LANCES E LINKS



Saíram dois gols “de bola parada” num jogo do Palmeiras.

Nenhum foi a favor.

A imprevisibilidade do futebol manda seu recado, para que não tentemos explicar o que, às vezes, simplesmente acontece.

E no caso dos gols do Corinthians (2 x 1 no clássico, de virada), a dose de responsabilidade da defesa do Palmeiras foi alta.

No primeiro, a bola foi ajeitada para Paulinho.

No segundo, o serviço foi completo. Liedson, que adoraria poder mandar a bola para a rede, nem precisou tocá-la.

Curioso que um time tão acostumado a machucar adversários com cobranças de falta e escanteios, tenha se permitido machucar da mesma forma.

E tudo aconteceu em pouco menos de 3 minutos, como se o Corinthians tivesse finalmente conseguido encaixar sua jogada preferida, algo que diríamos sobre o Palmeiras se o resultado fosse inverso.

Mas certas marcas ficam impregnadas, mesmo num jogo que parecia determinado a desmenti-las.

Depois da virada, a cada falta perto da área do Corinthians, a cada aproximação de Marcos Assunção, a sensação de gol iminente era impossível de evitar.

Gol que só não saiu, num momento que dificilmente deixaria margem para qualquer mudança no placar, porque o cabeceio de Henrique, livre, errou o alvo por centímetros.

A defesa do Corinthians não participou da jogada.

Teria sido o terceiro gol de bola parada no clássico. O único do Palmeiras.

E o único em que tudo teria saído como o planejado.

Mas o futebol não gosta de planos.

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A passagem de Adriano pelo Corinthians pode terminar na Justiça, com o jogador cobrando um dinheiro do clube.

Por mais inacreditável que seja, dá a medida do erro que foi sua contratação.

Aliás, não espanta que, agora, detalhes sobre a “recuperação” de Adriano no Corinthians estejam voando por aí.

O que espanta é que sejam apresentados e tratados como “novos”.

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O presidente do Grêmio, Paulo Odone, ameaça rever a participação do clube no Campeonato Gaúcho do ano que vem, por causa da violência dentro de campo.

Se você ainda não sabe, o Grêmio perdeu Kléber por fratura no tornozelo direito, após um lance com o zagueiro Léo Carioca, do Cruzeiro.

A recuperação de Kléber deve durar cinco meses.

Pena que a ameaça de Odone não tenha nenhum efeito prático. Pois nada vai mudar na forma de os times atuarem (especialmente no interior do Rio Grande do Sul, há quantas décadas se usa termos como “viril” e “pegado” para qualificar o tipo de futebol que se joga?) e, muito menos, na participação do Grêmio no Estadual.

Já manifestei aqui minha opinião sobre os estaduais.

Serei um dos primeiros a aplaudir no momento em que os clubes se libertarem e passarem a organizar as próprias competições.

Motivos para boicote a um estadual, como são hoje, não faltam.

Mas nenhum deles tem a ver com entradas violentas.

Isso faz parte do futebol desde sempre.

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A propósito da maldita mania de responsabilizar arbitragens, e ignorar a própria responsabilidade, mais um artigo irretocável de Santiago Solari.

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Se mais jogadores de futebol fossem como Alessandro Del Piero

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E que gol é esse, Mr. Crouch…?

 



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