BOA SEMANA!



O futebol brasileiro está melhor, agora, do que quando amanheceu nesta segunda-feira.

Ricardo Teixeira se foi para a Flórida, o que por si só já significa muito.

O presidente da CBF e do COL-2014 renunciou aos cargos e saiu do país, dois anos antes da Copa do Mundo no Brasil.

Não estará aqui para ver sua principal “obra” realizada. Não poderá executar seu plano e deixar a cena em 2015.

Só circunstâncias muito sérias explicam a saída estratégica, e apressada.

Se você acha que foi por causa dos problemas de saúde, está na hora de acordar.

Poderosos como Ricardo Teixeira não abandonam seus tronos (no caso dele, nos dois sentidos…) até o momento em que se sentem ameaçados. Aliás, recusam-se a acreditar que esse dia chegará.

Mas ele sempre chega.

Para Teixeira, chegou porque ele se imaginou acima de todas as instituições brasileiras, como arrotou em sua famosa entrevista para a revista Piauí.

Porque o atual governo brasileiro não o protegeu como antes.

Porque as denúncias contra ele tornaram-se impossíveis de abafar com articulações políticas (calcule o que deve haver nos documentos da ISL. Havelange deixou o COI por causa deles, e agora Teixeira fez o mesmo).

Porque Joseph Blatter virou seu inimigo.

Porque ele se tornou intragável para  a parte da sociedade brasileira que se importa com o futebol.

E porque a parcela da imprensa esportiva que pratica jornalismo (especialmente quem o cartola chamou de “turma do traço”, veja que ironia) simplesmente fez seu trabalho.

A ausência de Teixeira não altera o modelo de gestão que ele exercia e que é replicado nas federações pelo Brasil afora. Sob esse ponto de vista, José Maria Marin (sob as ordens de Marco Polo del Nero), seu substituto, é ainda mais arcaico.

Mas desarma acordos e cria um vácuo de poder que pode – PODE – ser o início de um novo caminho.

Os clubes, por exemplo, têm agora uma oportunidade valiosa.

Vejamos o que acontece.



  • Vade retro! Que vá em paz para a Terra dos Pés-juntos. Para o outro lado do mistério. Para o um só rebanho de condenados que nos aguarda a todos. Para a Terra do Sem-Volta. Para o reino do paletó de madeira…

  • Fala Andre,

    Eu duvido que os clubes peguem a chance pra melhorar a situacao. Todo mundo tem o rabo preso, e tiveram uma grande oportunidade de fazer algo quando estavam negociando os direitos de transmissao do Brasileirao, mas preferiram desmantelar tudo e negociar em separado.

    Clubes brasileiros se enxergam como inimigos, nao como adversarios, e parecem nao entender o quanto precisam um do outro.

    Abs!

  • André Bastos

    Não quero ser pessimista nem fazer a defesa do indefensável, apenas acredito que isso é a menor parte da ponta do iceberg.
    O futebol brasileiro não é(ou era) o RT. Ele era apenas a ilustração do verbete. Uma face para todos os problemas relacionados ao futebol nacional, o pior para-raios de todas as mazelas do mundo da bola.

    Sem querer misturar alhos com bugalhos, mas já misturando, isso lembra a tal da “face do terror”, como foi chamado Osama Bin Ladem. Matar o terrorista nº 1 do mundo não deixa a vida de ninguém mais segura, mas passa a impressão(até grande, de certo modo) de serviço bem feito.

    O problema agora é pensar no que se segue. O que pelo tom das declarações de quem ocupará a cadeira vaga não é nada animador. Espero que a ressaca pela queda de RT não seja ruim, com mais delírios do que ações concretas.
    Infelizmente não vejo os clubes com a capacidade, ou vontade, de articulação que o momento proporciona.

    Se não souberam trabalhar de forma coesa no caso da licitação do C13, não será agora que as coisas serão melhores. Acho que dentro da continuidade do trabalho, para ficar com termo dito por quem assume, as coisas tomarão um ar de revanche. Tipo a volta dos que não foram.
    Quem não tinha espaço ou voz ativa na gestão anterior agora vai querer recuperar o tempo perdido(no pior sentido, claro).

    Ou muda-se toda a estrutura do futebol brasileiro de uma vez por todas, mesmo que seja via intervenção federal(acho que na Inglaterra foi assim, no caso dos estádios/hoolligans, não, AK??), ou o círculo vicioso continuará girando, cada vez mais letal.

    SRN

  • Marcos Vinícius

    Pois é,Teixeira saiu.

    Mas e agora,o que vai acontecer? Teremos eleições limpas para indicar o novo comandante da entidade ou alguém assumirá sem elas?

    Marin entra como provisório. Se for para indicar um novo presidente,você arrisca um nome?

  • Edouard Dardenne

    Eu estou ouvindo The Who, “Won’t Get Fooled Again”.
    A queda de RT poderia ser um prenúncio de que mudanças estão à caminho.
    Foi uma vitória do governo Dilma e de parte da imprensa – que fez campanha pela queda, não há dúvida. Foi uma vitória de quem gosta de, e acompanha, futebol há menos de uma geração, porque não precisou esperar tantos ciclos de 4 anos para que o dia enfim chegasse.
    Mas, como os que falaram antes de mim, não acho que veremos mudanças. Os times de maior força e expressão precisariam se unir. Em SP, o SCCP deve encarar uma situação delicada porque seu ex-Presidente foi contratado por RT, e não poderá criticar abertamente o modelo atual. O SPFC se reaproximou da FPF recentemente, e não penso que isso seja coincidência. No RJ, o cenário de dívidas dos times faz, pra mim, com que seu comportamento seja uma incognita. Todo mundo vai pender para onde estiver o dinheiro.
    Se houver uma mudança drástica no futebol, não descarto um racha violento, com consequências imprevisíveis. Mas a minha aposta é a de que nada mudará.
    Um abraço.

  • leonardoatleticano

    André, o camarada está no poder a 23 anos, nunca houve uma eleição séria para cargo algum da CBF, quem está lá é tão podre como ele, ou pior ainda.
    Ele já ficou mega rico, o que vai ocorrer é entrada de uma corja querendo ficar tambem. Não vejo por agora nunhuma melhora, claro que fica a satisfação pessoal de ver um bandido sendo derrubado, mas não vai para cadeia, não haverá eleições diretas, seu sucessor é uma raposa velha e nada mudará.
    Confesso que não me abalou muito essa notícia, foi uma crônica anunciada, assim como será os futuros desvios e roubalheiras. Abraço.

  • Juliano

    Enfim, a “Copa 2014” rendeu algo bom pro país. Claro que não é só isso. Mas é um bela ironia.

    E o lance da medalha? Fica por isso mesmo? Sim, uma medalha! Bem simbólico. Que fosse 1 centavo! E a polícia?? E essa explicação medonha? Talvez, isso, seja o que menos importa. Mas é um pequeno exemplo de como tudo fica impune. E muitas “medalhas” se foram e ainda estão por ir.

    Que a imprensa, que não é polícia, continue noticiando e se posicionando. Que a população também continue exigindo seus direitos, com suas faixas nos estádios e seus “twitaços” (isso dá algum resultado efetivo?). Que não paremos agora. É a hora, uma boa oportunidade para limpar um pouco mais a sujeira. Na base da pressão.

    E que bom que Dilma não é o Lula. Um dia o brasileiro vai ver que, este, fez muito mal em 8 anos, e foi tarde. E não estou falando de futebol.

  • BASILIO77

    Isso deve realmente significar alguma mudança…mas quanto vai mudar? Em que direção?
    Ou será mais uma “mudança para que tudo continue como está”?
    Uma nova “panelinha” será formada?
    Foram 23 anos no poder, onde vários(todos os grandes) clubes estiveram na “panela” de RT. Não há santos. Só politicas de interesse pessoal/clubístico.
    E antes de RT, não era diferente…agora será?
    Vamos aguardar…
    Abraço.

  • Willian Ifanger

    É um primeiro grande passo….até porque não caiu o Andrés Sanchez, o Rodrigo Paiva ou um subalterno qualquer (se bem que esses dois devem sair)…..o presidente vazou! Alguma coisa deve mudar sim, com certeza.

    E será que rola um “O Rato Roeu…Epílogo”?

  • Bruno

    Depois do racha ( raxa? Ahhhhh português!) das cotas televisivas… sei não. Aqui neste país os clubes se vêem como inimigos e não são capazes de reconhecer que, sem um, não haveria razão de existir o outro.

  • BASILIO77
  • Rita

    Tomamos muito chá de cadeira… queda, queda, não veio, pelomenos a renúncia.

    Parabéns a presidente, “Porque o atual governo brasileiro não o protegeu como antes.”; a todos da “turma do traço” que faz um barulho danado e em especial ao grande Juca.

    “O que será? Que será? Que andam combinando no breu das tocas?”

    Difícil ser otimista, porém, VIVA!!!

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