GERADOR DE JOGO



A boa impressão que o amistoso contra a Dinamarca deixou ficou ainda melhor após a vitória de ontem (4 x 1: Neymar, Thiago Silva, Gomez, Marcelo e Alexandre Pato) sobre os Estados Unidos.

E o que realmente chama a atenção é como esta Seleção Brasileira olímpica joga fácil, com pouco treino.

Uma das explicações passa por Oscar.

O meia do Inter – agora definitivamente – é um desses jogadores que parecem mais experientes, que se comportam com uma mistura de confiança e timidez.

Oscar quase sempre opta pela simplicidade, por fazer a bola circular, sem burocracias ou egoísmos. Os argentinos chamam esse tipo de jogador de “gerador de jogo”, denominação que considero precisa.

É muito interessante a presença dele, com a responsabilidade e a influência que vimos nos últimos dois jogos.

Na semana passada, após saber que Paulo Henrique Ganso teria de passar pela artroscopia que o tirou dos amistosos, Mano Menezes tomava café da manhã no hotel da Seleção em Hamburgo.

A conversa com quem estava por perto era sobre as opções para a camisa 10 do Brasil. Não havia muitas.

De fato, era Oscar ou Oscar.

E eis que o rapaz “gerou jogo” contra a Dinamarca, e especialmente ontem.

Sim, Oscar e Ganso podem jogar juntos (acho difícil). Mas é estimulante perceber, ainda que a amostra seja pequena, que a Seleção pode ter encontrado outro meia capaz de fazer o time funcionar com inteligência.

Bom trabalho do lado esquerdo do ataque do Brasil, com Marcelo e Neymar.

Ótimo trabalho do goleiro santista Rafael, tranquilo, sério, com interferência no resultado.

Reforça-se a sensação de que há um time em formação para os Jogos Olímpicos, apesar do nível médio dos últimos adversários.

Mas 4 x 1 é um placar que evidencia a diferença técnica que se viu em campo.

Contra o México, oponente que gosta de enfrentar o Brasil, as dificuldades devem ser maiores.

O que é bom para que as ideias fiquem mais claras.



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