CAMISA 12



(publicada ontem, no Lance!)

LIBERTE-SE

A história dos movimentos culturais nos conta que o Surrealismo nasceu nos anos 20, na França. No futuro, a história do futebol contará que uma releitura empobrecida do movimento se deu em 2012, no Brasil. É a nossa contribuição à expressão do pensamento sem as amarras da razão.

Quando pesquisadores estudarem o período pré-Copa de 2014 do futebol brasileiro, notarão evidentes características de um momento revolucionário. Uma época marcada pela imaginação livre, pela ausência de preocupações estéticas ou morais. Perceberão também o surgimento de líderes locais de destacada influência. Gente que poderia tranquilamente repetir a célebre frase de Salvador Dalí, pintor surrealista catalão: “Só existe uma diferença entre mim e um louco. Eu não sou louco”.

Vivemos numa era de desestruturação, de negação da falsa racionalidade que nos controla e oprime. As provas estão em declarações recentes de expoentes do futebol nacional, devidamente registradas e conservadas para a posteridade. “Precisamos de Adriano na Copa”, “exceção feita a Barcelona e Real Madrid, os times espanhóis são ruins”, “Neymar é melhor do que Messi”, “o trabalho de base do Barcelona é balela”.

Se seu cérebro começar a tremer, não faça nada. Não lute contra essa poderosa onda de emoção que se avizinha. Deixe-se abraçar pela onipotência dos sonhos. Afinal, a experiência humana não estará completa enquanto for restringida por costumes e padrões.

Os mesmos estudiosos verificarão a revolução em pleno andamento no Rio de Janeiro, liderada pela federação de futebol do estado. A súmula de um Vasco x Flamengo, símbolo do controle arbitral de uma partida, passou pelo processo de justaposição de duas realidades: o que o árbitro escreveu e o que o liquid paper ocultou. Mas não era a súmula, apenas seu inconsciente.

Outros exemplos confirmarão a existência da fase brasileira do movimento surrealista. Em São Paulo, o sistema de disputa do campeonato estadual. Em Minas Gerais, os clássicos com apenas uma torcida. Abstração, ruptura da consciência cotidiana, pensamento livre e sem censura.

Na próxima vez em que você vir uma pintura de Dalí, admire e se orgulhe. Algo semelhante está acontecendo diante de nós.

PÉROLAS

Certas declarações são resultado de falta de informação, de senso do ridículo, até de seriedade. Outras revelam uma clara intenção de proteger interesses. A maioria dos dirigentes de futebol no Brasil quer apenas manter o estado de coisas que existe por aqui. Mudanças no modelo de gestão ou na estrutura de poder devem ser evitadas a todo custo. O folclore é constrangedor, mas ajuda a confundir conceitos. Essa é a ideia.

DICAS

Pelo que se vê, a FERJ criou uma nova função administrativa: o corretor de súmulas. Acredite-se ou não nas explicações da entidade, o episódio infecta o que ainda resta de credibilidade em tudo que envolve o trabalho da arbitragem. Fica a sugestão de passar um branquinho em outros aspectos do Campeonato Carioca, como a quantidade de clubes e a duração. Mas essas correções certamente não serão cogitadas pela federação.



  • Anna

    Adorei a analogia como surrealismo, André. Muito boa a coluna!

  • Marcel de Souza

    Agora imagina o que a gente vai presenciar durante a Copa. O que me desanima muito é saber que essa sua frase é muito verdadeira: “A maioria dos dirigentes de futebol no Brasil quer apenas manter o estado de coisas que existe por aqui.” É mais um exemplo da vergonha que sinto de certos aspectos desse país…

  • Marcelo Morais

    Excelente texto. Eh dificil ser ironico narrando somente fatos reais.

    Para abrasileirar um pouco mais a analogia, pode-se dizer que estamos vivendo a fase do futebolismo fantastico. E que temos varios notaveis expoentes dessa estetica.

  • bruno

    André, fico impressionado, como um jornalista esportivo brasileiro pode ser tão bajulador do futebol uropeu(espanhol), afinal, esta provado que o campeonato espanhol tem um baixo nivel de competitividade realmente, pois, tire o Barça e o Real e me diga qual o ultimo campeão espanhol….

    Até 2004 qual grande jogador da Base do Barça fez grande sucesso? Na época de Romario, Rivaldo, R10, a Base deles não era tão falada…o que joga por Terra a tese de que há 20 anos eles ivestem na base…

    E Adriano psicologicamente e fisicamente bem, pode, sim ser muito Util a seleção Brasileira..Pois não temos uma referencia n Area como ele, não é pq ele não se deu bem em SP que ele esteja em fim de carreira..Afinal o Futebol Brasileiro não se resume a SP…

  • Quanto mais esses dirigentes surrealistas negarem o buraco em que se encontra o nosso futebol, pior será. Você esqueceu de citar a nomeação de Zagallo para VP da CBF – essa é a prova maior de que ainda estamos presos/parados no tempo, no passado distante quando realmente tínhamos o melhor futebol do mundo… Esqueçam o campeonato espanhol! A Espanha é campeã do mundo, e principalmente por causa da categoria de base do Barcelona! Se não ganhavam nada há 20 anos, se não revelavam jogadores, isso não importa, gente! Eles descobriram o caminho, enquanto nós nos perdemos e nossos dirigentes acham que tudo é balela da imprensa… e que a “amarelinha” ainda é a melhor.

  • RENATO

    O Barça é o melhor time do mundo. Inquestionável.
    As explicações para “como se chegou a isso?” é que são questionáveis. Aliás, o tal “planejamento” nesse esporte será sempre.
    Assisti à entrevista de AS e não ví alí, nada que fosse tão arrebatador. Apenas questionou por quanto tempo, COMO, e SE a atual hegemonia do Barça continuará ou não. Ele acha que após o fim da geração de Xavi/Iniesta, ela acaba. 3…4 anos????
    Depois disso, voltar a comprar “Neymares” não vale.
    Eu concordo.
    O tempo dirá…

    Abraço.

    AK: Ele disse, textualmente, que o trabalho de base do Barcelona era balela. Como se alguém tivesse dito, com conhecimento, que o Barcelona vive exclusivamente da formação de jogadores desde que Cruyjf foi contratado como técnico. É evidente que não foi assim. Houve momentos em que a opção por gastar muito dinheiro em várias contratações foi evidente. Mas isso não quer dizer que as categorias de base tenham sido deixadas de lado. O time atual não foi formado ontem. Um abraço.

  • Silvério Machado

    André,
    Muito bom o texto em sua essência, mas gostaria de fazer apenas uma ressalva sobre a “súmula” de Flamengo x Vasco.
    Aquela parte que foi apagada (e foi um erro primário de alguém que ficou com medo de ter feito lambança) não faz parte da súmula em si, mas de um anexo que os clubes enviam. Para deixar isso bem claro, em alguns destes anexos os clubes colocam seus feitos e até patrocinadores, como o Boavista, que tem Wilson e Banco BMG impressos nesta folha.
    Isto posto, basta olhar em outras súmulas para ver que também tem apontamentos como V, A e 1GOL, por exemplo. Me parece que tem alguém responsável pelas estatísticas oficiais que tem acesso à estes anexos e faz a marcação.
    Portanto, não foi feito alteração na súmula, o que seria algo gravíssimo e para parar campeonato. O que acredito ter acontecido foi o funcionário ter marcado as informações costumeiramente, e depois foi noticiado que os nomes eram acompanhados de um V, provavelmente de vermelho. Aí, deve ter ficado com medo de estar interferindo e apagou, saindo a emenda pior que o soneto.
    Nós estamos tão desacreditados das versões oficiais (e não é para menos, a própria FERJ necessita de muito mais transparência) que quando falam a verdade, é difícil de acreditar.

    Obrigado pelo espaço.

  • Rodolfo

    Bruno,

    Se o campeonato espanhol é tão fraco como você diz, o que explica 3 clubes espanhóis estarem na semifinal da Uefa Europa League?

    Claro que as coisas não andam mesmo maravilhosas, mas será possível que o nível lá não seja assim tão baixo, mas que no momento atual, Real e Barcelona estejam muito, mas muito mesmo, acima dos outros times do mundo?

  • RENATO

    A respeito do trabalho de base do Barça, AS disse ser “balela” o aspecto “revolucionário” que era o que o apresentador do programa estava proclamando.
    Revolucionário? Não sei, realmente não sei se é. Dizer que não é…também não é crime.
    Tenho a tendência a acreditar que o aspecto maior a ser ‘copiado’ lá de fora é o “aspecto humano”. Nisso, acho que estamos perdendo…e de longe.

    A questão principal, ao meu ver, é por quanto tempo se sustentará a atual hegemonia dos espanhois e por quanto tempo abastecerao seus elencos com pessoal da base, SEM deixar cair o nível. Temos que esperar…
    E não se trata de “torcer contra” os espanhois ou mesmo de não admitir que é preciso mudar o modo como se conduz o futebol brasileiro. É apenas uma constatação dos movimentos cíclicos do futebol…hoje um clube domina amplamente o cenário, depois vem outro…

    É preciso destacar nesse momento que existem exemplos no Brasil de bons trabalhos na base, só que os clubes brasileiros precisam vender suas melhores revelações para o exterior.
    Ou mesmo desmontar meia equipe em todo ano que obetnha bons resultados, independente do jogador vir da base ou não, ele será vendido devido ao assédio financeiro estrangeiro.

    Pra não me alongar, uso apenas UM exemplo brazuca, existem outros…como teria sido SE a geração 2002 de Robinho/Diego/Renatinho/Elano/Léo fosse mantida e depois, em 2003/04, encorpada por Ricardo Oliveira, Paulo Cesar(LD), Ricardinho e Deivid e ainda que fosse mantida até o surgimento da nova geração Neymar/Ganso em 2009?
    Os clubes estrangeiros PODEM fazer isso.
    Comparações ficam difíceis…
    Um grande abraço!

    AK: Agora estamos falando de outra coisa. Discussão interessante, sem dúvida. Ainda sobre a declaração original, dizer que os times da base não jogam como o principal também revela desconhecimento. Um dos pilares do trabalho é que os mesmos sistemas de jogo sejam aplicados em todas as categorias. Um abraço.

  • Rafael Wuthrich

    Endosso o comentário do Bruno acima. E reafirmo: os jornalistas brasileiros se iludem demais com o futebol europeu, ainda que o brasileiro ande numa draga danada. Ora, ser os próprios presidentes, jogadores e técnicos do futebol espanhol reconhecem que o campeonato lá é uma porcaria, exceções feitas a Barcelona e Real, por que nós aqui deveríamos fechar os olhos?

    Sou adepto de todas as manifestações pela mudança de gestão no futebol brasileiro, acho que os dirigentes aqui são péssimos, sou otimista e vejo que, ainda a passos de lesma o futebol brasileiro tem evoluído (principalmente com a morte/saída de dirigentes nefastos do futebol, vide FERJ, CBF, Vasco e outros), mas que ainda tem quilômetros a melhorar, e concordo com as 9 etapas de moralização previstas pelo LANCE!, do qual sou fã e leitor assíduo desde 99.

    Porém, não concordo de forma alguma com (i) nosso campeonato é muito pior que qualquer dos europeus; (ii) nossos times não iriam de forma alguma à UCL em nenhum campeonato europeu; (iii) que o campeonato espanhol é o melhor do mundo (não é nem o melhor da Europa…); e (iv) o fato de espanhóis estarem nas semis das ligas européias é prova de qualidade. Basta ver que o campeão e vice inglês foram eliminados na primeira fase da liga Europa e que nem deram muita bola pra isso. Fora Barcelona e Real Madrid, quantos espanhóis passaram da primeira fase da UCL? Sou daqueles que coadunam com a máxima de Nelson Rodrigues: “haja complexo de vira-latas”.

    Sobre a base do Barcelona, tiremos Iniesta e Xavi. Quais os grande jogadores espanhóis que o Barcelona formou? Giovanni dos Santos é mexicano, não vingou como o esperado e saiu – assim como Bojan, meio croata. Messi é argentino, em que pese sua formação ser espanhola. Fabregas foi dispensado (!!!!) para que jogasse na base do Arsenal. E assim a famosa base vai-se indo. Lembremos: em Copas recentes antes da de 2010, Raul e Morientes – crias do Real – levavam a Espanha nas costas. No Barcelona, reinava o estrangeirismo – coisa que hoje eles parecem tentar esconder, como se nunca tivessem feito isso. Ora, até 2009 o centroavante e estrela maior do time era Eto’o. Antes, Ronaldinho. E ainda jogava o francês Giuly. Isso sem contar nas malsucedidas contratações de Henry e Ibrahimovic. Até o islandês Gudjohnsen jogava lá. Você olha para a nova base e não vê nada de excepcional – basta ver os jogos em que o Barcelona joga sem Messi.

    AK: Nunca vi ninguém dizer que o Campeonato Espanhol é o melhor. E não é verdade que haja consenso de que o campeonato é uma porcaria. A Liga Espanhola é desequilibrada pela distância entre os dois gigantes e o resto. Também nunca vi ninguém dizer que a base do Barcelona só forma craques. No mais, é preciso corrigir algumas afirmações que você fez: Messi chegou ao Barcelona com 13 anos e lá foi formado como jogador de futebol. Fabregas não foi dispensado, e sim contratado pelo Arsenal porque ele e sua família entenderam que ele teria, por algum tempo, dificuldades para jogar no Barcelona. A filosofia de investir na base, uniformizar sistemas de jogo e abastecer o time principal começou quando Cruyjff foi contratado como treinador. O que não significa que, desde então, todos os times do Barcelona tenham sido formados por jogadores da casa. Em vários momentos, gastou-se muito dinheiro em contratações. Algumas deram certo, outras não. Lembrar de nomes que passaram pelo clube sem sucesso, e outros que lá foram formados e não vingaram, de forma a criticar o trabalho feito pelas categorias de base do Barcelona é oportunismo que revela desconhecimento. O atual time terminou o último jogo do Campeonato Espanhol com 10 jogadores da base em campo. Metade da seleção campeã do mundo foi formada no Barcelona. Ninguém é obrigado a gostar. Mas é preciso ter um mínimo de conhecimento para falar. Um abraço.

  • Roberto Junior

    Aliás, o Espanhol é desequilibrado, entre outras coisas, pela divisão desigual das cotas de TV. Modelo que foi adotado no Brasil, diga-se de passagem, e que, para alguns, levará à “espanholização” do futebol brasileiro. Em resumo, só copiamos o que não presta.

    Torcedor é movido à paixão e, por isso, entendo a resistência da massa em admitir que vivemos um estágio inferior de qualidade técnica e, sobretudo, de organização em relação ao Velho Continente.

    No entanto, é uma burrice tremenda por parte dos dirigentes dos clubes não reconhecerem isso. Hoje, em termos comerciais, graças ao acesso pela TV a um sem número de campeonatos estrangeiros, muitos garotos torcem pro United ao invés de torcerem pelo Flamengo, pelo Corinthians, pelo Vasco, etc.

    E não adianta criticá-los com o velho argumento do “complexo de vira-latas”. Não é isso. Sempre que uma empresa desenvolve um produto, ela procura construir sua embalagem de forma que atraia o cliente. E não há jeito: enquanto o produto futebol brasileiro for tratado como lixo, com gramados ruins, estádios sem estrutura decente e falta de controle sobre os brigões, continuaremos obrigados a encher a bola do estrangeiro.

    Um pouquinho de humildade e benchmarking não matam ninguém…

    Abraço, André!

  • Juliano

    André, desculpe pelo off-topic e pela mania de tentar te pautar.
    MAS, o centenário do Santos ganhará algumas linhas??
    Acabo de assistir o vídeo na ESPN Brasil, belíssimo. Me expressarei mais se o assunto for abordado…
    E o vídeo foi ao ar com choque de horário com o do Magic. Uma pena, vou ter que procurar a reprise nos horários que colocaste anteriormente. Estou certo que são dois documentários obrigatórios para quem gosta de esporte e história. Cada um com seu tom, sua particularidade, seus dramas e suas alegrias.

    Abraços!

    AK: Amanhã, no jornal. Aqui, no domingo. Um abraço.

  • bruno

    Rodolfo, a LIga Europa não ´serve de parametro para absolutamente nada….
    Pois ano Passado dos semifinalistas, 3 eram de Portugal, times, da Inglaterra e Italia qu possuem Ligas Nacionais muito mais fortes pouco se importam com esse campeonato.

    A Base do barcelona é tão boa que deixou o Meio campista Romeo atualmente no Chelsea sair…sem disputar um jogo pelo profissional…

    O sucesso desses jogadores atuais formados na Base do Barça tem um motivo o mesmo que o Santos teve em 2002, o presidente não quis mais gastar com medalhões e decidiu tentar a sorte com pratas da casa e deu sorte..somente isso..

    AK: Romeu saiu com cláusula de voltar para o Barcelona. Bojan foi para a Roma do mesmo jeito. Parece-me que, hoje, o meio de campo do Barcelona está em boas condições. A respeito do time atual, e das origens de sua formação, há muita coisa publicada – dois ótimos livros, inclusive – a respeito. Ninguém precisa expor tanto desconhecimento. Um abraço.

  • bruno

    Ah sim clausula inteligentissima por sinal…você libera um jogador a “preço de banana” e depois que ele ganhe experiência e faça sucesso, exige a preferencia na recontratação por 30 milhôes de Euros….
    Em algum momento disse que o Meio Campo do Barça Não é bom?
    André vc me parece esta com sindrome de “Mano Menezes”…Pensa que somente vc entende de futebol…

    AK: E você me parece ter dificuldade para entender o conceito de inteligência. Se um clube decide negociar um jogador, é porque não pretende utilizá-lo, ou porque recebeu uma boa oferta, ou os dois. E por favor tente não confundir o assunto da conversa. Não se trata de entender de futebol, e sim de conhecer os fatos. Você deveria conhecê-los. Um abraço.

  • bruno

    Romeu, Fabregas, Piqué, o que eles têm em comum? Os três sairam da Base do Barcelona sem sequer serem aproveitados na equipe principal…De modo algum questiono o ótimo trabalho da Base do Barça, apenas tenho duvidas se eles profissionais do Barça tem a mesma confiança e orgulho em seus jogadores..como alguns jornalistas de outros países parecem ter…
    Porque até poucos anos atrás…eles eram liberados com muita facilidade…
    Bojan foi para a Roma, mas, antes jogou na equipe profissional e não conseguiu se firmar..mesmo caso do Pedro..

    AK: Informe-se e suas dúvidas serão dirimidas. Os jogadores que saíram, saíram porque quiseram. Acharam que teriam mais oportunidades de jogar em outras equipes. A história deles é documentada e conhecida. Um abraço.

  • bruno

    André, mas, gostaria de dizer que não é por discordar de vc em algumas situações que não admire seu trabalho, em minha opinião, vc é o melhor jornalista da ESPN e tem ótimos textos muito engraçados, por sinal.

    AK: Obrigado. Agradeço pelas participações. Um abraço.

  • bruno

    Então, se tivesse tido oportunidades na equipe principal, talvez não precisassem ter saido…Isso demnstra o que..que na época o Barça não confiava nos seus jogadores formados na Base e preferia contratar medalhões…eles realemnte sairam pq quiseram..e pq quiseram sair? O Barça que tem um ótimo trabalho de base, não dava oportunidades aos seus jogadores formados na Base, ironico não…

    AK: Não, não é irônico. As oportunidades para um jogador jovem dependem de vários fatores. Um deles é a qualidade e a quantidade de jogadores que atuam no mesmo setor. Sejam eles da base ou contratados. As pessoas que não querem entender como funciona a filosofia de formação de jogadores do Barcelona têm a mania de identificar jogadores que não vingaram, e de querer que, nos últimos 30 anos, TODOS os times tenham sido construídos apenas com atletas da base. É óbvio que não foi assim. Houve momentos em que se contratou mais, houve jogadores que tiveram chances e não deram certo, houve outros que preferiram sair em busca de titularidade em outro lugar. Um abraço.

  • bruno

    Mudando de assunto, mais, um jogador do futebol europeu morreu hj devido a problemas cardiacos…E eu Não vejo a imprensa brasileira, nem, ao menos questionando o tratamento dos clubes europeus dado aos jogadores com relação a cuidados Preventivos médicos como exames, por exemplo.
    Se vc viu a entrevista do SAndro (Totteham) vai ver qu lá na Europa eles fazem muito menos exames do que aqui no Brasil…parecem não se preucupar com atleta como pessoa..la eles são apenas mercadorias…Lamentavel,..e nós Brasileiros ainda com essa “Sindrome de Vira Lata”,.

    AK: Comentário oportunista da sua parte. Não foi essa a conclusão que eu tirei das declarações do Sandro. Um abraço.

  • bruno

    André, com todo respeito, mais vc sabe que nós Brasileiros(sul-americanos) qdo chegamos na Europa somos tratados como um ser inferior, seja de forma intencional ou não, e que querendo ou não no âmbito esportivo eles não tem tido o devido cuidado com os atletas europeus ou não no quesito cuidados com problemas cardiacos…
    Cuidados que os clubes Brasileiros redobraram após o caso Serginho, afastando atletas como: Washinton, Fabricio Carvalho, Willian…

    AK: Seu comentário está um pouco confuso. Se você está querendo dizer que no futebol europeu se cuida menos de jogadores do que aqui, está errado. Um abraço.

  • bruno

    O Abel Braga deu entrevista dizendo que o que esta ocorrendo com Alexandre Pato que ele conhece muito bem, é devido ao excesso de ganho muscular que os italianos propuseram a ele, o mesmo que ocorreu com Ronaldo, então ele tambem esta errado?
    André, não são poucos os profissionais brasileiros que voltam da europa e criticam o trabalho e maneira que é feito o preparo fisico lá, e é fato que a nossa medicina e fisiologia é muito mais avançada que a deles…caso contrario jogadores como Kaka, Julio Baptista, Carlos eduardo, Adriano, Cicinho…não viriam se tratar nos clubes Brasileiros..

    AK: Cara, decida-se sobre qual assunto você quer conversar. Nossa fisioterapia é considerada melhor, talvez porque somos mais criativos e experimentamos novas ideias. É por isso (além do fato óbvio de que é mais confortável se tratar em casa) que vários jogadores brasileiros voltam para fazer tratamento aqui. Medicina por medicina, conceitualmente falando, não há diferença. Você se esquece que muitos jogadores brasileiros (Ronaldo, Kaká…) foram operados fora do Brasil. E também se esquece que o Kaká teve uma série de lesões musculares no começo da carreira, quando estava no São Paulo. Quanto ao Pato, pode ser que Abel esteja certo. E pode ser que a mesma coisa estivesse acontecendo se ele permanecesse no Internacional ou em outro clube brasileiro. É evidente que há algum problema. Um abraço.

  • bruno

    “Você se esquece que muitos jogadores brasileiros (Ronaldo, Kaká…) foram operados fora do Brasil.”
    Será esse o motivo de depois das cirurgias eles nunca mais terem conseguido jogar o futebol com a mesma intnsidade e regularidade de antes? Conceitualmente Falando realmente não há diferença entre a medicina da Europa e a nossa, mas, em termos de confiabilidade realmente há, pois, caso contrário o Milan não levaria o Pato até os EUA para achar a causa dos seus Problemas Musculares….
    Mais um caso de como os clubes Europeus cuidam tão bem de seus jogadores….Gabriel Batistuta(Gênio), hoje não pode mais disputar sequer uma pelada, sabe o motivo?
    Cansaram de aplicar infiltrações nos joelhos dele…o Rivaldo confidenciou acontecer o mesmo com ele no Barça(tenso) fato que aqui no Brasil confesso acontcer, mas, com uma frequencia MUITO menor do que lá, justamente por termos um departamento de medicina e principalmente de fisioterapia mais avançado.
    Um abraço e bom FDS.

    AK: Você não tem absolutamente nenhum argumento para basear suas opiniões. Quanta confusão. Um abraço.

  • Juliano

    Na boa… nem deveria me prestar, e me admiro, bom, enfim, não vou dizer…
    MAS, cidadão, falando especificamente sobre seu comentário a respeito de Ronaldo e Kaká “não terem mais conseguido jogar o futebol com a mesma intensidade e regularidade de antes”, o que você espera?????? Seja você operado no Brasil, na Europa, na China ou na PQP, nunca será o mesmo para praticar esporte de altíssimo rendimento! Ainda mais nestes casos mais complexos, como o do Ronaldo, ou você acha que joelho é simples? Não foi uma artroscopia ou uma reparação no menisco. Foi MUITO além. Não tem como ser o mesmo. E mais… os anos passam para todos, envelhecemos, você quer que o atleta todo operado ao longo dos anos apresente a mesma intensidade de quando jovem, antes de ser operado?
    Bom, se é isso, voltamos lá atrás onde o AK comentou sobre a dificuldade com determinado conceito…

    Desculpem a intromissão. Não me segurei.

  • Rubens Mário

    Analogia inteligentíssima, parabéns. É muito bom ver alguém de dentro da imprensa enxergar essa situação.

    Mas creio que isso vá além do futebol, bem além. No Brasil a mídia e aqueles que a ela tem acesso têm o péssimo hábito de inverter a lógica do discurso. Aqui ao invés de comentar a realidade, grande parte da imprensa e das pessoas públicas criam “realidades” alternativas, absurdamente surreais, para sustentarem suas falas.

    Um bom exemplo disso é uma das mais recentes obras do surrealismo jornalístico/político brasileiro, que é a estória que diz que hoje o nordeste é um lugar melhor. E eu, como qualquer nordestino pobre, sei bem o tamanho dessa mentira.

    Outras, mais antigas, mas não menos interessantes são aquelas que falam sobre a existência de direitos humanos e justiça no Brasil, além daquelas que falam que o Botafogo é um time de massa e Sport, Bahia e Santa Cruz são times pequenos.

  • Rubens Mário

    Nossas figuras públicas parecem gostar bastante dos ensinos de Goebbels e, ao que parece, a repetição de suas mentiras tem funcionado bem.

    Há hoje duas verdades absolutas sobre o futebol no Brasil que eu cada dia mais penso serem obra do surrealismo tupiniquim. Que são:

    -A nossa condição de terra do futebol arte, coisa que, salvo raras exceções pontuais, não consigo ver nem nas seleções da CBF(isso nos últimos 20 anos);

    -A paixão brasileira por futebol. Basta comparar o comportamento de nossas torcidas e médias de público com a de países muito menores que o nosso, como Alemanha e Argentina, para entenderem o que digo. Deixo como exemplo a média de público do Vasco nos jogos em casa na Libertadores, que é de 12.712 pagantes.

  • Alexandre

    Sobre o Campeonato Espanhol, acho que o foco da discussão está errado.
    Quem acompanha sabe que há outros bons times além dos dois gigantes.
    Mas o todo não é a soma das partes e, sim, um campeonato com dois excelentes times e alguns bons times pode sim ser ruim, pois esporte é antes de tudo disputa, e se não há disputa, ou melhor, há disputa restrita a dois míseros jogos num campeonato que tem 380, não há campeonato.
    O Espanhol sempre foi desequilibrado, como de resto são quase todos os nacionais da Europa, mas nos últimos 3 anos o desequilíbrio atingiu níveis ridículos:
    2009/10 – FCB-99ptos / RMCF-96ptos / 3º-71ptos
    2010/11 – FCB-96ptos / RMCF-92ptos / 3º-71ptos
    2011/12 (33ªrodada) – RMCF-85ptos / FCB-81ptos / 3º-52ptos
    Resumindo, os times espanhóis não são ruins, o Campeonato Espanhol é.

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