AS RODADAS



Diante da inquestionável superioridade técnica do Santos (3 x 0), Vadão e o Guarani decidiram jogar.

A possibilidade evidente de uma derrota que praticamente encerrasse a conversa não levou o time de Campinas a mudar sua postura e,  como fez o Chelsea contra o Barcelona, “estacionar o ônibus” no campo de defesa.

Na retranca, talvez o Guarani tivesse perdido por menos. Ou, com sorte, empatado. Ou ainda, contra todas as probabilidades, vencido por um gol, fruto de um contra-ataque isolado.

Talvez.

Minha opinião? Não faria diferença em relação ao placar do jogo, muito menos em relação ao título.

O que poderia fazer alguma diferença e, pelo menos, levar um pouco de emoção para o segundo jogo, seria uma partida de ida na casa do Guarani.

Ambiente, torcida a favor, campo, fator casa. Esses aspectos deveriam ter sido observados pelo Guarani, se é que conquistar o campeonato era o objetivo.

Num campo neutro, amplo e com maioria de santistas no estádio, fica difícil acreditar.

E pedir a Vadão que abandone seu jeito de ver futebol e dirigir um time não faz sentido.

O Santos voltará ao Morumbi, no próximo domingo, para buscar a taça e fazer festa.

É o hábito de quem tem Neymar e Ganso.

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O que mudou radicalmente o primeiro jogo da decisão carioca (Fluminense 4 x 1 Botafogo) não foi a expulsão do botafoguense Lucas, aos 10 minutos do segundo tempo.

Foi o bonito gol de Fred, que empatou a partida, aos 43 do primeiro.

O Botafogo deixou de atacar tão logo saiu na frente, o que é pedir para sofrer.

O recuo chamou o Fluminense, que marcou mais à frente e começou a pressionar.

O empate próximo ao intervalo instalou a mesma convicção nos dois vestiários: no segundo tempo, começaria um novo jogo. E se ambos os times mantivessem suas posturas até aquele momento, o Fluminense – melhor time – teria muito mais chances de vencer.

Era obrigação do Botafogo mudar o cenário. O segundo cartão amarelo de Lucas até o fez, mas para pior.

Perdendo por 2 x 1, talvez fosse mais producente se fechar e manter chances para o jogo de volta. Com três gols de desvantagem, elas são minúsculas para o Botafogo.

Boa partida de Deco, importante para o título quase decidido.

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Como é bonito ver um jogador de meio de campo decidir um jogo.

Yaya Touré poderá ser lembrado como o autor dos gols (Newcastle 0 x 2 Manchester City) que acabaram com 44 anos de saudade dos torcedores do City.

Contra o Newcastle, Touré jogou mais avançado, como meia “puro”, posicionamento que é mérito do técnico Roberto Mancini.

Atuação deslumbrante num jogo que poderia complicar a situação do time.

Touré é completo.

No Barcelona, tinha funções mais defensivas. Chegou a jogar como zagueiro, na decisão da Liga dos Campeões de 2009.

No Manchester City, mostra o repertório que pode ser decisivo para o surgimento de um novo campeão inglês.



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