneio olímpico masculino de basquete tem potencial para ser épico em Londres.

E o Brasil, dezesseis anos depois de Atlanta, pode estar envolvido nos melhores momentos.

A Seleção Brasileira tem um técnico digno do Hall da Fama, um armador talentoso, experiência e tamanho para fazer estragos. Se jogar seu melhor, e tiver um pouquinho de sorte, brigará por uma medalha.

A polêmica sem sentido sobre a convocação ou não dos jogadores que optaram por não atuar pela seleção no passado está, felizmente, enterrada. A atuação do Brasil no amistoso recente contra os Estados Unidos comprovou que Ruben Magnano acertou ao chamar os melhores.

O que vemos hoje é uma seleção que tem um plano. Talvez lhe falte material humano para uma rotação que possa sustentar o nível de jogo dos titulares, mas não há o que fazer quanto a isso.

Após a longa ausência em Olimpíadas, Londres pode proporcionar o ressurgimento da seleção brasileira masculina.

Mas este post não é sobre o Brasil. É sobre o time que certamente estará no centro do debate a respeito do torneio, seja qual for o resultado: os Estados Unidos.

Melhor time do mundo e favorito ao ouro, sem dúvida. Mas estamos diante de um quadro em que o resto do planeta deve se conformar em luta pela prata?

De forma nenhuma.

Os americanos chegarão às Olimpíadas com um problema de tamanho que já era considerável na convocação original, e que ficou evidente após as lesões de Dwight Howard, Chris Bosh e Blake Griffin.

A questão do tamanho gera um dilema tático que pode ser decisivo em Londres, quando os Estados Unidos encontrarem adversários mais capazes.

Há alguns dias, o técnico Mike Krzyzewski declarou que seu time terá sete “titulares” nas Olimpíadas: Tyson Chandler, Carmelo Anthony ou Kevin Durant, Lebron James, Kobe Bryant e Chris Paul ou Deron Williams.

Com qualquer quinteto que Krzyzewski escolher, até mesmo envolvendo jogadores não citados acima, a seleção americana deve passar pela fase de grupos atropelando a maioria dos seus oponentes.

Entre todos os times de elite, os EUA talvez sejam o que tem o menor número de movimentos ofensivos. O jogo de defesa extremamente agressiva e transição é seu DNA. Expediente que funcionará sem defeitos durante a classificação.

Mas quando os jogos eliminatórios chegarem, times mais fortes devem apresentar maiores dificuldades. Se essas equipes conseguirem diminuir o ritmo do jogo e conter os americanos na defesa, terão chance de explorar algumas vulnerabilidades no chamado jogo de meia quadra.

Nesta situação, há certamente duas seleções (Espanha e Argentina), talvez mais (Rússia? Brasil?), que têm ataques competentes o suficiente para derrotar os Estados Unidos.

Tudo dependerá do desempenho dos jogadores grandes. Se serão capazes de aproveitar a diferença de tamanho em relação a seus marcadores americanos.

O encontro desta terça entre Espanha e EUA (os americanos venceram por 100 a 78) poderia ter mostrado algo, se os espanhóis não tivessem claramente escondido o que pretendem. Marc Gasol não jogou, e Pau Gasol e Serge Ibaka ficaram juntos em quadra por muito menos tempo do que veremos daqui a alguns dias.

O amistoso também mostrou que LeBron James é capaz de defender oponentes maiores do que ele (PGasol, no caso) com extrema eficiência, o que reforça seu status de peça fundamental no time. Mas, à exceção de James, quem mais pode fazer isso?

Aí é que está.

O jogo em Barcelona foi “resolvido” por um jogador que, em tese, pode. Carmelo Anthony, que parece ter perdido o lugar para Kevin Durant, saiu do banco para ser o cestinha da noite (27).

Anthony é um dos jogadores que representam a maior dor de cabeça para os adversários da seleção americana. Ele, James e Kevin Love podem atuar como pivôs e são excelentes arremessadores de longa distância. Marcá-los longe da cesta é um drama para pivôs internacionais.

Krzyzewski adoraria ter certeza de que seu time chutará sempre tão bem quanto o fez em Barcelona, mas evidentemente sabe que essa é uma aposta que não pode ser feita.

O que nos leva de volta ao dilema tático mencionado no início.

Contra times grandes, em tamanho, e no jogo de meia quadra, os EUA terão de “aumentar” sua presença na quadra. Para isso, Kevin Love/Andre Iguodala devem se juntar a Chandler na rotação dos pivôs. E quem sai?

Sei que parece loucura, mas vamos por eliminação: James? Esqueça. A combinação que ele oferece, ainda mais para um time que precisa inchar, é crucial.

Durant? Seria suicídio. Ele é o melhor e mais confiável pontuador do time, virtualmente imarcável.

Paul/Willams? Alguém precisa levar a bola…

Sim, amigos, quem sobra é ninguém menos do que Kobe Bryant. Ele poderia sair do banco, junto com Anthony, para limitadas porém importantes missões ofensivas nos jogos que realmente interessam.

É pouco provável que Krzyzewski faça esse movimento. Afinal, trata-se de deixar KOBE BRYANT no banco. Mas muitos jogadores em situações semelhantes já tomaram a iniciativa e facilitaram o trabalho de seus técnicos ao se oferecer para um papel, digamos, menos glamuroso.

Foi o que Dwyane Wade fez em Pequim 2008. Kobe estava lá.



  • Julio

    André,

    Com relação ao papel que Wade realizou no time em 2008, acho que isso só foi possível devido à personalidade menos ostensiva dele. Se formos para pra pensar, Wade também abriu mão do papel principal no Miami Heat com a chegada de LeBron.

    Por outro lado, Kobe tem um histórico de problemas em dividir os holofotes com os companheiros, vide os problemas com Shaq e o relacionamento ruim com Pau. Será que ele aceitaria esse papel menos glamouroso? Eu não acredito.

    Por fim, só uma pequena retificação: está escrito Dwayne Wade, mas o correto é Dwyane.

    AK: Obrigado pela correção. Um abraço.

  • Bela análise, André. Contudo, considero a seleção americana muito forte. Olhando por outro ângulo a situação que você expôs, que outra seleção do mundo poderia ter Carmelo Anthony e Kobe Bryant como opções no banco? Surreal!

    Outro ponto importante é que todos os que você citou são os definidores do seus times, os homens da última bola. Isso num jogo parelho faz muita diferença também.

    PS.: Pena a seleção ter perdido Rafael Hettsheimeir. É um pivô de personalidade, que seria um substituto legal para o Nenê descansar.

  • Wellington

    Muito interessante sua colocação. Kobe Bryant ao lado de Tim Duncan foi para mim o melhor jogador que surgiu após Michael Jordan. Mas, realmente não tem como discordar. Infelizmente o tempo chega para todos, mesmo para os gênios. Fosse no auge de Kobe, não teria dúvidas em diminuir o tempo de quadra do Kevin Durant, mas hoje, Durant é um pontuador muito mais confiável do que Kobe.
    Uma coisa é certa, este torneio masculino de basquete vai estar imperdível! E eu vou torcer mais para uma medalha de bronze pro Brasil (ouro ou prata já é exagerar no sonho, mas quem sabe?!) no basquete do que para o ouro no futebol.

  • Anna

    Análise interessante. Não tinha pensado em Kobe no banco nesse Dream Team III. Verei com atenção basquete,vôlei, ginástica artística e rítmica e jogos de futebol masculino, mais lá para a frente, mesmo torcendo para o ouro deles e para o ouro do feminino, que tentarei ver. Mas confesso que esqueço do futebol na Olimpíada! Os jogos dos americanos são imperdíveis e ouso dizer que o Brasil, no masculino, pode beliscar uma medalha.

  • Marcel de Souza

    Bela análise André! Realmente o torneio de basquete masculino tem tudo para ser um dos mais interessantes dos Jogos. Que bom ver o Brasil, se não em posição de destaque, pelo menos no meio das equipes que podem dar trabalho.

  • Lucas Costa

    A única coisa que eu tenho certeza sobre o basquete é que qualquer que seja o resultado final, estarei orgulhoso do Brasil. Londres deve ser visto como uma etapa bem sucedida (desde já) de revitalizar o basquete em nosso país. O trabalho do Magnano desde 2010 é brilhante, a NBB está crescendo e nossos jogadores estão voltando a ganhar reconhecimento, mas ainda estamos longe do ideal.

    Espero que no futuro Londres 2012 represente um dos marcos da reconstrução do basquete no Brasil, e não apenas um acontecimento pontual no meio de seguidos fracassos.

  • Leandro Azevedo

    Creio que a seleção Americana jogará com dois estilos bem distintos em quadra: o primeiro com o time tradicional de Paul, Kobe, LeBron, Love e Chandler e uma formação alternativa de Paul, Durant, Melo, Lebron e Chandler.

    Os adversários que quiserem ter alguma chance contra os americanos terão que atacar o garrafão desde o início da partida para no mínimo acumular faltas no Chandler e forçar uma formação mais baixa em quadra. Os Espanhóis podem facilmente jogar com Pau, Marc e Ibaka em quadra ao mesmo tempo o que forçaria um Iguodala/Love/Lebron a defender o trio, vantagem Espanha e automaticamente forçaria o time dos EUA a retirar de quadra Kobe, Durant ou Melo tirando bastante o poder ofensivo deles.

    Vai ser uma batalha interessante sendo travada pelos técnicos na hora de executar a tática e mudar as peças durante o jogo.

    Se o Brasil conseguir jogar no garrafão com Varejão/Splitter e Nenê sendo efetivos no ataque, pode complicar bastante para os americanos tb.

  • Alexandre Reis

    André, defendendo do jeito que eles estão e com o comprometimento que demonstram. Não seleção no mundo a vence-los.

    Abs

  • Juliano

    Grande André!! Leio este post com tamanha felicidade!!!

    Acredito que hoje o time dos EUA é o único que dispõe de uma versatilidade que não encontramos em nenhuma outra seleção. É impressionante ver caras do tamanho de Lebron, Carmelo e Durant jogando “em cima”, fora do garrafão, com uma desenvoltura que assuta. Na nossa seleção, por exemplo, cara grande é pivô, cara pequeno joga em cima. No jogo Brasil x EUA ficou muito evidente isso… Alex marcava Lebron, quando havia troca sobrava pra quem? Nene! Aí nao tinha cintura pra segurar o MVP das finais, que cortava e ia pra dentro. Contra Alex, podia fazer o post up. Ou seja, ou era 8, ou 80. E isso se repete com pelo menos outros 2 jogadores dos EUA. Nas demais seleções falta jogador com esse biotipo, atletismo e técnica.

    De fato o garrafão deles está bem comprometido. Daí o esforço que vimos de Kobe e cia. em marcar o pessoal que conduz a bola, pra que ela não chegasse no garrafão.

    Talvez nestas Olimpíadas se encerre o ciclo desta geração da seleção argentina. Assistiremos com prazer, belíssimo time. Talvez falte gás pra chegar na medalha… mas, Argentina é Argentina, e eles tem Ginobili… que se fosse mais jovem, negro e americano, seria comparado à MJ como Kobe e Lebron foram, pelo menos quando estava no auge ganhando títulos pelo Spurs.

    Olho na Espanha! Rússia e Lituânia? Vai Brasil!!! Com algum cuidado, dá pra chegar lá sim…
    No amistoso contra os EUA perdemos o jogo para defesa dos americanos, e pra falta de um substituto a altura do estupendo Huertas.

    Que façamos uma bela campanha, e que o basquete se popularize e volte a ser o segundo esporte do Brasil, coisa que não é desde o ouro do vôlei em 92.

    Abraço AK! Sucesso!

  • Danyllo Magalhães

    E dessas baixas que vc citou do time americano, e que atrapalhou sensivelmente a montagem do time na minha opinião foram as que vc não citou. Derrick Rose e Dwayne Wade. Vão fazer uma falta danada

    AK: Desculpe, discordo. O time tem excesso de jogadores para essa função. O que falta é gente grande. Um abraço.

  • Juliano

    eu ja tinha pensado algo parecido, porem na minha opinião poderia ser diferente a convocação, deixar de fora o harden e levar mais um jogador de garrafao, como o big al, bynum ou cousins.

  • Luiz Felipe

    Não acho que Kobe aceitaria uma função de coadjuvante. De todo modo, acho que faltou um ponto a ser analisado: A rotação dos EUA é bastante homogênea, de maneira que os jogadores não ficarão cansados. Os jogadores dos EUA que estiverem em quadra sempre estarão a 1.000 por hora, enquanto os demais times certamente terão as estrelas mais sobrecarregadas. Assim, fica difícil segurar o jogo de transição dos EUA pra fazer um jogo de meia-quadra, e fica mais fácil marcar um jogador maior mas mais cansado.

    AK: Se os EUA conseguirem correr, os jogos durarão pouco. Um abraço.

  • Álvaro

    Fala, André,
    Que maravilha o basquete voltar a ser assunto em tudo que é lugar, não? Quem sabe uma medalha para o Brasi? Acho que, sem contusões, o bronze é uma posibilidade concreta, quem sabe uma prata.
    Mas, ainda que concorde com sua análise, acho que o ouro já tem dono.
    Abraço

    AK: É o mais provável, mesmo. Para o Brasil, jogar as semifinais seria um resultado estupendo. Um abraço.

  • André, é verdade que o Brasil, só por estar de volta às Olimpíadas após 16 anos, já tem uma grande vitória, mas creio que a equipe possa chegar a outros estágios, mais avançados dessa competição.

    Vou deixar meu blog aqui para você dar uma olhada. Espero que o faça.
    http://opitacoboleiristico.wordpress.com/2012/07/24/saindo/

    Tenho 14 anos, escrevo há dois, e sou um grande leitor de seus artigos.

    Abraço!

  • Fabricio

    o time ‘titular’ vai depender muito das situações do jogo. Mas se for para começar jogando, nao tenho duvida que o Kobe deve estar entre os cinco.
    Até pouco tempo atras, KD era reserva do Carmelo. Por que? Porque mostra deficiências, compensadas pelo poder de ataque.
    Primeiramente, Lebron tem total condição de jogar na 4 durante todo o jogo. Isso já ‘dispensa’ o uso do Love no elenco principal. Além disso, nao podemos esquecer que a DEFESA sempre foi o
    foco principal dos EUA. E Kobe é muito, muito melhor defensivamente que Carmelo e KD. Ofensivamente, todo mundo sabe da capacidade de Bryant, independente da idade (num basquete FIBA, velocidade e explosão são um pouco menos importantes; técnica é mais). Sem falar na questão da experiência e liderança.
    Portanto, discordo da sua opinião. No elenco principal, em situações normais, Kobe é titular absoluto.

    AK: LeBron “ter condições” de jogar de 4 durante todo o jogo depende de quem é o adversário. Contra a Espanha, por exemplo, isso não é verdade. Durant, hoje, é absolutamente indispensável. Estará na quadra enquanto conseguir andar, como no Mundial de 2010. Carmelo Anthony é reserva, de modo que não há necessidade de entrar na conversa. Em “situações normais”, nos jogos mais importantes, adversários usarão seu tamanho contra os EUA. Não vejo como Kobe ser usado com minutos de titular nesse cenário. A não ser que o time consiga jogar na transição. Um abraço.

  • O basquete vai ser imperdível. Eu também vou torcer mais por um bronze no basquete que por um ouro no futebol.

  • alex

    Só um pequeno detalhe: é na hora que pega que Kobe Bryant mais cresce…..Na dúvida a bola vai para Kobe, Lebron ou Durant…..

    esses não sairão do time, tenha certeza.

  • Wellington

    Sem querer te pautar, considere como um pedido de um fã do seu trabalho: comente mais sobre basquete, dá pra ver que você entende do riscado. Pena que não comenta com tanta frequência.

    Abraços!

    AK: A ideia é essa. Obrigado, um abraço.

  • Cantomaia

    Parabéns pela postagem, entretanto aproveito seu espaço e emito minha opinião: sou um pouco cético com relação a chance do nossa seleção obter medalhas, creio que já foi um passo e tanto voltar a classificar-se para os J.O. mas daí a pegar pódio é meio “pacheco”(cravo um honroso 6º a 8º lugar).
    Um abraço

  • Fred

    Concordo bastante com você. Só acho que o Brasil corre um risco grande e inevitável , apesar de termos 4 pivôs bons e grandes, tenho bastante preocupação com a capacidade física deles. O Nenê, o Anderson e o Tiago se machucam muito…Se 2 deles estiverem “meia bomba” nosso time vai cair demais. Acho que nossa sorte vai depender de todos continuarem bem fisicamente.

  • André,
    na minha opinião, o ‘ponto fraco’ da sua tese são os Point Guards. Acho que na hora que precisar de caras altos, o Kobe vai pra 1 e quem senta é o Paul ou o Deron Willians.

    AK: O que prejudicaria sensivelmente o ataque. Um abraço.

  • Tiago Lima

    Fala Andre!
    O Derick Rose (armador dos Bulls), também pode fazer falta vc não acha? Apesar do Cris Paul ser um excelente armador, na marcação contra grandes armadores (Ex. contra o Brasil/Huertas) ele sofreu um pouco!

    AK: Não creio que, se os EUA perderem o ouro, será por causa dos armadores. Um abraço.

  • Alexandre

    Sem querere ser chato, mas qual é o seu palpite para o resultado final deste torneio (ouro, prate e bronze), André ?

    AK: Também ser querer ser chato, o único palpite que tenho é que os EUA vão ganhar. Um abraço.

  • Juliano

    Anna, por favor, POR FAVOR, Dream Team não!! Nem II, nem III. Teve um só. Jamais haverá outro. Tá… se houver… inventarão outro nome. Kobe andou falando asneira e foi colocado devidamente no seu lugar com esse papo de Dream Team.

    Juliano: “big al, bynum ou cousins”, é piada, certo?

    Não tinha entrado no mérito de Kobe ir ou não pro banco quando se fizer necessário ter um time “maior” em quadra. Vamos lá: 2 grandes, Durant e Lebron, e um armador? Não creio… pode acontecer, claro, circunstancialmente. Mas a defesa que Kobe pratica é totalmente indispensável, e tem sim lenha pra queimar no ataque. Pode acontecer uma rotação entre eles (Kobe, Durant e Lebron) com ora um indo pro banco, ora outro e outro. Ou ainda, rotação com um “grande” indo pro banco. Não acho que Iguodala aumente tanto assim o tamanho do time.

    Claro, tudo vai depender do momento da partida, da necessidade, do adversário e, ainda, do número de faltas de cada jogador. Se o problema for “aumentar” a defesa, não vejo problemas em Durant e Lebron descerem pra marcar o pivô menor do outro time. No ataque vejo menos problemas ainda. Quando Lebron caiu no matchup com Nene, foi covardia: corte e bandeja, fácil assim. O mesmo valerá pra Anthony e Durant. Essa turma tem muito recurso ofensivo… seja chutando de longa ou média, seja cortando na velocidade da luz e indo pra dentro da cesta.

    E é nessa capacidade atlética, no balaio de recursos que estes jogadores levam consigo, que estará a medalha de ouro para os EUA. Infelizmente, ainda hoje, não há outra seleção no mundo com tamanhos recursos humanos.

    E AK tem novamente razão quanto ao único palpite: tirando os EUA, a competição está extremamente nivelada.

    Abraço!!

  • Juliano

    AK, se me permite ainda pentelhar, colo um link de um texto que aborda, entre outras coisas, a versatilidade que citei de alguns atletas americanos e faz um contra-ponto a respeito da necessidade de pivôs na formação do time em quadra:

    http://vinteum.blogosfera.uol.com.br/2012/07/25/previa-olimpica-coach-k-leva-revolucao-tatica-ao-basquete-mais-ou-menos-como-o-barcelona-no-futebol/

    Podemos não concordar com tudo o que o texto traz, mas acho que tem bastante sentido.

    E isso se deve, também, à falta desse atleta estilo pivozão em terras norte-americanas. Vi, nos anos 90, pivôs como Robinson, Ewing, Holajuwon, Mourning até chegarmos em Shaq, todos jogadores dominantes. Víamos ainda os PF (ala pivô, 4) fortes, como Malone, Kemp, Webber, Barkley até, talvez, Duncan. Jogadores que, exceção aqui ou ali, eram conhecidos pelo domínio na área pintada do garrafão. Depois surgiram jogadores mais versáteis, exemplo clássico é Garnett, visto hoje em Durant. Temos na NBA um jogador dominante de garrafão, hoje? Ah, Howard! Talvez o último deles. Mas não nos esqueçamos que ele ainda não ganhou nenhum anel… pelo contrário, não levou o Magic muito longe até hoje.

    A falta de pivo dominante levou à essa versatilidade que vemos em algumas estrelas hoje? Ou a versatilidade do esporte hoje, levou a extinção da figura dominante no garrafão?

    AK: Como respondi anteriormente: se os EUA conseguirem correr, os adversários não terão chance e o tamanho não será um fator. Se. Um abraço.

  • Julio Maia

    Uma bela analise, mas lembrem-se de Westebrook e Harden, ambos jovens e cheios de vigor, um é armador em potencial e o outro foi eleito o melhor sexto homem.

    E se tratando de poder ofensivo, esse poder seria muito maior com Rose e Wade, mas eu acredito que se Rondon não tivesse se desentendido com Coach K, esse time seria mais primoroso do que ja é.

    Outra coisa, eu discordo com esse negocio de “gente grande” (seu comentario no “post” do Alvaro), relembrando a seleção de 2008, os EUA tinham so D12 (Boozer não conta, horrivel pacas) como Center e mandaram bem em todos os jogos e Lebron joga facil em qualquer posição, seja na 1 ou na 4.

    E pra finalizar, essa seleção tem trocentas formações que dispensa comentarios.

  • Zeca

    Paul, Kobe, Durant, LeBron, Chandler. Esse vai ser provavelmente o quinteto titular do USA TEAM. Embora que, em muitos momentos de todos os jogos preparatórios (Rep. Dominicana, Brasil, Grã Bretanha, Argentina e Espanha, corrijam se faltou algum ^^), o próprio Carmelo fez a 5′, que deu problemas para o pivô que foi marca-lo, uma vez que Carmelo é indiscutivelmente habilidoso em mais de uma função. Prefiro, até, o Carmelo.

    Não acho que o Kobe deva sair. Ele é um excelente marcador, e no ataque não perde para ninguém (Basta pegar as estatisticas da ultima temporada da NBA, e ver que em 90% da temporada regular ele foi o cestinha da liga, em momentos com média superior a 30,0 p/ partida). Só que eu sou suspeito pra falar, sou torcedor do Lakers, =)

    De qualquer maneira, os EUA vem para a medalha de ouro, talvez a Espanha conseguisse dar um calor neles, mas perdeu o Ricky Rubio (GRANDE PERDA). Fazer o que …

    Em relação a nossa seleção, acho que nós iremos brigar com a Russia, mas principalmente com a Argentina, pelo Bronze. Não sei, depende também do chaveamento depois da primeira fase.

    Ps.: Espero que o basquete cresça cada vez mais no Brasil. No NBB/5, pode ser que tenham 20 equipes, o que seria muito legal.

  • Marcelo

    Bom, eu discordo… Por um simples motivo que alguns já citaram aqui: no clutch time, ninguém melhor que o Kobe! Entre ter o LeBron “não arremesso nos minutos finais” James ou o Kobe no final… Não preciso nem pensar… Sou até suspeito para falar, porque para mim o Kobe é o melhor depois do Jordan, então tirá-lo do time parece uma heresia!

    De qualquer forma, ainda acho que não vai ter para ninguém, a real disputa vai ser pela medalha de prata. O que não significa que não vou torcer absurdo para o Brasil ganhar de todo mundo, inclusive dos EUA.

    Abraços!

  • Vinicius

    Adoro assistir a seleção americana…os caras tem um time titular e reserva de dar inveja. E ainda tem os jogadores contundidos, só fico triste de ver o Rajon Rondo de fora dessa seleção, na minha opinião ele é bem melhor que o Cris Paul (não entendo a adoração por esse cara). Fico imaginando como seria o Rondo armando pra feras como Lebron, Durant e Briant arremessar!! acho uma pena ele ter se desentendido com o técnico!

  • Juliano

    Senhores, programem-se:

    Jogos da seleção masculina nas Olimpíadas:
    29/7 – Brasil x Austrália (7h15)
    31/7 – Brasil x Grã-Bretanha (12h45)
    2/8 – Brasil x Rússia (12h45)
    4/8 – Brasil x China (12h45)
    6/8 – Brasil x Espanha (16h)

    Record, Sportv, ESPN e BandSports têm os direitos de transmissão do evento.

  • Hail Corinthians

    O ouro já tem dono, mesmo pq os USA já estão vacinados. Um time com Carmelo Anthony, Lebron James e Kobe Bryant hoje em dia é imbatível.
    As outras 11 seleções brigam pela prata.
    No caso do Brasil, os reservas são muito inferiores aos titulares.

  • Hail Corinthians

    Lembro-me de Brasil (Oscar, Marcel, Gerson, Israel, Guerrinha) X União Soviética (Sabonis, Kurtinaitis, Tikonenko, Marchelunis, Belosteni), apesar da derrota, dava gosto de assistir.
    Ou da Iugoslávia de Petrovic.

  • luis antonio

    Particularmente eu acho q nunca em uma olimpíada ou qq outro torneio ou campeonato mundial se pensou que uma equipe americana ” completa ” poderia ter chance de perder pra alguma seleção do planeta e o que se vê nesta edição é que embora pouco provável isso seja possível, algo até admitido pelos próprios críticos americanos. Acredito q a Rússia fisicamente na altura seria a seleção mais difícil para os americanos enfrentarem, não só pela altura mais pela filosofia europeia de valorização da posse de bola e do controle do relógio. Se pararmos para analisar o que levou a Argentina a derrotar 2 vezes os americanos em edições passadas foi exatamente nisto. Magnano é tão respeitado e temido pelos americanos por isso, porque poucas seleções endureceram com os americanos, mais vencê-los de fato só a Argentina de Magnano conseguiu … Na minha opinião o Brasil só terá chances de medalha se incorporar a filosofia de seu treinador e seguir ela a risca os 4 quartos do jogo !!! Se seguirmos este padrão não é impossível chegar a uma prata ou Bronze e num bom dia e colocando pressão nos americanos podemos até vencê-los se conseguirmos fazer eles sentirem uma grande pressão. Os maior adversário de nossa seleção é conseguir manter o equilíbrio durante os 4 quartos !!! Nossa maior dificuldade é não ter uma rotação a altura para o Marcelinho Huertas que pode ter em uma campanha com sucesso do Brasil na Olimpíada uma passagem direta para um time de ponta na NBA … Acho que embora deslocado de posição e não ser posição de origem o Marcelinho Machado tem uma ótima condução e proteção da bola e se fosse bem treinado para esta função hj poderia ser mais útil a seleção ali dando alguns 10 ou 15 minutos de rotação com Huertas.

  • Julio Maia

    @Juliano

    O Howard levou sim o Magic longe meu querido, ele levou o time ate as finais em 2008~2009, perderam para o Lakers de Kobe…

  • Juliano

    Tem razão Julio Maia… o mesmo feito de Shaq (e Penny!) em 1995 contra o Rockets.
    Mas parou por aí, ultimamente só tem arrumado confusão pedindo pra sair, tirando Van Gundy do posto de treinador, jogar bola mesmo faz tempo que não joga.

    Em resposta ao que Kobe disse a respeito desse time olímpico dos EUA vencer o Dream Team (único e original), Charles Barkley acaba abordando o problema do “tamanho” da equipe, como fez AK no post, e cita a Espanha de Pau e Marc.

    http://www.nba.com/video/channels/barkley_website/2012/07/23/072312_barkley_olympics.nba/?cid=nba_12_facebook_L

    Uma bela síntese em 1 minuto de fala. Por essas (e tantas outras) que Kobe não é visto com a mesma simpatia de ídolos do passado nos EUA.

  • Rita

    Que massa um post sobre basquete.
    Como raramente faço, acordei cedo para ver o Brasil.
    E olha, é maravilhoso torcer pelo basquete brasileiro nas olimpíadas e se trouxerem uma medalha então…

  • José A. Matelli

    Eu realmente não curto basquete (apesar dos meus 2,00 m), mas o nível deste post, dos comentários e da empolgação do André no debate me lembrou os tempos do Blogol.

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