MAIS DAS COPAS



A corrida de Valdivia na direção do banco, para comemorar o gol de empate (1 x 1 com o Grêmio: Fernando e Valdivia), é a imagem que fica da classificação do Palmeiras para a final da Copa do Brasil.

A expressão de felicidade, impossível de forjar. O abraço em Felipão, aparente agradecimento. O grito, reação humana que se inicia no coração e não passa pelo cérebro.

Futebol, amigos. Futebol.

Uma partida bem jogada, com um time tentando superar o outro por intermédio das próprias qualidades, já era improvável a partir do resultado do primeiro jogo. Era evidente que o Palmeiras atuaria para proteger sua ótima vantagem.

E que o Grêmio se encontrava no incômodo território que obriga a atacar com cautela, se é que isso é possível.

Ademais, são dois times de características semelhantes. De modo que um embate de estilos deu lugar a um embate, apenas.

A chuva que caiu desde o início da noite piorou o estado do gramado e terminou de preparar o cenário. Partida de copa. O que importa é sobreviver para jogar mais uma vez.

Sofrimento para o gremista, que viu seu time ter mais volume, mais presença, mais intenções. Mas poucos momentos.

Sofrimento para o palmeirense, que, apesar do placar muito a favor, não viu o tempo passar com a velocidade que gostaria. E o adversário batia à porta, cada vez com mais força.

O gol do Grêmio, no rebote de bola parada, fez com que o jogo finalmente “começasse”, num aspecto.

Como o Palmeiras reagiria? O Grêmio aumentaria a pressão? Qual seria a postura dos técnicos, a partir do instante em que as possibilidades de classificação de cada time sofreram alterações?

Não havia muito tempo disponível e um gol, para qualquer lado, provavelmente seria o último do jogo.

Foi quando Valdivia e Juninho tabelaram. O passe do segundo deixou o primeiro em condições de finalizar: 1 x 1.

Um sopro de organização e inteligência durante um empurra-empurra futebolístico, pesado e tenso como quase sempre são esses jogos.

Valdivia sorrindo, correndo, gritando, é a imagem que importa para o Palmeiras, que retorna a uma decisão depois de longo hiato.

Retorna sabendo ser copeiro, entendendo como são esses embates, em que há mais do que apenas futebol em campo.

Mas é o futebol que decide. Sempre.

______

Como se esperava, o Boca Juniors (0 x 0 com a U. De Chile) será o adversário do Corinthians na final da Copa Libertadores.

Um oponente que, com seus 6 títulos e agora 10 finais, legitima a primeira decisão continental da história corintiana.

E dignifica o resultado, seja qual for.

Para saber como foi o jogo de ontem em Santiago, aqui está a análise de Júnior Marques.

Vale o clique.



  • Anna

    André, você captou bem com sua sensibilidade: a imagem de Valdívia abraçando Felipão é a imagem do Palmeiras nessa decisão. Mais coração e alma que cérebro. Seu depoimento emocionado ao fim do jogo também. Será uma decisão de arrepiar! Bom final de semana, Anna

  • Junior

    Na Libertadores, acredito que a final será entre os times mais aplicados táticamente do torneio. Entendo que a força de ambos está no futebol coletivo, porém vejo o Boca um puco a frente, ou pelo menos mais a vontade em campo. O time argentino está lembrando muito o próprio Corinthians do início do BR 11. Parece que coletivamente eles têm uma leitura muito boa de cada momento do jogo.

    Outra coisa que chamou a atenção no Boca foi a maneira que eles desarmam uma linha de impedimento. Tem sempre aquele jogador entre os zagueiros e aquele que vem de trás, em uma das laterais. Riquelme consegue habilitar esses apoiadores com muita facilidade. Será necessário muita atenção nessas jogadas.

    Ambos os times sabem muito bem defender uma vantagem, acredito que aquele que conquistar ela primeiro dificilmente vai deixá-la escapar.

  • A expulsão do Henrique foi o cúmulo da injustiça. E o pior é que o Palmeiras perde um excelente jogador para o primeiro jogo.

  • Edouard

    Vi a maior parte do jogo do Palmeiras ontem e achei bastante interessante. Foi uma batalha campal. Formou-se uma “tempestade perfeita”, com chuva grossa, gramado pesado, jogadores expulsos (Henrique?!), um time pilhado por seu técnico, o outro se esforçando para manter a cabeça no lugar, um jogador em redenção, um antigo ídolo contra seu ex-time, e o time que precisava do placar começou vencendo. Torcedores demorando 3h30 de SP a Barueri (isso mesmo, até o km 23 da Castelo Branco), pancadaria com a PM do lado de fora, gente com ingresso na mão sem pode entrar, uma confusão danada. Quando o gol do Grêmio saiu, achei que ia explodir tudo.
    Vai ser definida por sorteio a ordem dos jogos? Porque não foi sorteado antes das oitavas?
    Um abraço.

  • BASILIO77

    A imagem do Valdívia abraçando o Felipão foi significativa. Parece que o gringo voltou. Será que fará mais uma vitima no domingo?
    Abraço.

  • Alberto Pereira

    Palmeiras x Gremio, foi tudo, menos um jogo de futebol!!

  • Lippi

    André, eu vi em vários lugares falarem que “o Palmeiras não chegava a uma decisão nacional havia 12 anos, desde a Copa dos Campeões de 2000″… ok, não deixa de ser um fato, mas não é uma ‘manchete’ um pouco burra? Basicamente, a única decisão nacional que nós temos, desde 2003, é a da Copa do Brasil.. ou seja, o time pode ser campeão brasileiro, da Libertadores e mundial, sem ter chegado a nenhuma ‘decisão nacional’

    AK: Sim, não é muito inteligente. Um abraço.

  • Mário

    André,

    A maioria dos jogos que os times brasileiros perderam na Bombonera houve expulsões de jogadores brasileiros. A malícia dos argentinos e as pressões são grande, e os árbitros (colombianos, chilenos, paraguaios,etc), tornam-se caseiros. Os jogadores do Corinthians além de jogar futebol tem que ter muito mais cuidado em não serem expulsos.

  • carlos

    André, bom dia! Riquelme deu uma entrevista no Olé e disse que nao conhece o corinthias! Pode???? Vou mandar um email pra lá,e avisar que é o time do Biro Biro, Tupanzinho, Neto,Lulinha,dentinho,defederico,vampeta,chicao e o tecnico é o Tite!! Quem sabe ele lembra!!!!!!

  • Lucas

    É André… Só uma pena que o Boca Juniors poderá ser alijado do direito de jogar em La Bombonera. Em outros tempos, os times brasileiros não temiam atuar diante da pressão argentina, uma das maiores e mais tradicionais do continente. A Argentina vive dificuldades financeiras há bastante tempo e o Brasil, ainda não sentiu os sinais da Crise Econômica Internacional. Infelizmente, a força política do Todo Poderoso Timão do Bando de Loucos, que tem o seu fanatismo “religioso” cada vez mais incentivado, é cada vez mais forte na América Latina, graças ao PT da China do ex-presidente Lula (também fanático torcedor corintiano confesso). Os tentáculos do molusco e do partido mostram a força de sua intervenção cada vez maior, seja no Brasil, no Paraguai ou na Conmebol. Sindicatos de caminhoneiros vão ajudar até a alterar o dia do jogo. Confesso que ainda não compreendi a força de mais esta manobra, dentro do cenário das decisões de bastidores que envolvem o jogo, atualmente claramente confundido com esporte. É o jeitinho brasileiro e corintiano de fazer política, cada vez mais na surdina e de forma baixa. Mas, como o vale tudo já está institucionalizado na memória e no pensamento do Zé Povinho da periferia de São Paulo, tá tudo muito bom né? E dando certo que é o que importa para grande massa alvinegra. Aproveito para agradecer aqueles que sempre fazem de tudo para me ridicularizar após as publicações dos meus posts. E a você André, por ser pelo menos democrático ao ponto de fazer isso. Na época em que vivemos, os jornalistas se tornam cada vez mais avalistas do óbvio, que existem apenas para ajudar a ratificar o pragmatismo de resultados daqueles que promovem e sempre legitimam o jogo. São os mesmos que escondem e escamoteiam as possíveis conspirações (também gostaria que fossem apenas teorias), na realidade e na prática, muito mais nojentas e sujas do que possamos imaginar. Só gostaria de saber se atualmente manda mais o Andrés Sanchez (tá bem poderoso, desde que ajudou a esculaxar o Alberto Dualibi, que pelas portas do fundo ou não, ajudou a fazer do Cortinthians, um campeão mundial – eu reconheço) ou o José Maria Marin? Abraços.

  • Michel

    André, agora o Lucas é colaborador do seu blog? Ele tem posts aqui?

    Não mais só comentários fantasiosos sobre o poder do Lula e o PT em fazer o Corinthians campeão antecipado da Libertadores?

    Esse tem que doar o cérebro para pesquisa, é um caso impressionante, não cansa de surpreender!

    A cada fase que o time de Parque São Jorge avança no torneio continental as teorias de conspiracão se superam.

    Abraços e parabéns pela paciência e liberdade que dá aos seus leitores/colaboradores.

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