OS MITOS DO CHELSEA CAMPEÃO



Não, este não é um mais um post sobre maneiras de jogar futebol.

Já tratamos do assunto por aqui, mais de uma vez, e acredito que as preferências e opiniões ficaram claras.

A ideia do post também não é desmerecer o título europeu do Chelsea. Não se faz esse tipo de questionamento em relação a conquistas limpas como a que o time inglês comemorou no último sábado.

O objetivo é abordar dois mitos que ganharam corpo desde que John Terry levantou a Liga dos Campeões, na deprimida Allianz Arena.

O primeiro é o de que o Chelsea se defende bem.

Simplesmente não é verdade.

É fato que o time – circunstancialmente, nesta edição da Champions – recusou-se a jogar no ataque.

Mas há uma significativa diferença entre optar por se defender e fazê-lo bem.

Este artigo de Diego Torres, no El País, nos apresenta os números do Chelsea na UCL.

O eventual campeão foi o time que mais permitiu chutes a gol: 245.

Média de 19 por jogo, superada apenas por APOEL (23), Bate Borisov (21) e Dínamo Zagreb (23,5).

O Chelsea recebeu 7 finalizações por partida a mais do que o Real Madrid, 9 a mais do que o Bayern, 13 a mais do que o Barcelona.

Com média de menos de 1 gol por jogo, foi o quarto time menos vazado do torneio.

O artigo termina com uma gigantesca verdade: Petr Cech é a razão pela qual a taça está passeando por Londres.

Os reféns das obviedades poderão dizer que “oras, o goleiro é parte do sistema defensivo de um time. Se ele não toma gols…”.

Claro, o goleiro é uma peça crucial.

Mas nenhum time na história do futebol se permite ser atacado, despreocupadamente, por confiar nas habilidades de seu goleiro.

Nenhum time de futebol pretende que seu goleiro trabalhe e o salve tantas vezes.

Nenhum time de futebol quer ver seu goleiro envolvido em tantos momentos decisivos de jogos, como o Chelsea viu Cech, contra o Barcelona e o Bayern.

Quanto mais um goleiro aparece, pior é a defesa à sua frente.

Talvez tenha sido ilusão de ótica. O Chelsea passou tanto tempo sem a bola, tanto tempo tentando ocupar espaços e proteger sua área, que se criou uma imagem de competência defensiva.

Uma vez mais: nada tenho contra a opção deste Chelsea de recuar suas linhas e esperar.

Não creio que haja material humano no elenco que permita tentar vencer de outra maneira.

O que não compreendo é como se chega a esse ponto num clube em que o orçamento não tem limites.

Origens de sua fortuna à parte, os euros de Roman Abramovich deveriam ser utilizados para montar um time que jogue.

É verdade que esse processo depende de vários aspectos. Há ocasiões no futebol em que se trabalha com um objetivo em mente, se faz tudo certo, e o resultado final não é o que se espera.

Mas o aspecto mais importante está ligado a convicções.

É preciso acreditar em sistema de jogo, em identidade.

Acreditar que há virtude em comandar partidas, em minimizar a participação da sorte e do azar, em causa e efeito.

Não sei se Abramovich pensa assim.

O fato de o Chelsea ter ido da interrupção precoce do trabalho de André Villas-Boas (sem julgar aqui os méritos dessa decisão) para uma situação em que a única opção era estacionar o ônibus, a meu ver, diz muito.

O que nos leva ao segundo mito sobre os recém-coroados campeões continentais: o de que “o estilo” de Roberto Di Matteo foi instrumental para a conquista.

Nenhum treinador que dirige uma equipe por 21 jogos é capaz de fazer seu “estilo” produzir resultados tão contrastantes com o desempenho anterior do time. Essa mágica não existe.

Se Di Matteo é esse treinador, Abramovich deveria estar preparando o maior contrato de todos os tempos para o italiano (não é que se lê nos jornais ingleses…).

Que não se entenda, porém, a participação do técnico interino como algo sem importância.

Di Matteo tomou algumas medidas importantes, sem as quais o Chelsea não teria avançado na Champions (se essas medidas foram impostas a ele, é outra conversa).

Devolveu o “controle” do vestiário à velha guarda do time, composta por jogadores que foram – esses, sim – cruciais na caminhada.

Nada pode ter sido mais sensível do que essa decisão. Se você pretende jogar de uma maneira que depende de tanto sacrifício dos que estão em campo, o vestiário precisa estar em paz.

É possível imaginar Drogba jogando de lateral para Villas-Boas?

Outro mérito de Di Matteo foi recuperar um lugar no time para Lampard, que respondeu com momentos brilhantes.

E é isso.

Pouco para que se faça apreciações táticas, ou para que se fale em “estilo”.

A amostra é muito pequena.

Resiliência, entrega, força mental, eficiência e sorte levaram o Chelsea à glória.

Excelência defensiva ou cartadas de um treinador iniciante não fizeram parte do processo.

O que não altera a verdade mais importante: Di Matteo, os jogadores e a torcida são campeões da Europa e o serão para sempre.



  • Matheus Alves

    Mas André, esses números incluem também o periodo do Villas Boas no time. então tem que considerar isso, quando o time era mais ofensivo e marcava menos. Vejo bom trabalho do Di Matteo.

    Abraços!!!!!!!!!!!!!!!!!

    AK: “Menos”?? Você achou que o Chelsea marcou bem contra o Barcelona? Um abraço.

  • Luiz

    Gostei, muito bom.

  • Leandro Azevedo

    Esse time do Chelsea ainda guarda no seu DNA muito do que foi implementado pelo Mourinho, e por conta do sucesso que obteve com ele, ficou meio condicionado a continuar jogando dessa forma. O Villas-Boas não tinha o plantel nem teve tempo suficiente para tentar fazer as modificações necessárias para que uma mudança fosse feita, e essa mudança como foi dito no texto estava deixando de lado os que mandam no vestiário do time.

    O maior problema desse time do Chelsea, é a tendência de gastar dinheiro com jogadores em evidência mas que nem sempre vem para suprir uma necessidade que o time tem no momento ou que seria um encaixe melhor para o esquema vigente.

    Mas uma coisa não se discute, o Cech é um MONSTRO.

  • Mauricio

    Olá André!
    Acho que o Chelsea até tem condições de jogar de outra forma contra a maioria das equipes do mundo, mas realmente não teria contra o Barcelona. Já contra o Bayern acho poderia ter jogado um pouco mais avançado, como depois que levou o gol do Muller. Acho que uma equipe que tem, do meio pra frente, Mikel, Essien, Meirelles, Mata, Ramires, Lampard, Kalou, Drogba, Torres, pode jogar um bom futebol. Mas a força mental da equipe nos momentos decisivos garantiram o título. Abraço!

  • No Campeonato Inglês, o Chelsea marcou um total de 65 gols. Média aparentemente modesta de 1,71 por partida. Digo aparentemente porque em exatos 11 jogos os Blues anotaram pelo menos 3 gols. Houve também 3 surras acachapantes: 6 a 1 no QPR, 5 a 1 no Bolton e 4 a 1 no Swansea.

    Na Copa da Inglaterra, que também faturou, o time de Roberto Di Matteo foi a campo em 7 oportunidades. Nela, empurrou a bola 20 vezes para o fundo das redes adversárias. Calculadora em ação, agora são “razoáveis” 2,85 de média. Na final, vale lembrar, a vítima foi o bom Tottenham de Bale e companhia, que caiu de 4 diante de Drogba e seus companheiros senadores.

    Na Liga dos Campeões, o sonho realizado no último sábado, foram 13 pelejas, 29 gols, com 2,23 de média. 6 deles no frágil Genk, 5 no perigoso Nápoli.

    O Chelsea não tinha time para jogar de igual para igual com o Barcelona. Mas o Chelsea tinha no gramado um baita time, com gente do naipe de Terry, Mata, Lampard, Ramires, Drogba e Peter Cech.

    Que, juntos, poderiam ter equilibrado um pouco mais as forças contra o Bayern, no papel, um onze pouquinha coisa melhor, mas que lembrada a sova lhe imposta pelo Dortmund, dias antes da decisão continental, me fazia crer que os ingleses não precisavam se retrair tanto como fizeram.

    Cautela exagerada que reviveu a velha discussão “futebol-arte X futebol de resultado”, porque adoramos estabelecer padrões diametralmente opostos para estabelecer comparações.

    Não, o Chelsea, de fato, não é o Barcelona. No entanto, convenhamos, está distante de ser Íbis.

    Para informação, o melhor ataque do Brasileirão passado foi o do Flu com meros 60 gols marcados.

    Abraço!

  • RENATO

    Muito bom cara.
    Análise fria e consistente do que se VIU nos jogos. E não APENAS do resultado.
    Em bom titês…DE-SEM-PE-NHO.
    Sinto muita falta disso nas analises dos jogos aqui, do nosso Brasil. Por aqui, continuamos no: “ganhou? tá ótimo…perdeu? tá horrivel!”. Uma pena.
    Toda conquista onde o goleiro campeão tenha sido tantas vezes acionado…mereceria essa reflexão do seu texto. Isso vale para outros aspectos de um jogo, como posse de bola, finalizações…
    Pena não termos analises tão abrangentes assim a cada rodada do brasileirão, aqui o resultado ainda reina absoluto sobre TUDO. O máximo que se vê aqui são “polemicas” de arbitragem…essas sim são usadas para explicar tudo.
    Uma pena.
    Abraço.

  • Charles

    Resumindo, o Chelsea é um time copeiro !
    Venceu a Copa da inglaterra e a Liga dos campeões.

  • Leonardo Lopes

    Essa campanha do Chelsea me lembra muito a propaganda da Nike pré-Copa 2010: WRITE THE FUTURE. Ficou nos pés dos adversários, e eles não aproveitaram… Incompetência deles, não excelência defensiva dos Blues…

  • André,

    Concordo que o maior mérito do Di Matteo foi “deixar” Drogba, Lampard e Terry voltarem a serem os donos do time..

    Sobre o fato do time, mesmo recheado de dinheiro, não ter um plantel decente, comparo (guardadas as devidas proporções) com o Palmeiras, não pelo dinheiro, mas pela situação.

    Hoje, quem gostaria de jogar no Palmeiras? Nenhum grande jogador, aceita ir para um time que não ganha um título expressivo a 10 anos. A mesma coisa o Chelsea, por maior que seja a fortina de Abramovich, imagina o Kaká (hipoticamente falando), vou jogar no Chelsea e não ganhar nada ou vou para o Milan disputar títulos e ganhá-los.

    Acredito que para a próxima temporada, o Chelsea consiga trazer grandes jogadores, pois agora é um time com título.

    AK: O Chelsea joga a UCL há muitos anos seguidos. Entra no Campeonato Inglês para ganhar há um bom tempo. A razão não é essa. Um abraço.

  • alexandre

    Andre, todo mundo sabe que o que importa eh o titulo, se o barcelona tivesse se fechado para encarar o chelsea e o bayer e ganhado a ucl, quem reclamaria?

    AK: Todas as pessoas que gostam de ver o Barcelona jogar, sua torcida incluída. Sua suposição carece de embasamento. Um abraço.

  • Marcos Vinícius

    Com todo respeito ao Tostão,mas acho que ele e algumas outras pessoas desmereceram não o título do Chelsea,que foi legítimo,mas a forma como o time o conquistou.

    Entendo que Di Matteo estabeleceu uma proposta de jogo,nada eficiente,por sinal,mas que com muita sorte conseguiu vencer com ela. Não concordo com chamarem de “medíocre” a proposta do Chelsea. O time estabeleceu que para ser campeão teria que jogar feio. Jogou feio e ganhou. Qual o erro ou a mediocridade nisso?

    Creio que o Chelsea não se defendeu bem (fato) por ter pouco jogadores com características de marcação. Drogba fez um pênalti que se não fosse a enorme qualidade de Petr Chec custaria o titulo aos azuis. O Chelsea optou por defender-se com quantidade,não importando a qualidade de quem defendia.

    Post coerente e justo.Legal.

  • Marcos Nowosad

    “O objetivo é abordar dois mitos (…). O primeiro é o de que o Chelsea se defende bem.”

    Exatamente! Eu vou mais longe: o Chelsea se defendeu *muito mal* nos jogos contra o Barcelona e o Bayern.

    Um bom time defensivo permite ao outro time a posse da bola, mas poucas chances de claras gol. Basta ver as estatisticas desses jogos para ver que isso nao e’ verdade. O Bayern e Barcelona tiveram diversas chances claras de gol, prova que o Chelsea nao soube se defender.

    E’ que tatica defensiva boa essa que depende de outros times perderem penaltis durante o jogo (Messi e Robben) para ganhar a classificacao?

    E’ muita cara-de-pau agora dos defensores do “futebol de resultados” declararem que uma boa tatica defensiva (?) como a do Chelsea e’ suficiente para ganhar uma competicao.

    Na minha opiniao, o time atual Chelsea nao serve nem exemplo para o “futebol de resultados”…

  • Muito boa análise. Acredito nessa coisa de “passar o comando” para os jogadores nos casos em que estes possuem competência e experiência para assumirem a responsabilidade. Não dizem que a seleção de 70 era assim? Do mesmo modo o time campeão de 99/00 do Corinthians? Eu acredito que em alguns casos a coisa funcione e sua aplicação válida.

  • Danny

    Eu concordo que é muito prazeroso assistir o toque de bola do Barcelona, a condução do ataque do Bayern e os gols do Real. Mas também acho igualmente prazeroso ver uma defesa fria de penalti com do Chech, um bom desarme na lealdade do Ramiris, ou uma disputa de bola na raça do Terry. No Barcelona, Puyol e Mascherano destoam da técnica do resto da equipe, porém não deixam o jogo feio por isso. Tenho muito prazer em assistir a proposta de futebol do Chelsea e também acredito que é uma maneira de mostrar arte jogando bola. O resultado é o título conquistado de maneira inquestionável!

  • Marcos Vinícius

    No site do Santander,patrocinador oficial da Copa Libertadores,o Corinthians aparece como sendo detentor de um título desta competição,sendo que todos sabem que isso (ainda) não aconteceu.

    Depois não venham dizer que não existe time beneficiado.

    Quem viver verá.

  • Marco Antonio

    Acho que faltou ficar mais claro uma coisa: o Chelsea teve mais raça que os outros semifinalistas. Em tempos de análises de jogo muito “taticistas” (predominantes na ESPN Brasil, exceção feita ao Trajano, por exemplo, que sempre faz uma análise “qualitativa” do jogo, conseguindo ver a floresta, não as árvores), parece que o termo “raça”, assim como outros similares (garra, coração, amarelar, etc.) foram expulsos da crítica futebolística. E falo isso considerando a ESPN Brasil o melhor canal esportivo do país, disparado.

  • Andre Trindade

    André

    O jogo contra o Barça já havia escancarado esse mito da boa marcação. Você foi feliz, confundiram entrega com eficiencia.
    Quanto ao treinador, muita gente (boa) da imprensa cometeu esse mesmo erro quando o Muricy assumiu o Santos ano passado. Diziam algo como “Muricy chegou e implantou seu estilo, não fosse por isso, o título não viria.”
    Não sabemos se não viria, mas sabemos certamente porque o titulo veio, né?
    Concorda com o paralelo entre o Muricy e o Di Mateo,?

    Abraço!

    AK: Muricy anunciou a intenção de “consertar” a defesa do Santos, o que se pôde notar em pouco tempo. Mas era uma questão de posicionamento, não de estilo. Estilo é algo que não se percebe da noite para o dia. Um abraço.

  • Fellipe

    A verdade é que a pressão era enorme sobre o Chelsea. Pela ‘raridade’ do momento e as lembranças do passado, os blues estavam com medo de deixar essa escapar. O elenco é bom. Sabe jogar e tem potencial para atacar. E não somente defender. A verdade é que faltou tranquilidade e principalmente coragem. Quem sabe agora com esse peso tirado das costas, as coisas sejam diferentes daqui pra frente.

  • Marcos, você é um corintiano enrustido. Só pode…

  • Edouard

    “Resiliência, entrega, força mental, eficiência e sorte levaram o Chelsea à glória”. Nada há que se possa acrescentar. Todo time campeão tem uma marca, e com o Chelsea não é diferente. A lado bom dessas conclusões todas que você nos apresentou é afastar o discurso de que o time venceu porque o “defensionismo” (perdão) é um modelo vencedor. O time venceu porque tinha uma mentalidade campeã e peças pontuais decisivas no elenco. Não foi uma conquita do modelo defensivo de jogo, mas da superação de um grupo de jogadores. Excelente texto.

    Marcos, acho que você precisa de ajuda profissional. Sua mania de perseguição alcança patamares preocupantes para sua saúde mental.

    Um abraço.

  • Adoro ver as estatísticas e análises.

    Mas acho que o que aconteceu no Chelsea não tem nada a ver com estatísticas. Afinal, o time campeão não tem os melhores números, não é mesmo?

    Pude perceber, durante a Chelsea Parade ao redor do Stamford Bridge (que fiz questão de apreciar), o sentimento dos jogadores de “dever cumprido”. É um sentimento de só quem está habituado ao esporte (em geral) e a grandes entregas consegue sentir.

    O fato é que esses caras jogaram futebol como há muito não se via: com o coração! Lutaram, esbravejaram, não desistiram, correram até o pulmão colar na parede das costas.

    Essa atitude, pode ter sido pela saída do Villas Boas? Pode. Pode ter sido pela velha guarda do time ter retomado o seu espaço? Pode também. Teorias, muitas.

    Mas tudo não passa de suposição. O que temos certeza é que o que estamos vendo chama-se futebol, inexplicável e viciante.

    Lembre-se: coração. Isso fez a diferença.

    Abs.

    AK: De acordo. É mais ou menos o que escrevi, não? E só um reparo: as observações sobre os bastidores do clube não são suposições. Um abraço.

  • marcos

    PQP. Que post brilhante. Concordo totalmente. Isso sim eh um comentarista que comenta jogo e nao resultado. Jogar na defesa e ganhar eh uma tatica e se mostra valida algumas vezes (na minoria, diga-se). Mas neguinho dizer que um time que deixa tantas vezes o adversario na cara do gol tem uma DEFESA ROBUSTA eh piada. Marcação boa eh aquela que mata a jogada antes dela se tornar perigosa. O Chelsea nao fez isso. Que bom que tinha um belo goleiro nos bons chutes e uma boa dose de sorte na grosseria dos atacantes nas bola xoxas. Abs

  • reinaldo

    Verdade existe e é para ser dita, foi campeão pq mereceu.
    Vou até mais longe, qualquer das duas equipes que chegaram a final mereceram
    o título uma vez que foram DISPARADAMENTE as melhores equipes da competição,
    e sem essa que Manchester United ou os dois grandes da Espanha(que são bancados
    pelos reis da Espanha,fato já constatado em reportagens)mereceram o titulo.

  • Joao Henrique Levada

    Dézinho, boa tarde.

    Quando o time abre mão de jogar no ataque, não devo entender que ele também vai tomar mais chutes a gol?

    Afinal, o adversário tem de atacar.

    Abraços.

    AK: Não necessariamente. O Vélez não permitiu muitos chutes a gol ao Santos, na Vila. Um abraço.

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