AS COPAS



Em termos de planejamento e execução, o primeiro tempo do jogo de ontem (Santos 0 x 1 Corinthians: Emerson) está entre as melhores apresentações do Corinthians de Tite.

Sério, consciente, aplicado. Pela primeira vez em 2012, lembrou o time que foi campeão brasileiro.

A ideia de “roubar e criar” foi posta em prática, via uma atenta vigilância dos movimentos santistas. A impressão era de que o Corinthians sabia exatamente como e quando seria atacado.

A previsibilidade de um time caracterizado justamente por sua capacidade de improvisar e surpreender foi o primeiro sinal negativo para o Santos.

A dinâmica – Santos com a bola – era a esperada. Mas o jogo mostrou um outro sintoma ruim para o Santos: Paulinho e Ralf, com ajuda de Alex, dominaram a faixa central do campo.

Mesmo antes do gol de Emerson (voltaremos ao lance em instantes), era notável a presença corintiana no campo de ataque. Mérito dos dois volantes, que desarmam, sustentam e apoiam.

Para um Corinthians com repertório ofensivo limitado, a chance de marcar um gol residia na eficiência. Os chutes de fora da área mostram a falta que faz um atacante de referência num time que não foi construído para jogar sem um.

Mas coisas interessantes acontecem. No lance do gol, Henrique está enfiado na área, como se a presença de um atacante adversário (o que é normal) justificasse a preocupação.

Talvez o hábito, um condicionamento automático, o tenha traído. E Emerson teve espaço para acertar um lindo chute.

A partir daquele momento, o jogo ficou diferente. O chamado gol qualificado incomoda e evidencia os problemas do time que está em casa. No caso do Santos, a baixa produtividade de seus jogadores mais capazes.

E no segundo tempo, pressa e desorganização ( e Cássio…) encaminharam o resultado.

Emerson mereceu ser expulso. Não importa o cartão anterior. Quem tem um amarelo não pode exagerar como ele fez na falta em Neymar.

Por falar nele, não foi um fator. De novo. Bem marcado, sem dúvida. Mas abaixo do que pode, como todo o time do Santos.

É por isso que o confronto está aberto, ainda.  O Corinthians está mais próximo da final, porque entre todos os cenários possíveis para o jogo de volta, há mais resultados que o interessam.

Mas o Santos ficou aquém do seu normal.

(OBS: Alguém poderia explicar a queda de energia, não?)

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Só vi os melhores momentos da enorme vitória do Palmeiras (2 x o no Grêmio: Mazinho e Barcos) no estádio Olímpico, pela Copa do Brasil.

Parece que Felipão tirou um coelho da cartola, ao escalar Henrique como volante/zagueiro. O Palmeiras se defendeu com competência e conseguiu um resultado muito melhor do que imaginava.



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