AZARADO



Quantos problemas de interpretação…

Jérôme Valcke tem um importante currículo de declarações mal entendidas.

Recentemente, dois casos: o email trocado com o impoluto Jack Warner, no qual o secretário-geral da Fifa escreveu que o Catar “comprou” a Copa do Mundo de 2022, e depois disse que se referia ao “grande orçamento” do país.

Isso foi em maio do ano passado.

Agora, o episódio do traseiro brasileiro, vítima das sutilezas que se perdem na tradução do francês para o português.

Só que o problema é uma terceira língua.

Jornalistas que acompanharam a entrevista em que Valcke disse o que disse lembram que o idioma usado foi o inglês.

Valcke proferiu “arse”, uma vulgaridade que é até pior do que “traseiro”.

Não importa se, em francês, o que ele quis dizer tem outra conotação. O que importa é que antes de reclamar por ter sido mal interpretado, Valcke chamou a reação brasileira de “infantil”. O pedido de desculpas foi tão sincero quanto o choro de uma atriz veterana.

Não se discute o atraso, a lentidão, o tamanho do rolo que é a Copa no Brasil. A questão é a falta de respeito (a propósito: chamar Valcke de “vagabundo” só rebaixa ainda mais o nível da conversa), que obviamente provocaria uma reação.

Má interpretação… De novo? É muito azar para um secretário-geral só.



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