O AZAR DE PLATINI



Lembra da declaração de Michel Platini sobre a tecnologia na linha de gol?

O presidente da Uefa disse que a pouca frequência de lances em que há dúvida se a bola entrou não justifica a utilização do recurso eletrônico.

(como se apenas um lance, em apenas um jogo de um torneio como a Copa do Mundo já não fosse irremediavelmente trágico.)

Bem… digamos que Platini vive uma maré de azar.

No último fim de semana, dois jogos importantes registraram momentos em que a tecnologia na linha de gol seria útil.

Na final da Copa da Inglaterra, os jogadores do Liverpool até comemoraram um gol de cabeça de Carroll.

No dérbi de Milão, houve o mesmo após um cabeceio de Cambiasso (aos 38″ deste clipe).

Em ambas as situações, os replays mostraram que a bola não entrou inteira e, felizmente, as decisões da arbitragem foram corretas.

Também no fim de semana, Joseph Blatter voltou a advogar a favor da eletrônica:

“Posso lhes dizer que na Copa do Mundo de 2014, e portanto já na nossa Copa das Confederações em 2013, vamos usar esse sistema. Não podemos repetir (…) a mesma situação que testemunhamos na partida entre Inglaterra e Alemanha.”, disse o presidente da Fifa, referindo-se ao gol de Lampard na Copa de 2010.

Mas a boa notícia veio acompanhada da confusão de conceitos que atrasa o futebol.

Ao descartar qualquer outro aproveitamento tecnológico para auxiliar a arbitragem, Blatter acrescentou:

“Senão, o jogo perderá seu rosto humano, e não haverá mais discussão se tudo for perfeito. Nosso jogo não é perfeito, e por isso é tão popular.”



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