CAMISA 12



(publicada ontem, no Lance!)

CAMISA 12

0 x 0, GOLEADA

Se é verdade que um time precisa fazer uma “partida perfeita” para derrotar o Barcelona, o jogo no San Siro começou desalentador para o Milan. Robinho desperdiçou uma assistência de Ibrahimovic, no primeiro momento palpitante do clássico. Pouco depois, foi o atacante sueco quem deixou o grito na boca do torcedor italiano, após um passe magistral de Seedorf. Duas chances, nenhum gol. Desempenho distante da perfeição.

Distante, também, mas em relação ao que nos acostumamos a ver, foi o comportamento do Barcelona durante quase todo o primeiro tempo. Até Xavi, provavelmente o jogador mais confiável do futebol mundial no trabalho de domínio e entrega de bola, entrou num estranho rodízio de falhas dos catalães naquela que é a essência de seu jogo.

A marcação do Milan é uma das explicações. O gramado pode ser outra. O campo do San Siro, ruim há muito tempo, não foi digno do encontro de onze troféus da Liga dos Campeões da Uefa. Uma superfície de gelo talvez provocasse menos escorregões. Sofreu mais o Barcelona, claro. O Milan, configurado para ir da defesa ao ataque no menor tempo possível, protegeu sua área com uma parede e esperou. A cena lembrou um jogo de handebol, em que a bola circula de um lado para o outro, observada pela linha defensiva. Só que o time que atacava não conseguiu se infiltrar.

O maior elogio que se pode fazer a este Barcelona não é o que se diz ou se escreve sobre ele. É o que se vê em seus adversários. A maneira como alteram sua postura e se contentam em não jogar. Estratégia, alguém dirá. Pode ser. Mas uma estratégia exclusiva para enfrentar os atuais campeões europeus, o que escancara o reconhecimento da própria inferioridade. Quem viu o Milan golear o Arsenal na fase anterior da Champions não pôde crer que se tratava do mesmo time.

Nesses termos, um empate em zero a zero (primeiro jogo de UCL em que o Barcelona não faz um gol, desde 2009) em casa é motivo de orgulho, produto de uma atuação “inteligente”, que mantém a eliminatória aberta para o Camp Nou.

O que o jogo teve de melhor? A atuação de Seedorf. O holandês completará 36 anos no próximo domingo. Melhora a cada temporada.

PRA FRENTE!

Depois da brilhante ideia de não programar nenhum jogo da Seleção Brasileira na Copa de 2014 para o Maracanã (fora uma possível final), eis que a CBF, com “novo” comando, revelou seu nível de confiança no time. A troca de sede da Copa América com o Chile, de 2015 para 2019, teve o objetivo de evitar o “apedrejamento” da Seleção no ano seguinte ao Mundial. Sempre pensando no fracasso em uma das duas competições. Nada como o otimismo.

NOVIDADE?

É possível que Adriano, demitido por justa causa, vá para a Justiça cobrar um dinheiro do Corinthians. Por mais inacreditável que pareça, é algo que dá a medida do erro que foi a contratação dele. A propósito: não espanta que alguns detalhes do período de “recuperação” do Imperador venham à superfície. O que espanta é que eles sejam apresentados como “novos”. Para o leitor do Lance!, as faltas de Adriano são notícias velhas.



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