AS COPAS



Nos Estados Unidos, costuma-se dizer que o beisebol é um “jogo de polegadas”.

Não há motivo para não parafraseá-los e dizer que o futebol é um “jogo de centímetros”.

Centímetros que alteram destinos e diferenciam o êxtase da angústia.

Que glorificam e condenam.

Que obrigam “a narrativa” a procurar áreas com cores definidas, preto ou branco, num esporte feito de gigantescas manchas cinzas.

Depende apenas do jeito de olhar.

Aos 18 minutos do segundo tempo de Corinthians x Vasco (1 x 0: Paulinho), um lance incomum aconteceu.

Um jogador atravessou o campo, com a bola dominada, livre, em direção ao gol adversário.

Naqueles poucos segundos, só Diego Souza e Cássio podem dizer o que passou por suas mentes.

Eu posso dizer o que passou na minha: “Pronto: Alessandro é o culpado de 2012”.

O erro do lateral corintiano, jogador de linha mais recuado do time num momento em que só o goleiro estava no campo de defesa, fatalmente o enviaria ao exílio onde outros que falharam na Libertadores se encontram.

Mas os dedos da mão esquerda de Cássio o salvaram.

Diego Souza deveria ter feito o gol? Sem dúvida.

O tempo para escolher o que fazer pode ter atrapalhado? Talvez.

E o mérito de Cássio?

Enorme.

No jogo dos centímetros, o leve toque na bola marcou a pequena distância entre gol e escanteio.

Mesma distância que separa os adjetivos direcionados a Diego Souza.

E a Alessandro.

Foi outro jogo intenso, brigado, favorecido pelo estado do gramado e prejudicado pela descomunal pressão por não poder errar.

Os dois times jogavam por um gol, que seria mais decisivo para o Vasco, por ser “qualificado”.

Por isso a defesa de Cássio foi tão transformadora.

Por isso Paulinho, crucial, decidiu.

Centímetros. Gigantescos centímetros.

______

A bem da verdade, porque essas coisas ganham vida própria e sempre haverá quem as use de forma maldosa: Tite NÃO disse que o Corinthians era “melhor do que o Chelsea”.

Ao responder uma pergunta que continha um comentário sobre semelhanças na forma de jogar entre os dois times, o técnico discordou com veemência.

“O Corinthians não faz igual ao Chelsea, não faz antijogo, não enfia a bunda lá atrás e fica esperando um gol achado. Tenha um pouco de critério para analisar, ou então é muito burro para ver futebol. Botamos volume de jogo por 45 minutos aqui, e se não fizemos é porque o adversário teve qualidade. Ou bota um óculos, ou é burro.”

Tite também NÃO DISSE que duvida que o Chelsea ganhe o Mundial de Clubes. Sua declaração foi a seguinte:

“Na vitória do Chelsea, o futebol perdeu. Duvido que ganharia se não fosse copa e fosse um campeonato. São ideias de futebol totalmente diferentes, ele colocou duas linhas de quatro e fez um gol numa bola parada. O adversário teve inúmeras possibilidades e nós com 43 minutos estávamos dentro do adversário. Que comparativo é esse?”.

Como escrevi depois da final da UCL, não creio que “o futebol perdeu” com a conquista do Chelsea. Também não acho que o time inglês praticou antijogo.

Especialmente contra o Barcelona, o Chelsea se recusou a jogar. São coisas diferentes.

Mas Tite está absolutamente certo ao discordar da comparação feita sobre as posturas.

O Corinthians é um time de contra-ataque fora de casa, e de posse de bola e pressão como mandante.

Quem vê qualquer semelhança com o que o Chelsea fez na Liga dos Campeões comete um grande equívoco de análise.

______

Ontem, mais cedo, ouvi um comentário de um treinador brasileiro sobre Fluminense x Boca Juniors (1 x 1: Carleto e Silva).

Não revelarei o nome para poupá-lo de constrangimentos adicionais.

Ele disse, basicamente, que o Fluminense venceria porque o Boca “não é mais o mesmo”, e porque “Riquelme é muito lento”.

Talvez não tenham sido exatamente essas palavras, mas essas eram as ideias.

Veja, palpitei que o Flumienense passaria pelo Boca (mesmo sem Deco e Fred), porque entendo que o time brasileiro é superior ao argentino, e não o encara com excessivo respeito.

Acredito que o que determinou o resultado do confronto foi o fato de o Fluminense não ter feito um gol na Bombonera.

O 1 x 0 em casa deu ao Boca o conforto de especular no Engenhão, de forma a aproveitar a chance que sabia que teria.

É preciso saber jogar uma competição como a Libertadores, e o Boca Juniors é um dos catedráticos na matéria.

Faltou contundência ao Flu no segundo tempo, em que só teve dois momentos para fazer o gol da classificação.

E faltou atenção nos minutos finais, quando o jogador mais talentoso e perigoso em campo teve liberdade para criar.

Riquelme passou o jogo sob competente marcação e distante dos outros meiocampistas de seu time. O Boca pode se dar ao luxo de não ver seu camisa 10 envolvido com frequência nas ações, porque sabe que a ele basta um lance.

Na primeira bola que Riquelme deu, e voltou, o lado direito do ataque do Boca se mexeu e Sanchez recebeu na área em condições de chutar.

Fim de papo.

O Boca pode não ser mais “aquele”, mas enquanto tiver Riquelme e sua maneira de disputar a Libertadores, será sempre uma ameaça.

É só prestar um pouco de atenção.

Escrevo mais sobre Flu x Boca no Lance! desta quinta, especialmente sobre o que acontece com o time argentino quando leva um gol fora de casa.

Ou seja, nada.

O texto estará aqui amanhã.

______

Só vi os gols, e alguns lances, da rodada da Copa do Brasil.

Tudo dentro do que se esperava.

Aproxima-se uma semifinal entre Palmeiras (2 x 0 no Atlético Paranaense: Luan e Henrique) e Grêmio (recebe o Bahia logo mais), produzindo um reencontro entre Luxemburgo e Felipão, como nos velhos tempos.

A propósito: esta é a nona participação de um time dirigido por Scolari na Copa do Brasil.

E a sétima semifinal.

São Paulo (2 x 2 com o Goiás: Ricardo Goulart, Jadson, Cortês e Egídio) e Coritiba (4 x 1 no Vitória: Marquinhos, Everton Costa-2, Everton Ribeiro e Roberto) se encontram na outra semi.

O time paranaense, vice-campeão do ano passado, não deve ser desconsiderado.



  • Leandro Azevedo

    “Riquelme é muito lento”, mas os passes dele tem a velocidade e localização perfeitas. Quem precisa correr, é a bola.

  • Massara

    E o tapa do Santigo Silva na cabeça do Thiago Neves? Que diabos foi aquilo? Meu time está fora da Libertadores, portanto não torço para ninguém. Mas esses argentinos são folgados demais.

    AK: Desculpe, minha impressão foi outra. Mesmo porque não foi um tapa. Um abraço.

  • M. Silva

    “Faltou contundência ao Flu no segundo tempo”.

    Concordo com sua observação. A meu ver, a causa dessa falta de contundência passou primordialmente por uma cautela exagerada do Abel em sequer tentar impor seu jogo ao Boca, através, por exemplo, de substituições que impusessem maiores dificuldades ao sistema de marcação do Boca. Tive a impressão de que o Abel esperou o Falcioni e o Boca ditarem o ritmo para reagir a isso.

    Um abraço,

    M. Silva

  • Guilherme

    Dos possíveis semifinalistas o coringão é o mais fraco não?

    AK: Não. Libertad. Entre todos os outros, equilíbrio. Um abraço.

  • Elidio

    Unico invicto e com apenas 2 gols tomados. Realmente somos os mais fracos. Ja dizia o ditado: “o pior cego eh aquele que se recusa a ver”.

  • Marcelo Morais

    “O time paranaense (…) nao deve ser desconsiderado” soa como uma quase injustica. O SPFC eh um time irregular e deve ter muita dificuldade contra o Coritiba (o que eh usual). O SPFC nao leva nenhum favoritismo, creio, mas eh bom ver o time mostrando capacidade para decidir alguns jogos.

    O grande responsavel pelo nao-gol de Diego Souza eh o goleiro Cassio, nao o proprio atacante. Acho que pouquissimas vezes vi tamanha frieza por parte de um goleiro – esperar ateh o momento do chute cara a cara. A maioria dos goleiros tentaria conter o atacante antes do chute, oferecendo-se ao drible e expondo o gol. Cassio fez o oposto: esperou e fez o gol diminuir de tamanho. Essa defesa foi equivalente aa de um penalti.

  • Murilo SC

    Ola Andre, no lance do Diego Souza me lembrou o de Fernando Torres Contra o Barcelona, pensei que ele entraria com bola e tudo, a diferença é que lá era o Fernado Torres. Muito boa a definição do “jogo de centimetros”, foi um jogão mesmo, qualquer um dos dois times poderia ter saido classificado do jogo ontem com toda a justiça, se é que ela existe no futebol. Abraços Andre.

  • Edouard

    Quase morri do coração ontem. Se eu fosse jornalista, não poderia cobrir o coringão. Um abraço.

  • Marcos Vinícius

    Foi um bom jogo,disputado,extremamente nervoso,com os dois times errando muitos passes e mais preocupados em se defender do que em atacar. Era evidente que o gol,se saísse,seria de bola parada ou de falha individual,já que os times foram extremamente aplicados quanto à tarefa de defender-se,de não dar espaços ao adversário. Não se pode culpar ao Diego Souza,mas vai ficar a impressão de que se fosse um jogador de maior rodagem talvez (e só talvez) fizesse aquele gol. Nada a lamentar,o Vasco foi até onde deu para ir,o time é bom,mas não é brilhante,e se não houver o temido desmanche tem totais condições de voltar à mesma Libertadores no ano que vem.

    O jogo foi uma batalha tática.Emerson focou encarregado de ajudar a marcar a jogada mais forte do Vasco,as triangulações entre Juninho,Éder Luis e Fagner pelo lado direito,e cumpriu com brilhantismo essa tarefa. Parecia que os dois times pensaram em primeiro não tomar gol para depois,numa jogada fortuita,tentar fazê-lo. Sorte do Corinthians,que tem dois volantes que sempre surpreendem,e azar do Vasco,que não tinha Dedé em campo. Dedé é quase absoluto em jogadas aéreas,tanto pela estatura e impulsão quanto pela noção de posicionamento. Rodolfo falhou,de novo,mas não deve ser considerado o vilão. Não houve vilão,houve um time que prevaleceu ao outro em um bom jogo de futebol,que saiu vitorioso com méritos,e que ainda sonha com seu primeiro título continental.

    O Corinthians classificou-se em campo,sem precisar de ajuda externa,por absoluto mérito de seus jogadores e comissão técnica.

    Desta vez. Veremos até quando.

  • Rodrigo CPQ

    Tensão 100%. Até que não é corinthiano ou vascaíno tem falado que foi um jogaço. Sobre o lance do Diego Souza: André, foi um erro de posicionamento da defesa do Corinthians? Como pode o último homem estar na intermediária adversária, bem à frente do círculo central? O jogador mais próximo do Alessandro era o Alex, que havia batido a falta e estava indo em direção ao ataque, quando o Alessandro perdeu a bola. Não era para um volante ou zagueiro estar próximo a ele, e ele próximo da linha de meio de campo, no máximo?

  • Fabio Enik

    Vendo as atuações do Alessandro no final do ano passado e as poucas que ele fez esse ano eu profetizei: “O Alessandro será o bode expiatório da eliminação este ano, em função do que já ocorreu com Coelho, Roger…”. Na hora que a bola bateu nas costas do Diego e a câmera abriu eu pensei a mesma coisa que você…
    Se bem que a minha profecia ainda poderá se concretizar…
    Com relação a expressão anti-jogo do Tite, eu entendo que ele usou com o sentido de que o Chelsea abdicou de jogar para apenas marcar, apesar da expressão estar vinculada ao uso excessivo da violência para parar o time adversário, o que de fato não aconteceu.

    Viu André, nem sempre discordamos….

  • Lucas

    O Chelsea é o verdadeiro time de Saint George atualmente e o Corinthians deixou de ser o time de São Jorge para ser o time do PT de Andres Sanchez, ele sim o “Todo Poderoso” em questão, nesta disputa de quartas de final entre o Vasco (time de colônia) e o Corinthians (time do povo) que ajuda a fazer da greve do metrô de 23 de maio, mais uma arma dos radicais no processo eleitoral da prefeitura de São Paulo em 2012. Ele e a comissão de arbitragem mais suja do planeta escalaram novamente, num jogo do Timão do povão mimado pelo Partido dos Trabalhadores que preferem não trabalhar, um árbitro venal como Sandro Meira Ricci que pela segunda vez em sua carreira e totalmente impune garfou o Gigante da Colina em São Januário. A imprensa esportiva paulista e paulistana, mais corintiana do que sempre, verdadeiros mascates da informação, agem atualmente como um cartório legal bem ordenado. Não discutem profundamente nada e parece que não dão muita importância, ao “leve favorecimento” – lembra mesmo os punguistas que agem também com mãos leves para roubar carteiras que o time dos empresários de jogadores recebeu lá em São Januário. Bem… Como já disse, a tão sonhada Libertadores será mesmo conquistada pelo Timão da Vergonha neste ano, com muita festa, buzinaço e emoção! Os gringos, seja qual for o adversário, também serão garfados, já que o tal de Lula tá mesmo podendo. A esperança será – ironicamente – a ação do milionário russo Roman Abramovich, o dono do Chelsea de Londres, que tem mesmo uma torcida igualmente “apaixonada” (no estilo inglês, mais ordeiro) e que poderá até comprar Neymar para defender suas cores no final deste ano, lá no tal Mundial! O Projeto do Corinthians – PT é da Segundona até o Mundial e só não irá dar certo, para os demagogos de plantão do partido e da imprensa, se um empresário russo vier a comprar a alma de muita gente! Assim como está sendo feito nesta Libertadores 2012. Lamentável que seja assim.

  • Massara

    André, sua impressão foi de que ele passou a mão na cabeça do T. Neves como uma forma de consolo? Não havia visto por esse ângulo.

    AK: Minha impressão foi a de um gesto automático, sem provocação ou maldade. O TN estava no caminho da comemoração do Silva, que, eufórico, apenas encostou nele. Foi sem pensar. Um abraço.

  • Eu acho que o Boca, e alguns outros clubes, tem a vantagem de saber que no ano seguinte tem mais Libertadores. A possibilidade de jogarem todo ano é enorme. Isso na minha opinião ajuda em muito a cabeça dos jogadores e principalmente da torcida e funcionários do clube que são os responsáveis pelo clima de cada jogo. Pela competitividade brasileira, o fato de jogar a Libertadores já é, exagerando, uma conquista quase que histórica.

    Abraço

  • Teobaldo

    O fato de o Boca (não só o Boca, na minha modesta opinião, mas os times argentinos de modo geral) não se abalar quando leva um gol fora de casa, decorre de três fatores: (1) taticamente eles são muito disciplinados; (2) acreditam veementemente naquilo que o técnico deles pede para fazer e que aquilo lhes dará frutos; (3) são determinados a cumprir o que está previamente combinado e não se deixam levar por fatores externos.

    Acho que nós brasileiros, somos mais fracos mentalmente, mais tentados ao improviso e, portanto, mais expostos a um desequilíbrio momentâneo que pode desequilibrar uma partidada.

    Embora não seja, na minha opinião, demérito, entendo que somos culturalmente menos adeptos à necessidade de organização e manutenção de uma hierarquia para, em conjunto, se conseguir um objetivo.

  • Paulo

    Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    Chorei de rir com o choro do Lucas
    Deve estar triste pq desta vez o time não foi vice kkkkkkk

  • Juliano

    Concordo que Diego Souza teve tempo demais pra pensar. Em alguns casos, e para alguns jogadores, a urgência da decisão a ser tomada é melhor. DS poderia ter feito de cavadinha, como Neymar, Messi e até Ramires fizeram. Poderia ter driblado o goleiro, como faria Romário, Ronaldo Nazario, Fernando Torres e até Alan Kardec. Cássio teve muito mérito sim, mas só porque DS permitiu que ele tivesse. Talvez tenha faltado pro DS a experiência de ter se encontrado em situação semelhante mais vezes. Certamente o ajudaria na tomada da decisão. E escolheria uma melhor.

    Logo mais meu Santos entra em campo contra o Velez com a péssima notícia da intervenção cirúrgica (simples) em PHG. Mesmo com ele em campo, não tem favoritos, nem agora e nem mesmo numa possível semi-final. Sem ele, o panorama é desolador. Para esta defesa do Corinthians, sem um gênio da raça como o maestro no meio, Neymar poderá ser presa fácil. Perdemos Íbson, no que considero uma lambança da diretoria. Ano passado sem PHG ainda tínhamos Alan Patrick. Hoje temos Felipe Anderson. Muricy cita Gerson Magrão (!?). Não dá!

    Se nem reserva para a lateral direita nós temos (Henrique atuará, mais uma vez, improvisado no setor desde a contusão de Fucile). Danilo, versátil, faz falta. Muita falta. Sempre comentei que o Santos não tinha banco. Isso só ficou evidente para todos agora que uma das estrelas machucou. E se o Neymar machuca, quem entra? Maikon Leite foi mandado pro Palmeiras. E a diretoria estaria contratando BILL (!!??). WTF? Pra que? Com Alan Kardec, Borges, Renteria e Dimba, pra que BILL? Juntando os 5 mal temos um centro-avante competente. O elenco é fraco. É uma casca de ovo. Se o time cair (seja agora, seja frente o Corinthians), a diretoria vai perceber que não montou um time. To com dó do Muricy, não vai ser fácil! Se conseguir chegar lá, mais uma vez, quanto mérito não terão Muricy e Neymar!?

    Peço desculpas por me alongar (como sempre) e pelo off topic (provavelmente tema de amanhã), é que fico deveras indignado do lado de cá.

    Abraço!

  • RENATO

    “El fútbol es el primer deporte del mundo porque una misma causa puede ofrecer diferentes efectos. La mayoría de las cosas que suceden no son como las imaginamos. Hay mucho de casual. Sin embargo, los que pronostican y aciertan son considerados sabios. En cualquier caso, son atrevidos, no sabios. El que vaticina tiene la misma posibilidad de acertar que de no acertar.”

    Sobre o jogo em sí. Acho que nos 30 minutos finais o SCCP estava com mais fôlego do que o Vasco…talvez pelos gritos da torcida que incendiou de vez após a defesa de Cassio e a posterior bola no travessão.

    Esse elenco do Vasco e sua comissão técnica tem MUITO MÉRITO. O time é cascudo demais e muito bem montado. E o Cristovão, assim como R.Gomes, são profissionais de postura exemplar. Esses exemplos deviam ser seguidos por todos.
    Abraço.
    PS: acho que o Vuaden tomou um cafezinho com o Dinamite no intervalo….rsrsrsrsrsrsrsrsrs….

  • Massara

    É… revi o lance algumas vezes e tentei ver por esse lado. Mas não consigo deixar de ver a provocação. Talvez seja pelo fato de o Santiago Silva ser marrento até doer e eu já veja o lance predisposto a enxergar a maldade. Enfim, não muda o resultado do jogo, né?

    Só acho que se fosse com um Junior Baiano da vida a coisa teria ficado feia.

    Abs.

  • Thiago Mariz

    Na minha opinião, foi exatamente o tempo demais pra pensar que levou Diego Souza ao erro. Quem já jogou futebol sabe bem como isso pode ser perigoso.

    Sobre Vasco x Corinthians, tenho apenas algo preocupante a observar: fora o jogo brigado, nervoso, bom de se assistir pela tensão, o meio-de-campo, tanto de Vasco como de Corinthians, inexistiu no que assisti do jogo (a partir do segundo tempo) em termos de criação de jogadas. Um tempo inteiro jogado por ligação direta, da defesa pro ataque. É preocupante ver um jogo tão importante para dois dos melhores times nacionais ser disputado dessa forma. Imaginando dois extremos do que imagino ser um futebol bem disputado e truncado, teremos a Itália como extremo de futebol truncado e a ATUAL Alemanha e Espanha como extremo de futebol que desejaria para a seleção. Parece que estamos cada vez mais nos aproximando do futebol italiano. Claro que um jogo não permite uma análise tão boa assim, mas, venhamos e convenhamos, não é a primeira vez que vemos isso no Brasil.

    E é impressionante como, de fato, nada acontece com o Boca Juniors ao tomar um gol. Enquanto os brasileiros não aprenderem com os argentinos essa lição, teremos sucessivas frustrações contra o Boca.

  • Anna

    Foi um jogo sensacional, um dos melhores que vi. O Vasco caiu de pé e o Corinthians venceu por mérito. Queria Paulinho no meu time. Marcação dobrada igual basquete. E Cassio espalmou o quase-gol de Diego Souza. A história das polegadas que descreveu foi perfeita.

  • Lucas, eu concordo com você. O Corinthians comprou o gol perdido pelo Diego Souza. foi uma negociação difícil. O jogador vascaíno teve que viajar nas horas vagas pra São Paulo para ensaiar o lance com o Cássio. Também tiramos alguns centímetros da trave para que a bola do Nilton acertasse o travessão.

    Por fim, pedimos para o árbitro expulsar o Tite, para parecer que não tínhamos pagado por tudo isso.

    Porém, não contávamos com pessoas tão espertas quanto você, que acabaram descobrindo nosso esquema…

  • Rodrigo CPQ

    Pedro, assino embaixo. Tava tudo certinho, esquematizado. Ficou combinado de perdermos a bola bem lá na frente, pro Diego Souza chegar cansado à meta do Cássio. Obviamente, acertamos com o Meira Ricci, que apitou o impedimento (correto) do Alecssandro no primeiro jogo, e nem tinha reparado que seu auxiliar havia levantado a bandeira no lance em questão. É o tal do chazinho antes do jogo que tá funcionando pacas pro nosso timão do povo, do PT, dos Marinho’s, do Sílvio Santos, do Berlusconi, do Buda, do Dalai Lama e por aí vai.
    Na boa, tem uns caras que se dóem de um jeito… ô dó… mas eu entendo… popularidade é foda… se até o Papa é pop, porque não o Corinthians?

  • Rodrigo CPQ

    Se todo mundo aqui tivesse 0,5% do discernimento de pessoas como a Anna ou o Juliano… mas é preciso reconhecer: até os que sempre falam das teorias de conspiração, como Lucas e Marcos Vinícius, o fazem com classe. Blog bem escrito, audiência qualificada e visitas diárias, bastando um clique nos favoritos. É assim que funciona, e muito bem! Que continue assim, sempre!

  • Anna

    Obrigada, Rodrigo CPQ pelas palavras. Não acredito em teoria da conspiração. E o Corinthians foi melhor porque aproveitou a melhor oportunidade que se desenhou no cenário. A defesa do Vasco foi 99% atenta… No 1%, gol de Paulinho! Bom final de semana a todos, Anna

  • Marcos Vinícius

    Rodrigo CPQ disse:
    25 de maio de 2012 às 9:23
    Na boa, tem uns caras que se dóem de um jeito… ô dó… mas eu entendo… popularidade é foda… se até o Papa é pop, porque não o Corinthians?

    O que houve.André? Parcialidade ou deixou o nível cair?

    AK: Qual é o problema?

  • Marcos Vinícius

    popularidade é foda…

    Acha isso normal?

    AK: Sentiu-se ofendido com uma palavra que não foi direcionada a você?

  • Marcos Vinícius

    Não,mas se você acha normal alguém se expressar dessa forma em um lugar que,como você mesmo disse,”tem filtro para palavras de baixo calão” e que o nível dos debates é algo a ser levado em conta,foda deve ser classificado como o que? Algo que tenha conotação de alegria? Então eu posso usar “foda” corriqueiramente sem que seja direcionado a ninguém? Sim,pois se eu fizer isso não estarei ofendendo a ninguém,apenas me expressando de uma forma coloquial e chula,e,presumo eu,isso seja permitido.

    Confesso que me surpreendi e decepcionei,achei que palavras como essa só seriam lidas no blog do Benja,nunca no seu.

    Acho que me enganei

    AK: Também acho. Não vejo motivo para tanto barulho. A expressão é chula, mesmo. Dependendo do contexto, passa. Um abraço.

  • Marcos Vinícius

    Lembrarei disso em outras ocasiões.

    AK: Por favor.

MaisRecentes

Acordo



Continue Lendo

Futilidade



Continue Lendo

Incoerente



Continue Lendo