HIPERESPAÇO



 

Uma das características mais impressionantes de Neymar é sua velocidade com a bola.

A capacidade de acelerar, desacelerar, trocar de direção e utilizar seu repertório de dribles para iludir marcadores já seria notável se Neymar operasse na rotação normal.

Para desespero de quem precisa marcá-lo, o garoto tem uma marcha a mais, um “modo hiperespaço” (como os caras da foto acima. Tem outra imagem deles aqui.)

No futebol mundial, além de Messi, Cristiano Ronaldo e Neymar, ninguém mais consegue ser tão rápido com a bola dominada.

O que Neymar fez no terceiro gol  do Santos (3 x 1 no Internacional), ontem, foi assustador. Ele estava tão à frente, em todas as dimensões, que foi impossível acompanhá-lo. Já rolou a bola para longe, logo no primeiro drible, e deixou o mundo para trás.

Incrível capacidade de saber onde está, onde estão os outros, onde se quer chegar e como chegar até lá. Tudo isso sem perder a bola e, claro, criando as condições de finalizar com sucesso.

Neymar é um exímio finalizador, também. Mas isso é óbvio faz tempo.

O segundo gol impressionou de forma semelhante, apesar das diferenças (mais tráfego, mais dribles). A velocidade de raciocínio e de movimentos também decidiu.

Há um momento em que, já dentro da área, o zagueiro Rodrigo Moledo identifica a oportunidade de dar o bote na bola. E o faz. Mas, quando faz, Neymar já não estava mais ali.

A impressão que dá é que ele está a 300 por hora, os outros jogadores estão a 100, e, para Neymar, tudo se move em câmera lenta.

É covardia.

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Bravíssima e histórica atuação do Fluminense (2 x 1 no Boca Juniors), em La Bombonera.

Pode-se dizer que o Boca de hoje não é aqueeeeeeeele Boca, mas estava invicto havia 36 jogos e isso encerra o debate.

O resultado não pode ser supervalorizado, lógico, mas faz parte dos momentos que constroem um time vencedor.

Quando passam do discurso teórico do “nós podemos” para a prática do “nós fizemos”, times ganham força mental e se tornam mais conscientes do que são capazes.

No caso do Fluminense, saber que é capaz de fazer o que não acontece sempre (o Boca só perdeu 5 vezes em sua casa pela Libertadores: Santos, Cruzeiro, Cruz Azul, Paysandu e Fluminense) é uma arma e tanto.

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O Corinthians (2 x 0 no Nacional-PAR) conseguiu um resultado obrigatório. Sem ser brilhante mas sem sofrer nem um minuto.

Dessa vez, a “neura” da Libertadores não jogou a favor do adversário, transformando-o num time melhor do que realmente é.

A torcida e o clima no Pacaembu têm muito a ver com isso, mas, em última análise, tudo começa com o comportamento do time.

Ter conseguido controlar o jogo e o ambiente foi tão importante quanto vencer.



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