CAMISA 12



(publicada ontem, no Lance!)

UMA COPA DE VERDADE

Parte da eterna discussão sobre fórmulas de disputa do Campeonato Brasileiro deve-se à desvalorização da Copa do Brasil. O “torneio mais democrático” do país ou o “caminho mais curto” para a Libertadores, foi rebaixado a uma competição de segunda linha, que não contempla o torcedor que prefere o mata-mata. Passou a ser um consolo para times que falharam na temporada anterior. E uma Copa que não se joga pela taça, pela alegria de vencê-la, mas sim pelo que o título representa no ano seguinte.

O agente dessa depreciação foi o fechamento da Copa do Brasil aos times que se classificaram para a Libertadores. O torneio não apenas perdeu importância e qualidade, perdeu também boa dose de respeito. O torcedor que está envolvido o vê como um passaporte para coisas maiores, e não quer disputá-lo por anos seguidos. O que não está o desdenha, tem objetivos mais valiosos. A gozação já começa nas últimas rodadas do Campeonato Brasileiro, quando fica claro quais serão os representantes brasileiros na conquista da América. A Copa do Brasil é quase uma condenação.

Mas como não há mal que não acabe, mudanças virão em 2013. A Copa do Brasil será reaberta aos participantes do torneio continental, que formarão a fase de oitavas de final. Outra alteração será seu período na temporada: de março a novembro. É provável que os melhores times do futebol brasileiro cheguem ao final do ano envolvidos em corridas pelos dois títulos do calendário nacional. E é possível que o mesmo time tenha a chance de ganhar ambos, um em cada sistema, num intervalo de semanas. Teremos futebol para todos os gostos, imagine. Os pontos corridos, já estabelecidos, e um mata-mata valorizado.

Nos últimos anos, o debate sobre os formatos ficou restrito ao Campeonato Brasileiro. Houve quem defendesse até a volta daquele sistema híbrido – e contraditório em todos os aspectos – em que as duas fórmulas convivem. Era como se não existisse outra competição de futebol no país. Citar a Copa do Brasil não satisfazia os partidários do mata-mata. Ainda será assim em 2012.

Tomara que a conversa mude no ano que vem.

CELESTIAL

Vinte e quatro anos. Primeiro jogador a marcar cinco gols na principal competição de clubes do mundo, na qual é já é o quarto maior artilheiro. A oito gols de se tornar o maior goleador na história de seu clube, um dos grandes do futebol mundial. Se você não consegue admirar Lionel Messi, e de certa maneira se sentir privilegiado por ser contemporâneo dele, alguma coisa está seriamente errada em sua relação com o futebol.

RASTEIRO

É preocupante que, apesar dos atrasos e da lentidão de tudo que é relativo à Copa do Mundo no Brasil, não se consiga perceber que ninguém pode se dirigir a outro país da forma como Jérôme Valcke fez. Dar uma de “Jérôme sem braço” e culpar as diferentes conotações de uma expressão em francês e português, então, é ridículo. Mas chamar o arrogante secretário-geral de “vagabundo” leva a conversa para uma profundidade lamentável.



MaisRecentes

Decisões



Continue Lendo

Plano B?



Continue Lendo

Pendurado



Continue Lendo