MAIS DAS RODADAS



A torcida do Fluminense (Boca Juniors 1 x 0) conheceu ontem o árbitro colombiano José Buitrago.

Se o nome não lhe soa estranho, sim, é o mesmo que dirigiu Emelec x Corinthians.

Buitrago é um apitador especial. Tem pós-doutorado em arbitragem caseira, graduação que exibe orgulhosamente em suas atuações na Libertadores.

É um mestre do duplo critério, com especialização em inversão de faltas.

Isto posto, seu comportamento não deveria ser novidade.

Especialmente numa noite em que a ocorrência que desequilibrou o jogo não teve influência do árbitro.

Carlinhos levou um amarelo merecido por uma falta forte, e depois, em momento de desconcentração, colocou a mão na bola para travar um contra-ataque.

Eram 35 minutos de jogo e o que aconteceu até o intervalo poderia ter deixado o Fluminense em situação irreversível.

Diego Cavalieri não permitiu que a blitz do Boca aparecesse no placar.

O gol de Mouche deu ao Boca a sensação de meio dever cumprido. A outra metade era não sofrer gol em casa.

Por isso, talvez, o time da casa tenha deixado a imagem de que poderia ter feito mais, por causa da vantagem numérica.

Mas o pós-doutorado do Boca é em atuações como visitante, o que faz com que o 1 x 0 seja visto como um objetivo atingido. Um placar que permite aos argentinos planejar o jogo do Engenhão de forma mais controlada.

O Fluminense acertou na decisão de apenas suportar o segundo tempo, minimizando o risco de levar mais um gol.

O pênalti reclamado? Lance de interpretação, complicado. Não há dúvida de que a bola, que ia na direção do gol, bateu no braço de Roncaglia.

Mas o jogador argentino estava de costas.

Marcar um pênalti assim é uma afronta à formação acadêmica de José Buitrago.

Esquece.

______

O primeiro encontro deste Santos (Vélez Sarsfield 1 x 0) com um adversário argentino decepcionou (exceção feita, claro, aos torcedores do Vélez – não creio que tenhamos algum entre os leitores do blog).

O atual campeão da América não mostrou nada do que nos acostumamos a ver, e ainda cometeu falhas pouco características, como erros de passes em números exagerados.

O Vélez marcou, conteve Neymar, correu muito e pressionou até o gol de Obolo.

Depois, assim como o Boca, deu a impressão de estar contente pela contagem mínima.

Do Santos (primeiro jogo sem marcar um gol desde… deixa pra lá), a impressão que ficou foi a de um time abaixo de seu nível físico habitual.

Se foi isso mesmo, nem todo o talento do mundo será suficiente.

Para a volta, na Vila, a primeira providência a tomar é encher o tanque.

______

Só vi os gols de Bahia 1 x 2 Grêmio.

Me parece resolvido, não?



  • Leandro Azevedo

    A escolha que o Muricy faz de deixar Neymar, Ganso e outros em campo em jogos já resolvidos até o fim jogando quarta e domingo uma hora ia atrapalhar.

    E o Cavalieri ontem na Bombonera garantiu o jogo de volta para o Fluminense, mas sem Deco e Fred, vai ser complicado.

  • Robert

    Se até o ultrabairrista jornal argentino
    reconhece o penalti claro nao marcado p/ o flu
    nas palavras do jornal OLE:
    El árbitro colombiano, José Buitrago, no pitó un claro penal para Fluminense en la Bombonera

    como vemos aqui:
    http://www.ole.com.ar/futbol-internacional/libertadores/dio-mano_0_701930170.html

    Se até o OLE reconhece o penal nao marcado p/ o flu que ha de nega-lo nao e verdade?

    Somente negara o penal aquele tipo de torcedor genialmente denominado por Nelson Rodrigues:

    O IDIOTA DA OBJETIVIDADE
    NAS PALAVRAS DE nELSON:
    Nélson :“O idiota da objetividade é o jornalista que tem grande fama, todo mundo, quando fala dele, muda de flexão. Mas eu acho o idiota da objetividade um fracasso. Isso num julgamento absoluto. O idiota da objetividade é também um cretino fundamental”.

    SEM MAIS

  • Anna

    Muito legal a coluna! Principalmente o que diz respeito à “vida acadêmica” do árbitro de Flu e Boca, ao seu pós-doutorado. Boa, André! Bom final de semana, Anna

  • Rubens

    A definicao de penalti eh mao na bola dentro da area… Como alguem de costas coloca a mao na bola intencionalmente eu nao sei… Eu sei que de costas a bola pode bater na mao.. E bola que bate na mao nao eh penalti….eh a regra do jogo.

  • thiago

    Qual é Rubens. Então agora, malandramente, se o cara pula com os braços abertos de propósito, não é penalti só pq está de costas?? Essa malandragem do Boca é melhor que aquela falta ensaiada da linha de impedimento, que nao foi gol pq o cavalieri salvou!

  • Torco para o Corinthians… nao tenho nada a ver com o Fluminense.
    Mas pra mim foi penalti claro. O Zagueiro do Boca percebe claramente que a bola chegaria ate o atacante e tenta colocar o corpo para bloquear a bola com as maos levantadas. Pra mim ele tomou o risco da bola bater nos bracos dele ao ficar com os bracos abertos.
    Ate por torcer pro Corinthians concordo que esse arbitro (clone do Mr.Bean) é MUUUUITO caseiro.

  • Robert

    p/ rubens
    Se a bola bate na mao de um jogador e por este motivo se impede 1 gol adversario (caso de ontem onde a bola do flu entraria ) alem de penalti, o jogador infrator deve ser expulso por ter impedido o gol de maneira ilicita
    eh a regra do jogo…

    sem mais

  • Juliano

    Os problemas que eu venho alertando no Santos apareceram nessa derrota.
    Qual o banco do time? Quem é o meia reserva no meio-campo? Felipe Anderson? Tá…
    Quem é o reserva do Neymar, quando precisar?
    Se nem lateral direito nós temos!! Somando Fucile e Maranhão não temos um Danilo.
    Com Henrique quebrando um galho na lateral direita, que volante tinha no banco?

    O elenco ficou ainda mais fraco com o péssimo negócio da transferencia do Íbson, que podia atuar de volante e falso meia.

    Aí num dia em que Durval rifou exatamente TODAS as bolas, o meio-campo não jogou e a distancia para Neymar era quilométrica, o que fazer? Centro-avante, junte Kardec e Borges e não temos um CONE! E olhe que o Santos foi campeão da América com o médio-pra-fraco Zé Eduardo!

    Muricy precisava dar uma mudada no time, olhou pro banco e viu que realmente não tinha o que fazer. O elenco é limitado em número de peças de qualidade. E com essas peças meia-boca que vieram do Flamengo acho que melhora em NADA!

    Voltamos à Neymar-dependência. Porque quando o Ganso não está afim, não adianta mesmo.

  • Massara

    André, visitei seu blog ontem e falei da necessidade da arbitragem adotar critérios uniformes para marcações como a mão dentro da área. E veja o que aconteceu na Bombonera.

    Respeito todas as opiniões. Mas vamos falar sério: se um lance em que a bola que está indo em direção ao gol é cortada por um toque de mão de um jogador da defesa, que estava com os dois braços abertos, dentro da área, não for pênalti… bom, então acho que não há como marcar pênalti em virtude de mão dentro da área, salvo nos casos de manifesta intenção, como no famoso jogo do Uruguai na Copa/2010, em que o Luís Suarez fez uma defesa digna de Rogério Ceni (SPFC X Liverpool).

    O zagueiro estava de costas. Ok, mas, ao abrir os braços, ele assume o risco de cortar a trajetória da bola com uma parte do corpo que não deve participar do jogo (a menos que você seja um goleiro, claro). Quantos e quantos pênaltis são marcados assim em outros jogos?

    Para mim esse é o ponto a ser discutido. O futebol é um negócio que movimenta bilhões de todas as moedas que possamos imaginar. Não é razoável que você submeta todo o tempo, dinheiro e planejamento gastos pelas equipes à sorte/azar de o árbitro que foi sorteado para o seu jogo ser daqueles que interpreta o lance desse ou daquele jeito.

    É a mesma coisa de você ter um jogo de tênis em que o juiz de linha de um lado da quadra entende que linha é dentro e o juiz de linha do outro lado da quadra entende que linha é fora. Nadal e Federer, se virem aí e boa sorte.

    Ok, não é exatamente a mesma coisa, mas você entendeu o que eu quis dizer.

    Abs.

  • Para mim, ficou claríssimo que o jogador do Boca quis por a mão na bola. Ele percebeu que tinha um jogador do Flu atrás dele e pulou com os braços pro alto.

  • Matheus Brito

    sabe o que é interessante? uma semi final que poderia reunir 3 Brasileiros agora dificilmente terá 2. Ok, o Santos pode atropelar se o Neymar estiver mais ou menos no jogo de volta, mas não é só a questão de ser um time Argentino. A questão é que esse é um BOM time Argentino. Marca bem e sai bem pro jogo dentro e fora de casa. Quanto ao Fluminense, Vai brigar até o fim pelo Brasileirão, e estará na Libertadores do ano que vem novamente, mas esse ano, sem medo de errar, receberá um belo “Adios” de Riquelme e sua turma. O Boca ressurgiu, como quase sempre ressurgi na Libertadores, no momento em que interessa jogar bem.
    Meu Bahêeeeea, como tu me leva uma virada dessas na “sorria, você está na Bahêeeeeeeeea”?

  • Daniel

    Placar e Lance não respeitam a história oficial do futebol brasileiro

    Comentaristas deste blog me informam que a revista Placar e o jornal Lance estão saindo com edições especiais do Brasileiro nas quais não levam em conta os campeões brasileiros anteriores a 1971, desrespeitando a decisão da CBF, homologada também pela Conmebol e pela Fifa. O que eu posso dizer?

    Não leiam quem desrespeita a história do futebol brasileiro, não gastem mais um tostão com publicações tendenciosas que servem a objetivos desconhecidos, menos à causa do jornalismo.

    Não entendo como podem ser tão presunçosos a ponto de tentar insistir em uma mentira que já foi desmascarada. Insurgir-se contra a determinação da CBF é desrespeitar não só a entidade maior do futebol brasileiro, como os clubes campeões e suas imensas comunidades, quais sejam as de Bahia, Botafogo, Cruzeiro, Fluminense, Palmeiras e Santos.

    E acima de tudo estão sendo incoerentes, pois se consideram oficial o precário título mundial do Corinthians só porque a Fifa assim o quer, por que se insurgem contra 11 anos de competições nacionais exaustivamente comprovadas e chanceladas pela CBD e a CBF?

    AK: “publicações tendenciosas que servem a objetivos desconhecidos, menos à causa do jornalismo”. Genial…

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