A(s) RODADA(s)



São Paulo (4 x 1 no Bragantino) e Santos (2 x 0 no Mogi-Mirim) se encontrarão, pelo terceiro ano seguido, nas semifinais do Campeonato Paulista.

O favoritismo teórico do Santos, que já seria um fato independente de qualquer circunstância, ficou mais evidente no momento em que Luis Fabiano se retirou do jogo do próximo domingo.

O atacante (e principal jogador) do São Paulo levou o terceiro cartão amarelo no primeiro tempo do jogo contra o Bragantino, ao fazer uma falta desnecessária no campo de defesa.

Apesar das reclamações, o cartão foi justo. Assim como as críticas que o jogador recebeu por desfalcar o São Paulo no clássico.

Luis Fabiano só não merece ser criticado por não ter zerado seus cartões amarelos antes das oitavas de final. Ele não poderia tê-lo feito, uma vez que ficou pendurado no jogo contra o Mogi-Mirim, na penúltima rodada.

Se tivesse forçado o terceiro amarelo na partida seguinte, contra o Linense, obviamente não enfrentaria o Bragantino (que, diga-se, complicou o jogo no começo do segundo tempo, até o próprio LF marcar um raro gol de falta).

Então não havia nada a fazer? Sim, aparentemente havia. Mas seria uma operação arriscada.

O regulamento geral do Campeonato Paulista informa o seguinte, em seu artigo 50, inciso primeiro, letra c:

Quando um atleta recebe 1 (um) cartão amarelo e, posteriormente, recebe 1 (um) segundo cartão amarelo, com a exibição conseqüente do cartão vermelho, tais cartões amarelos não serão considerados para o cômputo da série de três cartões amarelos que geram o impedimento automático.

Vejamos: Luis Fabiano começou o jogo contra o Mogi com um cartão amarelo. Levou o segundo, que o deixou pendurado. De acordo com o que está escrito acima, se tivesse forçado o segundo amarelo no jogo, receberia um vermelho e seria expulso. Cumpriria suspensão contra o Linense e voltaria para enfrentar o Bragantino com apenas um cartão amarelo.

O risco, lógico, seria levar o vermelho direito, o que o manteria pendurado.

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No ano do centenário do dérbi de Campinas, a cidade comemora o encontro de Ponte Preta (3 x 2 no Corinthians) e Guarani (3 x 2 no Palmeiras) nas semifinais do campeonato estadual.

Será um  jogo histórico, digno da lista feita por Gustavo Hoffman, com os maiores dérbis de todos os tempos.

Tomara que seja um dia de futebol, rivalidade esportiva e boas memórias.

Sem violência.

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O campeonato acabou para o Palmeiras e Corinthians, tema do post de Gian Oddi em seu blog.

Minha opinião: a eliminação é mais grave no caso palmeirense, pela falta de conquistas recentes e a perspectiva duvidosa do atual time.

O ambiente interno do clube ficará conturbado, enquanto o Palmeiras disputa a Copa do Brasil.

No caso corintiano, campeão brasileiro e jogando a Libertadores, o preocupante não é a queda em si, mas como ela aconteceu.

As duas falhas de Julio César geram, novamente, questionamentos a respeito da confiabilidade do goleiro.

O clube não tem opções.

Até o jogo contra o Emelec, em dez dias, o principal trabalho de Tite será recuperar seu camisa 1.

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O clássico no Engenhão (Vasco 3 x 2 Flamengo) teve implicações trabalhistas.

Enquanto o Vasco segue à final da Taça Rio, com chances de disputar o terceiro título seguido, o Flamengo entra em férias coletivas – e forçadas – até o início do Campeonato Brasileiro.

A eliminação na Libertadores tinha transformado o Estadual em algo mais importante para o Flamengo.

Em tese, o Vasco é quem menos precisa do título. Mas a saudade da última conquista estadual (2003, lembra do cruzamento de letra do Léo Lima?) bate forte.

O Botafogo  (4 x 2 no Bangu) é o time para o qual esse campeonato vale mais.

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No sábado, o Real Madrid praticamente encerrou a Liga Espanhola ao derrotar (2 x 1) o Barcelona no Camp Nou.

Foi a primeira vitória da carreira do técnico José Mourinho no estádio catalão.

Uma vitória conquistada com a execução total do plano que o Madrid não tinha conseguido aplicar nos últimos clássicos: marcação incansável no meio de campo, contenção dos laterais e saída eficiente para o contra-ataque.

Uma proposta de jogo correta para um time que sabia que o empate era um ótimo resultado.

Este Madrid, por opção, não vence “jogando”. Vence atropelando seus adversários com velocidade e força.

Estratégia que não funciona contra o Barcelona, o que levou o o time merengue a demorar algum tempo para decifrar o próprio comportamento.

Em clássicos recentes, pareceu perdido e pouco confiante. No sábado, foi o oposto.

A atuação de Ozil chamou a atenção. O alemão, pela primeira vez, conseguiu fazer o papel defensivo que Mourinho já lhe tinha pedido outras vezes.

E ainda deu o passe para o implacável Cristiano Ronaldo marcar o segundo gol.

O Barcelona esteve abaixo de seu nível normal. Messi foi controlado por seus (vários) marcadores, assim como aconteceu na derrota para o Chelsea.

E o time perdeu algumas chances que poderiam alterar os caminhos do jogo.

Não dá para concordar com as críticas a Guardiola, seja pela escalação ou substituições. Ele não podia deixar de pensar na Liga dos Campeões e não tem um elenco tão numeroso.

E até a semana passada, só recebia elogios.

Interessante o papel que o último clássico terá caso os rivais espanhóis se encontrem na final da UCL.



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