CAMISA 12



(publicada ontem, no Lance!)

ÓCULOS

Há algo de cômico – no sentido comiserado da palavra – no comportamento de quem espera por uma derrota do Barcelona para destilar opiniões sobre futebol.

É natural que o sucesso caminhe de mãos dadas com a inveja. É perfeitamente normal que, quanto mais um time vença, mais gente queira vê-lo caído. O ponto não é esse. O ponto é a antipatia que se permite nutrir por um time (o time, não o clube, que tem interesses e envolvimentos controversos como qualquer outro) espanhol, sem qualquer motivo.

O sujeito passa os dias reclamando da feiura do futebol que consome diariamente, lamenta a monotonia dos jogos, a irracionalidade dos horários, a inconsequência dos cartolas. Quando surge um time diferente, que faz as coisas de um jeito próprio, ele é combatido como se fosse um funcionário protegido, um queridinho da professora.

Não existe um modelo único de jogar futebol. Exceção feita aos times que entram em campo para bater e fazer cera, há que se respeitar os distintos posicionamentos utilizados em nome da vitória. É evidente que ninguém é obrigado a gostar de como o Barcelona monopoliza a bola, troca passes e se instala no campo do adversário. Mas como dizemos às crianças, é preciso experimentar antes.

No caso, experimentar é entender. Quem diz que o Barcelona pratica um futebol de “toquinho de lado” poderia procurar a documentação já publicada sobre os fundamentos dos “toquinhos”. O material é vasto, em livros e na internet. Visitar o Google e inserir “juego de posición” na área de busca já seria um bom começo.

E é óbvio que o passaporte de Lionel Messi tem seu papel nessa espécie de anti-barcelonismo, pois a ignorância – hobby de uns, profissão de outros – não conhece limites. Deve ser excitante a vida de alguém que, um segundo após um pênalti desperdiçado, se põe a declarar que o melhor jogador do planeta é uma invenção. Por ser argentino.

Só há um time no mundo do futebol que obriga o oponente – qualquer oponente – a reconhecer a própria inferioridade e adotar uma versão piorada do que realmente é. A ferramenta que esse time utiliza é a essência do jogo, seu primeiro e mais importante fundamento: o passe. O fato de esse time perder partidas e campeonatos não nega a identidade que é sua propriedade particular.

Pobre de quem não enxerga.

PASSIVIDADE

Surpreendente a paralisia do Real Madrid, vencendo por 2 x 0 em casa. Resolveu recuar e especulou durante todo o segundo tempo. Pode ter sido o cansaço pós-clássico espanhol, o conservadorismo de José Mourinho, a tensão dos jogadores. O Bayern Munique jogou com iniciativa e coragem, e se classificou com justiça. O time alemão pode ser o primeiro a festejar o título europeu em seu estádio, desde a Internazionale, em 1964/65.

ATIVIDADE

Monstruoso desempenho de Manuel Neuer e Iker Casillas, na disputa de pênaltis que decidiu o finalista da Liga dos Campeões. O alemão foi buscar os dois primeiros chutes, de Cristiano Ronaldo e Kaká, e deu vantagem ao Bayern. O espanhol defendeu as cobranças de Kroos e Lahm, para recuperar as chances do Real Madrid. Nenhum dos dois goleiros se adiantou, como se tornou tão comum. Não vimos pênaltis “com barreira” em Madri.

______

ATUALIZAÇÃO: A respeito da nota acima, sobre a postura do Real Madrid no segundo tempo da semifinal contra o Bayern, já temos a resposta.

Reportagem de Diego Torres, publicada no El País desta sexta-feira, informa que Mourinho mandou o time recuar. No intervalo, a ordem foi puxar as linhas para trás e “conservar energia”.

Casillas foi o único a falar publicamente sobre o tema.



  • Plínio Castanho Dutra

    Caro colunista, apesar de admirador escrevo por vez primeira. Tudo por conta desta questão Barcelona. Não engrosso o coro dos que tentam desconstruir o sucesso do Barça e da sua forma de jogar bola (sim, jogar bola, pois eles jogam como eu gostava de jogar quando guri) e continuo achando o Messi o melhor de todos. Sobre ele um parentese: Messi, além de um supercraque é absurdamente obediente no plano tático e excepcionalmente combativo. Mas não acho que seja crime gostar de outras maneiras de jogar futebol. Pessoalmente prefiro times agressivos no combate, que roubem a bola e partam em velocidade para o contra-golpe. É questão de gosto, penso eu. Para terminar, não se justificam as afirmações de que a classificação do Chelsea foi a vitória do anti-futebol, como andei ouvindo e lendo aqui e ali (não de ti, vale dizer). Ora, futebol é esporte de competição e a essência da competição é a busca pela vitória, da forma mais eficaz possível dentro das regras do jogo. Portanto, não pode haver reparos à forma de atuar do Chelsea. E eu pergunto, fosses tu, ou os “detratores” do Chelsea, “nos sapatos” do DiMatteo, farias diferente? Certo que não. Abraço e parabéns pelo trabalho.

  • Juliano

    AK, caramba, IRRETOCÁVEL!!!!!! Essa veio como uma AK-47! Hahaha. Excelente, muito bom!

    Sobre a atualização: isso deixa mais forte ainda minha antipatia pelo Mourinho. Vencendo, em casa, com aquele elenco, mandar o time recuar? Por isso acho o Pep tão superior.

    Mourinho acaba de dar razão ao Muricy, quando perguntam a este se os treinadores de fora são melhores que os brasileiros: “manda eles virem aqui, disputar campeonatos com nossos elencos e nossas condições.” – Mourinho fracassaria. Mas claro que o Muricy apelou, temos treinadores demasiadamente atrasados.

    Abraço!

  • Willian Ifanger

    Grande texto André.

    É exatamente tudo o que eu penso sobre o que passou nessa semana.

    Culminando hoje com o anúncio da saída do Guardiola, temos o fim de uma Era. Serei eternamente grato pelo time que ele formou. Pra mim, jogando Futebol, é um time imbatível. Só perdeu quando os outros times não jogavam futebol.

    Sempre achei que a estatística mais impressionante desse Barcelona é a quantidade de troca de passes por jogo (e da porcentagem de acertos)…já cheguei a ver o número de 800 passes. Quando a média de um time qualquer é 250-300, e olha lá.

    Sinto por quem acha que esse tipo de comportamento é futebol de “toquinho de lado”. São cerca de 800 passes por jogo! Alguém tem ideia do nível de disciplina que esses jogadores têm?

    Você escreveu isso durante o primeiro confronto contra o Chelsea em Londres, no Twitter, e em Barcelona chegou no limite extremo: parecia jogo de handebol. O Chelsea colocou 10 (no caso 9, porque o Terry havia sido expulso) jogadores da intermediária pra trás. Muitos acham que isso é futebol e enxergam beleza em se fechar totalmente. Eu acho que é uma covardia que beira a canalhice.

    Se o Santos for desclassificado pelo Bolívar, com o time boliviano aplicando um ferrolho, veremos o comportamento dessa mesma turma.

    Mas o que sabemos é que esse Barcelona será eterno.

  • André,

    Sempre gosto dos seus textos pelo caráter intimista (de quem está por dentro) e a forma franca de falar sobre o futebol. Por isso o comentário de hoje.

    Me coloco entre os que não gostam do futebol do Barcelona, mas por um motivo simples: não me agrada. Acho o jogo chato sim e de muito toquinho pro lado sim. Não gosto também, principalmente, porque é um time muito catimbeiro. Qualquer encostão os caras se jogam no chão e gritam, reclamam do juiz em todas as faltas, enfim, não jogam da forma que entendo como a mais correta. Há ainda o fato de que o clube representa tudo o que não gosto no futebol: torcida passiva, dirigentes de caráter duvidoso, representação de uma das partes mais xenófobas da Europa…

    Contudo, o fato de não gostar do estilo não me torna um ignorante do futebol. É apenas uma questão de preferência, e justamente por admirar o seu trabalho, me incomoda quando você coloca todos os que não gostam do Barcelona no mesmo saco. Não sou invejoso e tenho um motivo para não gostar do Barcelona, como expliquei acima.

    Para finalizar, gostaria de colocar uma pequena provocação. O principal fundamento do futebol não é o passe, é o gol. Se fosse o passe o Barcelona teria ganho todas as partidas que disputou, o que de fato não aconteceu.

    Um abraço

    AK: Confusão de conceitos, grave. O gol não é fundamento, é objetivo. São coisas totalmente diferentes. Não coloco todos “no mesmo saco”, mas diria é que a coluna é endereçada a quem pensa como você e permite que a antipatia – seja qual for o motivo – pelo clube interfira na maneira de enxergar o time. Como também está escrito, é possível que lhe falte interesse para se aprofundar na maneira como o Barcelona joga futebol. Obrigado pela companhia e pelo comentário. Um abraço.

  • Leandro Azevedo

    O problema (para os que olham para o Barça com essa visão do texto) é que não se trata de um time de “guerreiros” como tanto se prega no futebol Brasileiro hoje – é exatamente o contrário.

    Um time que utiliza dos fundamentos básicos do futebol hoje se tornou um time chato, monótono e que dá sono. Bom mesmo é time que dá carrinho, corre o tempo todo atrás da bola e passa sufoco.

    Vai entender.

  • Leandro Azevedo

    Quanto a matéria do Diego Torres, achei bastante interessante essa parte:

    “Como los jugadores del Madrid no se parecen a los del Oporto, ni a los del Chelsea, ni a los del Inter, el equipo salió a disputar el partido sin demasiada confianza en sus posibilidades.”

    Pelo menos pra mim, mostra que o Mourinho peca ainda em entender as diferenças entre fazer um resultado e se recuar num time como o Porto e fazer o mesmo no Real – e não digo isso apenas pelo tamanho do clube, mas por não entender os atletas que tem e a maneira que reagem a esse modo de jogar. Muitos ali não tem o estilo necessário para fazer isso nem taticamente nem mentalmente e o resultado acaba sendo a eliminação.

  • Marcel de Souza

    Perfeito André.

    O que me incomodou mais nessa semana foi ver a grande maioria das pessoas comemorando muito a desclassificação do Barcelona. Me lembro ano passado que isso não aconteceu, que a grande maioria das pessoas que eu conheço ficou admirada de ver o Barça ganhando do Man U daquela forma. Pensando um pouco no assunto, eu formulei uma teoria: acho que essa “antipatia” pelo Barcelona tem muito a ver com a final contra o Santos. A maioria das “pessoas comuns” (e aí eu coloco minha mãe, meu irmão, esposa, esposa de amigos, etc) não são tão ligados em futebol, mas obviamente não conseguiram se desligar do assunto quando o Santos perdeu de 4 a 0 na final. Muita gente mesmo achou que o Santos tinha condição de jogar de igual pra igual e ficou espantado com o que viu. Vi várias pessoas comemorando a queda do Barcelona como uma desforra. Além disso, o pessoal que acompanha os times europeus também meio que se encheu da grande mídia (no caso a Globo) exaltando o Barcelona pós jogo do Santos. Vejo em muitos um sentimento igual ao cara que curte uma banda e depois começa a falar mal quando a mesma fica famosa, como se isso fizesse a banda ser pior.

    Bom, desculpe o post longo, mas realmente essa reação coletiva me surpreendeu mais do que o resultado em si.

    1 abraço e bom feriado!!

  • André,

    É aquela velha história, né? Prego que se destaca leva martelada. Não tem jeito. Quando um time começa a fazer muito sucesso, sempre vai criar uma série de pessoas para torcer contra.

    Quanto à vitória da Chelsea, vale lembrar que o Once Caldas venceu a Libertadores e a Grécia venceu a Eurocopa. Porém, nem por isso passaram a ter legiões de fãs no mundo inteiro, como acontece com o Braça.

    Abraços!

    PS.: Assisti ao jogo dos Knicks e acho que esse time com Stoudemire, Chandler e Carmelo pode ser a surpresa nos playoffs, o que acha?

  • Anna

    André,o Barcelona é o melhor time que vi jogar e Messi, o melhor do mundo. Não torci contra o futebol + plástico que vi, mas, sim, pelo meu time, o Chelsea. Claro que amo futebol e aprecio demais o Barcelona. Triste com a saída do Guardiola do Barça, mas ele deve ir para outro clube.

  • Matheus Brito

    Boa tarde AK,

    Belo texto. Fazendo aqui uma espécie de “advogado do Diabo”, entendi em parte o que quis dizer o Eduardo Santos um pouco acima. Pelo que entendi, antes dele se enrolar com Fundamento/objetivo, ele trata da antiga questão de que “Gosto não se discute” e cada um tem o seu. Não vejo nada contra quem não goste do Futebol do Barcelona, tem gente que acha realmente mais legal cruzamentos na área, zagueiro dando bico, tiro de meta no melhor estilo tiro de meta, enfim. Pra que fique claro, não sou um deles e ainda sonho em ver um time, que jogue um futebol parecido com o Barça atual enfrentando-o. Seria uma batalha no mínimo interessante pela tão sonhada posse de bola. Concordo com você que, uma coisa é não gostar do estilo, outra totalmente diferente é não gostar do clube e fazer disso o motivo para não gostar do futebol jogado pelo clube.

    Em tempo, Não chega a ser surpreendente a saída do Guardiola, mas é sim lamentável. Minha pergunta para você vai como as provas na época em que cursava história: Guardiola na Seleção Brasileira: Disserte.

    Abraços

    AK: Como está escrito no texto, ninguém é obrigado a gostar. Sobre Guardiola na Seleção, esqueça. Um abraço.

  • Matheus Brito

    Só uma coisinha a mais.

    Pedro Valadares, esse ano ninguém tira do Chicago, D. Rose é demais. Melhor jogador que surgiu no time depois de Jordan, em minha modesta opinião.

  • Andre

    O Paradigma Guardiola. Isso vai influenciar muito a maneira que se joga futebol hoje. Percebo que no Brasil, alguns times estão valorizando mais a posse de bola e trocando mais passes, percebi isso em Corinthians e Santos.

  • Juliano

    Legal o comentário do Pedro Valadares. Concordo. Sobre o Knicks, pode ser surpresa, o time desandou a ganhar depois que derrubaram o D’Antoni. Mas não sei…

    Matheus, que no Bulls o Derrick Rose é o melhor jogador pós-Jordan não restam dúvidas. Não à toa já foi MVP. O problema é que neste ano ele anda sofrendo demais com as costas. E Playoffs, amigo, o bixo pega demais… talvez lhe falte saúde desta vez.

  • Anna

    André, você sabe se há alguma possibilidade do Guardiola ir para o Chelsea? Está rolando um boato no Twitter e no Facebook.

  • Marcos Vinícius

    Não é,da minha parte,uma questão de antipatia. Pelo contrário,já disse algumas vezes que também acho o Barcelona,atualmente,o melhor time do mundo,simplesmente porque ele domina o jogo,o adversário e o “enquadra” em seu campo defensivo,mantendo a bola sob seu controle e envolvendo seus oponentes com toques rápidos e movimentação constante de seus jogadores. O que eu acho é que é um baita exagero o que estão fazendo com esse time,em termos de valorização do estilo de jogo. O time é bom,tem excelentes jogadores,mas tem oponentes tão bons quanto,e parece que o padrão de jogo dos espanhóis sobrepõe-se a qualquer adversário. O Chelsea,por exemplo,jogou da forma que tinha que jogar para vence-los. Teve sorte,mas também foi competente. Mas parece que ninguém diz que o Chelsea ganhou,mas sim que o Barcelona perdeu. Caramba,e o mérito do Chelsea,que tem um dos melhores elencos do mundo? E a proposta de jogo dos ingleses,que foi de primeiro neutralizar as jogadas do Barcelona,para depois sair em contra ataque rápido,isso não conta? Por que ninguém falou que o Chelsea encarou o Barcelona e saiu vencedor? Fizeram tanto alarde com a derrota dos espanhóis que esqueceram de dar a César o que é de César,o mérito da vitória aos ingleses.

    O time do barcelona é excelente,mas não é único e nem imbatível. Joga bonito,mas ás vezes perde para quem joga feio.

    Mas disso ninguém fala.

  • Teobaldo

    Tudo bem, afoitos Juliano e Pedro Valadares… o Knicks até que é um time simpático (concordas, AK?), mas gostava mais dele quando tinha o amarelão Patrick Eweang (não sei se a grafia correta é essa)! Nesta temporada atípica (tivemos o lockout, lembram-se?) cheguei a descartar o meu Boston Celtics, exatamente pela concentração de jogos em período mais curto, mas depois do All Star, conseguimos poupar os três velhinhos (Garnett, Ray Allen e Paul Pierce) e o nosso banco, finalmente, conseguiu um “up-grade”, talvez devido ao maior tempo de jogo. É sempre bom lembrar que na nossa conferência alguns dos grandes jogadores estão fora de combate (Dwight Howard, por exemplo, já está fora e será substituído por Glen “big baby” Davis) e outros em “meia-boca” (Derrick Rose, como você mesmo destacou) e no play off, camisa e experiência sempre contam muito… Pelo estilo de jogo atual, gostaria que o Thunder chegasse à final, principalmente pela dupla Durant – Westbrook mas eles terão “vida muito dura” contra os Mavs e aí, amigos, se Nowitzki “estiver com a macaca” como na final da temporada passada (Amarelon James que o diga), acho que o Thunder dança. Com o Dallas, neste ano, aconteceu algo parecido com o Boston Celtics: eles pouparam Kidd, Marion e Odon para gastar no final. É muita bagagem junta para a “hora do vamos ver”. Aguardemos! Um grande abraço a todos e desculpe-me por ter “escrito um testamento, AK”.

  • Matheus Brito

    Marcos Vinícius, Ninguém falou porque o Chelsea, assim como os outros times, não encarou o Barça. Ele fez o que todos fazem, aliás fez o que o Barcelona impôs que ele fizesse. Jogasse fechadinho atrás aguardando uma oportunidade de ouro, além de ter dado sorte de os espanhóis estarem com a pontaria não tão calibrada nesses dois jogos (Messi perdeu até pênalti, acredite).

  • Marcos Vinícius

    É,Matheus,mas quando o Santos perdeu para o Barcelona na final do Mundial de Clubes o foco foi o Santos.

    Resumindo: Perder para o Barcelona é normal,ganhar é aberração.

    O Barcelona não impôs absolutamente nada ao Chelsea. Cada qual executou sua proposta de jogo. O grande problema é que quando o Barcelona joga o foco é ele,é como se o adversário fosse coadjuvante. O Barcelona perdeu para Real Madrid e Chelsea,mas ao invés de darem o devido mérito aos vencedores preferem procurar erros no Barcelona.

  • Juliano

    Senhores, a grandeza do Barça poderia ser resumida em “quanto tempo se levou até que conseguissem uma fórmula para vence-lo”. Ora, citaram até que o Santos deveria ter feito como o Chelsea fez. Não é tão simples assim. Muitos fatores implicaram para o Chelsea bater o Barça, inclusive muito tempo de estudo. Mourinho perdeu 8 a fio!!!

    E, mesmo assim, o Chelsea precisou de 3 contra-ataques com 100% de aproveitamento (me respondam quando isso aconteceu e qual a chance de acontecer de novo), precisou que a bola espanhola batesse na trave, e não no gol, tantas vezes, precisou que o melhor jogador de futebol da história recente perdesse um pênalti jogando em casa. Entre mais uma dúzia de pequenos detalhes. O Chelsea foi competente até onde conseguiu, e contou com doses cavalares de sorte, sim senhores. Ou, os astros ou os “deuses do futebol” conspiraram a favor.

    Tem grande mérito, também, ninguém tirou o mérito dos ingleses.

    A questão é que é muito atípico um time que teve apenas 25% da posse de bola em 180 minutos, chutou muito, mas muito menos a gol que seu adversário, e no fim vencer o duelo, é sim atípico, seja contra quem for (não necessariamente o Barça).

    Fim.

  • Teobaldo, eu concordo com o que você disse, mas sinto que o Carmelo tá com uma química diferente com a torcida e que ele tem uma atitude “abusada” de partir pra cima e crescer em momentos chaves. Também acho que a volta do Stoudimire pra fazer dupla com o Chandler pode fortalecer bem os rebotes e o jogo no garrafão.

    Também acharia legal se o Thunders conseguisse ir longe! Eles tem um jogo elétrico. Quanto ao Rose, assino em baixo. O cara é um monstro.

    Abraços.

  • J. Fernandes

    Parabéns, André, pelo post.

    Juliano, seu comentário foi PERFEITO.

  • Rita

    É isso André!

    Não tenho assim nenhum time europeu, um time para torcer.

    Mas, faz quatro anos que não há como torcer contra Guardiola e sua trupe.
    Com certeza, se eles jogassem contra meu time, aí sim torceria contra, mas não com ódio ou anti-alguma-coisa, pq eu gostaria muito de no Camp Nou ver de perto a genialidade e sim-pli-ci-da-de de Messi e contemplar todo um time com aqueles “toquinhos” que produzem goleadas.

    Por falar em genialidade… Permita-me comemorar por aqui André, ele voltou! Que Ricardo seja feliz nesse retorno.

  • Comer uma deliciosa feijoada.

    Tomar uma cerveja beem gelada.

    Vibrar com o filho que passou no concurso.

    Beijar a linda moça que dificultou a conquista um absurdo.

    Na pelada com os amigos marcar um golaço.

    E de todos eles receber aqueele abraço.

    Ver o sol se por.

    A lua nascer.

    Escutar, naqueelas horas, os gemidos de prazer.

    Ir à praia.

    Sentar na mesma praça.

    Gritar “porraaaa!” pela vitória obtida na raça.

    Escalar a montanha.

    Se emocionar com a façanha.

    Conseguir a sonhada promoção no trabalho.

    Manda aqueeele cabra chato pra casa do você sabe quem.

    Gargalhar com a comédia.

    Chorar e se fortalecer na tragédia.

    Viver a vida.

    Jamais desanimar na lida.

    Tirar só nota 10 na escola.

    Escutar a família encher a sua bola.

    Sensações tão intensas quanto às que me proporcionou o Barcelona de um certo Pep Guardiola.

    A quem, por isso, deixo meu sincero obrigado.

    Um abraço!

  • bruno

    Rs, como é prazeroso ver como ficam viuvas do Barcelona, certos jornalistas…
    Será que realmente é tão dificil reconhecer que a fase de ouro do Barça acabou, e que a forma com que Real e Chelsea jogaram contra o Barça não mostra que eles se sentiam inferiores ou que eram inferiores, mostra apenas que eles aprenderam a jogar contra uma equipe que joga sempre da mesma forma, que tem uma zaga fraca que joga em linha, fato que se comprova quando se observa os gols de Cr7 após passe de Ozil e de Ramires após passe de Lampard.
    No futebol como na vida não existem verdades absolutas e é necessario aprender a aceitar opiniões alheias mesmo que sejam contrarias as nossas…Tentar desqualificar opiniões divergentes as nossas apenas demonstra o tamnho de nosso medo em admitir que estavamos errados…

  • Emerson

    Devo confessar algo, que parece bizarro e mesquinho, mas torci contra Barça e Real na última semana, mesmo sabendo que poderia acompanhar a maior decisão da Champions da história.
    O motivo? Simples. Não gostaria de ver meu time, enfrentando nenhum dos dois em dezembro. Vide Santos ano passado…
    Isto é um devaneio, eu sei. Ainda mais que a Libertadores está longe de ter seu campeão definido, e pior, meu time ainda não possui nenhum título deste torneio. É, coisas de torcedor FIEL (Ou neste caso lunático mesmo).
    Isto posto, lamento a saída de Guardiola, do Barça, o que pode significar até o fim do maior time de futebol que vi em toda minha vida. Time este, que continuará muito forte para a próxima temporada, mas demonstrará a mesma arte dos tempos de Pep? Bem, aguardemos…

  • bruno

    E a comemoração de Cr7 o que vc achou?
    Para mim foi simplesmente maravilhosa, pois ver o Real IMPOR ao Barça de dentro do CAMP Nou a 2º derrota consecutiva e CR7 pedir calma á torcida, como quem diz, aqui quem manda é o Real, foi ótimo, talvez assim os catalães entendam de uma vez por todas que na Espanha o maior clube é o Real Madrid.
    E mais foi ótimo para mostrar a certos jornalistas que no futebol moderno não há mais espaço para jogadores pipoqueiros, para times que tem treinamento até para reclamar com juiz, para times que somente tocam de lado…

  • Érico

    Cara, não precisa desse melindre porque as pessoas criticaram o Barcelona. Aliás, não vi ninguém criticar o Barcelona e desmerecê-lo. Todo mundo que vejo é rebatendo um argumento que não achei em parte alguma. Você me apontaria algum caso desses a que se refere?

  • Gustavo Figueiredo

    André, sobre o barcelona, o conceito de ‘més que un clube’ parece cada vez mais real. Se formos parar para pensar, o Barcelona tá cada vez mais uma EMPRESA, no qual seus funcionários permanecem por anos e com amor. Exemplos: 1) Se sai um jogador do time titular por qual quer razão, quem assume esse lugar é um garoto da ‘cantera’, fazendo analogia com as grandes empresas, o estagiário é efetivado. Caso não tenha um jogador na ‘cantera’, vai ao mercado sabendo as características necessárias. 2) O treinador é o chefe do setor, no mundo dos negócios quando um chefe se aposenta, é promovido, o seu sucessor é sempre a pessoa imediatamente abaixo a ela, no caso do Pep Guardiola, seu assistente foi promovido. Essas ações motivam a todos do clube a sempre darem o seu melhor porque eles VÃO ter uma chance para mostrar o seu potencial. Se o Vilanova vai conquistar todos os titulos que Pep conquistou ninguém sabe, mas sabemos que a identidade e o futebol do Barcelona vão ser mantidos

  • Julio Koenigkam

    Perfeito, André!

  • Silvio

    Se recusar comparações entre Messi e Pelé, por julgá-los, Messi, gênio, supercraque, e Pelé, simplesmente Pelé, incomparáveis, é ser ignorante, pode me chamar de ignorante. Acho Messi um estupendo jogador, o melhor que temos em muitos e muitos anos. Melhor do que Zidane, do que Ronaldo Fenômeno, do que Zico, com quem tem o estilo veloz, hábil, cerebral, muito parecido, mas não melhor do que Maradona e Garrincha, os dois que mais chegaram próximo do Rei Pelé. Não ouso comparar Messi a Cruiyjff, em razão de não ter visto o holandês jogar, já que era muito jovem, então (nasci em 68). Mas os vejo na mesma situação, pois Johan, antes de ir a Barcelona, comandou um supertime do Ajax. Vantagem para Cruyjff, já que foi bem melhor na Seleção Holandesa do que Messi vem sendo na Argentina. Mas comparar, como faziam a todo o tempo, Messi a Pelé, é, isto sim, uma grande ignorância. Pelé continua incomparável.

  • Matheus Brito

    Silvio,

    Se você não viu Cruiyjff jogar, não há sentido falar em Garrincha há?

  • Silvio

    Matheus (xará do meu filho Mateus),

    vi e li muito mais coisas de Garrincha e Pelé do que de Cruyjff, já que ambos são brasileiros.
    É que qundo Cruyjff estava no auge nós não tínhamos muitas transmissões ao vivo, nem de jogos realizados no Brasil, quanto mais essa profusão que temos hoje de jogos dos campeonatos europeus. Foi nesse sentido que fiz a colocação. O que vi do holandês é pouco para compará-lo a Messi. Mas o que vi, mesmo em teipes e edições, não é pouco para julgar Garrincha. Até porque, além do que vi, tem também o que ele fez, né, nas Copas de 58 e 62, e no Botafogo. Isso tudo está devidamente registrado na história.

  • Gilmour

    Que satisfação ler este texto. Mandou pro Arnaldo Ribeiro? Se quiser, procuro o email dele e encaminho.

    Se só tivesses escrito o parágrafo abaixo, já seria a melhor interpretação possível do que está acontecendo no futebol mundial.

    “Só há um time no mundo do futebol que obriga o oponente – qualquer oponente – a reconhecer a própria inferioridade e adotar uma versão piorada do que realmente é. A ferramenta que esse time utiliza é a essência do jogo, seu primeiro e mais importante fundamento: o passe. O fato de esse time perder partidas e campeonatos não nega a identidade que é sua propriedade particular.”

    Isso não é uma questão de opinião, é o que acontece. Pode-se discutir preferências, tudo bem, é até interessante, mas é patético observar os raciocínios provenientes de mentes medíocres que odeiam gratuitamente algo ou alguém.

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