CAMPEÃO DE NOVO



A decisão da Copa do Brasil (Palmeiras 1 x 1 Coritiba: Airton e Betinho) foi um desses jogos que se desenrolam exatamente como se imagina.

O mandante, em desvantagem, com posse, iniciativa e pressão.

O visitante, em relativo conforto, com marcação, defesa e contragolpe.

Diferentemente do que se esperava, talvez, vimos um Palmeiras mais calmo e maduro em campo, como se soubesse o que iria acontecer.

O domínio do Coritiba foi territorial e demonstrou mais a intenção do que a aplicação de seu plano.

De fato, nos momentos em que foi pressionado com maior intensidade, foi o Palmeiras que criou mais perigo.

A ideia do Coritiba dependia de fazer 1 x 0. É impossível marcar dois gols de uma vez só, e a construção de um hipotético segundo gol estava diretamente ligada ao desequilíbrio resultante do primeiro.

E por mais que se diga que, numa situação ideal, o melhor é construir a vantagem com tranquilidade e sem riscos decorrentes da perda de organização, tudo o que o Coritiba desejava era desorganizar o jogo com um gol.

Incendiar o Couto Pereira, acuar o adversário preocupado e em dúvida sobre o que fazer, aproveitar o momento e chegar ao placar minimamente necessário.

De quanto tempo um time precisa para tanto? Quantas vezes já vimos, especialmente em mata-matas, gols saírem num intervalo de cinco, dez minutos?

Airton executou a primeira parte. Havia tempo mais do que suficiente para a segunda.

Era evidente que, perdendo o jogo, o Palmeiras recorreria a seu eficiente “modo bola parada”. De forma que o principal cuidado que o Coritiba teria de tomar era com Marcos Assunção.

Ele só precisou de uma oportunidade, a primeira, logo depois do gol.

A comemoração foi a de alguém que sabia que o desvio de Betinho valeu a taça.

Assunção se envolveu nos três gols que o Palmeiras marcou nas finais. Ao longo da caminhada invicta, ele é um caso de confiabilidade acima de qualquer medida.

A torcida do Palmeiras, a do adversário e todos os jogadores em campo SABEM o que vai acontecer quando ele ajeita a bola para cobrar uma falta perto da área.

E não deve ser apenas coincidência o fato de ele ter o mesmo nome de um personagem diretamente ligado a um Palmeiras vencedor, e a palmeirenses felizes.

Isso é o que vemos hoje. Um clube grande com um título de peso conquistado. Uma torcida que se sente orgulhosa de novo. Um motivo para crer que o Palmeiras começará 2013 como deveria começar todas as temporadas: disputando campeonatos para vencer.

Parabéns ao Palmeiras e aos palmeirenses.



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