SHOW DE FALHAS E GOLS



Brasil x Argentina (3 x 4: Rômulo, Messi-3, Oscar, Hulk e Fernández) foi um show de horrores defensivos.

As duas defesas ofereceram ao público americano uma clínica de falhas. Menos preocupante para a Seleção Brasileira, que não teve Thiago Silva e David Luiz (zaga que deve ser titular em Londres), machucados.

O amistoso foi “vendido” como mais um “duelo” entre Neymar e Messi, o que não faz mal. Eles são os dois principais jogadores de suas seleções, nada mais natural do que divulgar o encontro como atração do jogo.

O problema, uma vez mais, é a comparação.

Leitores do blog sabem o que penso sobre Neymar. Também sabem o que penso sobre Messi.

Talvez um dia a situação mude, mas qualquer comparação entre Messi e Neymar é muito prejudicial ao jovem astro do Santos. Atrapalha o desenvolvimento de um garoto que tem talento para ser um grande.

Lembremos da manchete de um portal de notícias brasileiro, após a aula do Barcelona na final do Mundial de Clubes da Fifa: “Messi ofusca Neymar (…)”.

Puro nonsense.

Messi joga entre os melhores e brilha com assustadora frequência. No futuro, a carreira de Neymar deve nos proporcionar condições semelhantes para análise.

Deixemos essa ladainha de lado e entremos em outra, a de que Messi não joga bem pela Argentina.

Com os 3 gols marcados neste sábado, ele chegou a 28 pela seleção. Maradona fez 34. Messi ainda terá muito tempo para superar as subjetividades insistentemente usadas para diminui-lo.

Talvez o maior pecado da defesa do Brasil tenha sido não tratar o melhor jogador do mundo com a vigilância que ele exige. Messi fez dois gols diante de Rafael e um no qual avançou em diagonal e teve espaço para chutar de fora de área.

Neymar mostrou personalidade, iniciativa, apresentou-se para jogar na maior parte do tempo.

Merece o elogio até no lance em que invadiu a área com a bola dominada e, desequilibrado, chutou a grama no momento de concluir.

O zagueiro argentino claramente o empurrou e, se Neymar caísse, o árbitro poderia marcar pênalti. Mas ele preferiu seguir, o que é sempre melhor.

A Seleção Brasileira se entendeu bem do meio de campo para a frente. Bom sinal.

Mais uma atuação animadora de Oscar, com dois excelentes passes para Hulk no primeiro tempo. O meia do Internacional foi o jogador que melhor capitalizou a série de amistosos, jogando com a tranquilidade e a inteligência que o caracterizam.

Só não entendo por que ele é visto como uma alternativa a Ganso (tratei do assunto no Lance! de hoje. A coluna estará aqui amanhã).

Diante da seleção principal da Argentina, o time olímpico do Brasil perdeu, mas mostrou um esboço do que pode ser em Londres.

De fato, perdeu porque havia um jogador comprovadamente genial em campo.

Que não se faça confusão sobre seu nome.



MaisRecentes

Plano B?



Continue Lendo

Pendurado



Continue Lendo

Porte



Continue Lendo