A COPA



Falemos do jogo, primeiro.

Depois, nos próximos dois posts, falaremos da conquista (sinto-me no dever de alertar que o material é quase exclusivo para corintianos).

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O Corinthians começou mal a decisão no Pacaembu.

Não conseguiu encaixar a marcação correta nos primeiros 15 minutos, erro que propiciou o maior risco que o time poderia correr: o contra-ataque, com os extremos do Boca Juniors no mano a mano com os zagueiros.

Riquelme era o agente do desequilíbrio, dobrando a carga de marcação de Fabio Santos e Alessandro, com aparições dos dois lados do campo.

O Boca jogava e, exatamente a seu estilo, demorava uma eternidade para cobrar faltas e escanteios.

Fustigar, enervar e vencer. Esse sempre foi o plano.

E como o Corinthians não ativava Émerson, pelo chão, da forma como deveria, o jogo ficou perigoso.

Corrigido o equívoco defensivo, ninguém mais jogou até o final do primeiro tempo. Mas alguns jogadores corintianos mostravam postura de decisão, como Leandro Castán.

O zagueiro colocou Santiago Silva de castigo, e o avisou que só saísse quando ele mandasse.

Paulinho estava em todos os lugares do campo. Émerson tentava controlar a própria temperatura.

A atitude do Corinthians desde os primeiros minutos do segundo tempo foi a de resolver o jogo.

Apareceu Émerson, nome indiscutível, com dois gols que se somam aos serviços (o golaço na Vila, a jogada do gol de Romarinho…) que ele prestou à campanha da primeira Libertadores corintiana.

Sócrates, onde quer que esteja, certamente viu o jogo e ficou orgulhoso do toque de calcanhar de Danilo no lance do primeiro gol.

A arrancada de Sheik para fazer o segundo, não sem antes agradecer a Schiavi, já poderia ter iniciado a festa.

Mas o adversário era tão respeitável que o Pacaembu achou prudente esperar um pouco mais.

Tudo acabou sem sustos, sem sofrimento, como foi praticamente a caminhada inteira rumo ao topo da América.

A taça terminou nos braços de Alessandro, capitão da última noite, cuja história como corintiano é feita de questionamentos, superação e uma recompensa de valor incalculável.

Da Série B à Libertadores, sua posição como titular esteve constantemente em dúvida.

No momento – o único, talvez – em que o Corinthians correu risco de eliminação, foi ele quem cometeu a falha que Cássio corrigiu diante de Diego Souza.

Ver-se levantando a Copa para todo o sempre é prova, mais uma, de que existe algo reservado para quem cerra os dentes e segue seu caminho.

Neste aspecto, é obrigatório falar de Tite e de sua conduta impecável. Ele é o retrato do merecimento.

Quando alguns vândalos jogaram pedras em carros estacionados no CT do Corinthians, após o vexame contra o Tolima, o clube se ofereceu para cobrir os prejuízos.

Tite se recusou a receber. Ainda existe gente assim, que não quer nada que não seja correto.

É bom ver Tite vencer.

Parabéns ao Corinthians e aos corintianos.



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