PRÉVIA DA COPA (Santos x Corinthians)



Alguns aspectos que merecem atenção no clássico de logo mais:

1 – Ganso?

A possível ausência de Paulo Henrique Ganso prejudicará o Santos por razões óbvias, mas não alterará a dinâmica do jogo.

Com Léo ou qualquer outra solução encontrada por Muricy Ramalho, o Santos será o time a ficar com a bola e propôr os movimentos na maior parte do tempo. A ideia de jogo do Corinthians, roubar a bola e surpreender, contribui para essa situação.

O que fará falta ao Santos é a inteligência, a visão, o toque do jogador diferente. Léo pode atuar no meio de campo com sua experiência e tranquilidade, mas não se deve esperar dele uma participação transformadora nessa posição.

Ganso, por sua vez, aumentaria muito as chances do Santos de vencer. Lembre que no momento mais sensível do Santos nesta Libertadores – o segundo tempo da partida contra o Vélez, na Vila – foi Ganso quem criou o gol de Alan Kardec.

2 – A marcação sobre Neymar

É o que pode decidir o confronto. Tite estudou exaustivamente a maneira como Neymar foi marcado nos dois jogos contra o Vélez, e nos últimos amistosos da Seleção Brasileira. Os argentinos (do clube) foram exemplares.

A melhor forma para conter Neymar é a marcação dupla por setor. Consiste em não designar um jogador para marcá-lo individualmente, mas tentar garantir que a principal arma do Santos não fique no mano a mano. Obviamente, não é simples. A ideia exige atenção total e movimentos coordenados para dobrar (ou mais) a vigilância quando Neymar receber a bola. É importante que as duas linhas mais recuadas estejam sempre próximas, diminuindo a área de atuação do atacante.

Por alguma razão, times brasileiros têm mais dificuldades para executar esse tipo de marcação. Por mais que se treine, há momentos em que as movimentações devem ser automáticas. É quando as falhas acontecem.

3 – O gol qualificado

É crucial para o Corinthians. Não só porque pode condicionar o confronto, mas porque um time com as qualidades do Santos dificilmente deixará de fazer um gol no Pacaembu.

A necessidade corintiana se agrava pelos evidentes problemas ofensivos do time. A tendência é que haja espaço, pois o Santos tomará a iniciativa. Mas o Corinthians precisará de eficiência.

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Abaixo, uma análise tática do confronto. Cortesia de Júnior Marques (@afajota, no twitter), a quem o blog agradece mais uma vez pela gentileza.

Corinthians – Titibilidade próxima do inédito.

O atual campeão brasileiro, Corinthians, irá se deparar com o Santos nesta quarta-feira, na Vila Belmiro, pelas semifinais da Libertadores 2012. Um forte confronto brasileiro sem tons de favoritismo.

Diagrama tático: O 4-2-3-1 habitual do Corinthians, sem um centro avante de ofício.

O ponto forte do Corinthians é baseado na solidez da marcação e apoio dos volantes e meias ao ataque, tanto pelo meio como pelos lados do campo. O Corinthians costuma imprimir grande velocidade aliada ao volume de jogo por intermédio destes jogadores(volantes e ponteiros), e por aí as principais jogadas devem surgir para que o jogo corintiano consiga fluir.

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Santos – Em busca do Bi.

O Santos iniciará em casa sua trajetória rumo a mais uma final da Libertadores. Após dois confrontos equilibrados com o Vélez Sarsfield nas quartas-de-final, chegou a vez de enfrentar o Corinthians.

Diagrama tático: O 4-3-1-2 do Santos

O 4-3-1-2 do Santos ganha muita variabilidade com a movimentação de Arouca e Elano, que formam um triângulo de base alta com Adriano(1º volante) no meio-campo. A equipe quando tem a bola nos pés costuma variar o posicionamento para o típico 4-2-3-1 muito utilizado no Brasil. Com a linha de 3 formada por Elano, Ganso e Neymar, o Santos ganha em poderio ofensivo, que busca aliar troca de passes e momentos incisivos com Neymar, fator de desequilíbrio da equipe alvinegra.



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