AS COPAS



O placar da vitória (3 x 0 no Emelec) que classificou o Corinthians para as quartas de final da Libertadores sugere um jogo menos difícil do que se viu no Pacaembu.

A exemplo do que aconteceu no Equador, um adversário pouco mais competente provavelmente teria marcado um gol fora de casa, o que tornaria o ambiente mais tenso.

E sobre o ambiente, é preciso dizer que o clima de “pressão interna” (seja da torcida para o time, seja do próprio time) foi algo antecipado, mas não detectado.

Nada do que aconteceu em campo teve origem em algum tipo de dificuldade do time para lidar com a situação, como, se sabe, aconteceu outras vezes.

Da mesma forma que é falacioso dizer que “este Corinthians parece mais calmo na Libertadores”, é desnecessário fabricar cenários do tipo “a pressão pela classificação no Pacaembu será enorme”.

No jogo, o Corinthians fez quase tudo como deveria. Agressivo e controlado até conseguir o primeiro gol, perdeu o ímpeto após desperdiçar pelo menos duas chances claras (com Paulinho) de aumentar.

O risco não estava somente no recuo que chamou o Emelec, mas na possibilidade de ver a meia hora final do jogo se transformar num perigoso suspense, pela óbvia repercussão que um gol do Emelec teria.

O 2 x 0 acalmou as coisas e propiciou a jogada do merecido gol de Alex, prêmio por sua melhor atuação no Corinthians.

Notável trabalho de Paulinho, também, como já é hábito. Atua em todas as dimensões do jogo.

Interessante perceber que a narrativa insiste nos problemas antecipados do Corinthians na Libertadores. Agora, o que se fala é que “será mais difícil…”.

É infantilmente óbvio que será mais difícil. Poderia alguém crer que, à medida que se avança no torneio, os obstáculos diminuem?

E para os adversários, ficou mais fácil?

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O Vasco (5 x 4 nos pênaltis contra o Lanús, após derrota por 2 x 1) conseguiu o gol fora de casa, que, quando não decide, certamente condiciona jogos.

E o fato de ter sido o gol que abriu o placar foi importante, por aumentar o tamanho do drama dos argentinos.

Alguém poderá dizer que, tivesse o Vasco mantido os 2 x 0 em São Januário, o jogo de volta não cobraria um preço emocional tão alto. Mas a reação do Lanús em seu estádio, com claras chances de construir o resultado que o classificaria, mostra como as coisas são complicadas.

Voltamos a tratar de um perigoso recuo após o 1 x 0. A impressão que ficou foi de que, com uma atitude mais ofensiva, o Vasco poderia ter chegado a um segundo gol, fatal no confronto, ainda no primeiro tempo.

Oferecer campo ao adversário, fora de casa, é um expediente que continua a ser usado, mesmo com a quantidade de arrependimentos que temos visto.

Obrigatório elogiar a lucidez dos cobradores de pênalti do Vasco, como Felipe e Juninho, inabaláveis no momento de decidir.

Na Libertadores é assim. Com ou sem sofrimento, o importante é sobreviver para jogar de novo.

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No Chile, um recital de Juan Román Riquelme, na vitória do Boca Juniors (3 x 2) sobre o Unión Española.

Que jogador.

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Só pude ver os gols dos jogos da Copa do Brasil.

As eliminações de Cruzeiro (para o Atlético Paranaense) e Botafogo (para o Vitória) são sinais extremamente preocupantes. O Campeonato Brasileiro se avizinha.

Novas provas de que os estaduais atrapalham muito mais do que ajudam.



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