MAIS SOBRE AS COPAS



E os times do ar rarefeito levaram 14 x 0… (tema da coluna de amanhã, no Lance!)

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O Bolívar entrou na lista dos times humilhados não por falta de capacidade, mas por falta de educação.

Não fossem as barbaridades vistas no jogo de ida, talvez o Santos (8 x 0) parasse nos 4 x 0.

A resposta com classe e gols, sem dó, foi a melhor possível.

O Santos tem hoje o monopólio do que – ainda – podemos chamar de “futebol brasileiro”, pelo estilo e pela capacidade de produzir noites como a de ontem.

Não que outros times (Corinthians, Fluminense, Vasco…) não sejam competentes e competitivos. Não que outros times não possam vencer o Santos em qualquer dia. A conversa não é essa.

É o tipo de futebol que o Santos pode praticar, um degrau acima em estética.

Não só por eles, mas principalmente, é lógico, pela presença de Neymar e Ganso.

Pois o Santos pode fazer 8 gols num jogo em que Neymar marca “só” duas vezes.

E pode oferecer a todos nós um gol de letra como o de Ganso, sobre o qual não é preciso dizer nada.

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Diga aí o que você pensou no momento em que Leandro Damião abriu o placar no Engenhão…

Foi o tal “gol qualificado”, que transformaria o 0 x 0 do Beira-Rio num excelente resultado.

E por que a vantagem do Inter, fora de casa, não desequilibrou o jogo? Porque praticamente não houve jogo entre o 1 x 0 e o 1 x 1.

Dois minutos separam os dois momentos. E o clássico brasileiro recomeçou, aos 15 do primeiro tempo, com o time da casa sabendo que precisava fazer “apenas” mais um gol.

Gol que saiu em lance parecido, no final da etapa, jogada ensaiada de cobrança de falta.

Até se ver em desvantagem, o Inter teve chances – em quantidade e qualidade – para voltar a marcar.

Mas não teve organização e força para pressionar como deveria no segundo tempo (exceto nos últimos minutos, tudo ou nada). Esse papel ficou com o Fluminense, que não deixou de ser ofensivo mesmo com o resultado a seu favor.

É comum ouvirmos referências a gols sofridos em faltas e escanteios como lances que “valem menos”.

“Levamos dois gols de bola parada…”

A questão em relação a esse tipo de jogada é que é possível – ou deveria ser – impedi-las.

Times têm condições de estudar e encontrar soluções para não sofrer gols assim. Em tese, é menos difícil do que neutralizar os movimentos ofensivos de um adversário com a bola rolando, quando talento e improvisação quase sempre encontram alternativas.

Mas não é isso que se vê. A bola parada continua eficiente, produzindo muitos gols pelo mundo.

No Engenhão, valeu a classificação do Fluminense, cirúrgico nas cobranças de Thiago Neves e, principalmente, nos dois momentos em que foi à rede.

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No começo da semana que vem, teremos um post sobre as semifinais da Libertadores.

O blog até que não foi mal nas previsões das oitavas.

Vamos ver se os comentaristas de palpites aparecerão…

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Imaginava-se que a Ponte Preta marcaria um gol no Morumbi.

A defesa do São Paulo não vem oferecendo a segurança necessária para afastar tal possibilidade.

Só não se imaginava que seria um golaço de Somália, num voleio espetacular.

Golaço que aumentou o tamanho do buraco em que o São Paulo se enfiou no confronto, àquela altura dependendo de três gols – sem sofrer mais nenhum – para sobreviver na Copa do Brasil.

O momento chave do jogo foi a bobagem da zaga da Ponte, indecisão entre goleiro e zagueiro que criou o gol de Lucas.

Na situação em que o São Paulo se encontrava, a diferença entre ir para o intervalo com 1 x 1 e com 2 x 1 é gigantesca.

Gigantesca.

Na pressão que era óbvia durante o segundo tempo, Luis Fabiano marcou o terceiro, em seu gol predileto no Morumbi.

O que o São Paulo realmente ganhou nesta quinta foi o impulso psicológico de uma classificação que, após o gol de Somália, parecia improvável.



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