LANCES DA RODADA



Se o futebol permite viagens de ida e volta entre o céu e o inferno (Casemiro que o diga) num mesmo jogo, imagine o que não acontece em dez dias.

Nesse período (4 jogos), Lucas deu uma volta ao mundo.

Fez quatro atuações completamente diferentes: individualista contra o Independente, no Pará. Birrento contra a Portuguesa. Discreto contra o mesmo Independente, no Morumbi. E decisivo contra o Santos (São Paulo 3 x 2), ontem.

A irregularidade é normal para um garoto de 19 anos, que tem tanto potencial quanto lições a aprender. A imaturidade para lidar com críticas e elogios também faz parte do caminho.

Ainda mais para quem é tão jovem e tão badalado.

O clássico pode ter sido um sinal. Talvez Lucas tenha começado a entender que precisa decidir que tipo de jogador pretende ser um dia.

Atuou como quem sabe que sua obrigação é colocar qualidade individual a serviço do time. Que uma coisa não vale nada sem a outra. Driblou e levantou a cabeça. Foi importante no momento em que o São Paulo ficou com um jogador a menos, porque corre como um galgo, sabe prender a bola e não é cai-cai.

O lance de seu gol, o da vitória do São Paulo, reuniu tudo o que aconteceu com Lucas nos últimos dias.

Recebeu livre e se viu em condições de invadir a área do Santos. No primeiro momento, deu a impressão de não saber exatamente o que fazer. Entre ir para o gol e esperar a chegada de um companheiro, prefiriu a segunda opção. O passe para Cortez foi consciente, mas impreciso, um pouco atrás. Por isso o lateral não conseguiu concluir como deveria e perdeu o gol.

Só que a mesma bola que pune, premia quem merece.

Da trave, ela voltou e se ofereceu para Lucas (impedido, sim, mas esse não é o ponto aqui), que teve calma para ajeitar e fazer o gol.

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O impedimento no gol de Lucas deveria ter sido marcado. O erro mudou o placar do jogo.

Independentemente disso, nenhum time pode levar dois gols jogando com um homem a mais.

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Ainda que o Vasco tenha utilizado uma escalação alternativa, o clássico contra o Botafogo (3 x 1) pode ficar na história como “o dia em que Fellype Gabriel fez 3 gols”.

Mas se o meia botafoguense tiver uma carreira brilhante – tomara que tenha, óbvio – viverá outros momentos de protagonismo.

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O Atlético Mineiro (2 x 1 no Villa Nova) venceu todos os jogos que fez em 2012.

Foram oito, sete pelo Campeonato Mineiro e um pela Copa do Brasil (PVC informa que se trata do melhor início de temporada do clube desde 1976).

Mesmo que campeonatos estaduais não sirvam como parâmetro para a temporada de clube algum, não direi que não é nada, não é nada…

Porque se fossem oito jogos sem vitória, Cuca já estaria no mercado e a torcida, revoltada.

Então vamos aplaudir e acompanhar. Sem supervalorizar.

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Fernando Torres marcou um gol – de fato, dois –  na vitória do Chelsea (5 x 2) sobre o Leicester City, pela Copa da Inglaterra.

O nível de confiança do atacante espanhol era tal que ele não quis bater um pênalti num jogo recente.

Os gols marcados no domingo pesam toneladas.

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E esse gol aqui

Corriqueiro?



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