CAMISA 12



(publicada ontem, no Lance!)

CINTURÃO

No boxe, quando um campeão se aproxima do ringue para defender seu título, vem acompanhado de uma numerosa equipe na qual cada um tem seu papel. Alguns vão à frente, com feições ameaçadoras, abrindo espaço. Outros ficam atrás, batendo palmas. O treinador geralmente aparece massageando os ombros de seu pupilo, numa tentativa de relaxá-lo antes do combate. Na cena, o trabalho mais importante fica a cargo de um ajudante que tenha altura para exibir o cinturão para que todos vejam. É o anúncio de que o campeão está presente. Que o título é propriedade dele até que alguém o supere.

Assim o Santos entrará em campo para enfrentar o Corinthians, nas semifinais da Copa Libertadores. O encontro não vale um título, mas a manutenção ou a eliminação do campeão da América. Análises sobre qualidades e defeitos dos times, com ou sem a escolha de um deles como favorito teórico, dependem de opinião. A posição – quem é e quem quer ser – de cada um no confronto, não.

Status é algo que se conquista e se deve respeitar. Numa era de ciclos efêmeros, em que o que interessa é o consumo rápido, é bom ver um time sustentar seu sucesso por mais uma temporada. A presença do dono do troféu entre os quatro semifinalistas fortalece o conceito da “melhor Libertadores dos últimos anos”.

O debate em torno dos locais dos jogos é interessante, ainda que estimulado pela distância de 20 dias entre a definição do confronto e sua realização. As opções do Santos para mandar a primeira partida convidam a uma conversa sobre futebol e não apenas sobre estádios, capacidade de público ou valor da renda.

A forma de jogar do Santos sugere que o Morumbi seria melhor, por oferecer mais espaço para um time que pretende ter a bola e utilizar o arsenal de Neymar para decidir. É mais difícil se defender num gramado maior, razão pela qual os 432 metros quadrados que diferenciam o Morumbi da Vila Belmiro poderiam fazer diferença. Por outro lado, em seu estádio, o Santos corre menos risco de ser vítima do contra-ataque que certamente está nos planos do Corinthians.

E há a questão do ambiente, da pressão. Times que vão à Vila não ficam à vontade. Ali, o Santos é o dono do ringue. E do cinturão.

Até que alguém o supere.

PENSE BEM

Menos do que o São Paulo pretendia receber, mais do que o Internacional pretendia pagar. O acordo entre os clubes encerrou o caso Oscar da maneira mais sensata, respeitando o desejo do jogador de trabalhar onde quer e indenizando quem o tinha sob contrato. O resultado prático do fim da querela é um aviso a dirigentes, agentes e atletas, espertos ou ingênuos: o desrespeito a compromissos firmados custa dinheiro. E não é pouco.

PENSE MAL

A genialidade dos organizadores da Copa do Mundo se confirmou, uma vez mais, no anúncio da tabela da Copa das Confederações. O Maracanã, modernizado por uma reforma de dar inveja aos engenheiros que trabalham em Dubai, corre o risco de não receber a Seleção Brasileira uma vez sequer. O Brasil só jogará em sua casa se for à final do torneio do ano que vem, assim como no Mundial. E a Copa das Confederações terá seis sedes…



  • André, o Brasil jogará todos os jogos em casa. Claro que o Maracanã tem sua simbologia, mas, pelo menos para mim, não será essa tragédia toda se o Brasil não jogar por lá. Até porque o Maracanã, como bem relataram Mauro Cézar e Trajano, já não é mais O Maracanã. E os (des)organizadores até mereçam passar por isso como lição.

    Quanto à semifinal, o Santos ganha muito com essa fase de descanso. O Corinthians descansado não vai ficar muito melhor do é, já o Santos tende a dar um salto de qualidade. Par aos corintianos, como eu, é uma pena. Para ao futebol como um todo é um bem.

    Abraço!

  • Marcel de Souza

    Muito boa a crônica comparando os adversários da Libertadores com lutadores de boxe. Não tinha pensado dessa forma, mas faz todo o sentido.

    Sobre o caso Oscar eu acho que realmente neste ponto foi tomada a decisão correta, não interessava a mais ninguém manter essa polêmica. Espero realmente que daqui pra frente casos desse tipo não voltem a acontecer.

    E sem ser “pidão”, mas já sendo, vai ter uma coluna comentando a saída (pelos fundos?) do Ronaldinho do Flamengo?

    1 abraço e bom final de semana!

    AK: Esse é o plano para a coluna do jornal de amanhã. Um abraço.

  • Muita boa a descrição da cena do boxe… Pensando bem, não seria bacana se fosse assim no futebol também? Por exemplo: em todos os jogos do SCCP no Brasileirão de 2012, ele entraria em qualquer jogo (dentro ou fora de casa) anunciado e “incensado” como o atual campeão. Mesma coisa o Santos na CL e assim vai. Daria todo um ar de “duelo” à partida, além de reverenciar (como se deve) quem carrega o cinturão… Um grande abraço.

  • BASILIO77

    Como Corinthiano e morador de santos, devo te dizer que a posição do Luiz Alvaro era delicada. Conheço razoávelmente bem o torcedor santista.
    SE, LAOR escolhesse o morumbi e levasse a classificação, tudo ótimo. Caso contrário…sua tranquilidade como mandatário do peixe acabaria.
    Pense bem, ano de centenário do SFC e o arqui rival na fila do torneio, sendo alvo de gozação até que se termine esse tabu…
    432m2 e alguns milhares de reais a mais não são o suficiente pra por em risco a tranquilidade da gestão.

    Torcerei MUITO para o SCCP, mas se tivesse que apostar DINHEIRO, apostaria no SFC.
    Sempre que há um tabu pra ser quebrado, tenho a impressão que ele se manterá. E a cada jogo que ele se mantém, sei que ele está mais próximo do fim.
    Mas não vai ser agora.
    Abraço.

  • Marcelo Barros

    André, por favor, você poderia dizer de onde saiu a conta dos 432 m2 que você informa no texto?

    Abs

    AK: Das dimensões dos dois gramados e uma conta de subtração. Um abraço.

  • Anna

    Muito legal a sua crônica sobre o cinturão. Tristeza o que fizeram com o nosso Maracanã, essa obra que o desfigurou por completo fazendo com que o estádio nem possa abrigar a seleção brasileira se esta não for à final da Copa das Confederações nem for à final da Copa. Toda vez que passo ali, que é perto da minha casa, sinto profunda indignação,aquela que o Darcy Ribeiro descreveu em uma de suas frases célebres, e também melancolia. É isso.Todo carioca sente hoje em dia isso.Excelente texto do Mauro Cezar sobre esse assunto em seu blog.Vale a leitura.Se desse, André, você poderia colocar o link dela no seu post.

  • Tarso Holanda

    André, acredito que seria melhor para o Santos jogar no Morumbi mas seria uma (pequena) crueldade para os (poucos) torcedores fiéis ao clube que vão à todos os jogos na Villa.

    PS. Acho que a diferença entre os gramados é de 436 metros…

  • Gustavo

    Dando um palpite bem leigo, creio que o finalista será quem fizer um gol primeiro.

    Se o Santos abrir o placar, o Corinthians se perderá em seu tradicional nervosismo e pouco poderá fazer, tendo em vista seu baixo poderio ofensivo.

    Se o SCCP marcar primeiro, o Neymar não conseguirá nem respirar na intermediária adversária. Só deixar o relógio correr.

    O ideal para um são-paulino invejoso como eu seria que ambos fossem sumariamente eliminados, mas parece que essa hipótese não é contemplada pelo regulamento. Só nos resta apelar aos xeneizes…

    Abraço

  • Guilherme Gios

    Marcelo/André,

    As dimensões do Morumbi são de 108m x 72m = 7776m².

    Da vila, 105.8m x 70m = 7406m²

    Diferença: 370m²

    Abraço

    AK: Eu não tinha a intenção de entrar nesses pormenores. Em todo o caso:

    Morumbi – 108,25 x 72,70 = 7.870 metros quadrados (arredondado)
    Vila Belmiro – 105,80 x 70,30 = 7.438 metros quadrados (arredondados)
    Diferença de 432 metros quadrados

    Um abraço.

  • Carlos Futino

    Gustavo,

    Minha torcida não tá com o Boca, não. Sou Universidad do Chile desde criancinha. Entre Perder a piada com o Corinthians, ver o Santos ser o primeiro brasileiro Tetracampeão da Libertadores ou ver um time argentino campeão, fico com o chilenos.

  • Gustavo

    Carlos Futino,

    tem toda a razão! A partir de agora também sou chileno desde moleque.

    Abraço

  • Antonio

    Parabéns, sua coluna é fantástica!

  • Teobaldo

    Já que é para ir nos pormenores e em obediência às regras de arredondamento da ABNT, vale o escrito à seguir: Morumbi – 108,25 x 72,70 = 7.869,775 m²; Vila Belmiro – 105,80 x 70,30 = 7.437,740 m²; Diferença de 432,035 m².

    Em relação ao Oscar: pode ter sido a medida mais sensata, mas está longe de ser a mais justa (bem, pelo menos na minha forma de ver a situação). Não consigo entender todos os fatos e isso nunca ficou claro para mim. Veja se é isso: (1) havia um contrato jogador/São Paulo; (2) o jogador, a partir de determinado momento, não quis cumprir o contrato; (3) depois de um período de indefinições o Inter e o São Paulo chegaram a um acordo sobre o valor da multa. Muito bem, mas algo não está claro, pelo menos para mim, e eu gostaria que alguém explicasse: Porque foi aceita a inscrição do jogador com o Inter se, ao sair do São Paulo, a tal indenização não foi paga imediatamente? Se ele tinha um contrato em vigor com o São Paulo, no meu entendimento, ele nunca poderia assinar um contrato com o Inter e jogar legalmente por aquele clube. Independente de interpretações do judiciário, parece claro que ele nunca poderia assinar com o Inter enquanto não terminasse o vínculo com o São Paulo ou se o Inter pagasse a tal multa. Alguém pode alegar que ele tinha uma decisão da justiça (priliminar) que o permitiu assinar com o Inter, mas e se ao final do caso o São Paulo fosse declarado vencedor? Como fica o período em que o atleta permaneceu com contrato firmado com Inter e São Paulo? E o pior, jogando pelo Inter. Caberia uma indenização ao São Paulo? E nesta hipótese, como ficariam os resultados do Inter, uma vez que o Oscar teria jogado de forma irregular durante todo este período?

    Desculpe a brincadeira inicial e por ter alongado a argumentação.

    Um abraço a todos.

  • Paula

    Teobaldo, o que eu entendi e li por ai (observe que pode ser lero de alguem que me convenceu) é que a primeira decisão da justiça foi justamente cancelar o vinculo novo. Passando a valer o anterior e que se encerrou quando ele completou 18 anos. A juiza considerou prejudicial ao jogador a renovação que não aumentou o salário (ou não substancialmente – mas claro que isso nao eh motivo, lucas e casemiro tiveram aumento por performance ou seja, “espontaneos”) mas aumentou o vinculo e a multa recisória (nessa parte não entendi como aumenta a multa e não o salário, mas enfim). Tem tb uma outra linha que é a de não pagamento de valores pq no novo contrato o aumento aconteceria em dezembro e o anterior era outubro. Ficando 3 meses de “prejuizo” no entender da justiça e por isso o jogador poderia sair (já que na justiça trabalhista 3 meses é o tempo para dar como finalizado contrato nao cumprido de trabalho).

    Isso tudo eu li por ai e estou fazendo o des-serviço de repassar sem confirmar os fatos :(.

    Depois a justiça

  • Rodolfo

    Não estou exatamente por dentro dos detalhes do processo do caso Oscar, mas pensando na questão do colega Teobaldo, considero o seguinte.

    A decisão que deu ganho de causa ao SPFC não poderia retroagir ao passado e atingir atos jurídicos perfeitos. E porque estes atos seriam perfeitos? Porque naquele primeiro momento ele podia ser inscrito, amparado na liminar que permitia isso. Mas e se ao final do trâmite o SPFC fosse (como de fato foi) vencedor? Ótimo, mas isso não poderia alterar tudo o que havia acontecido antes, pois se assim fosse, não haveria segurança jurídica em decisões liminares.

    E qual o principal motivo para uma liminar que lhe permitisse jogar pelo Inter, enquanto era discutido o seu contrato com o SPFC? Basicamente porque o jogador não poderia ficar impedido de trabalhar. O direito ao trabalho é consagrado pela nossa Constituição Federal, e nossa ordem social tem como base o primado do trabalho.

    Como eu disse anteriormente, não tive acesso a nenhuma informação do processo ou mesmo da decisão, mas baseado no que a gente ouviu da imprensa, e interpretando a legislação, imagino que seja por aí.

  • Gustavo

    Teobaldo,

    Por algo muito grave que fiz em vidas passadas, sou advogado. Por isso, talvez possa esclarecer suas dúvidas.

    1) Oscar entrou com uma ação trabalhista, para rescindir o contrato com o SPFC sem precisar pagar a multa rescisória.

    2) A juíza achou logo de cara que o Oscar tinha razão e que ele sairia prejudicado se tivesse que esperar o fim do processo para jogar por outro clube. Por isso, ela concedeu por um ato chamado “medida liminar” a liberação sem multa, para que o atleta pudesse desde logo seguir sua carreira noutro lugar.

    3) Ganhando ou perdendo o processo, Oscar não precisaria mais atuar pelo SPFC se não quisesse. A discussão girava em torno da multa contratual. Com o tempo ele foi vendo que, apesar da sentença favorável da juíza, no fim perderia a disputa e acabou aceitando enfiar a mão no bolso.

    4) O Inter não tinha nada com isso e podia escalar normalmente o garoto, inscrito na CBF como seu empregado. O SPFC poderia pedir indenização só contra o Oscar, por prejuízos causados pelo abandono do emprego. Sabe-se lá como eles fariam pra estimar o valor desses prejuízos.

    5) Em dado momento, o TRT restabeleceu o contrato porque entendeu que o atleta poderia preferir permanecer no SPFC, para evitar a multa. Por isso ficou aquela confusão de 02 contratos ao mesmo tempo.

    É isso. Espero ter ajudado.

    Abraço

  • Mário

    Esta comparação do boxe é muito boa. E continuando, os dirigentes mundiais dos boxes a maioria são mafiosos e fazem de acordo com os seus interesses. É muito similar a COMEBOL, onde vale tudo. Os juizes são caseiros, os estádios são inseguros, os visitantes são apedrejados, qualquer “estádio” é válido,etc. Por exemplo a Vila Belmiro só cabe 16.000, porém o regulamento da semi-final é mínimo 20.000. É uma bagunça! .

  • paula

    Com o acordo entre inter e sao paulo, fica suspenso o processo de aliciamento no stjd?

  • Lucas

    Defender ou adquirir o “Cinturão” são valores de esportes e não de negócios como o que o futebol se transformou no Brasil e aqui, sempre bem diferente do que no mundo todo. Simplesmente, porque aqui não existem valores, a não ser aqueles que perpetuam fanatismos, politicagens e malandragens. Espertezas bem brasileiras que colocam neste momento, o Todo Poderoso Timão, do PT, do Povão brasileiro (cada vez mais parecido com o povo da China Comunista) e do (este sim, realmente Todo Poderoso) ex-presidente alvinegro Andres Sanchez (agora catapultado a líder da CBF) e com força de ingerência na escolha e no comportamento de árbitros, aqui no Brasil e lá de fora. No caso desta edição da Libertadores e outra vez em ano eleitoral, sempre importante para os radicais do patrulhamento e os militantes que tem a força de sabotadores de metrô. Por isso, não há necessidade de preocupação com handicaps ou defesa de “cinturões”, já que a armação já está sendo realizada, a exemplo de estelionatos do tipo mensalão. O time do Santos do venal “vendedor de oportunidades” Neymar não terá nenhuma chance! Não será surpresa, a escalação de algum árbitro do futebol de São Paulo para um ou os dois jogos das semifinais entre o time do ex-presidente Lula e o time dos oportunistas de praia que mal tocaram na bola diante do hoje eliminado Barcelona. Acredito na escalação do Paulo César de Oliveira, juiz que opera e continua fazendo sua cara de duro. A imprensa adora e perpetua o mito em cima do tipo. E já para o clássico da Vila. Pode anular gols e marcar penaltis em jogadas polêmicas com a mesma frieza ou cara de pau do Sandro Meira Ricci. Se arrumar um golzinho para o sempre “sofrido” Timão da máfia do apito (desde 2005), estará tudo dentro da normalidade. Este ano, o Corinthians ganhará (conquistará) a Libertadores da Vergonha. Contra tudo e contra todos. E tudo dentro da normalidade. Na hora de explicar o inexplicável, contará sempre com um exército de mascates da informação. Jornalistas travestidos de avalistas para ajudar a consagrar a história conquista e apagar qualquer pano de dúvida que fique sobre a disputa “esportiva”. Vão criar imagens folclóricas como “cinturões” ou transferência de atributos. Quem vier pela frente, será igualmente fritado e triturado! Escutem adversários da América Latina, já que atualmente os interesses econômicos e políticos do Brasil tem lamentável preferência. Dará pena… Mas fará felizes (e narcotizará) as mentes dos torcedores do Todo Poderoso Timão da nova República Popular do Brasil. Cada vez mais, uma triste realidade, apenas para uma minoria! Abraços.

  • Henrique

    Lucas,
    parabéns!! Sua capacidade de pensar em teorias conspiratórias e de escrever besteiras é enorme.

  • Teobaldo

    Aos amigos Paula, Rodolfo e Gustavo, meus agradecimentos, mas algumas questões ainda são obscuras (para o meu curto entendimento jurídico, é claro). (1) Se a decisão da primeira juiza foi “um ato jurídico perfeito”, porque foi reformada 3 vezes? (2) O jogador nunca foi impedido de trabalhar no São Paulo; pelo que li e ouvi ele não quis trabalhar no São Paulo e aí, a diferença é muito grande; logo, entendo que a decisão da juiza baseou-se “apenas” na vontade do jogador e, sim, prejudicou apenas ao São Paulo e favoreceu ao Inter (poderia ter favorecido qualquer um, mas o prejudicado continuaria sendo apenas o São Paulo); (3) Entendo que “se o jogador não queria jogar no São Paulo”, deveria ser obrigado (não encontrei termo melhor) a pagar a tal multa (R$ 17.000000,00) e, depois de conseguida a recisão do contrato, discutir o valor judicialmente. Da forma como as coisas foram decididas, não fica aberto um perigoso precedente para qualquer jogador saia de um determinado clube e, a qualquer momento, e só depois de algum tempo o caso ter um julgamento definitivo? Um abraço a todos e ao Sr. André Kfouri minhas desculpas e, também, meus agradecimentos, pela utilização do espaço.

    AK: O espaço é de vocês. Um abraço.

  • Alexandre

    Achei ótima a “tese do primeiro gol” do Gustavo.

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