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Aos assuntos da semana:

Ricardo escreve: O que achou da convocação para a seleção brasileira de basquete e da renovação do contrato do técnico Ruben Magnano?

Resposta: Ótimas. A renovação do compromisso de Magnano significa a continuidade de sua influência sobre o basquete no Brasil, principalmente no aspecto da formação de uma seleção que se alimente da formação de jogadores no país. O projeto está nas melhores mãos. E a convocação dos melhores jogadores para os Jogos Olímpicos foi a decisão certa. Magnano obviamente sabe 0 que está fazendo.

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Rodrigo escreve: Você não acha um tanto injusta a regra do gol fora de casa valer mais que o “gol caseiro”? Falo isso porque o Fluminense fez um bom jogo na Bombonera, e perdeu por 1×0. No Rio, estava fazendo o mesmo placar, mas ao seu favor, e tomou um empate do Boca aos 45m do segundo tempo. Mesmo se esse gol saísse antes, aos 40, por exemplo, o time teria que fazer dois gols em sete, oito minutos no máximo. Se fizesse apenas um, perderia a vaga do mesmo jeito. Com essa regra, inverte-se a vantagem do time de melhor campanha. Aconteceria o mesmo se o Santos tomasse um gol do Velez no final do jogo, ou se o Corinthians levasse o empate no minuto seguinte ao seu gol, contra o Vasco. Não seria melhor acabar com essa história e definir nos pênaltis? Mesmo porque, no fim das contas, a única vantagem do time de melhor campanha é realmente decidir em casa, e isso acaba virando um ônus enorme se tomar um golzinho que seja em seus domínios. Isso deixa os jogos emocionantes, mas é de uma tremenda injustiça.

Resposta: Não penso assim. Acho que nada pode ser mais injusto do que os pênaltis.

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Vicente escreve: Sempre vejo lances em que a bola bate na mão do jogador de defesa dentro de sua própria grande área. Nestes casos, escuto os comentaristas dizendo várias coisas diferentes. Exemplos: “o braço estava colado ao corpo, portanto não foi pênalti” , ou então, “o braço estava esticado, portanto foi pênalti”. Já ouvi também: “o toque no braço não mudou a trajetória da bola, portanto não foi pênalti” e ” o toque no braço mudou a trajetória da bola, e portanto foi pênalti”. Fora o pra mim absurdo “bola na mão” versus “mão na bola”, diferenciando um do outro pela intenção do jogador. Eu pergunto: algum jogador coloca a mão na bola de propósito? Eu penso que para evitar essas divergências e ficarmos sempre sob a expectativa da interpretação do árbitro, a coisa deveria funcionar da seguinte forma: a bola encostou na mão dentro da grande área = pênalti, indepentende de qualquer outra coisa, e ponto final. Isso padronizaria as condutas e deixaria tudo mais claro. O que pensa disso tudo?

Resposta: Bem, há casos de jogadores que colocaram a mão na bola de propósito, como fez Luis Suárez na Copa do Mundo de 2010. Mas obviamente os lances em que a bola bate no braço do defensor são muito mais frequentes. A regra fala em “tocar deliberadamente com a mão na bola”, o que sugere intenção. É aí que começa a complicação. Exceção feita aos lances evidentes, como o de Suárez, os árbitros se valem de orientações que geram esses comentários sobre “braço colado no corpo”, “braço esticado”, etc, que levam em conta o risco assumido de que a bola toque no braço. É confuso? Muito. Se já é muito difícil avaliar intenção, por que seria mais simples julgar “risco assumido”? Os critérios variam demais. Talvez realmente fosse melhor resolver que qualquer lance de bola na mão dentro da área é pênalti.

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Gustavo escreve: Variações sobre o mesmo tema: Qual o papel da televisão (e exposição visual em geral) no encurtamento dos ciclos de excelência de supertimes ou supercraques? Em que medida a possibilidade de estudo exaustivo das armas dos vencedores facilita a criação dos antídotos? Os antigos tinham a chance de durar mais no auge em razão do fator surpresa?

Resposta: É absolutamente lógico que mais exposição aumenta a possibilidade de estudo e superação de times que vencem muito. A análise de vídeo, seja de jogos transmitidos pela TV ou de filmagens feitas a partir de ângulos específicos para decifrar sistemas e movimentações, é um aspecto crucial do trabalho de comissões técnicas bem sucedidas em todos os lugares do mundo. Não conhecer a fundo um adversário de qualidade só aumenta a diferença entre as equipes.

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Obrigado pelas mensagens. Até a próxima.

(emails para a CP do blog: akfouri@lancenet.com.br, ou clique no link abaixo da foto)



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