LANCES DA RODADA (e a foto do fim de semana)



O Santos (3 x 1 no São Paulo) é o melhor time do Brasil e, como tal, deve ser visto como o favorito quando entra em campo no país.

A semifinal do Campeonato Paulista (sexto ano seguido em que o São Paulo é eliminado nessa fase. Nos últimos três campeonatos, pelo Santos) mostrou um time contra o qual não se pode errar.

E o São Paulo errou bastante, desde cedo.

O pênalti de Paulo Miranda em Alan Kardec, antes que todo mundo estivesse sentado no Morumbi, foi um presente.

Outro foi a bola de Rhodolfo, que encontrou o peito de Ganso e depois chegou a Neymar.

Ganso rolou antes mesmo de Neymar partir para o gol, porque sabe que não há marcador que acompanhe Neymar na corrida.

O terceiro presente foi a falha de Dênis, no chute que deveria ser espalmado para longe e caiu dentro do gol.

Não que o São Paulo só tenha feito bobagens no jogo. Mas participar dos 3 gols de Neymar não é o melhor caminho para vencer.

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O time do Guarani (3 x 1) é superior ao da Ponte Preta, e mereceu alcançar a primeira decisão estadual em 24 anos.

O dérbi de histórica rivalidade valeu ao time bem dirigido por Vadão um resultado que deve ser encarado como uma conquista.

Pois será uma óbvia surpresa se o Guarani ganhar o título.

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Dois lançamentos magistrais construíram gols para o Botafogo (3 x 1 no Vasco), na final da Taça Rio.

A bola de Elkeson para Fábio Ferreira no segundo gol foi milimetricamente precisa. Teve força e curva na medida para o cabeceio que deixou Abreu à vontade para marcar.

E a bola de Antonio Carlos, no terceiro gol, foi morrer no peito de Maicosuel do jeito que vemos nas imagens de jogadas dos anos 60 e 70.

Lances de técnica, beleza e eficiência.

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A foto acima (crédito: Yahoo Sports) é a imagem do fim de semana no futebol.

Nela, o zagueiro brasileiro Cris, capitão do Lyon, está junto de Gregory Beaugrard, do Quevilly, levantando a Copa da França.

Cris chamou Beaugrard num gesto de cavalheirismo, por entender que para o time da terceira divisão francesa, a derrota para o Lyon era, de fato, um momento a ser comemorado.

Isso tem nome e é difícil de encontrar: classe.

Não, não foi a primeira vez que aconteceu.

Mas Cris merece todos os aplausos.



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