AS RODADAS



O 0 x 0 entre Vasco e Corinthians significa que os dois times terão de jogar mais no Pacaembu, na próxima quarta-feira.

Difícil chegar a uma conclusão sobre quem ficou mais perto das semifinais, porque o empate sem gols oferece atrativos para os dois lados.

Mas creio que o Corinthians manteve o pequeno favoritismo. Permanceu invicto ao ser o primeiro adversário do Vasco na temporada que não sofreu gol.

Há uma tendência a confundir jogos intensos, disputados, equilibrados, com jogos que mereçam elogios no aspecto técnico.

O estado do gramado de São Januário, prejudicado pela chuva, não contribuiu para que os dois bons times fizessem uma partida acima da média.

Mas foi um jogo interessante do ponto de vista tático, com algumas inversões de papéis e entrega física total.

O Vasco foi claramente superior nos primeiros 15-20 minutos de cada tempo. Teve mais posse, mais iniciativa e mais oportunidades, ainda que nenhuma tenha sido tão clara quanto a cabeçada de Jorge Henrique que Fernando Prass defendeu de forma espetacular, na segunda parte.

É natural que o time que está em casa seja mais contundente, mas houve momentos em que o Vasco teve o contra-ataque como opção, com Éder Luis do lado direito.

Em outras ocasiões, os meias vascaínos receberam bolas – com certa liberdade – entre as linhas de zagueiros e volantes do Corinthians, o que não é comum.

É difícil analisar substituições, porque não dispomos de todas as informações usadas pelos técnicos ao mexerem em seus times, mas gostaria de comentar as saídas de Juninho e Diego Souza.

Entendo os motivos que impedem Cristovão Borges de escalar Juninho e Felipe, juntos, desde o início.

O ganho em criatividade não supera a perda em movimentação/marcação.

Mas não vejo por que não ter os dois meias trabalhando no terço final do jogo, quando a procura por soluções exige jogadores mais capazes.

Não percebi Juninho cansado, opinião que foi reforçada por sua reação ao ser substituído.

Observações finais: a dupla de zagueiros do Corinthians teve grande responsabilidade no resultado.

E o gol… claro, a jogada do gol de Alecsandro, paralisada por impedimento.

Ao vivo,  a sensação de que o atacante do Vasco estava impedido foi inevitável, porque a imagem não mostrava Émerson, do lado oposto.

O replay da câmera lateral indica posição legal, apesar de o ângulo não ser o ideal.

Sim, eu vi o tira-teima da Globo.

Sim, eu vi a imagem da Fox.

Sim, eu vi as fotos que circulam por aí.

Minha impressão é de gol legal.

Mas enquanto as pessoas preferem falar sobre fotos e replays, dois sujeitos devem estar absolutamente tranquilos em relação ao que fizeram ontem.

Um é o árbitro Sandro Meira Ricci, que obviamente não pode ser criticado pela marcação.

Outro é o assistente Alessandro Rocha Matos, que sinalizou o impedimento.

Se a discussão permanece, é porque o lance é complexo.

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A propósito: as interpretações da jogada reacenderam o debate sobre o uso da tecnologia para auxiliar a arbitragem.

Há quem tenha utilizado a jogada como exemplo de que o replay não resolve certas dúvidas.

Equívoco.

Para fazer essa afirmação em relação ao gol de Alecsandro, é necessário ver o lance pelo melhor ângulo, ou seja, uma câmera colocada na lateral do campo justamente para dirimir lances assim.

Infelizmente, essa imagem – crucial para qualquer análise eletrônica de um impedimento – não existe.

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Sobre a Copa do Brasil, e jogos dos quais vi apenas os melhores momentos:

O placar de 2 x 0 para o mandante do primeiro jogo é clássico num mata-mata.

Costuma decidir confrontos entre times equivalentes.

Como o São Paulo é superior ao Goiás, é pouquíssimo provável que o time do Morumbi não esteja nas semifinais.

Empate fora de casa, com gols, como fez o Palmeiras (2 x 2 com o Atlético Paranaense)  também encaminha a vaga para o mandante do jogo de volta.

São muitos os resultados que favorecerão o alviverde no jogo da semana que vem, na Arena Barueri.



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