NOTAS DA LIBERTADORES



Muriel, goleiro do Internacional (1 x 1 com o Santos: Ney e Alan Kardec), foi decisivo no bom jogo de ontem no Beira-Rio.

O ponto alto de sua atuação foi uma defesa difícil num chute alto de Neymar, que buscava o ângulo esquerdo.

Muriel saltou e conseguiu e conseguiu tocar na bola, que ainda bateu no travessão. Seria gol certo, possivelmente o da vitória do Santos.

O desempenho do goleiro foi especialmente importante num jogo em que o Inter estava desfalcado, e Neymar, numa daquelas noites em que algo interessante acontecia a cada vez em que ele tocava na bola.

O Internacional permitiu que o astro santista recebesse bolas entre as linhas, o que é uma receita para viver perigosamente.

Numa dessas ocasiões (aos 3’07” deste clipe de melhores momentos), Neymar recebeu de Ganso e aplicou um drible tão desconcertante em Rodrigo Moledo, que o zagueiro colorado caiu no chão.

Moledo, que seria expulso pouco depois, já tinha sofrido nos pés de Neymar no jogo da Vila Belmiro.

Ele certamente encontra conforto ao saber que a lista de zagueiros com experiências semelhantes só aumentará.

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Quem não viu a derrota do Flamengo (Emelec 3 x 2: Léo Moura, Luciano Figueroa-2, Deivid e Fernando Gaibor) no Equador e só deu uma olhada nos melhores momentos, deve ter ficado bem impressionado com Luciano Figueroa.

O atacante argentino do Emelec aparece com dois gols de cabeça e mais uma bola na trave, também pelo alto.

As imagens podem sugerir que Figueroa é uma força dominante em jogadas aéreas, o que não corresponde à verdade.

Foram os primeiros gols de cabeça do centroavante nesta edição da Libertadores (ele também marcou na primeira rodada, contra o Olimpia, cobrando um pênalti que absolutamente não aconteceu). O que mostra como foi ruim a atuação da defesa do Flamengo.

No segundo gol equatoriano, por exemplo, Figueroa era marcado por Junior Cesar.

O Flamengo se agarra a pequenas chances de jogar as oitavas de final, e não pode culpar nada além dos próprios defeitos.



  • Leandro Azevedo

    No gol do Inter, o Rafael foi um tanto “preguiçoso” com aquele golpe de vista… a falta foi bem cobrada, mas não tão perto do ângulo que não desse pra ele chegar com um pouquinho de esforço.

  • Marcos Vinícius

    Seis times envolvidos,apenas dois jogos merecem nota.

    Bom mesmo é a UCL.

    AK: A razão não é difícil de entender. Foram os times que jogaram na quarta, os dois jogos que vi. Não escrevo sobre jogos que não vejo, não vejo todos os jogos. Funciona assim. Um abraço.

  • Anna

    Flamengo dando vexame na Libertadores, como sempre.

  • Marcos Vinícius

    Não é difícil de entender,concordo.

    Cada rodada do Campeonato Brasileiro tem 10 jogos. Desculpe,não creio que você consiga assistir os 10,simplesmente por uma questão de tempo. Mas mesmo assim sempre tem uma nota sobre cada jogo da rodada,mesmo aqueles que você,supostamente,não assistiu.

    A fase de grupos da UCL é composta por dezenas de jogos,a maioria envolvendo times tradicionais do Velho Continente. Mais uma vez por questão de tempo não creio que você assista a todos. Mesmo assim tem comentário sobre todos os jogos e os links dos gols dos times envolvidos.

    Mas a Libertadores…é bem diferente! Corinthians e Vasco jogaram na terça,mas nem uma linha a respeito. Isso sem contar as outras rodadas.

    O que foi que não entendi?

    AK: Que postar uma ou duas notas sobre um jogo é diferente de escrever sobre eles, como fiz hoje. (E que o Corinthians não jogou na terça, só o Vasco.) Um abraço.

  • Marcos Vinícius

    Os outros jogos envolvendo times brasileiros devem ser tão irrelevantes que nem uma linha há sobre qualquer um deles,independente do dia em que jogaram.

    AK: Não são irrelevantes. Eu apenas não os vi. Não tenho essa obrigação. Entenda. Um abraço.

  • Paulo Pinheiro

    André,

    Tens toda razão a respeito do Flamengo. Pra mim, do meio pra frente é um time perigosíssimo. Do meio para trás é a alegria dos técnicos adversários, que treinam as jogadas aéreas.

    Vejo tanta gente colocando tudo na conta do R10, mas vejamos: nas três rodadas mais recentes na Libertadores o ataque do Flamengo marcou 3 gols contra o Olímpia no RJ, mais 2 gols contra o mesmo Olímpia, lá no Paraguai, e mais dois gols contra o Emelec lá no Equador.

    Mas se a defesa toma 3 gols por jogo a culpa é do Ronaldinho Gaúcho? Pensem bem!
    Há muita má-vontade com o R10. A realidade é que ele recebe a bola sempre com trombada nas costas e cercado por dois ou três adversários. Por vezes consegue limpar a jogada, outras não será possível. Ele não é mais um super jogador. É um jogador acima da média.
    Seus números de assistências impressionariam se o ataque não houvesse perdido tantos gols feitos, recebendo na cara do gol. Aos poucos o Love está mudando isso (infelizemente ele fez contra o Emelec sua pior partida pelo Flamengo).

    Inexplicável que o treinador do Flamengo fique cruzando os dedos cada vez que tem bola parada pra levantar em sua área defensiva. Afinal não é ele quem deveria ter treinado o grupo para rechaçar a bola?

    Outra coisa: quando o Deivid saiu e ele colocou um zagueiro foi suicídio lento. O ideal seria ter colocado o Luiz Antônio pra frear aquela sangria no meio campo. A zaga ficou mais numerosa, mas também mais exposta.

  • André,
    sou obrigado a discordar de você quanto ao Muriel: a grande defesa dele foi aos 2’18” do vídeo, uma bola baixa que ele vai buscar mesmo depois dela ter passado da linha do seu corpo. Aquele movimento é dificílimo! E o chute no ângulo foi plástico, além de ser em um momento nevrálgico do jogo, mas foi com a mão errada (mais detalhes aqui: http://ondenaonascegrama.blogspot.com.br/2012/03/mao-trocada.html). Se ele vai com a mão certa, faria a ponte e cairia com a bola – que seria o equivalente futebolístico do ‘aqui não!’ tão em voga hoje em dia.

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