O LINK DA LIGA



A capa do The Sun disse o seguinte:

“Terry expulso, Messi perde pênalti, Chelsea alcança final da Champions League… mas o mais inacreditável: TORRES MARCA!”

Em mais um “jogo perfeito”, como pediu o técnico Roberto Di Matteo, o Chelsea eliminou o Barcelona da UCL: 2 x 2.

Na prévia da decisão (post abaixo), escrevemos que seria interessante observar como os ingleses responderiam se estivessem perdendo por 1 x 0.

E o que aconteceu foi duplamente interessante.

Primeiro, o descontrole: Terry agrediu Sanchez por trás e foi corretamente expulso (o zagueiro pediu desculpas pela expulsão, dizendo que não tinha do que reclamar).

O gol de Iniesta veio com todos os sinais de jogo resolvido, antes do intervalo.

Mas numa tabela pela direita, pouco depois, os gigantes Ramires e Lampard construíram mais um gol para o Chelsea. Passe preciso do meia inglês, finalização por cobertura espetacular do volante brasileiro.

É realmente triste que Ramires, crucial para a classificação dos londrinos, não possa jogar a final por suspensão (assim como Terry, Meirelles e Ivanovic).

Àquela altura, fim do primeiro tempo, o gol do Chelsea não pareceu tão significativo. A impressão que se tinha era que a vantagem numérica do Barcelona produziria o resultado necessário.

Chegou perto.

E é surpreendente que Lionel Messi (terceira atuação estranha seguida. Alguns jogadores do Real Madrid disseram que ele parecia machucado no clássico, não tentou nenhuma arrancada. Hoje, de novo. Teria sido aquele problema em Stamford Bridge, logo antes do gol de Drogba? Saberemos em breve.) esteja envolvido nos lances que significaram a queda dos catalães.

A cobrança de pênalti no travessão desperdiçou o 3 x 1, e o Barcelona se viu num monólogo em que a paciência e a criatividade que o caracterizam deram lugar à pressa e à irritação.

O time fez pouco além do chute de Messi na trave (mais um).

No final, quando apenas o goleiro Valdes estava no campo de defesa, um chutão para a frente encontrou Torres para marcar o gol que calou o Camp Nou e garantiu que a história continuaria. A UCL jamais viu um bicampeão.

A receita de marcação, contra-ataque e sorte do Chelsea (28% de posse de bola) funcionou mais uma vez, e o “ônibus estacionado” irá a Munique.

O que não significa que este Barcelona deixe de ser um time fantástico e histórico, ou que Messi deixe de ser um gênio.

Significa que o futebol é uma paixão incontrolável, incompreensível, inexplicável.

Pobre de quem não gosta.



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